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Um dos sites mais
didáticos sobre sexualidade e adolescência é o Manual
do Adolescente. Veja um trecho sobre gravidez, um
verdadeiro beabá do tema:
"As meninas menstruam
todo mês, e entre uma menstruação e outra, os ovários soltam
um óvulo. Quando isto ocorre, chamamos de ovulação, e a menina
encontra-se em seu período fértil, na fase em que ela pode
engravidar. Pois se o óvulo encontrar um espermatozóide ele vai
ser fecundado e formar um embrião, iniciando-se assim uma
gravidez. Portanto, para que uma menina esteja grávida, primeiro
ela tem que estar em seu período fértil. É necessário que
exista o óvulo. Segundo, para formar o embrião é necessário à
presença do espermatozóide. Os espermatozóides passarão ter
contato com a menina quando o menino ejacular. Para haver o
encontro eles devem ser depositados na vagina, o menino tem que
gozar na vagina.
Muitos meninos e meninas
enviam-nos perguntas para saber se ao fazer sexo anal, à menina
pode ficar grávida. Sexo anal não engravida. Isso porque, os
espermatozóides não vão encontrar o óvulo, são canais
diferentes, o da vagina leva ao útero e o do ânus, não. Mas,
pode acontecer um acidente quando o menino gozar, e escorrer um
pouco de espermatozóide na vagina, e se a garota tiver no
período fértil, ela poderá engravidar.
Outra situação muito
prazerosa, porém, de risco quando não está usando a camisinha
é, quando se fica brincando com o pênis na vagina, e na hora de
gozar, tira o pênis da vagina para ejacular fora, e acaba
ejaculando na entrada da vagina ou quando os meninos tiram na hora
de gozar, escapa um pouquinho antes.
Uma vez formado o
embrião, ele vai crescer no útero. Quando se está grávida não
se menstrua, porque agora, o útero está com o neném dentro dele
e, se sangrar, ele vai perder o embrião. Assim, o primeiro sinal
de uma gravidez é a falta da menstruação, porque agora, o
útero está ocupado em alimentar e proteger o embrião que se
encontra dentro dele." veja
tudo
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1-
toxemia gravídica, que é uma doença hipertensiva da gravidez com
fortes possibilidades de convulsões;
2 - maior índice de cesarianas;
3 - desproporção céfalo-pélvica, que é uma desproporção entre o
tamanho da cabeça do feto e a pelve da mãe;
4 - síndromes hemorrágicas, chamada de coagulação vascular
disseminada;
5 - lacerações perineais, envolvendo vagina e, às vezes do ânus;
6 - amniorrexe prematura, que é ruptura precoce da bolsa e;
7 - prematuridade fetal.
Outros ainda adicionam: anemia materna, trabalho de
parto prolongado, infecções urogenitais, abortamento, apresentações
anômalas, baixo peso da criança ao nascer, malformações fetais,
asfixia peri-natal e icterícia neonatal.
Depois do parto Anne
Lise Scappaticci, psicanalista e autora de pesquisa sobre jovens
mães, concluiu que as adolescentes oferecem mais o seio para
amamentação e estimulam mais os bebês que mães adultas, favorecendo
assim uma melhor interação com a criança. Essa pesquisa, entretanto,
contradiz boa parte da literatura científica, a qual sugere maior risco
de não atender as necessidades de seus filhos por parte das mães
adolescentes. A pesquisa de Anne Lise mostrou que
as adolescentes interagiram mais e por mais tempo com seus bebês em
dois, dos seis aspectos analisados: "oferecer o seio" e
"estimular o bebê". Foi considerado estimular o bebê o ato
de tocar, acariciar, afagar, beijar, acalentar e esfregar. Das
adolescentes, 23,69% estavam no grupo que mais oferecia o seio para o
bebê, enquanto 60,7% das 28 adultas, estavam no grupo que oferecia
menos. Quando se trata do critério "mãe estimula o bebê", o
resultado é igual: novamente as mais jovens estimulavam mais seus
bebês. Quando o quesito era estimulação dos
recém-nascidos, houve maior freqüência entre as mães adolescentes.
Naquelas cujo bebê era o primeiro filho, 78% acariciavam, beijavam e
embalavam mais a criança. Já as mães adultas, indiferente de ser o
primeiro filho ou não, estimulavam pouco os recém-nascidos.
Aspectos
psicossociais
Inegavelmente
a gravidez precoce e/ou indesejada leva à algum prejuízo no projeto de
vida e, por vezes, na própria vida. Há, concomitantemente, possíveis
outros riscos relacionados ao aborto e à doenças sexualmente
transmissíveis entre as quais AIDS.
As
taxas de gravidez e infecções sexualmente transmissíveis na
adolescência são indicativos da freqüência com que a atividade
sexual (desprotegida) ocorre nessa faixa etária. Talvez possam ser
considerados aspectos sociais (talvez, bio-psíco-sociais) alguns
fatores de risco para gravidez na adolescência:
- ·
antecipação da menarca
· educação sexual ausente ou inadequada
· atividade sexual precoce
· desejo de gravidez
· dificuldade para práticas anticoncepcionais
· problemas psicológicos e emocionais
· mudanças dos valores sociais
· migração mal sucedida
· pobreza (?)
· baixa escolaridade
· ausência de projeto de vida
As complicações psicossociais relacionadas à gravidez
na adolescência são, em geral, mais importantes que as complicações
físicas. Fatos que devem ser levado em consideração, inclusive pela
equipe que faz o pré-natal seriam, por exemplo, o abandono do lar dos
pais, o abandono pelo pai da criança, a opressão e discriminação
social, a interrupção dos estudos e suas conseqüências futuras, tais
como os empregos menos remunerados, a dependência financeira dos pais
por mais tempo.
Os casamentos ou co-habitação precoces, motivados
exclusivamente pela gravidez, tem levado a uma maior taxa de
separações. Alguns autores afirmam que as uniões contraídas antes
dos 20 anos terminam em separação 3 a 4 vezes mais que nas uniões
contraídas após os 20 anos 2.
Os filhos de mães adolescentes, segundo Verena
Castellani V. Santos,
tendem a sofrer mais a negligência materna, têm maior risco de serem
adotados, são internados em hospitais mais vezes, e sofrem mais
acidentes que filhos de mães adultas. Revela ainda que eles têm um
risco aumentado para ter atraso de desenvolvimento, dificuldades
acadêmicas, desordens de comportamento, abuso de drogas, e se tornarem
também pais adolescentes.
A Gravidez É MESMO indesejada?
Como entender a garota que tem bom conhecimento da sexualidade, conhece
os métodos anticoncepcionais, tem acesso a eles, não quer engravidar
e, apesar disso tudo, engravida? Que força “do mal” é esta que,
contrária à todas possibilidades, fez vingar uma gravidez?Embora não
seja a regra, tem sido comum encontrar adolescentes felizes, depois do
susto do resultado positivo do exame de gravidez, dizendo que a criança
é bem vinda e que, apesar de seu pai ter ficado muito bravo, todos já
estão festejando a vinda do mais novo membro à família.
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Na opinião dessas jovens quase deslumbradas com a gravidez (muitas
dissimulando, como se estivesse muito tristes), a pílula falhou, a
tabelinha falhou, a camisinha rasgou... ou coisas assim mas, de qualquer
forma foi alguma coisa “completamente” acidental, emancipada da
vontade dela. Mas, será mesmo que não havia nenhuma vontadezinha,
ainda que inconsciente, de engravidar?Algumas adolescentes grávidas,
entretanto, continuam dizendo, depois do exame positivo, que não
queriam e não querem ter o filho, que não se vêem criando uma
criança. Estará esta jovem mãe pronta para assumir a função
materna?
Mas o drama da gravidez em adolescentes não é monopólio das meninas.
E o rapaz? Afinal, sem sua participação não haveria a concepção.
Infelizmente, os rapazes, principalmente aqueles que apenas “ficam”,
dificilmente vão sentir como sendo sua também a responsabilidade sobre
a gravidez.Normalmente os rapazes têm uma visão um tanto minimizada da
gravidez imposta à menina. Afinal, como pensam, a gravidez só pode ter
como conseqüência, uma gigantesca transformação no corpo (que não
é seu), a necessidade de um acompanhamento pré-natal (que pode muito
bem acontecer sem ele), o parto (que também acontece sem ele estar
presente), abandonar os estudos (que também não dizem respeito à
ele), os cuidados com o bebê por alguns poucos seis ou sete anos, e
assim por diante. Sobre as razões pelas quais adolescentes engravidam, pesquisadores
portugueses concluíram, por aplicação do método fenomenológico, que
a gravidez na adolescência não é planejada mas pode ser desejada.
Constataram ainda que o uso de contraceptivos é influenciado pela
informação e que existem em muitas jovens expectativas de mudança de
vida associada à gravidez (Referência). Em nosso meio a questão da gravidez na adolescência continua
desafiando teorias e hipóteses sociológicas. Pesquisa realizada por
pesquisadoras da obstetrícia do Hospital São Paulo mostrou que, apesar
de receber informações sobre métodos anticoncepcionais durante o
pré-natal e depois do parto, muitas adolescentes engravidam por mais de
uma vez. As pesquisadoras realizaram uma pesquisa com 413 adolescentes atendidas
pelo pré-natal do Hospital São Paulo entre 1996 e 1998. Do total, 159
(38,5%) tinham menos de 16 anos, e 254 (61,5%) entre 17 e 19 anos. Entre
as adolescentes pesquisadas, 22,5% engravidaram depois de terem recebido
orientações sobre métodos anticoncepcionais e, destas, 79,6% tiveram
duas gestações e 20,4% três.
A conclusão desse trabalho foi que, apesar da orientação sobre
métodos anticoncepcionais, as adolescentes continuam engravidando,
"talvez por não terem grandes perspectivas de vida ou simplesmente
por emoção", explica Cristina
Guazzelli, professora assistente da
Obstetrícia. "Entre as adolescentes que tiveram três gestações,
foi comum cada filho ser de um pai diferente, ou seja, em cada
relacionamento, repetiu-se a vontade de ter um filho com o parceiro,
analisou a docente.
As Emoções da Futura Mãe De modo geral não se pode dizer que as depressões previamente
presentes piorem a gravidez, obrigatoriamente, pois se observa
exatamente o contrário na prática clínica, algumas mulheres
apresentam uma melhora da sintomatologia depressiva quando se encontram
grávidas. Também não é possível tentar estabelecer alguma regra
geral, segundo a qual a gravidez de adolescentes predispõe ao estado
depressivo. E a base destas alterações do humor para melhor, quando
ocorrem, parece estar relacionada à alguma alteração hormonal. Sendo
a progesterona é a hormônio dominante da gravidez, pode ser possível
que exista algum benefício se estas mulheres, que melhoram da
depressão durante a gravidez, continuem a tomar progesterona, fora da
gravidez.
Se existe algum período da gravidez onde possa ser observada uma melhor
performance emocional, essa época é entre a 17a. e 20a. semanas de
gestação. Isso parece estar relacionado à produção hormonal pela
placenta. Nessa fase da gravidez, o sistema endócrino da mulher
trabalha ativamente para promover o crescimento uterino e do bebê. No
entanto, passado algum tempo, a placenta torna-se a principal
responsável pela produção hormonal. Este fato explica, em parte e
como vimos acima, as sensações de melhora física, pois, a produção
placentária não tem tantos efeitos secundários quanto a produção
endócrina.
Mesmo assim, as reações emotivas da grávida tornam-se mais intensas e
muitas delas ficam surpreendidas com sua labilidade emocional, onde até
um simples anúncio televisivo pode fazê-las chorar. Além desses
determinantes biológicos e hormonais, a grávida adolescente teria
ainda razões de ordem existencial para alimentar a extrema labilidade
afetiva.
Normalmente, as pessoas costumam não acreditar serem suficientemente
boas, suficientemente organizadas, suficientemente ricas ou
suficientemente suportadas. As inseguranças, nessas questões de
auto-estima, são normais e fisiológicas. Da mesma forma, muitas
mulheres não acreditam que serão capazes de ser boas mães. Em algumas
adolescente grávida, o infantilismo fisiológico próprio da faixa
etária e prontamente substituído por esse complexo de mãe
incompetente.
O trabalho de parto é receado por muitas adolescentes, sobretudo porque
é amplamente desconhecido. A melhor forma de ultrapassar o medo é
falar abertamente sobre o assunto. A partilha de idéias com outras
mulheres que sentem o mesmo pode ser uma ajuda preciosa.
Durante a gravidez, a mulher pode sentir dificuldades na concentração
ou na articulação de vocábulos simples. O esquecimento passa também
a ser freqüente. Estes fenômenos podem ser alarmantes, sobretudo para
as mulheres que não estão prevenidas. No entanto, todas estas
alterações regridem com o parto.
Geralmente a adolescente grávida passa a ser rodeada de conselhos,
críticas, sugestões e advertências. Todos parecem ter algo a dizer;
alguns amigos querem contribuir para o crescimento do filho, professores
e parentes procedem com críticas amargas e dissimuladas, familiares
mais próximos com veementes censuras... e assim por diante.
Embora possa ser agradável receber alguma atenção, muitas vezes pode
ser perturbador. A emotividade subjacente a este período, torna a
mulher hipersensível a algumas sugestões, nomeadamente, no que se
refere à sua própria saúde ou à do seu bebê. Esta é uma boa altura
para ignorara conselhos inúteis e para aumentar o próprio
discernimento quanto às opiniões de interesse.
Mas não é raro que a grávida adolescente experimente algumas
sensações de ser especial e isso pode aliviar a eventual depressão
pela qual esteja passando. Quando a gravidez se torna óbvia e
irreversível, a mulher passa a ter um estatuto que lhe confere alguns
privilégios; caixas dos supermercados prioritárias para grávidas ou
de lugares reservados nos transportes públicos, etc.
De acordo com a pesquisa Raquel
Foresti,
os depoimentos mostram que as
adolescentes que engravidam apresentam um ponto em comum: a fragilidade
no processo de formação de sua identidade. Algumas delas não
conseguiram criar vínculos com o mundo do trabalho e tiveram vários
empregos em um curto período de tempo. Outras não enxergam
perspectivas nos estudos.
Muitas vezes elas demonstram um comportamento mais infantil do que o
esperado para sua idade e não aceitam as responsabilidades. Por isso,
sentem que não encontram seu espaço no mundo, analisa a psicóloga.
Para essas meninas, a gravidez tem uma dupla função. “Além de
servir como justificativa para a inadequação, a barriga traz um certo
poder e até status dentro da família. Preenche o vazio que elas sentem
por causa da crise de identidade”, afirma Raquel.
Veja a tese de Gláucia
da Motta Bueno
Ballone GJ - Gravidez na Adolescência
- in. PsiqWeb, Internet, disponível em <http://sites.uol.com.br/gballone/infantil/adoelesc3.html>
revisto em 2003
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Esse trecho é do site ESAD
-EDUCAÇÃO SEXUAL A DISTÂNCIA.
"A gravidez durante a
adolescência (gravidez precoce) é cada vez mais freqüente,
sendo considerada importante questão de saúde pública, tanto
pelos motivos que a produzem quanto pelas suas conseqüências.
O índice de adolescentes
grávidas chega a 10,7% entre jovens de 15 a 20 anos de idade,
sendo que comumente a opção é pelo aborto, desfecho de 77,8% a
89,5% das gestações deste período da vida, o que confirma a
pequena porcentagem de gestações que são levadas a termo por
mulheres jovens.
Números semelhantes são
observados ao se avaliar a aceitação da gestação pela jovem:
em 90% dos casos não é desejada e cursa com importante angústia
e bloqueios afetivos, o que explica, em parte, a alta porcentagem
de gestações que termina com a prática do aborto.
O grande número de
abortos clandestinos resultantes desta realidade já foi argumento
de alguns países para a legalização desta prática, o que
diminuiria os riscos à saúde e à vida a que se expõe a mulher.
A modificação deste
quadro (gravidezes indesejadas e abortos provocados em grande
escala) depende, primeiramente, da educação e do diálogo com os
pais, que são a influência primária sobre a vida do indivíduo
e, posteriormente, dos educadores e profissionais de saúde, como
formadores de opinião, podendo atuar sobre os pais e sobre os
jovens. Estes últimos podem exercer influência entre si, já que
a identificação com o grupo é uma das principais
características da adolescência." veja
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