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Dra. Magda Vaissman

Médica Psiquiatra
Curso de Pos-graduação em Depêndencia Química
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Dependência Química e Alcoolismo

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Esse estudo consiste numa avaliação de um programa de tratamento para funcionários de uma universidade pública, diagnosticados como dependentes do álcool. Realizou-se uma revisão na literatura sobre as principais teorias e práticas que versam sobre a avaliação de programas de alcoolismo em ambientes de trabalho.
Dra. Magda Vaissman

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Resumo de Trabalho Científico

VAISSMAN, Magda.

Alcoolismo como Problema de Saúde no Trabalho: Avaliação de um Programa de Tratamento para Funcionários de uma Universidade.
UFRJ/IPUB/ PROPPSAM, 1998.

Esse estudo consiste numa avaliação de um programa de tratamento para funcionários de uma universidade pública, diagnosticados como dependentes do álcool. Realizou-se uma revisão na literatura sobre as principais teorias e práticas que versam sobre a avaliação de programas de alcoolismo em ambientes de trabalho.

  • Objetivo Geral: avaliar o impacto do programa PAT/CEPRAL, considerando o indicador licença médica, medido em nº de dias de afastamento do trabalho, nos doze meses antes e nos doze meses posteriores à admissão do funcionário no programa, como medida de efetividade do programa.

    Metodologia: Elegeu-se como desenho de pesquisa avaliativa o estudo longitudinal, empregando-se para uma análise mais apurada a comparação entre os seguintes grupos: o de funcionários participantes alcoolistas do programa de tratamento (FPA), o de funcionários não participantes alcoolistas (FNPA) e um terceiro grupo constituído de funcionários não participantes e não alcoolistas (FNPNA). Para o diagnóstico de dependência/abuso do álcool utilizou-se a CIDI (Composite International Diagnostic Interview) para a classificação de acordo com os critérios diagnósticos da CID 10 e do DSM-III-R, nos pacientes em tratamento e nos dois outros grupos de comparação e, finalmente, calculou-se a média do nº de dias de afastamento do trabalho por licença médica nos três grupos.

    Resultados: Aplicou-se para a análise estatística dos resultados encontrados nos grupos os testes não paramétricos de Kruskal-Wallis e testes dos Sinais Ordenados para Dados Pareados de Wilcoxon, verificando-se: a) que o funcionário alcoolista (FPA) que estava em tratamento ficava menos dias de licença-médica que o grupo que não se tratava (FNPA), sendo nesse último 44% progrediram para um afastamento definitivo do trabalho por aposentadoria proporcional ao tempo de serviço, e comprovou-se uma diferença estatisticamente significante entre os grupos na média de dias de afastamento; b) que o índice de recuperação dos pacientes tratados e que permaneceram abstinentes do álcool durante doze meses foi de 35%, sendo esse resultado comparável aos vários outros achados de estudos internacionais.

    Conclusões: O estudo cumpriu parcialmente com os objetivos de avaliar a efetividade do programa PAT/CEPRAl, utilizando-se o indicador licença-médica como indicador de efetividade de programas de alcoolismo em ambientes de trabalho, concluindo-se que a aderência ao programa de tratamento do alcoolismo para os funcionários de uma universidade pública implica num menor nº de dias de afastamento do trabalho.

  • Tabela 1

    Estatísticas do número de dias de afastamento do trabalho

    dos funcionários por licenças médicas, diferenciadas por grupos

    Grupo

    Média

    Desvio Padrão

    Coeficiente de Variação (%)

    Antes

    Depois

    Antes

    Depois

    Antes

    Depois

    FPA 50 128 64

    165

    128

    128

    FNPA 33 229 84

    177

    259

    77

    FNPNA 2 16 6

    70

    247

    442

    Tabela 2

    Estatísticas diferenciadas para os grupos de alcoolistas

    Estatísticas

    FPA

    FNPA

    Número de Funcionários Observados

    20

    18

    Proporção de Aposentadorias

    0.20

    0.44

    Proporção de Abstinência Total do Álcool

    0.35

    0.00

    Tabela 3-Estatísticas do número de funcionários segundo o

    grau de dependência do álcool, diferenciados por grupo

    Grau de Dependência FPA FNPA

    FNPNA

    Grave

    7

    14

    0

    Moderada

    6

    1

    0

    Leve

    7

    3

    0

    Não existente

    0

    0

    24

    Nº de Funcionários (N)

    20

    18

    24


    Tabela 4

    Verificação da segunda hipótese testada no estudo

  • Hipótese: Não existe diferença entre o número médio de dias de afastamento do trabalho por licenças médicas entre os três grupos.
  • Grupo

    Número Total de Dias de Afastamento

    Estatística H Calculada

    Região de Não Rejeição (pela Tabela de Qui-quadrado)

    Conclusão

    FPA

    2564

    14.61

    H < 7.378

    Rejeita-se a hipótese testada.
    FNPA

    4114

    FNPNA

    382

    Tabela 5-Verificação da diferença entre os grupos FPA e FNPA

  • Hipótese: Não existe diferença entre o número médio de dias de afastamento do trabalho por licenças médicas entre os grupos FPA e FNPA.
  • Grupo

    Número Total de Dias de Afastamento

    Estatística H Calculada

    Região de Não Rejeição (pela Tabela de Qui-quadrado)

    Conclusão
    FPA

    2564

    5.54

    H < 5.02

    Rejeita-se a hipótese testadada.
    FNPA

    4114

    Tabela 6- Verificação da diferença entre os grupos FPA e FNPNA.

  • Hipótese: Não existe diferença entre o número médio de dias de afastamento do trabalho por licenças médicas entre os grupos FPA e FNPNA.
  • Grupo

    Número Total de Dias de Afastamento

    Estatística H Calculada

    Região de Não Rejeição (pela Tabela de Qui-quadrado)

    Conclusão

    FPA

    2564

    11.72

    H < 5.02 Rejeita-se a hipótese testada.
    FNPNA

    382