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1 -
CRIMES SERIAIS
- Assassinos Seriais
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Assas.
Sexuais Seriais
- Delito
Sexual e Parafilia
- Assassinos Sádicos
2 - CRIMES ESOTÉRICOS E SATÂNICOS
- Personalidade Múltipla
- Rock e Crimes Esotéricos
- Seitas, Crenças e Crimes Esotéricos
3 - CRIMES VAMPÍRICOS E LICANTROPIA
- Quem e como é o Lobisomem
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LICANTROPIA
e VAMPIRISMO
O mito do Homem-Lobo se registra desde a Idade Média
até nossos dias. Na Idade Média se cometia grande quantidade de crimes
sádicos e sexuais que sempre terminavam por ser atribuídos a seres
sobrenaturais, devido à superstição e ao medo da gente.
Alguns trabalhos curiosos comparam esses delitos
sobrenaturais antigos com os crimes sexuais seriais executados por
criminais contemporâneos, identificando as violações e os
assassinatos atribuídos aos temidos homens-lobo com as barbaridades e
sevícias levados a cabo pelos assassinos de hoje.
Em psiquiatria, a licantropia aparece como uma
enfermidade mental com tendência canibal, onde o doente se imagina
estar transformado em lobo e, inclusive, imitando seus grunhidos. Em
alguns casos graves esses pacientes se negam a comer outro alimento que
não seja carne crua e bem sanguinolenta.
Isoladamente, tanto as tendências eminentemente sociológicas, quanto
as psicológicas e orgânicas fracassaram. Hoje em dia fala-se no
elemento bio-psico-social. Volta a tomar força os estudos de
endocrinologia, que associam a agressividade do delinqüente à
testosterona (hormônio masculino), os estudos de genética ao tentar
identificar no genoma humano um possível "gene da
criminalidade".
Esses transtornos, normalmente diagnosticados como
severas psicoses, apresentam concomitantemente um alto grau de
histerismo, cursando com idéias delirantes e mudança total da
pessoalidade e, como outras psicoses, não sendo possível separar a
realidade do imaginado.
Antigamente, sendo as psicoses de difícil
tratamento, proliferavam psicóticos esquizofrênicos e outros doentes
mentais, como os sádicos, necrófilos e psicopatas em geral, os quais
ocorriam à licantropia como via de saída para seus delírios ou seus
instintos mórbidos.
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A Natureza da Violência ...
Jeanine Nicolazzi Philippi
De fato, explica Freud, os homens não são
criaturas gentis que, no máximo, podem defender-se quando atacadas,
mas seres aos quais os dotes pulsionais lhes imprimem uma
significativa cota de agressividade, cujos efeitos podem ser
apreendidos na apropriação que fazem dos outros, utilizando-os não
apenas como um ajudante ou objeto sexual, porém como um outro
qualquer sobre o qual a descarga pulsional efetiva-se de diversas
formas, como na exploração do trabalho, nas humilhações, torturas
e mortes. A agressividade é intrínseca às funções do eu do homem,
ou seja, uma estrutura distinguida por uma tensão agressiva, por uma
intenção de agressão. "Tensão no sentido de oposição, já
que o outro sempre se opõe, disputa o mesmo lugar do eu. Para o eu
humano só existe um lugar possível: se eu não estou certo, se não
ocupo o lugar daquele que está certo, então... estou errado e é o
outro quem está certo; para o eu, é como se o outro tivesse se
apropriado desse lugar... (veja
o artigo)
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Estes doentes se valiam, como ainda hoje, dos
personagens da cultura e do folclore para solidificar a crença em poder
transformar-se em lobo, e que, nas noites de lua cheia, seu corpo se
cobria de pelo, seus dentes se tornavam pontiagudos e suas unhas
cresciam até converter-se em garras. Possuídos por tais delírios, os
doentes vagavam pelas ruas assediando suas vítimas, atacando, mordendo
e, em algumas ocasiões, esquartejando e comendo partes de seu corpo.
Hoje em dia a medicina conhece outros tipos de doenças
que poderiam explicar parte do mito da licantropia, como por exemplo a Porfiria
Congênita. Esta doença se caracteriza por problemas cutâneos,
foto-sensibilidade e depósitos de porfirina, um pigmento dos glóbulos
vermelhos que escurece os dentes e a urina, dando a impressão que o
paciente esteve bebendo sangue.
Outras doenças, como por exemplo a Hipertricose
ou o Hirsutismo, as quais provocam o crescimento exagerado de
pelos por todo o corpo, incluindo a face, eram interpretadas,
antigamente, como qualidades sobrenaturais onde os pacientes podiam
converter-se em bestas. Mas, por outro lado, ao longo da historia tem
surgido alguns criminosos considerados "homens-lobo" devido
aos seus métodos canibais de matar a vítima.
PORFIRIAS (Lobisomem e Vampiro)
As Porfirias são um grupo de doenças genéticas
cuja causa é um mau funcionamento da
seqüência enzimática do grupo Heme da
Hemoglobina (a HEMOGLOBINA é o pigmento do sangue que faz que
este seja vermelho e é composta pelo grupo Heme e varias classes de
GLOBINAS, segundo circunstâncias , normais, que agora não vêem ao
caso). O grupo Heme é quem transporta o oxigênio dos pulmões ao resto
das células do organismo e é um complexo férrico (em estado ferroso).
Qualquer erro na hereditariedade que interfere na síntese do grupo Heme
é capaz de produzir as doenças chamadas Porfirias.
O Monstro
Os sintomas das Porfirias são:
1) Fotosensibilidade, que se apresenta em todos
tipos, menos na chamada Forma Aguda Intermitente. Esta fotosensibilidade
é o resultado do acúmulo de porfirinas livres de metal na pele
produzindo sérias lesões:
1.a) Hirsutismo. Para o organismo proteger-se da
luz, o pelo cresce exageradamente e em lugares não habituais, como no vão
dos dedos e dorso das mãos, nas bochechas, no nariz, enfim, nos lugares
mais expostos à luz. Evidentemente esses pacientes devem sair quase que
exclusivamente à noite.
1.b) Pigmentação. A pele pode apresentar também
zonas de pigmentação ou de despigmentação e os dentes podem ser
vermelhos fazendo que o aspecto do doente se afaste cada vez mais do ser
humano normal e se aproxime da idéia de um monstro.
2) As porfirinas acumuladas na pele, podem absorver
luz do sol em qualquer longitude, tanto no espectro ultravioleta, como
no espectro visível e logo transferir sua energia ao oxigênio que provêem
da respiração. O oxigênio
normalmente não é tóxico, mas com o excesso de energia transferido
pelas porfirinas, o oxigênio se libera sob a forma de oxigênio
altamente reativo.
Este oxigênio altamente reativo, produz destruição
dos tecidos, predominantemente os mais distais e mais expostos, como é
o caso das pontas dos dedos, o nariz, etc, oxidando essas áreas de
forma violenta, com severa inflamação em forma de queimação.
Assim sendo, quando esses pacientes se expõem à
luz, suas mãos se convertem em garras e sua face, peluda em sua
totalidade, mostra uma boca permanentemente aberta por lesões
repetitivas dos lábios. Estando os dentes descobertos, adquirem aparência
maior, sugerindo presas. As narinas, pelos mesmos motivos das lesões,
se apresentam voltadas mais para cima e como orifícios tétricos e
escuros.
Dessa forma teremos o lobisomem tal qual descrito
pelo mito do Homem-Lobo. Imaginemos agora, na metade do século XIV, a
possibilidade de encontrarmos em meio de una noite escura, esse tipo de
paciente que sai de noite para evitar o dano que produz a luz, com a
aparência descrita acima.
O Sangue da vítima
As Porfirias são doenças genéticas e sem cura,
atualmente. Mesmo que alguns dos sintomas não possam ser aliviados,
atualmente o principal tratamento para algumas porfirias, é a injeção
de concentrados de glóbulos vermelhos (hemácias) ou soluções de
Grupo Heme. Além disso, recomenda-se ao doente o uso continuado de
filtros solares.
Mas, na Idade Media, a injeção do pigmento Heme
ainda não era possível, e nem havia sido descoberto. Podemos das asas
à imaginação e supor que, em algum momento, algum paciente mais
desesperado tenha sido induzido ou orientado por algum curandeiro a
comer ferro ou carne crua, senão a beber sangue. A própria carência
de Heme ou ferro pode desenvolver essa inclinação alimentar.
Na realidade não se sabe como, mas não é difícil
imaginar a pulsão que algum porfírico deve ter sentido em beber
grandes quantidades de sangue e melhorar seus sintomas com isso. Nascia
assim, não apenas o Lobisomem, como também o Vampiro. As descrições
literárias e folclóricas da época (e até hoje) se incumbiram em
oferecer um conteúdo cultural suficientemente denso para compor o cenário
do delírio licântropo de muitos doentes mentais.
A Maldição
A natureza genética das porfirias, juntamente com
alguns costumes endogâmicos (casamento
entre membros de uma mesma família) em alguns grupos étnicos da Europa
Oriental e entre a nobreza européia em geral, poderia ter desencadeado
a doença em pessoas geneticamente ligadas. Pode vir daí a lenda da
maldição familiar dos Lobisomens e/ou de ser Lobisomem o sexto ou sétimo
filho do casal ou coisas assim.
O Alho, Vampiros e Lobisomens
Há uma crença folclórica sobre o poder do alho
para afugentar vampiros. Quais seriam os fundamentos dessa crença?
Existe no fígado uma enzima chamada de Citocromo
P450, cuja função seria, junto com outras enzimas, remover do
organismo substâncias não solúveis em água produzindo produtos
xenobióticos hidrossolúveis, cumprindo assim uma das funções
desintoxicantes do fígado.
Como acontece com a hemoglobina, o Citocromo P450
possui o grupo HEME que, neste caso, cumpre uma tarefa diferente. Quando
o Citocromo P450 hepático está metabolizando uma amplia variedade de
drogas e outros compostos orgânicos, seu grupo Heme pode ser destruído
(veja mais em
LA REVISTA
DEL VAMPIRO).
Muitas drogas e compostos orgânicos que destroem o
grupo Heme do Citocromo P450 hepático, têm muito em comum com um dos
principais componentes do alho, o dialquilsulfito, que além de tudo é
volátil. Isso sugere que a ingestão ou aspiração de alho aumenta a
severidade de um ataque de porfiria, pois o complexo Heme, modificado
pela destruição do Citocromo P450 hepático, é um potente inibidor da
enzima ferroquelatase, portanto o alho não só destrói o grupo
Heme, mas também decompõe o aparato biosintético do mesmo.
Assim sendo, se o Heme não é sintetizado no
organismo, não poderá inibir o excesso de síntese de porfirinas por
retroalimentação negativa (feed-back) e, essa ruptura do equilíbrio
é o que agrava o ataque de porfiria. Essa seqüência química faz com
que o alho seja extremamente danoso aos portadores de porfiria.
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A CONDESSA SANGRENTA (VAMPIRESA)
Mais conhecida como "A Condessa
Sangrenta", devido aos macabros e depravados crimes que
cometeu, Elizabeth Bathory foi uma aristocrata húngara
pertencente a uma das mais ilustres famílias da Europa. De fato
desta mesma família também foram Estevam e Sigmund Bathory,
que ocuparam os tronos da Polônia e da Transilvânia,
respectivamente. Além disso, também vieram dessa mesma família
vários dignitários do clero e alguns ministros da Hungria.
Acreditavam que madame Bathory matava jovens
donzelas para banhar-se em seu sangue, uma vez que acreditava
que, assim fazendo, se manteria sempre jovem e bela. Dizem que
chegou a assassinar perto de 650 pessoas com este propósito.
Atualmente e depois das investigações, não se sabe se
o propósito era realmente este, mas de qualquer forma, pode-se
assegurar que cometeu realmente uma grande quantidade de crimes
de extrema crueldade.
A historia de Elizabeth começa em 1560. Seu
castelo se encontrava em Cachtice, cidade situada na Slovakia.
Também passou parte de sua vida em Viena, onde tinha uma mansão
próxima do palácio real, no centro da cidade. Ali Elizabeth
fez construir uma jaula de ferro, dentro da qual torturava as
jovens donzelas.
Grande parte dos investigadores atribui os
maus instintos da condessa à alguma degeneração genética,
devidos aos casamentos consangüíneos de sua família. De fato
Elizabeth era muito propensa a ataques de epilepsia e, entre
seus familiares havia numerosos antecedentes de práticas de
magia negra e satanismo. Aliás seu irmão Stephem e sua tia,
ambos de marcada tendência homossexual, foram conhecidos
libertinos, além disso, deve-se citar o caso de sua antepassada
Cara Báthory que, apesar de praticar todo tipo de aberrações
sexuais, envenenou seu próprio marido.
Aos onze anos, como era costume entre algumas
famílias, Elizabeth foi prometida para Ferenc Nadasdy, filho de
outra família aristocrática húngara. Foi viver com a família
de Ferenc, no sombrio castelo de Csejthe. Ali gostava de manter
intimidades com outros moços, chegando a engravidar de um
deles. Devido a este incidente aos 13 anos, teve o filho em
segredo e este lhe foi tomado, casando-se dois anos depois
Ferenc Nadasdy.
Ferenc, posteriormente conhecido como "O
Cavaleiro Negro" por suas proezas como general no campo de
batalha, era tão cruel como sua mulher. Esteve a maior parte de
seu matrimônio lutando contra os turcos e quando voltava para
casa, distraia-se torturando os prisioneiros.
De fato Ferenc ensinou várias técnicas de
tortura a Elizabeth. Uma das técnicas de tortura preferidas por
Elizabeth era introduzir finas agulhas sob as unhas de suas
servas, ou simplesmente, cravá-las em sua pele. Também diziam
que se divertia dando chaves ou moedas aquecidas ao fogo para
queimar as mãos dessas moças, ou as atirava nuas na neve para,
depois, encharcá-las com água fria até morrerem congeladas.
Conta-se que Ferenc ensinou a Elizabeth como manter a disciplina
de suas donzelas às custas dessas torturas.
Por Ferenc estar sempre fora de casa,
Elizabeth buscou o consolo de numerosos amantes, e de ambos os
sexos. Aborrecia-se facilmente com todos e vivia buscando novos
divertimentos.
Depois da morte de seu marido em 1604, iniciou
obsessivamente certas práticas de bruxaria. Esta prática deu
à Elizabeth liberdade e criatividade para desenvolver suas próprias
perversões sexuais. Segundo registros da justiça de 1611,
Elisabeth foi presa por atear fogo aos pelos púbicos de uma de
suas criadas.
A origem da história sobre sua utilização
de sangue para fins cosméticos, foi um dia em que, depois de
dar uma violenta bofetada numa criada que a estava penteando,
esta começou a sangrar e seu sangue salpicou na mão da
condessa. Convenceu-se de que a pele onde havia caído o sangue
rejuvenesceu e, a partir daí, começou a tomar banhos de sangue
humano para manter sua juventude e beleza
eternamente.
Depois dessa macabra experiência cosmética
começou uma orgia desenfreada de assassinatos que se prolongou
por dez anos, durante os quais seus criados saiam à caça de
jovens virgens da região, quando não era ela mesma que as
atraia ao castelo com a promessa de emprego.
Citam mais de seiscentos e cinqüenta
assassinatos durante esse período.
No castelo as moças eram encarceradas nas masmorras à
espera de serem degoladas para que seu sangue enchesse a
banheira da cruel condessa.
Um dia em que a condessa esteve doente de
cama, mandou que lhe trouxessem uma jovem donzela para fazer-lhe
companhia, mas quando a moça se aproximou a condessa avançou
sobre ela cravando-lhe os dentes no pescoço e no tronco
arrancando-lhe pedaços de carne.
Chegou um momento em que guardar tal número
de corpos vitimados pela condessa no castelo era um grande
problema. Inicialmente a condessa queria que os corpos fossem
deixados sob as camas, mas o cheiro era tão insuportável que
alguns empregados tomaram a iniciativa de levar esses corpos
para um campo nas imediações da cidade. E foi exatamente esse
esparramo de corpos sem sangue que levaram as pessoas a
acreditarem na existência de vampiros.
Madame Bathory era mais rica que o próprio
rei Mathias II. Por causa disso, quanto chegaram notícias do
que estava ocorrendo no castelo da condessa, o rei decidiu atuar
de imediato, motivado até por razões econômicas (ou
despeito). Consideraram Bathory culpada de bruxaria e todas suas
posses passariam diretamente ao rei.
Entretanto, o conde Thurzo, encarregado do
processo contra a condessa, era um grande amigo da família
Bathory e acabou fazendo um trato com ela, condenando à morte
com terríveis torturas seus cúmplices e ela própria acabou
sendo condenada à prisão perpétua no castelo de Esei. Morreu
aos 54 anos.
Inúmeros documentos demonstram a união entre
a família Bathory e a família de Vade Tepes, "O Conde Drácula".
De fato, um membro da família Bathory, Stephem Bathory, encabeçou
o movimento que devolveu à "Drácula" o trono em
1476.
Para ver mais sobre essa história:
www.darkland.com.ar/vampiros/condbathory.htm
http://condenaeterna.iespana.es/condenaeterna/erzsebet.htm
www.fortunecity.com/rivendell/final/1464/bathory.htm
www.geocities.com/gothlady1/ebathory2.html
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Para referir: Ballone GJ -
Licantropia - in. PsiqWeb, Internet, disponível em <http://gballone.sites.uol.com.br/forense/licantropia.html>
revisto em 2002
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CASO HAIGH
Johm George Haigh, mais conhecido como "o vampiro de
Londres", nasceu no seio de uma família conservadora e de fortes
convicções religiosas de Yorkshire (Inglaterra). Devido à estrita
educação recebida foi um menino muito religioso, chegando,
inclusive, a cantar no coral de sua igreja.
À medida que crescia começou a se relacionar cada
vez mais com gangues de bairro, para as quais realizava pequenos
trabalhos. Esteve várias vezes preso até 1943, ano em que entrou
pela última vez na cadeia, antes de começar a cometer seus terríveis
assassinatos.
Pouco depois de sair da cadeia matou a sua primeira
vítima; um jovem chamado Donald Mcswann. Haigh roubou tudo o que a vítima
levava, em seguida bebeu seu sangue e dissolveu seu corpo em ácido
sulfúrico, supostamente acreditando que não havia deixado nenhuma
pista que o pudesse denunciar.
Essa macabra forma de matar seria sua rotina pelos
próximos 5 anos. Em todo esse tempo mataria e beberia o sangue dos
pais de Mcswanm, além de mais outras 3 pessoas, igualmente
dissolvendo todos os corpos em ácido. A última vítima de Haigh foi
uma mulher chamada Mrs. Durand-Deacon. Haigh seduziu-a para levá-la
à sua casa, onde lhe deu um tiro na nuca. Em seguida foi à seu carro
de onde trouxe um vaso e uma lâmina, com a qual cortou o pescoço da
mulher para colher seu sangue no vaso. Depois dissolveu também o
corpo.
Em 1949, Johm George Haigh seria preso por seus terríveis
crimes. Em 28 de fevereiro de 1949, confessou ter matado
6 pessoas. Segundo suas palavras, fazia uma incisão com a lâmina
na garganta, enchia o vaso de sangue e depois bebia. Grande parte de
suas declarações jamais pode ser comprovada.
Em juízo contou histórias sobre entranhas alucinações
e delírios que tinha e nos quais apareciam determinados símbolos
relacionados com o vampirismo. Dizia ter pesadelos nos quais apareciam
crucifixos cheios de sangue, e estanhos seres que bebiam este líquido.
Nunca se soube, com segurança, se todos esses delírios
eram verdadeiros ou se eram simplesmente uma farsa para conseguir que
o declarassem louco, livrando-o da pena de morte. Entretanto,
acreditando ou não em Haigh, depois de receber a pena de morte foi
enterrado em um ataúde especial para que seu corpo se putrificasse
mais rápido que o normal, talvez pelo temor de que o morto pudesse
escapar de sua tumba.
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