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1 -
CRIMES SERIAIS
1.a - Assassinos Seriais
Assassinos
Sexuais Seriais
1.b - Delito
Sexual e Parafilia
1.c - Assassinos Sádicos
2 - CRIMES SATÂNICOS
2.a - Personalidade Múltipla e Crimes Esotéricos
2.b - Rock e Crimes Esotéricos
2.c - Seitas, Crenças e Crimes Esotéricos
3 - CRIMES VAMPÍRICOS E LICANTROPIA
3.a - Quem e como é o Lobisomem
Veja
também: Transe
e Possessão
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ASSASSINOS
ESOTÉRICOS E SATÂNICOS Antes
de qualquer coisa, deve ficar claro que o autor acredita sim em todos os
deuses; no meu, no seu e nos deuses dos bilhões de budistas,
muçulmanos, etc. Portanto, não se trata de eu ser uma pessoa
descrente. Aliás, é bom que se diga: descrente não significa aquele
que não crê em NADA, mas antes, significa aquele que não acredita em
TUDO.
Sempre que nos deparamos com notícias
sobre crimes bárbaros e cruéis que, de alguma forma envolvem o
satanismo, há uma tendência popular em atribuí-los a alguma
manifestação da "loucura". Imediatamente a psiquiatria é
questionada sobre qual eventual tipo de doença mental estaria em jogo.
A primeira questão a ser esclarecida é
sobre a vocação popular em considerar louca a pessoa satânica. Quando
procuramos na internet páginas que fazem referência ao satanismo, em
português encontramos em torno de 5.500 delas, 4.000 em italiano, 7.400
em espanhol, 78.500 em inglês e assim por diante. Faça o teste você
mesmo e digite a palavra nos principais mecanismos de busca.
Ora, seria muita pretensão da medicina
psiquiatrizar toda essa população pelo simples fato de discordarem dos
princípios religiosos tradicionais do mundo cristão, budista,
muçulmano, etc. Não podemos, de forma alguma, psiquiatrizar as pessoas
que não comungam a mesma crença religiosa tradicional do sistema. Se
assim fosse, seria manifestação de loucura um cristão vivendo na
China, onde existem mais de um bilhão de budistas, ou um muçulmano em
nosso meio, tradicionalmente cristão e coisas parecidas.
O segundo tópico importante a ser
considerado é sobre a negação cultural de características próprias
da natureza humana, normalmente envolvidas na questão religiosa,
tomando erroneamente por doença atributos próprios da espécie. Há
uma tendência cultural em suspeitar de doença as atitudes que acabam
resultando na morte de pessoas.
Talvez seja mais correto, cientificamente
falando, considerar a doença sob o ponto de vista cultural e, em
seguida, os estados onde a consciência esteja prejudicada,
obrigatoriamente nessa ordem. Se não fosse nessa ordem, ou seja, se
negássemos os aspectos culturais, correríamos o risco de considerar
doença os milhões de estados
de transe, onde há severo prejuízo do estado de consciência,
que se observam em determinadas culturas.
Um dos aspectos da natureza
humana em questão é a perene característica do ser humano
em conduzir sua vida, desde o nascimento até a morte, sob os
princípios da barganha. Ele, o ser humano, concebeu Deus com
o principal propósito de protege-lo, conforta-lo e
impulsiona-lo corajosamente para a vida. É difícil ao
cidadão comum entender um deus que se dedique à proteção e
cumplicidade com, digamos, seu vizinho. Um deus que exista
também para proteger e abençoar seus inimigos. "Se
Deus existe, Ele haverá de proteger a mim e minha família,
dar-me oportunidades e iluminar meu caminho.... O vizinho, ora
o vizinho... Ele que encontre o deus dele..."
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Caso
Joan Acocella conta que
a paciente-estrela de um programa de tv americano, P. B., mudava
de personalidade em frente à câmera para o Chicago Evening
News, e acreditava ser uma sacerdotisa satânica que comia cadáveres.
Afirmava que seus filhos eram membros do culto e assassinos
experientes.
Os anos 80 foram cheios
de rituais satânicos, muitos deles atribuídos aos Transtornos
de Personalidade Múltipla. Era uma epidemia. Num livro sobre o
assunto (Michelle Remembers) conta e história de uma dona de
casa canadense que tinha sido torturada aos cinco anos por um
culto satânico. Os satânicos quase a mataram de fome,
vomitaram nela, a sodomizaram e a eletrocutaram. Certa vez a
levaram até um dique de pedra num carro arrebentado, esfregando
nela pedaços de cadáveres ensangüentados. No final, a
largaram dentro de um túmulo onde jogaram gatinhos mortos. Após
um ano, eles a deixaram ir, e ela "esqueceu" tudo até
que começaram suas sessões de hipnose com o Dr. Pazder, vinte
e dois anos depois.
Em Appleton, Wisconsin,
a paciente N.C. desenvolveu na terapia de Transtorno de
Personalidade Múltipla, cento e vinte e seis personalidades
alternantes, que incluíam um demônio e um pato! A fim de
expulsar o demônio, o terapeuta submeteu-a ao exorcismo. Usou
um extintor de incêndios, alegando que "Satanás costuma
deixar anéis de fogo". Estas histórias e outras
resultaram em acordos e indenizações multimilionárias.
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O exercício da bondade,
fraternidade, humildade, honestidade, retidão moral e toda
sorte de atitudes pretensamente honrosas, e que não são, de
forma alguma, natural-mente fisiológicas ao ser humano comum,
têm como objetivo, primeiro a reciprocidade, ou seja o desejo
de que procedam assim também comigo e, em segundo lugar, que
me garanta um lugar especialmente confortável no céu, se na
terra eu não conseguir mais nenhuma vantagem com tudo isso de
bom que eu sou.
E entre os egoístas seres
humanos, existem sempre aqueles um pouco mais egoístas.
Existem aqueles que, em não tendo suas ambições atendidas
naturalmente por si mesmos, porque isso demanda competência,
dedicação, esforço próprio, determinação..., por não
serem atendidos também por um Deus atuante e participativo,
até porque isso implicaria numa contra-partida teológica de
boa dose de tolerância, paciência, abnegação, bondade e
compreensão ..., optam por negociar com outras
entidades mais fáceis, menos exigentes e mais fisiológicas.
Ora, essa tendência em lavar vantagem e procurar alguém para
fazer por eles não pode, de maneira nenhuma, caracterizar uma
doença mental..
O que nos confunde é que,
sociologicamente falando, as atitudes humanas são argüidas
sob a ótica do comum e desejável como requisitos de
normalidade, ou seja, como se diz vulgarmente, "bater na
mãe e arrotar na primeira comunhão" só podem ser
atitudes de pessoas ensandecidas. O mesmo se pensa em
relação às barganhas (como as promessas dos cristãos) de
pessoas satânicas.
O sacrifício no satanismo,
que pode acabar em crime ou assassinato, reflete também uma
barganha em clara intenção de benefício do proponente,
portanto, sem necessariamente vestígio algum de insanidade.
Normalmente o perpetrante de crimes satânicos sabe sim, e
muito bem, discernir o certo do errado, sabe a natureza de seu
ato e tem noção das leis.
Por outro lado, assim como existem doentes mentais nas artes,
na militância política, entre militares, médicos,
advogados, religiosos, etc... também existem doentes mentais
entre pessoas que se comportam satanicamente. Portanto, EM
HAVENDO DOENÇA MENTAL, que tipo seriam elas? Ou melhor
dizendo; quais as eventuais doenças mentais que favoreceriam
o desenvolvimento de atitudes satânicas?
Crimes Satânicos Em
algumas ocasiões, o fascinante e desconhecido mundo do
esoterismo pode converter-se num terreno escorregadio,
atraente e perigoso para todas aquelas pessoas que se deixam
influenciar pelo lado obscuro do comportamento humano e pelas
possibilidades fantasiosas de sucesso fácil. A
sociedade, ao longo de sua história, tem registrado uma
grande quantidade de crimes e homicídios de altíssima
crueldade e propósitos torpes relacionados à crenças
religiosas. Devemos pensar nesses crimes sob 2 pontos
de vista; primeiro, devemos avaliar se eles não satisfazem aspectos
de uma natureza humana destrutiva, ambiciosa e cruel
(vide Estado Natural do Homem de Thomas
Hobbes). Só depois disso, devemos ver se eles não refletem uma
insanidade que encontrou no fanatismo religioso vazão às
fantasias e aos delírios da doença. A
dinâmica desses crimes é variável, refletindo desde pretensas
inspirações divinas, esdrúxulas influências diabólicas,
espiritistas ou extraterrestres, até estranhos rituais com
propósitos exclusivamente hedonistas ou egoisticamente
interesseiros, resultando em brutais assassinatos, algumas vezes em
massa. Não são
incomuns também os
fanáticos idealistas que não titubeiam em sacrificar a
própria vida ou a de seus seguidores por convicções
extremas e absurdas. Existem ainda os pseudoexorcistas com
conceitos alterados da realidade, onde sua obsessão em acabar
com um mal ou liberar um corpo supostamente possuído por
espíritos, vampiros e diabos, acabavam promovendo torturas,
agressões e mesmo assassinatos. É de se perguntar se, às
vezes, essas pessoas não estariam extravasando suas próprias
inclinações sádicas nos exorcismos com agressões físicas.
Sempre existiram grandes
quantidades de denúncias sobre "seitas satânicas",
supostamente implicadas em todo tipo de delitos, desde
macabros assassinatos rituais, profanações, tráfico de
drogas, prostituição, etc. A figura do Diabo tem servido à
todo tipo de aberração da personalidade ou como bode (e
bode é do diabo) expiatório das psicopatias e
sociopatias.
Assim, casos tão dramáticos
como o do Albaicím ou o de Almansa, em o que uma mulher e uma
menina morreram depois de serem ambas submetidas à selvagens
"exorcismos". Convencionalmente os crimes ainda
serão chamados de satânicos, mesmo quando, na realidade,
foram cometidos em nome de Deus, por não existirem crimes
divinos.
Personalidade
Múltipla e Crimes Esotéricos
Uma divisão didática das condições associadas aos crimes
esotéricos é a que se segue:
As alterações psíquicas
bastante envolvidas com crimes esotéricos e/ou satânicos são o
Transtorno de Personalidade Múltipla (Personalidade Dupla, etc) e o
Transtorno de Transe e Possessão, a primeira preconizada pelo CID.10
e a segunda pelo DSM.IV. De qualquer forma, seja o primeiro ou o
segundo nome, esse estado patológico está sempre atrelado ao
comportamento histérico e dissociativo.
Pelo CID-10 o Transtorno de Transe e Possessão
é
caracterizado por uma perda transitória da consciência de sua própria
identidade, associada a uma conservação perfeita da consciência do
meio ambiente. Devem aqui ser incluídos somente os estados de transe
involuntários e não desejados.
Exclui-se desse diagnóstico os
casos decorrentes do contexto cultural ou religioso da pessoa, como
por exemplo, o transe que a pessoa experimenta durante uma sessão espírita,
de umbanda, etc.
O Transtorno de Personalidade
Múltipla (atualmente melhor designado Transtorno
Dissociativo de Identidade, DSM.IV) tem como característica
essencial a presença de duas ou mais identidades ou estados de
personalidade distintos, que recorrentemente assumem o controle do
comportamento da pessoa.
No Transtorno de Personalidade Múltipla
clássico e típico existe uma incapacidade de recordar informações
pessoais importantes, cuja extensão é demasiadamente abrangente para
ser explicada pelo esquecimento normal. Psicopatologicamente, o
Transtorno Dissociativo de Identidade reflete um fracasso em integrar
vários aspectos da identidade, memória e consciência. Cada estado
de personalidade pode ser vivenciado como se possuísse uma história
pessoal distinta, auto-imagem e identidade próprias, inclusive um
nome diferente.
Em geral existe uma identidade
primária, portadora do nome correto do indivíduo, a qual é passiva,
dependente, culpada e depressiva. As identidades alternativas com freqüência
têm nomes e características diferentes, que contrastam com a
identidade primária (por ex., são hostis, controladoras e
autodestrutivas). Identidades hostis ou agressivas podem, por vezes,
interromper atividades ou colocar as outras em situações incômodas.
Os indivíduos com este
transtorno experimentam freqüentes lacunas de memória para a história
pessoal tanto remota quanto recente. A amnésia freqüentemente é
assimétrica. Pode haver perda de memória não apenas para períodos
recorrentes de tempo, mas também uma perda geral da memória biográfica
para algum período extenso da infância.
As transições entre as
identidades freqüentemente podem ser ativadas pelo estresse
psicossocial, pela ansiedade exagerada, pela tensão pré-menstrual (veja
esse transtorno no DSM.IV).
Em geral, as pessoas que recebem
o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Múltipla já passaram
pelo menos sete anos no sistema de saúde mental. Segundo várias
pesquisas sobre estes pacientes, 90% deles são depressivos, 61%
fizeram sérias tentativas de suicídio, e 53% têm uma história de
abuso significativo (veja
artigo completo sobre Personalidade
Múltipla).
A cultura, através da mídia, da
literatura e do folclore forneceu modelos de personalidades
alternantes para as mais diversas aspirações histéricas, desde Mr.
Spock, Tartarugas Ninjas, pomba Gira, até os mais pervertidos demônios,
vampiros e lobisomens.
Rock
(ou Cultura) e Crimes Esotéricos
Um
dos casos mais famosos de assassinatos esotéricos ligados ao
rock foi a ação do maníaco americano Charles Manson e sua
fascinação pela música dos Beatles. Manson era um fanático
religioso que acreditava ser Jesus Cristo encarnado e possuir
uma "família", que eram os seguidores de suas pregações.
Manson
acreditava também que os Beatles eram anjos mandados a Terra
por Deus para avisar os homens sobre o terrível apocalipse
que se aproximava, e que eles haviam feito isso através do
famoso White Album, o Álbum Branco. As canções segundo
interpretações de Charles Manson, citavam suicídio (Yer
Blues), os próprios sons do Armageddon, trazidos pelos
"anjos do apocalipse" (Revolution#9), sugestões de
destruição (a versão de Revolution contida no álbum
chamada de Revolution#1 era um take mais lento do famoso
single da banda e na frase que fala "But when you talk
about destruction... don´t you no that you can count me
out..." eis que imediatamente após a última palavra
(out) uma voz pronuncia de uma forma bem clara "in")
e, principalmente, as guerras raciais figuradas em diversas músicas.
Essas
guerras raciais são sugeridas para Mason em, por exemplo,
"Piggies", que seriam os "porcos brancos"
e "Black Bird" possivelmente os Panteras
Negras. Notava no fade de "Piggies", sons de
metralhadoras, sugerindo a guerra declarada, o caos total, as
guerras raciais, a destruição, a revolução final.
Charles
Mason em certa época teve uma música supostamente roubada
pelos "Beach Boys", sua canção "Cease
to Exit" teria sido utilizada pelo grupo californiano
sobre o título de "Never Learn Not to Love"
para o álbum 20/20. A fúria de Manson caiu principalmente
sobre Terry Melcher (filho de Doris Day), um produtor musical
que havia negado um contrato de gravação de suas músicas,
incluindo a utilizada pelos Beach Boys, estes fazendo grande
sucesso com o plágio de sua canção.
Assim,
Mason decide invadir com sua "família" a ex-residência
do produtor Melcher. Na loucura de Manson, não importava se
Melcher morasse ou não lá. A nova moradora era a atriz
Sharon Tate na época recém casada com o diretor Roman
Polanski. A artista estava com alguns amigos em sua casa.
Manson promoveu uma chacina, numa atitude absurdamente
covarde.
A familia Manson utilizou o sangue de suas vítimas para
escrever nas paredes da casa "Helter Skelter",
"Political Piggy" e "Arrise". Helter
Skelter e seu significado tomado por Manson, citados antes,
seriam o seu propósito, Political Piggy seria a referência
às pessoas mortas ali e Arise, uma citação a um trecho da música
"Black Bird": "You’re
only waiting for this moment to arise" (Você está
esperando somente este momento para levantar-se), este
trecho é repetido várias vezes na música.
Um
outro fato ligando os Betles e seu Álbum Branco com
Charles Mason, é que um dos assassinos da família possuía o
apelido "Sexy Sadie", nome de outra música do disco
do grupo musical (veja
mais sobre Rock
e Satanismo).
O
rock satânico tal como se conhece agora, o "Death
Metal", tem sua origem no Heavy Metal, movimento musical
surgido no final dos anos 60 (Black Sabbath, 1969) que se
inspira, entre outros, em Lede Zeppelim. Em algumas letras das
canções desse grupo se oferece a vida de satanás. O músico
do grupo nazi-satânico, o sueco Burzum, assassinou um colega
seu de Mayhem obedecendo a um sinistro rito.
A
relação cultural entre o rock e o satanismo remonta aos
tempos em que os Roling Stones confraternizaram com o diabo em
álbuns como, por exemplo, Their Satanic Majesties Request
(1967) e Sympathy for the Devil (1968), cuja letra diz: "Por
favor, deixe-me que me apresente. Sou um homem rico e distinto
(...). Tenho roubado a alma e a fé de muitos homens. Estive
presente quando Jesus teve seus momentos de dúvida e dor".
Bryam
Gregory, guitarrista da primeira formação de The Cramps,
abandonou a o grupo para unir-se a uma seita satânica. Para
celebrar sua iniciação, deixou-se fotografar nu, com uma
serpente enrolada no pênis. Depois montou uma banda chamada
The Beast. Os próprios Cramps pertenceram a A Igleja de Satã
(veja Church
of Satan – Website
oficial da Igreja de Satã, Legion
of Loki - Igreja de Satã de em Saint Louis, Mephisto
Grotto – Igreja de Satã de Chicago).
Veja mais:
1 -
CRIMES SERIAIS
1.a - Assassinos Seriais
Assassinos
Sexuais Seriais
1.b - Delito
Sexual e Parafilia
1.c - Assassinos Sádicos
2 - CRIMES SATÂNICOS
2.a - Personalidade Múltipla e Crimes Esotéricos
2.b - Rock e Crimes Esotéricos
2.c - Seitas, Crenças e Crimes Esotéricos
3 - CRIMES VAMPÍRICOS E LICANTROPIA
3.a - Quem e como é o Lobisomem
em 2 páginas: 01
> 02
Para referir: Ballone GJ -
Crimes Esotéricos e Satanismo - in. PsiqWeb, Internet, disponível em <http://sites.uol.com.br/gballone/forense/exotericos.html>
atualizado 2003
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A pessoa que vivencia uma realidade diferente e estimulada por outra
pessoa está sendo sugestionada ou influenciada. Em termos gerais, somos
todos sugestionáveis. Isso equivale a dizer que o ser humano é,
essencialmente, um imitador.
A força de persuasão da moda, por exemplo, é incontestável, e a
própria propaganda e marketing só se viabilizam tomando por base a
sugestionabilidade humana.
Mas a sugestão não tem nada a ver com o Delírio e com as Idéias
Deliróides. Nessas duas situações, francamente patológicas, a
liberdade de deixar de lado o Pensamento Mágico e reassumir o Pensamento
Lógico é impossível de ser feito pela força da vontade. Na sugestão,
por sua vez, apesar da força do que fora sugerido, é possível que a
pessoa abandone esse tipo de pensamento de natureza mágica através de
seu arbítrio.
Pessoas podem causar sugestões em outras, assim como ambientes também
podem influir. Vejamos, por exemplo, as influências sugestivas do
ambiente hospitalar, carnavalesco, militar, musical e, evidentemente,
religioso.
Assim como as forças sugestivas têm vários graus de penetrância, indo
da simples propaganda à lavagem cerebral, as pessoas também possuem
graus variados de sugestionabilidade, desde o normal até o altamente
sugestionável, esse último representado pelas personalidades
histéricas ou histriônicas (Veja Personalidade Histriônica em
PsiqWeb).
O sucesso da sugestão está no fato de tratar-se de um apelo dirigido ao
sentimento e às emoções, mais do que à razão. E será tão mais
forte quanto mais atender necessidades emocionais. Mas, seja qual for o
grau de sugestionabilidade ou de influência, como não se trata de
Delírio nem de Idéia Deliróide, será possível reassumir o Pensamento
Realístico através do arbítrio.
Não podemos aceitar, com naturalidade, a afirmativa “não consigo”
por parte do paciente. Diante disso temos duas opções: ou, de fato, ele
não consegue deixar os Pensamentos Mágicos voluntariamente,
caracterizando o Delírio e não uma sugestão e, sendo assim, terá de
ter obrigatoriamente outros dados clínicos ou, certamente, se não tem
esses outros dados clínicos necessários ao Delírio será, de fato, uma
sugestão. Nesse caso a pessoa consegue sim, desvencilhar-se dos
Pensamentos Mágicos, independente de afirmar que não consegue. A
Auto-Sugestão é a mesma coisa que a Sugestão, porém, tendo como mola
propulsora a influência de elementos internos, motivados pelos valores
culturais junto com as necessidades emocionais, e não apenas elementos
externos, motivados por outras pessoas.
Casos de sugestão e auto-sugestão podem ser representados por pessoas
que perdem o sossego porque viram vultos na casa, que ficam apavoradas
com o aparecimento de feitiço na soleira da casa, que sentem calafrios e
perturbações depois de visitarem um terreiro de umbanda. Outras vezes,
são pessoas que se julgam muito doentes e que melhoraram sensivelmente
quando o último exame médico apresentou resultado negativo, pessoas que
saram depois de benzimentos e simpatias, e assim por diante.
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Fernando Portela Câmara, psiquiatra clínico,
professor da UFRJA, tem um magnífico artigo sobre TRANSE E POSSESSÃO:
AS BASES DA PSIQUIATRIA TRANSCULTURAL BRASILEIRA. Veja um trechinho:
Quando estudamos todas estas
seitas encontramos um fenômeno único sobre o qual assenta-se toda a
diversidade dos seus rituais e crenças: o transe com possessão.
Por outro lado, quando estudamos o transe ritual em nossa cultura
popular, podemos aprender muita coisa e aumentar significativamente nossa
comunicação com nossos paciente, muitas vezes membros ou simpatizantes
destes cultos.
Estas seitas oferecem aos
seguidores uma terapia transcultural baseada no transe ou mediunismo,
recebendo nomes como “desenvolvimento da mediunidade”,
“assentamento do santo”, etc. dependendo de sua origem. Esta forma de
psicoterapia, não verbal e dessensibilizadora, ocorre em sessões
repetidas até o desaparecimentos dos sintomas e restabelecimento do
equilíbrio emocional da personalidade. Ocasião em que muitas vezes
acontece a conversão do padecente, agora curado, na fé professada pelo
culto. Os indivíduos que se beneficiam desta transeterapia são via de
regra aqueles que sofrem de todos as formas de transtornos dissociativos
(ou conversivos) e suas múltiplas nuanças
(estas nem sempre reconhecidas pela maioria dos psiquiatras). Também
as fobias simples, o transtorno do pânico, o transtorno de estresse pós
traumático, a maioria das disfunções sexuais, etc, condições que
apresentam fenomenologia dissociativa, muito se beneficiam com esta forma
de psicoterapia transcultural." Veja
o artigo todo
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