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Avaliação dos serviços públicos que atendem crianças com distúrbios mentais na cidade de Campinas

Moraes, C.¹; Tella, M.R.Z.²; Amaral, C.N.³
1 Professor de psiquiatria infantil da PUC-Campinas
2 e 3 Alunas do sexto ano de medicina da PUC-Campinas

Introdução:
Segundo a Organização Mundial de Saúde, dentre todas as enfermidades, aquela que apresentou maior incremento em sua incidência foi a doença mental. Estima-se que a prevalência de problemas mentais seja de 10% da população geral, sendo que uma grande parcela desse contingente é composta por crianças. Estudos feitos na década de 90 demonstram a prevalência de doenças psiquiátricas na infância entre 14% a 20% (Brandemburg, Friedman,& Silver,1990; Costello 1989; Costello et al.,1996: Schaffer et al.,1996). Do número total de casos, 2% são considerados casos graves, 8% casos moderados e o restante são tidos como casos leves (Earls1985; Earls 1989). Costello et al., 1993) relatam que uma em cada cinco crianças apresentam algum tipo de transtorno mental, uma em dez está seriamente comprometida e apenas metade destas está recebendo tratamento em centros especializados em transtornos mentais.
Alterações de conduta, sentimentos de tristeza e ansiedade, envolvimento com drogas, hiperatividade motora, dificuldades de aprendizagem são queixas cada vez mais freqüentes nos serviços públicos e particulares especializados no atendimento de indivíduos com menos de 12 anos de idade.
Em nosso país, esse quadro é agravado pelo desrespeito aos direitos das crianças estabelecidos pela Convenção Internacional dos Direitos da Criança (ONU), pela Constituição Brasileira de 1998 e, principalmente, pelo Estatuto da Criança e Adolescente (1990), pois faz com que a fome, a ausência de moradias, escolas adequadas e saneamento básico afetem o desenvolvimento físico e mental de milhões de crianças brasileiras (BOLETTA et. al., 1994).

César de Moraes
Médico Psiquiatra, prof. da Fac. Mec. PUCCAMP.
Rua Tiradentes, 375 - Guanabara
Campinas- SP

tel.: (019) 2362487
cemoraes@uol.com.br

TOC Infantil

Autismo Infantil

Dr. César de Moraes

Atualmente, metade das crianças brasileiras convive em famílias sem condições econômicas e sociais que permitam uma existência saudável a seus filhos. Enfrentam riscos como impacto da violência urbana , pobreza, más condições de vida, má nutrição , drogas, AIDS, abuso sexual, negligência, trabalho infantil e impacto de doenças que afetam os pais, como demonstraram Cohen & Bromet(1992) que a hostilidade da mãe depressiva é um importante mediador no comportamento das crianças .
Além de medidas sociais e educacionais, é evidente que a existência de uma rede de serviços especializados que atendam essas crianças com problemas mentais é necessária, diminuindo, assim, o inquestionável sofrimento que essas patologias causam nas crianças e em suas famílias, e o impacto futuro que essas questões mentais e sócio-emocionais geram sobre a personalidade e saúde mental desses indivíduos na vida adulta.
Soma-se o fato que o diagnóstico e tratamento precoces promovem uma economia das verbas públicas, se comparado ao custo do tratamento tardio. Uma criança com problemas psiquiátricos quando não tratada de forma adequada, na idade adulta trará despesas no sistema educacional, judiciário e seguridade social (no Brasil, a doença mental é responsável por metade dos benefícios previdenciários, por motivo de doença). Em uma análise realizada na Inglaterra, constatou-se que para manter um adulto que não consegue trabalhar por problemas de ordem emocional, mesmo que não seja viciado em drogas ou álcool custa para o governo dez vezes mais que se tivesse recebido tratamento psiquiátrico na infância.(LIGHT,D.W.;BAILEY,V.F.A.,1998).
No entanto, a provisão de serviços de saúde mental para crianças e adolescentes, como parte essencial das prioridades nacionais de saúde, tem sido negligenciada na maioria dos países em desenvolvimento (Miranda & Kitano, 1976). Esse fato não tem impedido que esses serviços sejam instalados, funcionem e cresçam de modo desorganizado, como vem ocorrendo com a assistência ambulatorial pública às crianças com transtornos mentais na cidade de Campinas, no Estado de São Paulo.
Esse crescimento desorganizado da assistência é imposto pelo processo acelerado de mudanças sócio-econômicas, urbanização e industrialização que podem não só levar a um aumento da incidência das doenças mentais, mas também, pelo seu impacto na estrutura familiar e nas condições de vida, resultar na diminuição da tolerância social aos desvios de conduta (Mehryar & Khajavi, 1977).
Apesar das recomendações da Organização Mundial de Saúde (LEVAV, RETREPO & MACEDO, 1994), a prática habitual de avaliação dos serviços de saúde mental não tem ocorrido. Pouco se sabe a respeito da organização dos serviços que atendem crianças com problemas mentais em nosso país, fato que impede uma melhor organização e eficácia de atendimento dos diversos serviços existentes.

Objetivos:
Acreditando que a Universidade somente desempenha seu papel social, quando participa da produção de conhecimentos que revertam em benefício à comunidade, o presente trabalho visa fazer um levantamento inicial de dados acerca de indicadores de qualidade do atendimento ambulatorial público na cidade de Campinas, durante o ano de 2000, propondo possíveis estratégicas para a melhoria do atendimento à população.
Materiais e métodos:
O levantamento foi feito a partir da opinião dos profissionais que trabalham nos diversos serviços públicos que prestam atendimento às crianças com dificuldades mentais ou emocionais.
Para tanto, foi utilizado um questionário semi-estruturado criado para avaliação de alguns indicadores de qualidade dos diversos serviços.
O questionário total é formado por 35 questões diretas e focais relacionadas a diversos indicadores de qualidades. Ele é subdividido em seis subquestionários: encaminhamento (duas questões), público-alvo (cinco questões), rotina dos pacientes dentro do serviço (treze questões), rotina dos profissionais (oito questões), estrutura física (seis questões) e sugestões (uma questão).
Os questionários, aplicados por um dos autores do trabalho, foram respondidos por um dos membros da equipe de saúde mental ou a pela coordenadora dos diversos serviços pesquisados.

Resultados:
Apesar de uma informação inicial dizendo que todos os 43 Centros de Saúde da cidade de Campinas atenderiam crianças com problemas emocionais, de fato, apenas 11 destes serviços prestam esse tipo de atendimento à população e se dispuseram a responder o questionário (4 Centros de Saúde não responderam o questionário).Dos 15 Centros de Saúde que oferecem atendimento de saúde mental infantil, 5 localizam-se na região Norte da cidade,5 na região Sul, 2 na Leste e 3 na Oeste. Informações complementares foram obtidas com a aplicação do questionário em dois serviços universitários (ambulatório de psiquiatria infantil da Unicamp e ambulatório de psiquiatria infantil da Pucc) e no Centro de Vivência Infantil (CEVI), serviço de saúde ligada a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, que presta atendimento intensivo e multidisciplinar às crianças com transtornos psiquiátricos graves. Estima-se que o atendimento público de crianças com transtornos psiquiátricos, na cidade de Campinas, seja realizada por esses serviços pesquisados.
A apresentação dos dados obtidos será realizada de acordo com o nível de atenção pretendido pelos serviços pesquisados e de acordo com a subdivisão do questionário aplicado. A discussão e apresentação de propostas serão realizadas conjuntamente entre todos os serviços para não haver uma visão fragmentada da rede de atendimento ambulatorial.

A - Em relação aos centros de saúde, coletamos as seguintes informações:
1 - Encaminhamento:
Além das procuras espontâneas, os centros de saúde recebem encaminhamentos de crianças com problemas emocionais de diversas fontes (como creches, serviços comunitários, outros centros de saúde e hospitais da região), mas todos os centros de saúde concordam que os encaminhamentos vindos da escola são, de longe, os mais prevalentes. Apesar dos encaminhamentos internos e externos realizados por terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, auxiliares de enfermagem, são os médicos pediatras que constituem o grupo de profissionais que mais fazem encaminhamentos para esse tipo de atendimento.
Frases do tipo "dificilmente é utilizado", "não é usado rotineiramente", exemplificam as falhas no sistema de referência e contra-referência. Mais de metade dos entrevistados concorda que o sistema de referência e contra-referência é falho e pouco utilizado. As queixas são maiores quanto se trata da comunicação com os serviços de nível terciário, que "praticamente não existe".

2 - Público Alvo:
Os centros de saúde atendem crianças de todas as faixas etárias, apesar dos atendimentos com crianças em idade escolar sejam os mais comuns.
Como que era de se esperar para um sistema universal de saúde, não há critérios de inclusão definidos para os diversos serviços. Casos de transtornos de aprendizagem costumam ser encaminhados para a Policlínica e os casos de psicoses, autismos e neuroses graves costumam ser encaminhados para Centro de Vivência Infantil (CEVI).
As crianças atendidas não residem com famílias padrões (pais e filhos). Residem em grandes famílias (com pais, avós, tios solteiros, etc.) ou em famílias desestruturadas, sem a presença paterna , com pais violentos, mães deprimidas e com sérias dificuldades econômicas. Com essa estrutura familiar, as famílias participam pouco dos tratamentos e, geralmente, depositam a responsabilidade da "cura" da criança nos profissionais que as atendem. Contudo, em 4 Centros de Saúde através do tratamento dos filhos, os pais tinham a oportunidade de ser encaminhados para grupo de orientação ou até mesmo tratamento psicoterápico.

3 - Rotina do paciente no serviço:
Mais da metade dos centros de saúde não apresentam um trabalho preventivo estruturado. Nos centros de saúde aonde o trabalho preventivo ocorre, ele é baseado nos grupos de orientação de pais e palestras com temas diversos às escolas.
Ao chegar ao centro de saúde em busca de ajuda, a criança com transtornos mentais depara-se na maior parte das vezes com uma psicóloga que faz a avaliação da criança.É a classe profissional que, além de fazer o acolhimento das famílias e crianças, mais dá continuidade nos atendimentos das crianças, através dos acompanhamentos psicoterápicos. O atendimento psicológico é a base dos atendimentos nos centros de saúde (a maior parte das vezes, é o único profissional que atende o paciente). Quando necessário, os casos são avaliados por um pediatra ou psiquiatra, que na maioria das vezes não tem experiência com os diagnósticos psiquiátricos e com o uso de psicofármacos na infância.
Apesar de haver uma diferença muito grande do tempo de espera para o primeiro atendimento entre os diversos serviços, esse tempo é, em média, de 30 dias. O menor tempo de espera foi de três dias e o maior, foi de nove meses.
Em média, ocorrem quatro atendimentos de avaliação da criança até a devolutiva aos pais. Quando há necessidade de abordagens terapêuticas, as principais modalidades de atendimento utilizadas são a psicoterapia individual, a psicoterapia de grupo, orientação familiar, orientação à escola e acompanhamento psicopedagógico, quando existe o profissional disponível. Geralmente, os atendimentos grupais são abertos, possibilitando a entrada de pacientes em qualquer momento dos grupos. A orientação mais utilizada para os atendimentos psicoterápicos é a psicanalítica, seguida das técnicas de psicodrama e os atendimentos realizados pela terapeuta ocupacional.
Não há tempo de espera para iniciar o tratamento psicoterápico em três Centros de Saúde. Em compensação, em dois deles, o tempo de espera ultrapassa o período de um ano.
Em todos os Centro de Saúde existe a possibilidade de agendar o atendimento da criança no mesmo dia, desde que seja necessário(casos de emergência). Os casos de urgência psiquiátrica na infância costumam ser encaminhados ao pronto-socorro do HMCP/PUCC ou do HC-Unicamp.
Mais da metade dos profissionais entrevistados não soube informar o tempo que a criança permanece em tratamento no centro de saúde. Dois serviços entrevistados utilizam a técnica de psicoterapia breve e o tempo médio de permanência da criança em atendimento nesses serviços é de três meses.
Visitas às famílias das crianças em atendimento são realizadas sempre que se julgue necessário, em todos os centros de saúde pesquisados.

4 - Rotina dos profissionais:
As equipes de atendimento de crianças com distúrbios mentais, geralmente, são constituídas de profissionais da área de psicologia, psiquiatria e terapia ocupacional. A constituição da equipe de saúde mental é muito variada. Encontramos equipes maiores constituídas por dois psiquiatras, duas psicólogas, uma terapeuta ocupacional e uma enfermeira, até equipes constituídas por uma psicóloga e um psiquiatra. Em raros casos, há a participação de outros profissionais como enfermeira, assistente social e psicopedagoga.
As equipes têm reuniões semanais para discussão dos problemas internos do serviço.Mensalmente, há reuniões de coordenadores ou dos profissionais da região a qual pertence o centro de saúde, mas não há reuniões específicas com outras unidades ou serviços de assistência às crianças com distúrbios mentais e emocionais. Além dos atendimentos prestados, os profissionais encontram tempo para se comunicar com os pais e professores das crianças, para orientação ou coleta de dados necessária para uma boa avaliação diagnóstica. A comunicação é feita por carta, telefone ou mesmo pessoalmente.
Em nenhum dos serviços pesquisados há um processo de avaliação periódica da eficácia dos tratamentos propostos. Não há um registro de altas dos pacientes ou um controle das desistências. A maior parte dos serviços, após duas faltas consecutivas, envia aerograma para o paciente, caso não haja procura, ele é excluído do tratamento. . Apenas em casos graves, existe busca ativa após faltas sucessivas dos pacientes.
A Prefeitura Municipal de Campinas busca auxiliar a reciclagem dos profissionais através de sua liberação para um evento científico por ano. Em alguns casos especiais, a Prefeitura libera horas de dedicação ao trabalho, para a realização de cursos e especializações. Grande parte dos profissionais tem especialização (poucos na área infantil) e uma menor parte fez pós-graduação (há dois mestres, um mestrando e um doutor na rede básica de saúde trabalhando diretamente com crianças com transtornos mentais). Apesar de tentar favorecer a reciclagem profissional, não há apoio econômico direto para participação de eventos científicos.

5 - Estrutura Física:
As queixas mais comuns em relação a estruturada física são o pequeno tamanho das salas e a pouca privacidade nos atendimentos, devido a interrupções constantes e uma acústica inadequada.
Não há salas com mobiliário específico para o atendimento de crianças. Geralmente, o mobiliário é do tipo escritório ou com mobiliário médico.
Não há material lúdico adequado e em quantidade suficiente para os atendimentos. A Prefeitura não cede o material lúdico necessário para a observação e psicoterapia e nem os testes psicológicos desejáveis na realização do psicodiagnóstico. É uma constante que o material seja trazido pelo próprio profissional, que o ganha da comunidade, ou mesmo paga por ele.
Em todos os serviços pesquisados existem meios de comunicação através do telefone, fax ou aerograma.

6 - Sugestões:
A maior preocupação dos entrevistados foi em relação à demanda excessiva de crianças contrastando com o reduzido número de profissionais que realiza esse tipo de atendimento. Portanto a maior parte dos profissionais sugere a ampliação das equipes de trabalho e a criação de outros serviços que atendam essa população (mais centros de saúde com equipes de saúde mental e serviços nos moldes do Centro de Vivência Infantil). Investimentos na criação de áreas de lazer e esportes para crianças na comunidade também seriam bem vindos.
Outras sugestões comuns foram: ampliação dos trabalhos de prevenção, a melhoria da qualidade e uma maior quantidade de materiais e locais específicos de atendimento, além de maior garantia da segurança dos membros da equipe.
Todos os profissionais entrevistados consideram de extrema importância que seja estabelecido um cronograma de reuniões entre as equipes de Saúde Mental que atuam na cidade, tanto para a discussão de casos, quanto para troca de experiências visando uma maior eficácia do Serviço oferecido pela rede Pública.

B - Em relação ao Centro de Vivência Infantil, coletamos as seguintes informações:
1 - Fonte de encaminhamento:
As crianças atendidas pelo CEVI são encaminhadas pelos Centros de Saúde e policlínicas da Prefeitura da Campinas, além de instituições assistenciais (tipo APAE) e dos serviços universitários (Unicamp, PUCC e Universidade Paulista).
Apesar de haver um sistema de encaminhamento através de papel realizado na rede pública, os encaminhamentos são, geralmente, realizados por telefone, pois favorece uma discussão mais ampla de cada caso atendido.

2 - Público - alvo:
O CEVI atende crianças e adolescentes até a idade de 15 anos, sendo que a idade mais prevalente nos atendimentos é de 4 anos. Os diagnósticos atendidos pelo serviço são: transtornos do desenvolvimento psicológico (F80-F89), transtornos neuróticos (F40-48), transtornos esquizotípicos (F20-F29), além dos transtornos emocionais e de comportamento (F90-F98). São excluídos do tratamento as crianças que preencham critérios diagnósticos para retardo mental e síndromes orgânicas.
As crianças atendidas no serviço, geralmente, são provenientes de famílias que não seguem o modelo clássico de constituição familiar (presença de pai, mãe e irmãos), são famílias pobres e da periferia da cidade, com inúmeras pessoas residindo no mesmo local e, muitas vezes, sem apresentar vínculo familiar de sangue.
Principalmente no início do acolhimento, o CEVI tem uma preocupação especial em atender essas famílias que, em inúmeros casos, são atendidas separadamente como único recurso de tratamento.

3- Rotina do paciente no serviço:
O primeiro contato da família e da criança com o serviço é realizado com a equipe de triagem (constituída por um profissional da área infantil e outro da área familiar), sendo que o tempo de espera até a primeira consulta não ultrapassa duas semanas. Apesar do número variável de atendimentos, a avaliação global da criança tende a ser realizada no período de dois meses, quando se dá a devolutiva da proposta terapêutica para a criança e suas famílias.
Caso haja necessidade, dentro da proposta terapêutica da criança, existem inúmeras modalidades possíveis de tratamento, como segue:

Modalidades terapêuticas oferecidas às crianças:
1. Psicoterapia de grupo
2. Atendimentos em grupo de terapia ocupacional
3. Atendimentos em grupo de fonoaudiologia
4. Treinamento de atividades de vida diária
5. Culinária
6. Atelier
7. Espaço de convivência e lanche
8. Grupos de expressão corporal
9. Grupos conjugados de atendimento
Modalidades terapêuticas oferecidas às famílias:
1. Orientação para grupos de pais
2. Atendimento terapêutico pa ra o casal
3. Atendimento para o conjunto mãe-criança

Além dos atendimentos acima descritos, há atendimento psicológico e psiquiátrico individualizado e visitas familiares, quando necessário.
Não há lista de espera para a realização das diversas modalidades de atendimento.
Apesar da impossibilidade do atendimento de situações de emergência, que são encaminhados para o HMCP - PUCC, o atendimento de alguns casos especiais (já pacientes do serviço ou egressos de internação) costumam ser prioritários.
Nos casos de desistência do tratamento, há busca ativa dos casos para saber o seu motivo.
Os critérios de avaliação da melhora da criança incluem a busca de autonomia, a capacidade de comunicar seus sentimentos e de lidar com suas frustrações.

4- Rotina dos profissionais:
A equipe do CEVI é constituída dos seguintes profissionais: 3 psicólogas ( 80 horas semanais de atendimento), 3 psiquiatras (44 horas semanais de atendimento), 2 terapêuticas ocupacionais, 1 fonoaudióloga ( 30 horas de atendimento semanal), 1 assistente social ( 30 horas de atendimento semanal), 1 enfermeira ( 30 horas de atendimento semanal), 1 neuropediatra ( 3 horas semanais) e 4 auxiliares de enfermagem ( 108 horas de atendimento semanal). Em sua maior parte com especialização na área infantil ou familiar, os membros da equipe costumam se reunir semanalmente para discussão dos problemas internos do serviço, além de se reunirem, mensalmente, com outros serviços ou profissionais, visando uma maior integração dos atendimentos.

5 - Estrutura física:
O CEVI ocupa uma boa estrutura física formada por 3 consultórios, 3 salas de grupo, uma sala de convivência e lanche, uma oficina, uma biblioteca, um dispensário e um quintal. As salas têm estrutura e tamanhos adequados aos atendimentos. Há meios de comunicação adequados as necessidades do serviço (telefone, fax e internet).
Apesar de haver material suficiente de escritório, o material específico para o atendimento das crianças é dependente, principalmente, de doações.

6- Sugestões:
Ampliação dos recursos de internação, exames complementares mais sofisticados, maior número de atendimentos especializados ( odontológico, genético, por exemplo), e ampliação do número de encaminhamentos dentro da própria rede e com o conselho tutelar.

C - Em relação aos serviços universitários, foram coletadas as seguintes informações:
1 - Fonte de encaminhamento:
As crianças avaliadas nos serviços universitários (Unicamp e PUCC), em sua maioria, costumam ser encaminhadas de serviços de saúde mental de Campinas ou cidades da região. Também são comuns os encaminhamentos internos (vindos dos próprios hospitais universitários: Hospital e Maternidade Celso Pierro - PUCC e Hospital das Clínicas da Unicamp). O sistema de referência e contra-referência com os ambulatórios de psiquiatria infantil da PUCC e Unicamp têm funcionado, na maioria das vezes.

2 - Público - alvo:
O CEVI atende crianças e adolescentes até a idade de 15 anos, sendo que a idade mais prevalente nos atendimentos é de 4 anos. Os diagnósticos atendidos pelo serviço são: transtornos do desenvolvimento psicológico (F80-F89), transtornos neuróticos (F40-48), transtornos esquizotípicos (F20-F29), além dos transtornos emocionais e de comportamento (F90-F98). São excluídos do tratamento as crianças que preencham critérios diagnósticos para retardo mental e síndromes orgânicas.
As crianças atendidas no serviço, geralmente, são provenientes de famílias que não seguem o modelo clássico de constituição familiar (presença de pai, mãe e irmãos), são famílias pobres e da periferia da cidade, com inúmeras pessoas residindo no mesmo local e, muitas vezes, sem apresentar vínculo familiar de sangue.
Principalmente no início do acolhimento, o CEVI tem uma preocupação especial em atender essas famílias que, em inúmeros casos, são atendidas separadamente como único recurso de tratamento.

3- Rotina do paciente no serviço:
O primeiro contato da família e da criança com o serviço é realizado com a equipe de triagem (constituída por um profissional da área infantil e outro da área familiar), sendo que o tempo de espera até a primeira consulta não ultrapassa duas semanas. Apesar do número variável de atendimentos, a avaliação global da criança tende a ser realizada no período de dois meses, quando se dá a devolutiva da proposta terapêutica para a criança e suas famílias.
Caso haja necessidade, dentro da proposta terapêutica da criança, existem inúmeras modalidades possíveis de tratamento, como segue:

Modalidades terapêuticas oferecidas às crianças:
1. Psicoterapia de grupo
2. Atendimentos em grupo de terapia ocupacional
3. Atendimentos em grupo de fonoaudiologia
4. Treinamento de atividades de vida diária
5. Culinária
6. Atelier
7. Espaço de convivência e lanche
8. Grupos de expressão corporal
9. Grupos conjugados de atendimento
Modalidades terapêuticas oferecidas às famílias:
1. Orientação para grupos de pais
2. Atendimento terapêutico pa ra o casal
3. Atendimento para o conjunto mãe-criança

Além dos atendimentos acima descritos, há atendimento psicológico e psiquiátrico individualizado e visitas familiares, quando necessário.
Não há lista de espera para a realização das diversas modalidades de atendimento.
Apesar da impossibilidade do atendimento de situações de emergência, que são encaminhados para o HMCP - PUCC, o atendimento de alguns casos especiais (já pacientes do serviço ou egressos de internação) costumam ser prioritários.
Nos casos de desistência do tratamento, há busca ativa dos casos para saber o seu motivo.
Os critérios de avaliação da melhora da criança incluem a busca de autonomia, a capacidade de comunicar seus sentimentos e de lidar com suas frustrações.

4- Rotina dos profissionais:
A equipe do CEVI é constituída dos seguintes profissionais: 3 psicólogas ( 80 horas semanais de atendimento), 3 psiquiatras (44 horas semanais de atendimento), 2 terapêuticas ocupacionais, 1 fonoaudióloga ( 30 horas de atendimento semanal), 1 assistente social ( 30 horas de atendimento semanal), 1 enfermeira ( 30 horas de atendimento semanal), 1 neuropediatra ( 3 horas semanais) e 4 auxiliares de enfermagem ( 108 horas de atendimento semanal). Em sua maior parte com especialização na área infantil ou familiar, os membros da equipe costumam se reunir semanalmente para discussão dos problemas internos do serviço, além de se reunirem, mensalmente, com outros serviços ou profissionais, visando uma maior integração dos atendimentos.

5 - Estrutura física:
O CEVI ocupa uma boa estrutura física formada por 3 consultórios, 3 salas de grupo, uma sala de convivência e lanche, uma oficina, uma biblioteca, um dispensário e um quintal. As salas têm estrutura e tamanhos adequados aos atendimentos. Há meios de comunicação adequados as necessidades do serviço (telefone, fax e internet).
Apesar de haver material suficiente de escritório, o material específico para o atendimento das crianças é dependente, principalmente, de doações.

6- Sugestões:
Ampliação dos recursos de internação, exames complementares mais sofisticados, maior número de atendimentos especializados ( odontológico, genético, por exemplo), e ampliação do número de encaminhamentos dentro da própria rede e com o conselho tutelar.

C - Em relação aos serviços universitários, foram coletadas as seguintes informações:
1 - Fonte de encaminhamento:
As crianças avaliadas nos serviços universitários (Unicamp e PUCC), em sua maioria, costumam ser encaminhadas de serviços de saúde mental de Campinas ou cidades da região. Também são comuns os encaminhamentos internos (vindos dos próprios hospitais universitários: Hospital e Maternidade Celso Pierro - PUCC e Hospital das Clínicas da Unicamp). O sistema de referência e contra-referência com os ambulatórios de psiquiatria infantil da PUCC e Unicamp têm funcionado, na maioria das vezes.

2- Público-alvo:
Crianças iniciando suas vidas escolares e vindas de famílias com as mais diversas constituições. No ambulatório de psiquiatria infantil da Unicamp não existem critérios específicos de inclusão no atendimento ou avaliação (são atendidas todas as crianças que procuram atendimento ou orientação). Já no ambulatório de psiquiatria infantil da PUCC, são atendidas crianças com sintomatologia psiquiátrica grave (psicoses, transtornos invasivos, transtornos afetivos e de ansiedade, enurese, encoprese, distúrbios alimentares, além de transtornos comportamentais e emocionais. Também é comum o atendimento às crianças com distúrbios emocionais secundários às patologias clínicas). São excluídas do atendimento crianças com transtornos de conduta, com transtornos de habilidades escolares e com retardo mental puro sem sintomas psiquiátricos.
As famílias recebem orientações específicas a respeito dos problemas das crianças.

3- Rotina do paciente no serviço:
Após um período de espera que varia de 2 a 3 meses, a criança que chega ao serviço universitário tem contato com um psiquiatra infantil (a grande maioria das vezes, é atendida por um residente de psiquiatria infantil) ou uma psicóloga assistente do hospital ou realizando alguma especialização com crianças. O número de atendimentos até a devolutiva costuma ser de 3 a 4 consultas, quando se estabelece uma proposta terapêutica para a criança e/ou suas famílias. No inicio do tratamento a criança, geralmente, freqüenta o serviço semanalmente e, à medida que vai melhorando, o período de atendimento vai espaçando até atendimentos quadrimestrais.
As modalidades de atendimento oferecidas para as crianças são psicoterápicas (grupo e individual), psicofarmacológicas e familiares, através da orientação individual ou em grupo. Praticamente, inexiste atendimento fonoaudiológico, psicopedagógico ou de terapia ocupacional dentro desses serviços. Quando essas modalidades de tratamento são requeridas, as crianças são encaminhadas para outros serviços da rede pública ou, dentro próprio hospital, para outros ambulatórios especializados.

4 -Rotina dos profissionais:
A equipe do ambulatório de psiquiatria infantil da Unicamp é constituída por psiquiatras da infância, psicólogos e terapeutas ocupacionais. Muitos são estudantes do curso de pós-graduação (nível de doutorado e mestrado) ou de especialização (residência ou cursos de especialização), a supervisão é feita pelos docentes do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria. Como era de se esperar em um serviço universitário, a reciclagem e a participação em pesquisas e eventos científicos é rotina para os profissionais.
Já a equipe do ambulatório de saúde mental da criança da Pucc é constituída por um psiquiatra infantil e duas psicólogas (uma especializada em crianças e outra especializada em famílias). Os profissionais participam de eventos científicos com freqüência e costumam participar de atividades acadêmicas.
Existem reuniões freqüentes para discussão do serviço nos ambulatórios universitários, mas o contato com outros serviços de saúde que atendam crianças e adolescentes é praticamente nulo. Não existem reuniões estruturadas e regulares para a discussão dos atendimentos com outras instituições ou serviços, ou mesmo com outros profissionais que atendam a criança.

5 - Estrutura física:
A estrutura física é inadequada, pois as salas são pequenas, em pequeno número, sem mobiliário adequado ao atendimento de crianças. O material utilizado é trazido pelos próprios profissionais.

6 - Sugestões:
Melhorar o espaço físico e o serviço de referência e contra-referência, ampliar o contato com outros serviços de saúde, contratar mais profissionais para a assistência (a maior parte dos profissionais da assistência é composta de estagiários que não recebem salário, favorecendo a alta rotatividade de profissionais). Ampliar o trabalho multidisciplinar.

Discussão:
À partir dos dados obtidos, conseguimos refletir sobre a qualidade do atendimento oferecido às crianças com problemas psiquiátricos e psicológicos na cidade de Campinas.
Crianças de todas as faixas etárias procuram atendimento psiquiátrico, sendo que as crianças em idade escolar constituem a principal faixa de idade.Geralmente, são oriundas de famílias que não atendem ao modelo clássico de família (constituída por pais e filhos), e sim, costumam apresentar inversões nas funções maternas e paternas, ausência de um ou ambos os pais, filhos criados por avós, tias e vizinhos, dentre tantos outros modelos de dinâmica familiar. Muitas vezes, são consideradas como famílias desestruturadas, pelos profissionais que as atendem, e com sérios problemas emocionais e sócio-econômicos (alcoolismo, comportamentos violentos, sintomas depressivos, falta de dinheiro para necessidades básicas, dentre outros).
Essas crianças, que apresentam dificuldades pedagógicas, emocionais, ou mesmo psiquiátricas importantes e com sério impacto sobre seu desenvolvimento físico-mental, são reconhecidas e encaminhadas de diversas fontes, sendo que as escolas e os médicos pediatras são a fonte de encaminhamentos mais importante.
Apesar da evidente necessidade de se trabalhar com as famílias, as escolas e os médicos pediatras das crianças com dificuldades emocionais, pois são as fontes principais de encaminhamento e constituem (escola e família) a rede de apoio das crianças, fica claro que a maior parte dos serviços pesquisados se utiliza pouco dos recursos de prevenção, orientação e detecção de casos que poderiam ser realizados junto às escolas, famílias e médicos. Poucos são os Centros de Saúde que têm um trabalho estruturado junto às escolas da comunidade e, praticamente, inexiste um trabalho de orientação e tratamento das famílias com crianças que apresentam sintomas emocionais. Apenas o CEVI, os ambulatórios universitários e dois Centros de Saúde têm trabalhos estruturados com as famílias e apenas o CEVI e outros dois Centros de Saúde têm trabalhos específicos de prevenção junto às escolas (desde orientação aos professores, orientação familiar, até um trabalho direto com as crianças).
É importante ponderar que a partir do encaminhamento, praticamente inexiste uma contra-referência, havendo pouco, ou nenhum contato, entre os profissionais que estão avaliando a criança e os profissionais que reconheceram primariamente a necessidade de avaliação e tratamento.
A ausência de um trabalho mais integrado com as escolas e as famílias das crianças atendidas é originada e agravada pela carência de recursos humanos especializados e a existência de equipes desfalcadas e muito heterogêneas.
O profissional da área de psicologia é a principal referência de avaliação e abordagem terapêutica das crianças e suas família. Há uma carência de profissionais da área médica ( pediatras e psiquiatras) que tenham experiência com a avaliação e o tratamento de crianças com problemas mentais. Apesar da existência dos profissionais nos centros de saúde, muitos deles não prestam o atendimento à população por falta de preparo técnico. Cabe destacar a carência de profissionais na área de psicopedagogia, profissionais extremamente importantes no tratamento de crianças com distúrbios de aprendizagem.
É de extrema importância o papel das universidades na formação de profissionais com maior qualificação e experiência no trato de crianças e adolescentes com problemas mentais, bem como, na realização de pesquisas epidemiológicas na área que norteassem as políticas de saúde.A ampliação do número de vagas nos programas de residência médica em psiquiatria infantil, ou mesmo, a possibilidade dos profissionais que trabalham com saúde mental de crianças de realizar estágios, especializações e cursos de reciclagem subsidiadas pelo poder público aumentaria a qualificação e o número de profissionais, numa área carente de especialização e experiência.
É de extrema importância a reestruturação das equipes de saúde mental de crianças que atendem nos Centros de Saúde, pois além de serem heterogênias (sem aparentemente seguir um padrão), muitos profissionais acabam trabalhando de forma isolada. A criação de centros de atendimento especializados, que atendessem em centros de saúde estrategicamente selecionados (nos moldes do Centro de Vivência Infantil, uma ilha de excelência no atendimento de crianças com problemas mentais na cidade de Campinas, mas sem tanta complexidade), seria viável pela própria recolocação dos profissionais que já atendem na rede pública da cidade nos diversos centros de saúde.
Intensificar o número de reuniões entre os diversos centros de atendimento com discussões em cima de uma coleta única de dados auxiliaria na otimização de recursos, além de favorecer uma melhor comunicação entre as diversas equipes.
O principal recurso terapêutico é o recurso psicoterápico que se caracteriza por ser, principalmente, de orientação psicanalítica e grupal. Vale a pena ressaltar, que não há controle do tempo de permanência das crianças em tratamento e o controle de altas é muito deficitário. A manutenção das técnicas grupais e uma maior utilização de técnicas de psicoterapia breve, mais diretivas e focadas nos sintomas das crianças e suas famílias, aumentariam a resolutividade dos tratamentos e diminuiria o tempo inicio e permanência no tratamento.
Fica evidente como uma das queixas mais prevalentes, a necessidade de espaços mais adequados de atendimento, bem como, maiores recursos lúdicos e testes psicológicos necessários para uma boa avaliação emocional das crianças.
Mesmo não tendo sido alvo da pesquisa, há uma clara necessidade de uma unidade de internação psiquiátrica, adequada às necessidades de uma criança com problemas mentais, visto que as unidades de internação da Unicamp e da Pucc não apresentam estrutura física adequada a internação psiquiátrica de crianças.
Destaca-se a necessidade de reciclagem dos profissionais que atendem nos serviços de emergências psiquiátricas, visando uma maior qualificação em relação ao atendimento de crianças com problemas psiquiátricos.
Apesar das ausências do serviço de psicologia da Universidade Paulista (UNIP), dos serviços particulares de atendimento (clínicas multidisciplinares particulares e consultórios particulares) e das organizações não governamentais (tipo APAE, Instituto Pestallozzi), responsáveis por grande parte do atendimento de crianças com distúrbios mentais, os dados apresentados servem para uma análise inicial dos problemas no atendimento de crianças com sintomas mentais na cidade de Campinas-SP e servem de estímulo ao surgimento de novos trabalhos no tema. Nesses futuros trabalhos, devemos levar em consideração a opinião da população atendida, visto que, nesse trabalho inicial, optou-se como recurso de método a utilização da opinião dos profissionais que atendem na rede pública e universitária da cidade.
Conclusão:
Algumas medidas poderiam auxiliar na melhoria da qualidade do atendimento às crianças com distúrbios mentais na cidade de Campinas:

1. Intensificar os trabalhos de orientação familiar e ampliar a possibilidade de atendimento psicoterápico às famílias de crianças com distúrbios mentais.
2. Criar projetos específicos junto às escolas para prevenção de distúrbios emocionais com crianças em idade escolar e detecção das crianças com sintomas emocionais e mentais por parte de suas famílias e seus professores.
3. Cursos de reciclagem periódicos para pediatras, psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. Cursos personalizados de acordo com a implicação de cada categoria profissional no atendimento de crianças com distúrbios mentais na rede pública.
4. Rediscutir a forma de transferência e contratransferência e a comunicação entre os diversos profissionais do sistema de saúde implicados no atendimento de crianças com distúrbios mentais (principalmente o sistema de comunicação com a Universidade).
5. Ampliar o número de profissionais no atendimento de crianças com problemas mentais, através de parcerias entre as universidades e setor público para a realização da reciclagem e formação de profissionais especializados.
6. Ampliar as discussões da rede de atendimento entre os diversos serviços. Seria interessante reuniões entre as diversas instâncias de atendimento ( universidade, rede básica e Cevi).
7. Utilizar um único banco de dados que, além de favorecer trabalhos de pesquisa na área, seria um ótimo recurso para reavaliação constante da qualidade do serviço prestado, tempo de permanência dos pacientes em tratamento, controle de alta e trajeto do paciente na rede de atendimento.
8. Melhorar as salas de atendimento e oferecer recursos matérias mais adequados à avaliação e tratamento de crianças com problemas mentais. Utilização de recursos da comunidade seriam bem vindos.
9. Recolocar os profissionais que já atendem na rede básica, a partir da formação de centros de atendimento especializados no atendimento de crianças com distúrbios psiquiátricos, localizados em centros de saúde estratégicos. Esse procedimento ampliaria o número de equipes multidisciplinares, organizaria os atendimentos já realizados e favoreceria o encaminhamento para locais com maiores recursos de atendimento.
10. Criação de uma unidade de internação de crianças com problemas psiquiátricos.

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