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PARTE 1
PARTE
2
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INTERVENÇÃO TERAPÊUTICA-OCUPACIONAL NA
PSICOSE INFANTIL
Ana
Rafaella Chiapeta Bezerra
Casiana
Tertuliano Chalegre
Daniela
Sá Leitão Guimarães
Diany
Ibrahim de Souza Camilo
IX
- RECURSOS TERAPÊUTICOS:
O
uso de atividades terapêuticas com pacientes
psicóticos tem um valor representativo importante, pois permite a expressão
de seus sentimentos e emoções fornecendo dados sobre seus gostos, desgostos
e conflitos que muitas vezes não podem ser verbalizados por
ele.
É
preciso ter em mente os objetivos do tratamento que pretende-se atingir, a
partir de um plano sobre quais as áreas precisam ser direcionadas, para que
assim possa ser preparado um programa de atividades que sejam desenvolvidas
durante as sessões terapêuticas.
Conforme
Spackman (1998) as duas metodologias mais utilizadas pela terapia ocupacional
no tratamento do autista são a integração sensorial e a terapia
comportamental. Considera-se que esse método pode ser utilizado com o psicótico
infantil no geral.
Por
se tratarem de crianças, o brincar enquanto recurso terapêutico, é a
atividade predominante utilizada nessas sessões de terapia ocupacional. As
brincadeiras características dessas crianças tendem a ser pouco variadas e
criativas, estas insistem na resistência às mudanças permanecendo em sua
maioria, nas brincadeiras de rotina. No entanto o profissional que acompanha
deve estar atento ao fato de que, ocorrendo progressões, estas brincadeiras
terão de ser modificadas e executadas de forma nova e criativa.
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Índice
dos Colaboradores
Ana
Rafaella C. Bezerra
Andreza
Trigo Ribeiro
Angela
Cristini Gebara
Carmen
Sylvia Ribeiro
Casiana
Tertuliano Chalegre
César
de Moraes
Cibele
Cintra Souza
Cláudia
D'Andretta
Cleber
Monteiro Muniz
Daniela
Sá Leitão Guimarães
Diany
Ibrahim de Souza
Glaucio
Menoni Honorato
Magda
Vaissman
Renata
Rigacci
Rosângela
Maria Bassoli
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Os
psicóticos também brincam em termos muito concretos, eles têm dificuldades
na simbolização(faz de conta) por isto, faz-se necessário que o terapeuta
crie situações que possam estimular o envolvimento destes em atividades
imaginárias. “ apesar da imaginação ser um elemento básico da recreação
típica infantil, ela desenvolve-se apenas depois de a criança dominar um
entendimento complexo das propriedades do seu corpo, dos objetos e pessoas”.
“ Talvez a terapia para essas crianças precise ser iniciada
ajudando-as a sentir-se suficientemente seguras
com o seu corpo, a fim de experimentarem com fingimento que ela ou um objeto
assume uma função que na realidade não existe.” ( Mailloux e Burke,
2000).
O
uso da fantasia pode ajudar a criança a explorar os sentimentos e as idéias,
auxiliar as resoluções dos conflitos e trazer à tona uma mudança
cognitiva, além de favorecer a interação social.
A
introdução de temas lúdicos é importante pois pode tornar as atividades
desafiadoras mais interessante e pode encorajar o envolvimento com maior duração.
Os
pacientes psicóticos não têm noção de seu próprio esquema corporal, é
como se todos as partes de seu corpo estivessem separadas, fragmentadas. A
inclusão da expressão corporal no programa de tratamento contribui para que
este possa desenvolver sua própria imagem.
O
terapeuta ocupacional desempenha um papel fundamental no direcionamento das
atividades de vida diária, visando assim uma melhor autonomia e independência
nessas atividades que podem estar comprometidas. Esse profissional
também se preocupa com o desenvolvimento dos processos
senso-perceptivos infantis. Esses processos influenciam proporcionalmente nas
AVD´s, uma vez que estando os aspectos sensórios-perceptivos alterados,
essas atividades estarão comprometidas.
Neste
contexto, deve-se direcionar seus
objetivos para facilitação e estímulo das capacidades sensoriais ( visuais,
auditivas, táteis, vestibulares...), proporcionando uma maior interação com
o meio ambiente físico. Pode-se utilizar atividades que possibilitem ao psicótico
experienciar a complexidade destas percepções.
Outro
aspecto importante a ser trabalhado é promover a interação social com essas
crianças. Esses pacientes demonstram problemas no nível social. Apresentam
dificuldades na compreensão do outro, ocasionando uma falta de interesse
pelas pessoas não mantendo contato afetivo com estas. Para isto, torna-se
imprescindível o atendimento grupal, a fim de estimular essa compreensão, e
promover a socialização da criança.
É
necessária, portanto, a ajuda familiar nesse processo de acompanhamento
durante as sessões terapêuticas seguido de orientações para a continuidade
desses estímulos em seu próprio lar.
X.
CONCLUSÃO
É
fundamental perceber a criança
em toda a sua singularidade, captar toda
sua especificidade, num
programa direcionado a atender as suas necessidades especiais. É a percepção
desta singularidade que vai comandar o processo e não um modelo universal de
tratamento.
Através
deste trabalho pudemos perceber o quanto terapia ocupacional é necessária
para o tratamento do paciente psicótico. De uma maneira geral, é importante
que a Terapia Ocupacional coloque a criança psicótica em contato direto com
o que ela pode fazer para suprir suas necessidades básicas e essenciais ao
seu desenvolvimento, também com o papel de orientar a família de como
faze-la realizar ações que favoreçam o seu convívio social, ensinando-lhe
também os limites dos quais deve obedecer.
Encontramos
pouca literatura sobre a esquizofrenia infantil assim, achamos necessária uma
pesquisa mais aprofundada.
RESUMO
INTERVENÇÃO
TERAPÊUTICA OCUPACIONAL NA PSICOSE INFANTIL
Chiapeta,
A . R.; Chalegre, C. T. ; Guimarães, D. S.L.; Ibrahim, D. S.C.;
Departamento
de Terapia Ocupacional, Centro de Ciências da Saúde (CCS), Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE), Cidade Universitária CEP: 50670-901 Recife –
Pe.
A
história recente das psicoses infantis, é marcada pela introdução, em
1943, do autismo de Kanner. Os
psiquiatras definem o termo psicose como um distúrbio da realidade. Numa visão
psicodinâmica a psicose seria uma desorganização da personalidade podendo
então ser compreendida como uma confusão entre o mundo imaginário e
perceptivo na ausência do Ego. Objetivou-se, neste trabalho, compreender o
papel da terapia ocupacional na psicose infantil. Utilizou-se para
este fim, levantamento e estudo de referências bibliográficas acerca do
universo desta patologia, centralizando na teoria psicanalítica. Além disso,
foram realizadas consultas com terapeutas ocupacionais, objetivando uma visão
mais atualizada e prática do conteúdo exposto. Identificou-se entre outras,
algumas características do psicótico infantil: Problema na compreensão dos
gestos e linguagem; Fala ecolálica; Estereotipias verbais; Inversão
pronominal; Alterações marcantes na produção da fala. A terapia
ocupacional objetiva essencialmente a busca de possibilidades que auxiliem
esses pacientes a participarem de forma mais consistente em seu meio,
preocupando-se com aspectos emocionais e cognitivos. Geralmente, a criança
psicótica não apresenta habilidades básicas, sendo o seu fazer tão escasso
quanto o seu contato com o mundo externo, tornando de fato a formação da
relação um investimento especial. Na avaliação, as informações estão
baseadas em dados objetivos, que proporcionam indentificação das capacidades
para tarefas lúdicas, sociais, perceptivas e motoras e limitações na
qual pode-se traçar a proposta de tratamento. Para Fernandes (1988), no uso
de atividade como proposta reabilitadora, há uma dinâmica particular entre
três elementos básicos: terapeuta – atividade – paciente. Conforme
Spackman (1998) [1]
as duas metodologias mais utilizadas pela terapia ocupacional no tratamento do
autista são a integração sensorial e a terapia comportamental. É
fundamental perceber a criança
em toda a sua singularidade, num programa direcionado a atender as suas
necessidades especiais.
WILLARD/SPACKMAN.
Terapia Ocupacional.Madrid: Panamericana.
8ª. Ed. 915 p. 1998.
PARTE
1
para referir:
Ana Rafaella
Chiapeta Bezerra ARC, Chalegre CT, Guimarães DSL, Camilo DIS - Intervenção
Terapêutica-Ocupacional na Psicose Infantil, in. PsiqWeb, Internet,
disponível em <http://gballone.sites.uol.com.br/colab/psicoseinfantil.html>,
2002
PARTE 1
PARTE
2
Veja
Bibliografia
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