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JANEIRO - 2001
Arquivo das notícias

A Imunidade pode sofrer influência do Estresse
O Desejo sexual feminino pode ser de origem masculina
Anorexia cresce entre adolescentes
Álcool em idosos; pode ser benéfico se moderado
Musculação pode ser grave
Café protege fumantes contra câncer de bexiga
Estresse também pode engordar
A vida sexual depois do câncer
A criança deprimida
Tremor essencial, uma doença muito confundida

  arquivo das notícias  
A Imunidade pode sofrer influência do Estresse
O sistema imunológico do corpo humano é um verdadeiro combatente cuja missão incansável é proteger as pessoas contra doenças, impedindo que viroses e bactérias assumam o controle e arruínem nossa saúde. Mas um inimigo contra o qual o sistema imunológico nem sempre pode lutar é o estresse.
Estudos mostraram que o sistema imunológico trabalha enfraquecido quando está sob o efeito do estresse, tornando o corpo mais vulnerável a resfriados, viroses e outras doenças (veja
Imunologia e Estresse em PsiqWeb).
O efeito pode ser ainda maior em pacientes cujos sistemas imunológicos já estão comprometidos, como as pessoas infectadas com o HIV, o vírus da Aids, as quais são sempre de alto risco para doenças letais. Outro estudo mostrou que estresses graves ampliam em seis vezes a chance de sobreviventes de câncer de mama terem uma recaída do tumor.
Mas por que o que pensamos e sentimos e o tipo de ambiente a que estamos expostos influencia tanto nossa saúde?
A psicóloga Janice Kiecolt-Glaser disse que o fenômeno tem a ver com o "equilíbrio" que nosso sistema imunológico mantém no combate a doenças. "Especialmente em pessoas nas faixas dos 60 e 70 anos de idade, o estresse parece exercer um papel mais importante", disse Kiecolt-Glaser, da Universidade Estadual de Ohio.
"Mas até para os mais jovens, há boas provas de que ocorrências de resfriados e gripes podem ser intensificadas por relativamente pequenas situações estressantes da vida", acrescentou.
Janice acha que quando as pessoas estão estressadas, pequenas alterações na função imunológica podem realmente ajudar a pender a balança e aumentar as possibilidades de alguém ficar doente.
O estresse pode provocar a liberação do homônio chamado ACTH pela glândula pituitária. Esse homônio acaba por estimular a glândula supra-renal a liberar outro hormônio, chamado cortisona, que adere às células do sistema imunológico que estão lutando contra doenças, dificultando seu trabalho.
Mas o estresse pode ter várias origens diferentes. Ficar preso em trânsito ruim é de fato frustrante. Mas os psicólogos dizem que os viajantes sabem que, em algum momento, o engarrafamento vai acabar, o que ajuda o sistema imunológico, em certa medida, a se proteger do estresse.
Os estresses de longo-prazo, como os relacionados a processos de divórcio ou à lembrança de acontecimentos traumáticos, no entanto, podem debilitar muito a capacidade do corpo de enfrentar uma infeção.
Manter esses pensamentos ou lembranças vivas na mente, disse Kiecolt-Glaser, permite que o estresse debilite o sistema imunológico de uma pessoa.
Veja em PsiqWeb:
Estresse - Imunologia e Estresse
Fonte:
CNNemPortugues
 
  O Desejo sexual feminino pode ser de origem masculina
O que será que move a libido feminina? Alguns especialistas afirmam que é o hormônio masculino, presente no organismo de homens e mulheres, um dos grandes responsáveis pelo desejo. Sem ele, o interesse sexual diminuiria drasticamente.
Outros defendem que as oscilações do desejo nas mulheres obedecem às altas e baixas de hormônio nas várias fases do ciclo menstrual, atingindo o auge com a ovulação. Seria o chamado da natureza, incitando a mulher a cumprir seu papel na procriação.
Em artigo publicado pela revista New England, o Centro Médico Cedars-Sinai divulga um trabalho em que voluntárias submetidas à reposição hormonal com testosterona tiveram um significativo aumento do desejo sexual. Com a pesquisa, feita com pacientes entre 31 a 56 anos, comprovou-se que o hormônio masculino pode aumentar a libido de mulheres na menopausa.
"O hormônio masculino realmente interfere na sexualidade de homens e mulheres", concorda o ginecologista e sexólogo Jorge Serapião. Ele explica que, como o organismo feminino é um ambiente pobre em hormônio masculino, os receptores a estes hormônios tornam-se bastante sensíveis à sua presença, mesmo em quantidades pequenas. E isso pode ter resultados benéficos em termos de desejo feminino.

Os efeitos da testosterona
Seja no organismo feminino ou masculino, a testosterona atua no sistema nervoso central, onde age sobre o sistema límbico, o chamado centro das emoções. "Mas tudo isso é ilação de trabalhos feitos com animais ou de estudos em mulheres com síndromes hiperandrogênicas. Ou seja, com níveis de testosterana acima do usual, e em homens com o quadro oposto, de baixas taxas de hormônio", diz.
O problema de uma terapia de reposição com testosterona para fazer aumentar o desejo em pessoas com baixa de libido é a possibidade de efeitos colaterais. "Além de sinais de virilização nas mulheres, como pêlos, engrossamento da voz, aumento de massa muscular e na distribuição de gorduras, pode haver ainda o surgimento de doenças hepáticas", adverte o médico.

A ovulação e o desejo
Alguns especialistas também defendem que o apetite sexual feminino aumentaria ou decresceria de acordo com os altos e baixos do ciclo menstrual. Estaria baixo até antes do décimo dia, quando as taxas de testosterona estariam quase nulas, e tenderia a subir dali em diante, chegando ao auge na ovulação — ou no 14º dia, considerando-se mulheres com ciclos de 28 dias. Até o 18º dia, a libido feminina permaneceria a mil, como resultado do aumento dos níveis hormonais que precedem e sucedem a ovulação.
"Não se pode generalizar. Até porque os relatos femininos são bastante variados. E este tipo de visão só considera a mulher biologicamente", rebate o Dr. Serapião. Isso, ele explica, significa equiparar as mulheres às fêmeas de espécies animais. Nelas, realmente, é durante a ovulação que estão mais dispostas a aceitar a cópula. A questão é que a espécie humana é diferente. Para começar, mulheres não têm cio. "E a resposta sexual feminina não costuma variar com o ciclo menstrual", diz o Dr. Serapião.
Segundo explica o sexólogo, a ovulação é o pico máximo de estrogênio no organismo feminino. "Mas não acreditamos que estrogênio ou progesterona tenham influência sobre o desejo", diz. Para ele, numa sociedade como a nossa, que valoriza a sexualidade como reprodução, nada mais natural que este discurso ser tão bem aceito. Para desfazer o que considera como um mito, ele compara tudo isso aos efeitos da pílula anticoncepcional.
"Mulheres que tomam pílula não têm ciclos menstruais. Pelo contrário, seus níveis hormonais são estáveis, não há variações, e os ovários estão em repouso. Sendo assim, elas não teriam fases de maior ou menor desejo. E não é exatamente isso que elas relatam", explica. Por isso mesmo, o Dr. Serapião recorre à escritora Helem Kaplam para uma citação: "Nada é mais afrodisíaco do que um casal apaixonado". O que quer dizer que, quando se trata de libido feminina, aspectos afetivos certamente têm bem maior influência do que a dança dos hormônios.
É exatamente o que pensa o ginecologista e obstetra Alexandre Donato.
Na sua opinião, mesmo a maior secreção de hormônios masculinos, produzidos pelas supra-renais na segunda fase do ciclo, após a ovulação — e cujos efeitos são potencializados pela progesterona —, levam a uma variação de desejo que possa ser considerada significativa. "Reduzir o desejo a aspectos orgânicos é simplista", afirma.
Até porque, como ele explica, os hormônios femininos, como o estrogênio, estão mais ligados a uma segunda fase da resposta sexual, a da excitação. O que significa lubrificação, capacidade de trofismo vaginal e pode explicar algumas dificuldades físicas durante o sexo em mulheres na menopausa. Mas não têm a ver com desejo. "Se fosse assim, com a menopausa, as mulheres perderiam a libido. O que está longe da verdade", diz. Para ele, desejo sexual está mais relacionado à emoção e à afetividade. "É isto, aliás, o que nos diferencia como seres humanos".
Veja
Desejo Sexual em PsiqWeb.
Fonte:
Salutia.Com

Anorexia cresce entre adolescentes
Pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, analisaram a incidência histórica da anorexia e concluíram que, apesar de os níveis da doença se manterem relativamente estáveis na população feminina em geral, apresentam um aumento constante entre as jovens de 15 a 24 anos. Os números mais altos foram encontrados entre as adolescentes de 15 a 19 anos. O grupo de 10 a 14 anos apresentou resultados alarmantes. "Nessas faixas etárias as meninas são mais vulneráveis às pressões sociais que propõem um modelo de esbeltez", afirmou o pesquisador Alexander Lucas.
O distúrbio, que raramente afeta os homens, resulta em uma imagem distorcida do corpo. As jovens se consideram obesas apesar de serem muito magras, deixando de comer e chegando a casos extremos que resultam em sérios problemas endócrinos.
Veja em PsiqWeb;
Anorexia, Bulimia e Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo
Fonte:
Salute.Com
 
  Álcool em idosos; pode ser benéfico se moderado.
Uma recente pesquisa nipo-americana feita a partir da observação de 3.500 homens entre 71 e 93 anos concluiu que uma dose diária de álcool é capaz de melhorar a habilidade mental, como publicou em agosto o Americam Journal of Public Health.
O estudo concluiu que os que bebiam uma dose diária estavam 40% melhor do que os abstêmios, 18 anos depois do primeiro contato. Alguns especialistas atribuem estes benefícios aos flavonóides da uva, no caso do vinho tinto. "Estes flavonóides da uva têm propriedades aterogênicas. Ou seja, previnem a oxidação do colesterol LDL, reduzindo o risco de ele depositar-se nas artérias", explica o professor Emilsom Souza Portella, do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
O cárdio-geriatra Mario Sayeg, coordenador do Núcleo de Estudos sobre Envelhecimento e Saúde do Idoso, da Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz, concorda. "Uma taça de vinho contribui para reduzir os níveis de colesterol e também é euforizante, produz uma melhora dos níveis de humor e alegria de viver", diz. O que pode ser bom para ajudar a combater os casos de depressão, bastante comuns em idosos.

Cada caso é um caso
"Mas é preciso analisar bem cada caso", alerta o dr. Sayeg. No calor, os idosos perdem a capacidade de termo-regulação, o reflexo da sede fica embotado e com isso eles desidratam com facilidade. Por isso mesmo, ele frisa que tudo é uma questão de comedimento. "Uma taça não chega a agravar estes problemas", diz.
Não é o que pensa o psiquiatra Marcelo Chagas, coordenador do Núcleo de Dependência Química da mesma Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz, e autor de uma tese sobre o assunto. "No organismo do idoso, já fragilizado pela idade e por outros problemas, o álcool é absorvido com maior rapidez e provoca problemas mais rapidamente e com maior intensidade", diz. Ele enumera prejuízos cognitivos, comprovados por testes feitos no próprio núcleo, problemas de má absorção, malefícios ao fígado e ao tubo digestivo. Além de uma maior vulnerabilidade à dependência alcoólica.
Segundo o psiquiatra, uma taça de vinho no almoço terá seus efeitos sentidos pelo resto do dia. E um desses efeitos será a perda de reflexos, o que o impedirá de dirigir", diz Marcelo Chagas. "Mesmo em se tratando de depressão, este benefício é relativo. Quando o efeito do álcool passa, a depressão torna-se ainda pior. O que só retarda um tratamento adequado", diz. O mesmo vale, na sua opinião, para falar dos flavonóides do vinho e suas propriedades antioxidantes. "Pode-se aproveitar estes antioxidantes na uva ou em outros vegetais, sem passar pelos prejuízos do álcool", resume.
Veja
Psiquiatria Geriátrica em PsiqWeb
Fonte:
Salutia.Com

  Musculação pode ser grave
O espelho reflete músculos enormes e desenhados e no início o corpo escultural pode dar a impressão de saúde de sobra. Mas o uso indiscriminado de anabolizantes detona a saúde, a despeito do que pensam muitos freqüentadores de academias e atletas candidatos a recordistas.
Voz fina, desenvolvimento dos seios e queda de cabelos atacam os homens. Nas mulheres, o aparecimento de pêlos, o engrossamento da voz e outros truques circenses são algumas das conseqüências da ingestão dos anabolizantes. Afinal, estes hormônios sintéticos foram desenvolvidos para tratar certas doenças, com acompanhamento médico rigoroso.

Físicos avantajados seduzem jovens vaidosos em busca de afirmação
Mas o apelo é sedutor. O árduo trabalho de um ano de malhação pode ser facilmente substituído por ciclos de anabolizantes. O resultado aparece em aproximadamente dois meses. A força e os músculos de Hulk, porém, vão embora num passe de mágica se o uso da droga não for contínuo.
Rapidamente, o corpo perde todo o crescimento artificial produzido pelos anabolizantes. "É perfeitamente possível conseguir o corpo sarado sem os esteróides", afirma o professor de educação física e campeão de aeróbica Paulo Akiau, para quem um corpo saudável e bonito pode ser construído com alimentação regrada e exercícios organizados.
Embora os esteróides não melhorem a habilidade, agilidade ou capacidade cardiovascular, o aumento da massa muscular, da força e da resistência pode ajudar na performance atlética. Por isso, o uso de anabolizantes é considerado doping, proibido por entidades esportivas de todo o mundo.
Um dos casos mais conhecidos é o do velocista canadense Bem Johnson, flagrado pelo teste antidoping após a vitória e o recorde mundial conquistados na prova dos 100m rasos nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Johnsom perdeu a medalha, o dinheiro dos patrocinadores e foi suspenso pelo Comitê Olímpico Internacional.

Contaminação por meio de compartilhamento de seringas é um dos perigos dos anabolizantes
Os esteróides podem ser injetáveis ou orais. A forma preferida dos usuários é a aplicação intramuscular, em que a substância age mais rapidamente do que por via oral. Mas um perigo adicional está presente entre os adeptos da injeção: o compartilhamento de seringas, que pode levar a doenças como AIDS e hepatite.
O uso médico dos anabolizantes – aliás, o único que deveria existir - é aconselhável no combate de alguns tipos de câncer, anemia, osteoporose e hipogonadismo, doença que faz o homem produzir testosterona em baixa quantidade.
Há uma fase do metabolismo em que os alimentos são transformados em substâncias como hormônios e enzimas. Essa fase chama-se anabolismo. Os esteróides são substâncias sintéticas que reproduzem as características da testosterona, um hormônio sexual masculino. Seu efeito anabólico está ligado à retenção das proteínas dos alimentos e é o que contribui para o aumento dos músculos quando estimulados por exercícios físicos.
Como são substâncias que imitam as características masculinas da testosterona, vários sintomas relacionados à virilização podem surgir. Uma série de efeitos colaterais, tanto físicos como psicológicos, pode aparecer com o uso indiscriminado de esteróides. Para se ter uma noção das altas doses ingeridas por fisiculturistas, um homem saudável não chega a produzir 10 miligramas de testosterona por dia. Há registros de doses até 40 vezes maiores do que as indicadas terapeuticamente.

Na contra-mão da saúde: os efeitos colaterais são muitos e perigosos
Um dos efeitos colaterais mais impressionantes é o aparecimento de características femininas nos homens. Isso acontece porque, depois de muito tempo utilizando esteróides, os testículos deixam de produzir testosterona.
"O uso de testosterona sintetizada ou derivados em excesso para ganho de massa muscular suprime a atividade dos testículos e causa diminuição da produção natural do hormônio. Como o homem produz androgênio (hormônio masculino) e também estrogênio (feminino), ocorre um desequilíbrio. Diminui a testosterona e aumenta o estrogênio", explica a endocrinologista Luciana Bahia, que alerta ainda para a possibilidade de afinamento da voz e diminuição dos pêlos corporais.

Problemas mais comuns
Pele – A aspereza é um sinal relacionado à virilização e é irreversível. O aparecimento de acne e de estrias também é comum.
Calvície – Acelera o processo de queda de cabelo nos homens e estimula o processo entre as mulheres.
Comportamento – Aumento da agressividade é um problema comum. A dificuldade em controlar-se pode causar sérios problemas sociais e de relacionamento.
Virilização – O uso prolongado e em altas doses de esteróides pode levar mulheres a assumir características masculinas, como agressividade, crescimento de pêlos pelo corpo e face, engrossamento da voz, aumento do clitóris e irregularidade no ciclo menstrual.
Problemas cardiovasculares - embora reversível com a suspensão do uso de anabolizantes, pode ser fatal. O uso de esteróides aumenta o nível do mau colesterol, o que pode causar a obstrução das paredes das artérias. Está relacionado ainda ao aumento da pressão arterial.
Ginecomastia - hipertrofia excessiva das glândulas mamárias do indivíduo do sexo masculino. O homem com taxa muito alta de testosterona no organismo devido a esteróides deixa de produzir seus próprios hormônios, o que leva à atrofia de seus órgãos masculinos e aumento das características femininas.
Crescimento - O uso de anabolizantes por adolescentes pode dificultar que se atinja todo o potencial de crescimento, já que os esteróides transformam as cartilagens de crescimento em osso calcificado.
Rins – A função de filtrar e eliminar substâncias tóxicas ficará sobrecarregada após muito tempo de uso de esteróides.
Fígado – Outro órgão que fica sobrecarregado, principalmente com o uso de esteróides por via oral, que ainda precisam ser metabolizados pelo organismo. A droga está ainda associada à formação de tumores cancerígenos no fígado, próstata e cérebro.
Impotência – num primeiro momento, há aumento da função sexual. Com o passar do tempo e o uso prolongado, o homem poderá sentir diminuição da libido, redução do esperma e dificuldades de ereção. Nas mulheres, após o aumento súbito da libido, a droga causa também frigidez.

Hormônio de crescimento também é utilizado indiscriminadamente
O uso do hormônio de crescimento é outra forma de doping que vem aumentando. Trata-se de mais um anabolizante cujo uso sem propósitos médicos é proibido. "Tem efeitos similares aos da testosterona sobre músculos e ossos e também é nocivo ao aparelho cardiovascular. Além disso, pode causar um tipo de diabetes conhecido por mellitus", alerta Maria Lúcia Fleiuss de Farias, coordenadora do curso de pós-graduação em endocrinologia da UFRJ.
O que tem evitado a maior incidência no Brasil é o alto preço dos hormônios de crescimento. Por mês, pode gastar-se até quatro mil dólares. E vários efeitos colaterais também são relacionados a eles, como hipotireoidismo, tendência à obesidade e aumento de até quatro vezes no risco de câncer de próstata.
Para Paulo Akiau, quem se alimenta bem não precisa fazer uso de suplementos. "Por princípios, só utilizei treinamento e alimentação controlada e conquistei meus objetivos na minha vida como atleta, além de um corpo que me satisfazia plenamente", garante. "A alimentação rica em proteínas de origem animal estimula naturalmente a produção do hormônio de crescimento pelo organismo e facilita o crescimento e ganho muscular", afirma Maria Lúcia Fleiuss de Farias.
Portanto, se o seu objetivo é ganhar massa muscular, deixe a preguiça de lado e mãos à obra. Procure uma academia de ginástica séria e visite um nutricionista. A malhação bem feita acompanhada de uma alimentação correta garante resultados saudáveis e duradouros, sem a necessidade de jogar uma bomba para dentro de você.
Veja
Vigorexia em PsiqWeb
Fonte:
Salutia.Com

 

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