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CURSO
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CURSO DE PSICOFARMACOLOGIA - 5 Antidepressivos Os antidepressivos são drogas que aumentam o tônus psíquico melhorando o humor e, conseqüentemente, melhorando a psicomotricidade de maneira global. Acredita-se que o efeito antidepressivo se dê às custas de um aumento da disponibilidade de neurotransmissores no SNC, notadamente da serotonina (5-HT), da noradrenalina ou norepinefrima (NE) e da dopamina (DA). Ao bloquearem receptores 5HT2 (da serotonina) os antidepressivos também funcionam como antienxaqueca. O aumento de neurotransmissores na fenda sináptica se dá através do bloqueio da recaptação da NE e da 5HT no neurônio pré-sináptico ou ainda, através da inibição da Monoaminaoxidase (MAO) que é a enzima responsável pela inativação destes neurotransmissores. Será, portanto, nos sistemas noradrenérgico o serotoninérgico do Sistema Límbico o local de ação das drogas antidepressivas empregadas na terapia dos transtornos da afetividade.
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Outros Temas
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O local de ação dos ADT é no Sistema Límbico aumentando a NE e a 5HT na fenda sináptica. Este aumento da disponibilidade dos neurotransmissores na fenda sináptica é conseguido através da inibição na recaptação destas aminas pelos receptores pré-sinápticos. Parece haver também, com o uso prolongado dos ADT, uma diminuição do número de receptores pré-sinápticos do tipo Alfa-2, cuja estimulação do tipo feedback inibiria a liberação de NE. Desta forma, quanto menor o número destes receptores, menor seria sua estimulação e, conseqüentemente, mais NE seria liberada na fenda. Portanto, dois mecanismos relacionados à recaptação; um inibindo diretamente a recaptação e outro diminuindo o número dos receptores. Importa, em relação à farmacocinética dos ADT, o conhecimento do período de latência para a obtenção dos resultados terapêuticos. Normalmente estes resultados são obtidos após um período de 15 dias de utilização da droga e, não raro, podendo chegar até 30 dias. Os ADT são potentes anticolinérgicos e por esta característica seus efeitos colaterais são explicados. Enquanto os efeitos terapêuticos exigem um período de latência, o mesmo não acontece com os efeitos colaterais. Estes aparecem imediatamente após a ingestão da droga e são responsáveis pelo grande número de pacientes que abandonam o tratamento antes dos resultados desejados. Daí a importância na orientação ao paciente. A - EFEITOS COLATERAIS 1 - OFTALMOLÓGICOS 2 - GASTRINTESTINAIS 3 - CARDIOCIRCULATÓRIOS 4 - ENDOCRINOLÓGICO 5 - GENITURINÁRIO 7 - ALTERAÇÕES GERAIS C - INTOXICAÇÃO D - INDICAÇÕES A Amitriptilina (Tryptanol®) está mais indicada também para os casos de ansiedade associados com depressão, Depressão com sinais vegetativos, Dor neurogênica, Anorexia e nos casos de dor crônica grave (câncer, doenças reumáticas, nevralgia pós-herpética, neuropatia pós-traumática ou diabética). A Maprotilina (Ludiomil®), embora seja descrito pelo fabricante como tetracíclico, não se justifica uma abordagem em separado dos tricíclicos. Tem melhor indicação na depressão de início tardio (involutiva ou senil), depressão na menopausa e na depressão por exaustão (esgotamento). Alguns autores indicam a maprotilina para os casos de Depressão Mascarada (denominação antiga da Depressão Atípica com Sintomas Somáticos). Também é útil na depressão com ansiedade subjacente, devido sua capacidade sedativa (como a Amitriptilina).
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Alguma coisa sobre Depressão A Depressão é essencialmente um transtorno episódico e recorrente, isto é, que se repete. Cada Episódio Depressivo dura, geralmente, alguns meses seguido de um período normal entre os episódios. Em cerca de 20% dos casos, porém a Depressão segue um curso crônico e sem remissão, ou seja, é contínua, especialmente quando não há tratamento adequado disponível. A taxa de recorrência para aqueles que se recuperam do primeiro episódio fica ao redor de 35%, dentro de 2 anos, e cerca de 60% dentro de 12 anos. A taxa de recaídas é mais alta nas pessoas com mais de 45 anos de idade. Um dos resultados particularmente trágicos desse distúrbio é o suicídio. Cerca de 15 a 20% dos pacientes depressivos põem termo à vida cometendo suicídio. O suicídio continua sendo um dos resultados freqüentes e evitáveis da depressão. O Curso e a Evolução das doenças vêem à tona sempre que os pacientes e familiares perguntam; "... e aí doutor: como será minha doença, tem cura? posso voltar a apresentá-la?". Na questão da Depressão é importantíssimo saber qual o tipo de transtorno e de pessoa em questão. Devemos estabelecer um diagnóstico o mais preciso possível e saber se o problema é apenas um Episódio Depressivo (único), se é recorrência, se é o 1o., 2o. ou mais recaídas do quadro, saber se é crônico e vem se arrastando há tempo, enfim, devemos saber como é a doença e quem é o doente em questão. Na questão paciente, é importante saber desde o início, se a pessoa ESTÁ ou É doente. Cada qual evoluirá diferentemente, portanto, algumas circunstâncias devem ser valorizadas: 1. Como era a personalidade
pré-mórbida do paciente? O conceito de Personalidade Pré-Mórbida é indispensável para o entendimento e avaliação do quadro atual. A pessoa portadora de traços melancólicos, sensibilidade excessiva terá maior probabilidade de desenvolver uma quadro depressivo mais crônico e mais atrelado à personalidade, portanto, terá uma evolução mais desfavorável. Por outro lado, uma outra pessoa que apresenta um Episódio Depressivo depois de um rompimento conjugal, mas não tem antecedentes emocionais ou traços afetivos hipersensíveis de personalidade, sem dúvida terá um curso mais benigno e mais breve. Há antecedentes familiares de
transtornos emocionais? Que vivências podem ser
associadas ao desenvolvimento da Depressão? A Depressão que aparece como reação À alguma vivência traumática terá, muito possivelmente, um prognóstico melhor do que as depressões que surgem sem motivo aparente. Quanto mais significativo for o fator vivencial que desencadeou o quadro, menos provável de ser a doença atrelada à constituição. Grosseiramente exemplificando, a pessoa que apresenta depressão, transtorno de ajustamento, episódio depressivo agudo, etc, mediata ou imediatamente depois de perder sua mãe, terá muito melhor prognóstico do que aquele que manifesta o mesmo quadro sem uma vivência causadora. Parte da página sobre Depressão - Veja |
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DEPRESSÃO
Parte da página sobre Depressão - Veja |
Inibidores Seletivos de Recaptação da Serotonina O efeito antidepressivo dos ISRS parece ser conseqüência do bloqueio seletivo da recaptação da serotonina (5-HT). A fluoxetina foi o primeiro representante dessa classe de antidepressivos e ela tem um metabólito ativo, a norfluoxetina. Esse metabólito é o ISRS que se elimina mais lentamente do organismo. INDICAÇÕES ANTIDEPRESSIVOS ISRS Nome Químico Nome Comercial CITALOPRAM Cipramil, Parmil FLUOXETINA Daforim,
Deprax, Eufor, Fluxene, Nortec, Prozac, Verotina NEFAZODONA Serzone PAROXETINA Aropax, Pondera, Cebrilin SERTRALINA Novativ,
Tolrest, Zoloft Nos casos de Depressão Grave com Sintomas Psicóticos, alguns fabricantes de ISRS não recomendam essas drogas, como é o caso, por exemplo, da orientação da Nafazodona
(Serzone®). Outros, como é o caso da Paroxetina (Aropax®), já preconizam-na também para Episódios Depressivos maiores ou severos. PRECAUÇÕES São os antidepressivos que não se caracterizam como Tricíclicos, como ISRS e nem como Inibidores da MonoAminaOxidase
(IMAOs). Alguns deles aumentam a transmissão noradrenérgica através do antagonismo de receptores a2
(pré-sinápticos) no Sistema Nervoso Central, ao mesmo tempo em que modulam a função central da serotonina por interação com os receptores 5-HT2 e 5-HT3, como é o caso da
Mirtazapina. A atividade antagonista nos receptores histaminérgicos H1 da Mirtazapina é responsável por seus efeitos sedativos, embora esteja praticamente desprovida de atividade
anticolinérgica. ANTIDEPRESSIVOS ATÍPICOS Nome Químico Nome Comercial AMINEPTINA Survector FLUVOXAMINA Luvox MIANSERINA Tolvon MIRTAZAPINA Remeron REBOXETINA Prolift TIANEPTINA Stablon TRAZODONA Donaren VENLAFAXINA Efexor Alguns atípicos, como é o caso da Tianeptina, embora sejam
serotoninérgicos, não inibem a recaptação da Serotonina no neurônio pré-sináptico mas, induzem sua recaptação pelos neurônios da córtex, do hipocampo e do sistema límbico. Amineptina, outro atípico, é uma molécula derivada dos tricíclicos mas seu mecanismo de ação é essencialmente
dopaminérgico, enquanto que os outros antidepressivos tricíclicos são essencialmente noradrenérgicos e
serotoninérgicos. As melhoras sintomáticas poderão ser observadas a partir do 3º ao 5º dias e sobre o sono REM a partir do 20º dia de tratamento em posologia suficiente. Os chamados antidepressivos Inibidores da Monoamina Oxidase
(MAO) promovem o aumento da disponibilidade da serotonina através da inibição dessa enzima responsável pela degradação desse neurotransmissor intracelular. A monoaminoxidase
(MAO), é uma enzima envolvida no metabolismo da serotonina e dos neurotransmissores
catecolaminérgicos, tais como adrenalina, noradrenalina e dopamina. Os antidepressivos IMAOs são inibidores da MAO e, havendo uma redução na atividade
MAO, produz-se um aumento da concentração destes neurotransmissores nos locais de armazenamento, em todo o SNC ou no sistema nervoso simpático. Acredita-se que a ação antidepressiva dos IMAOs se correlacione também, e principalmente, com alterações nas características dos
neuroreceptores, alterações essas no número e na sensibilidade desses receptores, mais até do que com o bloqueio da recaptação sináptica dos neurotransmissores, propriamente dita. Isso explicaria o atraso de 2 a 4 semanas na resposta terapêutica. ANTIDEPRESSIVOS IMAOs Nome Químico Nome Comercial TRANILCIPROMINA Parnate, Stelapar MOCLOBEMIDA Aurorix SELEGILINA INDICAÇÕES PARA OS ANTIDEPRESSIVOS As indicações para o uso dos antidepressivos vêem, progressivamente, sofrendo ampliação, de acordo com o melhor entendimento sobre a participação dos elementos emocionais em outros transtornos médicos, além da própria depressão. A própria manifestação clínica polimórfica da depressão já recomenda o uso desses medicamentos para os casos onde essa alteração afetiva se manifesta
atipicamente. Indicações Formais •
Estados Depressivos •
Estados Ansiosos (Pânico...) •
Estados Fóbicos •
Estados Obsessivo-Compulsivos •
Anorexia •
Bulimia Segundas Indicações •
Estados Hipercinéticos •
Somatizações •
Ejaculação Precoce •
Doenças Psicossomáticas •
Enxaqueca •
Dores neurogênicas Hoje nós sabemos que uma série de manifestações emocionais teria uma base depressiva, portanto, objetos do tratamento com antidepressivos; é o caso, por exemplo, da síndrome do Pânico. Nesses casos o próprio paciente pode não se sentir clinicamente deprimido mas o afeto depressivo (inseguro e pessimista) estaria na base da manifestação ansiosa. tem 6 páginas: 01
> 02 > 03
> 04 > 05
> 06 Ballone GJ, Ortolani IV -
Psicofarmacologia para Não Psiquiatras, Antidepressivos, in. PsiqWeb,
Internet, disponível em <http://sites.uol.com.br/gballone/cursos/farmaco3.html>
2003 |
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Copyright © G.J.Ballone 2003 |