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FEVEREIRO - 2001
Arquivo das notícias

Maconha: risco para saúde mental 
Quando o mau humor se volta contra você
Anunciam a descoberta do ponto do cérebro ligado ao humor
As seqüelas do mau humor 
Raiva sufocada e amor não verbalizado; a doença fala pelo jovem
As marcas da violência na saúde do adolescente
Vitaminas C e E atenuam processos ateroscleróticos, segundo estudos
Estresse: muito pior para as mulheres 
Explicação genética para o autismo? 

 arquivo das notícias 
Maconha: risco para saúde mental

A maconha não é uma droga inofensiva como muitos usuários argumentam e, sim, uma substância perigosa que pode causar paranóia, psicose, ansiedade e pânico, mas, por outro lado, pode trazer benefícios aos pacientes de câncer e esclerose múltipla, alertaram especialistas nesta quinta-feira.
A revisão de estudos sobre droga, usada há cerca de 5.000 anos, demonstrou que pode prejudicar a percepção, a capacidade motora e o tempo de reação, mas também tem qualidade médicas aplicáveis a uma variedade de doenças.
"A cannabis afeta quase todo o organismo," disse a professora Heather Ashton, da Universite of Newcastle Upon Tene, em estudo publicado no British Journal of Psechiatre. "Combina muitas das propriedades do álcool, tranqüilizantes, opiáceos e alucinógenos."
Embora a maioria dos usuários fume maconha ocasionalmente por seus efeitos eufóricos, o uso regular tem conseqüências mais graves, como falta de memória e atenção e incapacidade de processar informações complexas. Mas não está claro se resulta em incapacidade cognitiva permanente com o uso em longo prazo, acrescentou.
Os usuários crônicos podem desenvolver tolerância e dependência à maconha que podem resultar em efeitos semelhantes aos do álcool e dos opiáceos, disse a professora. Além disso, a droga aumenta o risco de desenvolver bronquite e enfisema: fumar três ou quatro baseados equivale a cerca de 20 cigarros.
Quanto ao uso médico da droga, tradicionalmente pode ser empregada no tratamento de malária, dores reumáticas e durante o parto, e, recentemente, usado na insônia e na asma. A substância da cannabis que provoca euforia, THC, pode aliviar o vômito e a náusea em pacientes de câncer, além de reduzir as dores musculares nos portadores de esclerose múltipla e de estimular o apetite e deter a perda de peso nos cancerosos.
Fonte:
CNNBrasil

 
 Quando o mau humor se volta contra você

A falta de paciência no trânsito, que explode em um palavrão, o trabalho que acaba com o seu humor e o ambiente familiar, que vai de mal a pior produzem raiva. Você experimenta essa situação muitas vezes por dia? Calma, afinal, a vida não é feita só de alegrias.
Mas saiba que é possível ajudar seu organismo nessas horas. Mau humor leva à liberação de hormônios que precisam ser aproveitados em atividades físicas. O endocrinologista Isaac Benchimol explicou que a raiva é um mecanismo orgânico que prepara as pessoas para fugir ou correr de uma determinada situação - remetendo à "raiva" do início de nossa história social, quando os homens se deparavam com animais selvagens.
Esse quadro de acontecimentos faz com que haja um aumento na liberação de hormônios como cortisol e adrenalina pelas glândulas supra-renais, o que leva, posteriormente, a um aumento do nível de açúcar no sangue. Mas o problema não é esse - pois a presença dessas substâncias no organismo não é, de modo algum, anormal.
"O ruim é sentir raiva e não fazer nenhum tipo de atividade física, porque você produziu essas substâncias e não as utilizou," disse Benchimol. "Isso leva a um aumento da pressão arterial, infartos, problemas cardíacos.".
É como se a raiva preparasse o nosso corpo para uma atividade. Se os hormônios produzidos são deixados de lado, você aumenta, cumulativamente, as chances de desenvolver doenças cardíacas. Por isso, o médico sugere aos seus pacientes caminhadas diárias ou qualquer outra atividade física para evitar esse tipo de problema.
Raiva e sedentarismo, uma péssima combinação
"A raiva, ou qualquer nome que você queira dar a esse tipo de emoção, ocasiona uma liberação dos hormônios do estresse, que são, principalmente, o cortisol e a adrenalina", afirmou a também endocrinologista Luciana Bahia.
que, além dos problemas já relatados na literatura médica - elevação da freqüência cardíaca, do ritmo metabólico, entre outros - foi diagnosticado que o cortisol causa um aumento da gordura abdominal e a diminuição do ritmo do sistema imunológico.
Mas essa liberação de hormônios não acarreta, necessariamente, os mesmos problemas em cada pessoa, pois deve se levar em conta a história de cada indivíduo ao avaliar os efeitos do estresse no organismo.
que, segundo a psicanalista Tatiana Porto, o ser humano utiliza o cotidiano para extravasar emoções reprimidas, o que não quer dizer que todos ajam igualmente nessa hora. Resumindo: a raiva pode não ser uma reação natural naquela situação, mas, organicamente, é uma descarga hormonal.
Essa é a grande diferença do homem para o animal: nós carecemos do instinto que os animais têm. Às vezes, não liberamos essas substâncias para situações de fuga reais. Nós podemos estar deitados na cama e sentir isso", afirmou a psicanalista. Tudo pode depender do momento de vida pelo qual passa cada pessoa.
Fonte:
CNNBrasil

Anunciam a descoberta do ponto do cérebro ligado ao humor

O cérebro pode ter um "ponto engraçado", afirmaram cientistas, em uma descoberta que pode explicar porque algumas vítimas de derrame perdem seu senso de humor.
"Uma pequena parte do lobo frontal parece crítica à nossa capacidade de reconhecer uma piada," disse Deam Shibata, da Escola de Medicina da Universidade de Rochester.
"Embora o propósito do humor e da risada ainda seja desconhecido apesar dos 2000 anos de especulação, ter senso de humor é uma parte fundamental de nossa personalidade e pode ter um papel poderoso no equilíbrio de emoções negativas," disse à agência Reuters.
e sua equipe divulgaram um relatório no encontro anual da Radiological Societe of North America, que se baseou no uso de imagens de ressonância magnética para mapear a atividade do cérebro de 13 pessoas em quatro diferentes testes.
Há poucos estudos sobre a localização do humor no cérebro, mas entender a base de emoções positivas provavelmente será muito útil para entender as negativas," disse," disse à agência Reurters.
"No futuro, esclarece que a atividade cerebral pode ser um recursos rotineiramente usado por psiquiatras para acessar o paciente com distúrbio de humor, tais como depressão, que freqüentemente é acompanhada pela perda de humor," acrescentou.
O estudo diz que o cérebro pode ajudar a explicar porque as pessoas que sofrem um derrame que atinja o lobo frontal inferior do cérebro têm alterações de personalidade, incluindo perda de seu senso de humor.
A mesma parte do cérebro também está associada ao planejamento e julgamento social e emocional, segundo o estudo.
Fonte:
CNNBrasil

 
 As seqüelas do mau humor

Os velhos sábios já diziam que vive mais quem vive feliz. E que o mau humor é péssimo para o coração. Uma pesquisa publicada no mês passado, na revista Circulation, da Associação Americana do Coração, confirma cientificamente que a raiva é inimiga do peito.
Conduzido por pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, o estudo analisou 13 mil homens e mulheres entre 45 e 64 anos (idade de risco para as doenças cardíacas). Os participantes responderam a um questionário com dez perguntas. De acordo com as respostas, foram classificados em pouco, muito ou moderadamente inclinados a ficarem zangados. Depois de seis anos acompanhando essa população, os pesquisadores concluíram: as pessoas consideradas mais raivosas correram três vezes mais riscos de sofrer um ataque cardíaco ou morrer por alguma doença cardiovascular do que seus colegas mais pacíficos.
Coração em perigo 
Não se trata de nenhum castigo contra os mal-humorados, mas de pura química. A explosão da ira provoca uma enorme descarga de inúmeras substâncias no sangue. A mais conhecida é a adrenalina, hormônio que faz aumentar os batimentos cardíacos e, ao mesmo tempo, reduzir o calibre dos vasos sanguíneos. Resultado: a pressão artérial dispara.
“A hipertensão facilita o descolamento das placas de gordura aderidas às artérias, e isso pode entupir o vaso e provocar um infarto”, explica o cardiologista Marco Aurélio Dias da Silva, chefe do Serviço de Miocardiopatias do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e autor do livro Quem ama não adoece (Editora Best-Seller).
É como se o reboco da parede se soltasse”, compara o médico. O prejuízo pode ser comparado ao que a obesidade, a vida sedentária e o cigarro – fatores de maior risco para os problemas cardíacos – provocam.
Os graus de raiva 
Qualquer irritação passageira é motivo de risco? Para o cardiologista, sim. Mas ele distingue a explosão imediata da agressividade do ódio reprimido. “Nenhum dos dois sentimentos é desejável. Perder a paciência com facilidade, dizer desaforos, sentir vontade de agredir alguém são descontroles prejudiciais sempre. Muitas pessoas sofrem infarto durante um ataque súbito de ira”, diz. Extravasar é menos nocivo. “Quando se guarda a raiva, a constante liberação de adrenalina mantém o organismo em estado de tensão permanente”, compara.
a fúria diante de situações triviais, Silva tem uma dica bem-humorada. É o que defende no seu próximo livro, a ser lançado até o final do ano no Brasil. “A mulher deveria assumir o poder. Com certeza, o mundo seria menos competitivo e mais doce”, afirma.
Fonte:
Salutia.Com 

 Raiva sufocada e amor não verbalizado; a doença fala pelo jovem

Falar sobre as emoções pode ser bem complicado. Principalmente quando se está passando por uma fase de tantas mudanças como a adolescência. Por isso, muitos usam o corpo para expressar suas angústias e afetos, desenvolvendo sintomas psicossomáticos.
O problema é que nem sempre dá para diagnosticá-os e somente um especialista pode discernir doenças que têm ou não um fundo emocional. Saber que eas existem, porém, já é meio caminho andado em direção à cura.
Segundo a pediatra Maria de Fátima Goulart Coutinho, do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, por não conseguir exteriorizar os sentimentos, o adolescente arruma, inconscientemente, outra forma de "dizer" o que sente.
Cada caso é um caso e um diagnóstico de doença psicossomática só deve ser dado depois que todas as outras possibilidades já foram excluídas," afirmou. "Primeiro, o médico precisa fazer todos os exames necessários para se certificar de que realmente não existe um fator orgânico desencadeando o sintoma."
mesmo disse a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente no Brasil da International Stress Management Associatiom e autora do livro Pega leve, enfrentando o estresse na adolescência. Segundo ela, é comum surgirem sintomas psicossomáticos na adolescência porque se trata de um momento em que ocorrem muitas mudanças e desafios.
Os adolescentes, cujos pais não são abertos ao diálogo e assumem uma postura de donos da verdade, são os mais vulneráveis a esse tipo de problema," afirmou.
há ainda os adolescentes que têm uma infra-estrutura emocional frágil e pouca resistência às pressões do dia-a-dia. "Nesses casos, toda vez que as demandas do meio externo forem maiores do que as suas reservas emocionais, o jovem pode apresentar um sintoma psicossomático," acrescentou. "Ele se sente sem opção, acuado."
Insônia e dor de cabeça são alguns dos problemas
Entre os problemas psicossomáticos mais comuns na adolescência, a psicóloga Ana Maria e a pediatra Maria de Fátima citam insônia, dor de cabeça, distúrbios gastrintestinais, como diarréia, enjôo e úlcera, e alimentares, como bulimia e anorexia. Em momentos de crise, como o divórcio dos pais, ou de competição, como no vestibular, os adolescentes podem apresentar esse tipo de sintoma.
Uma vez eliminada a possibilidade de haver, de fato, um problema orgânico, o lado emocional do jovem paciente deve ser tratado, diz a psicóloga. "Com o tempo, os sintomas tendem a desaparecer, explicou. "Assim que o adolescente conseguir se expressar melhor e lidar com as pressões de uma outra forma, a saúde volta."
Quanto mais difícil o diálogo em casa, maiores as chances de o adolescente "falar" através do corpo. Como não tem espaço para verbalizar os seus sentimentos, ele recorre, sem se dar conta, a ferramentas pré-verbais. Usa o corpo para expressar o que sente.
sufocada e amor não verbalizado são as principais causas dos sintomas psicossomáticos, disse dra. Maria de Fátima. É como uma panela de pressão que sufoca os sentimentos. Chega uma hora em que eles começam a vazar porque não é possível reprimi-os o tempo todo.
"Para combater o inimigo é preciso conhecê-lo. Este é o primeiro passo para se vencer a guerra. A partir do momento que detectamos a origem dos sintomas psicossomáticos, fica muito mais fácil superar o problema e levar o adolescente a ter uma vida normal", diz a pediatra.
com dificuldade de dialogar, arredios, sem amigos na escola ou na rua e que não gostam de praticar atividades em grupo são vítimas em potencial dos sintomas psicossomáticos. Uma vez detectado o problema, é aconselhável estimular o jovem a se socializar. Mas sem imposições, é claro.
O primeiro passo é tornar a educação mais flexível, menos repressora, dar espaço para as conversas francas. Depois, sim, se o adolescente for receptivo, incentivá-lo a participar de atividades em grupo, como as esportivas, por exemplo", aconselha dra. Maria de Fátima.
psicóloga Ana Maria acrescenta que o apoio social é fundamental para que o adolescente consiga lidar com as emoções de forma saudável. Por apoio social, entende-se as pessoas que o cercam: pais, professores e amigos. "Eles precisam participar desse processo, ajudando o adolescente a se sentir mais seguro, oferecendo-lhe um espaço de diálogo," disse a psicóloga. "Caso contrário, os sintomas psicossomáticos ressurgirão lá na frente."
Fonte:
CNNBrasil

 As marcas da violência na saúde do adolescente

Nos Estados Unidos, um garoto de 7 anos matou a bala uma colega de 6. A sociedade norte-americana está assustada e são muitos os casos de meninos e jovens que cometem barbaridades. No Brasil, diariamente ocorrem cenas de violência contra crianças e adolescentes. Já não é novidade também que esses, por vezes, assumem o papel de algozes, aliciados pelo mundo do tráfico – doentes, numa sociedade adoecida.
Mas o que acontece com uma criança que vive num ambiente violento? Alguém pode imaginar que um menino ou menina que sofre maus-tratos, abuso sexual ou agressão psicológica, quando adulto terá compromisso com atitudes de respeito ao próximo? É claro que não. Os estudos a respeito indicam que uma criança que é vítima de violência, ao crescer, tenderá a repetir o modelo “aprendido”
Problemas mentais e lesões graves 
São inúmeras as conseqüências para a saúde física e emocional em função de agressões sofridas na infância e na adolescência. A socióloga e sanitarista Suele Deslandes, em seu livro “Prevenir a violência” informa sobre uma infinidade de agravos a curto e longo prazo, que variam, naturalmente, com a freqüência e a intensidade desses maus-tratos. Segundo ela, “a maioria das crianças abusadas preenche os critérios de diagnóstico de desordens mentais e estresse pós-traumáticos, apresentando reduzido envolvimento com o mundo externo, revivência do trauma, hiperatividade, hiperagressividade e distúrbios de sono. Nos quadros agudos, manifestam sentimentos de infelicidade e pânico, regressões a fases anteriores de desenvolvimento do ego, comportamento autodestrutivo e depressivo”.
Por isso, é fundamental estarmos atentos para a negligência e sua expressão máxima, o abandono, que podem se traduzir na falta de cuidados de higiene, nutrição, vacinação, assim como na negação da proteção e do afeto – tão necessários ao desenvolvimento sadio do ser humano. Nos serviços de saúde, é mais freqüente do que se pode imaginar o atendimento a crianças com lesões graves – queimaduras, fraturas, traumatismos variados e até envenenamento, conseqüências não de acidentes, mas de atos de violência doméstica. Este é um mal silencioso, clandestino, repetitivo, mas que acreditamos ter cura.
Campanha 
“Violência é covardia. As marcas ficam na sociedade”. Com este slogam e a imagem do ator Thiago Lacerda, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) prepara um movimento contra a violência na infância e na adolescência. É a segunda fase da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes e Violência na Infância e Adolescência que, juntamente com o Unicef, o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana da Saúde e a Pastoral da Criança, iniciou em 12 de outubro de 1998.
Mortalidade 
As “causas externas”, ou seja, a violência e os acidentes, constituem o segundo fator mais importante da mortalidade geral no Brasil. E, segundo números do Ministério da Saúde de 1996, na faixa etária que vai de 5 a 19 anos já estão em primeiro lugar nas estatísticas de mortalidade.
Estamos falando de um tema bastante complexo, com raízes estruturais – como a própria sociedade patriarcal e as desigualdades sociais – e agravantes, como as drogas, entre elas as chamadas drogas lícitas, como o álcool e o tabaco. Achamos que a alternativa a essa situação lamentável é a cidadania plena, a garantia de direitos, de escolaridade, de “comida, diversão e arte”, como diz a canção popular.
Nosso objetivo não é culpabilizar as famílias. Antes disso, as enxergamos como necessitadas de atenção. Também não pretendemos agir sozinhos. Ao contrário, acreditamos que cada caso deve ser abordado por uma equipe multiprofissional, assim como precisamos de Conselhos Tutelares atuantes e de levar o Estatuto da Criança e do Adolescente à prática efetiva.
o cidadão que apenas se revolta contra o abuso sexual, os maus-tratos físicos, psicológicos e a negligência que sofrem crianças e adolescentes e nada faz, lembramos que a cumplicidade do silêncio é uma outra forma de violência. A solidariedade está ao alcance de todos nós e é a melhor “vacina”.
(Lincolm Marcelo Silveira Freire)
Fonte:
Salutia.Com

 
 Vitaminas C e E atenuam processos ateroscleróticos, segundo estudos  

Um estudo de especialistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Navarra demonstra que as vitaminas C e E são capazes de reduzir os processos ateroscleróticos.
O trabalho desenvolvido por Josune Orbe, José Antonio Rodríguez e José Antonio Páramo, especialistas dos departamentos de Hematologia e Cardiologia da Clínica Universitária de Navarra, tem constatado que ambas vitaminas "atenuam a expressão da proteína PAI-1 num modelo de angiopastia em cerdos hipercolesterolémicos".
explicou José Antonio Páramo, "o trabalho, desenvolvido durante dos anos, tem sido pioneiro em demonstrar que os antioxidantes, como as vitaminas C e E, são capazes de reduzir a concentração de PAI-1, uma proteína que está envolvida no processo aterosclerótico e a que produz alterações no vaso sanguíneo que favorecem a aparição de trombose".
O estudo, publicado na revista "Cardiovascular Research", se levou a cabo num porco experimental no qual se induziu hipercolesterolemia através da dieta, simulando uma ingestão excessiva de lípides. Posteriormente se induziu o aparecimento de uma lesão aterosclerótica mediante angiopastia na artéria ilíaca e, de forma paralela, os animais foram tratados com vitaminas C e E.
"Depois de quatro semanas, comprovamos que a expressão da proteína PAI-1 se havia reduzido", disse José Antonio Rodríguez, o qual explicou que "os agentes antioxidantes tem sido utilizados a nível terapêutico. mas estão presentes em numerosos elementos naturais da dieta do ser humano, como frutas, vegetales, cereais e azeite de oliva". “Portanto, concluiu-se deste trabalho que o consumo de agentes antioxidantes pode ser claramente benéfico em patologias cuja base é a aterosclerose”. Além e interferir no aparecimento da trombose, a proteína PAI-1 atua em outros processos, como por exemplo, remodelando e alterando sua estrutura e diâmetro.
sentido, os autores do estudo indicaram que "os resultados obtidos no trabalho nos permitem considerar que o efeito das vitaminas C e E não se deve únicamente a seu papel antioxidante, senão também, a um possível papel antitrombótico e reparativo da lesão vascular".
A aterosclerose é uma enfermedade inflamatória crônica da parede dos vasos, a qual aparece em épocas precoces da vida, mas se manifesta na etapa adulta com complicações trombóticas tam severas como o infarto agudo de miocárdio o ictus isquêmico cerebral, principais causas de mortalidade em Espanha.
"Uma das características mais relevantes destes processos é que o vaso deixa de ter sua elasticidade normal e se converte num vaso fibrótico e inflamado", comentou Páramo, a quem ressaltou que "depois de comprovar os resultados de nosso estudo, podemos afirmar que os antioxidantes podem possuir um efeito antiinflamatório".
apontou, os fatores tradicionais de risco da aterosclerosis são colesterol, tabaco, diabetes e hipertensión, e que a medida preventiva mais útil é o regime dietético.
Fonte:
Salud.Com

 
 Estresse: muito pior para as mulheres

As pressões sociais começam mais cedo na vida das mulheres do que na dos homens. O desgaste e o estresse, por conseqüência, também são mais comuns entre eas. É o que revela uma pesquisa realizada no Brasil peas psicólogas Sandra Leal Calais, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e Lívia Márcia Batista de Andrade, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, sob orientação da professora Marilda Novaes Lipp, especialista em estresse. Foram analisados 295 adultos entre 15 e 28 anos, dos quais 150 eram mulheres e 145 homens.
Irritabilidade e cansaço extremo 
O resultado foi surpreendente: 78,7% das mulheres se mostraram estressadas, contra 51,8% dos homens. Detalhe: 98,3% deas relataram sofrer de profunda sensibilidade emotiva, irritabilidade, desgaste e cansaço físico extremo há bastante tempo. Os homens revelaram ter pensamento recorrente, desgaste físico constante e problemas de memória. Para a psicóloga Sandra Calais, é possível extrapolar o universo de pessoas pesquisadas e relacionar os dados estatísticos ao conjunto da população na faixa etária investigada. "A pesquisa é representativa de uma parcela significativa de pessoas que muito provavelmente sofre do mesmo problema."
A prevalência maior de estresse nas mulheres está relacionada a aspectos sociais. "As mulheres são ensinadas desde cedo a assumir mais responsabilidades do que os homens. Elas devem, por exemplo, arrumar a cama, algo que não é exigido deles, e fazer tudo muito bem feito", interpreta Sandra.
A educação de ambos os sexos, segundo a psicóloga, ainda enfrenta sério viés machista, que se mistura à expectativa de desenvolvimento profissional por parte das mulheres. A pesquisa não buscou aprofundar cientificamente os aspectos da vida que levariam a mais estresse no caso das mulheres, mas procurou retratar a realidade em determinada faixa etária e em certo tipo de atividade. No caso, a de estudantes rumo ao terceiro grau. "É nessa fase que as mulheres jovens sofrem mais estresse, quando têm uma sobrecarga de atividades profissionais acrescida das exigências pessoais e sociais", afirma.
Hormônios eram os vilões 
A pesquisa é uma nova investida do Centro Psicológico de Controle do Stress, dirigida pela psicóloga Marilda Lipp, professora de pós-graduação em psicologia na PUC Campinas. Em 1996, ela coordenou uma pesquisa com 1.880 mulheres e homens que apontou uma freqüência de estresse em 18% deas e 12% deles. Na época, uma das hipóteses para explicar a maior freqüência era o fator hormonal em mulheres com mais de 40 anos. "A mulher brasileira é muito solicitada em termos de código de comportamento; sobre ela pesam obrigações que terminam determinando um estresse persistente", analisa Marilda.
A tese hormonal perdeu terreno com a ampliação das pesquisas, demonstrando a extensão do problema nas várias faixas etárias. As iniciativas do grupo coordenado pela psicóloga, cujo centro psicológico tem filiais em cinco estados, devem se ampliar com a investigação da freqüência do estresse em mulheres da raça negra, na inter-relação ao ciclo menstrual ou de como os sintomas se manifestam na população de vários estados brasileiros.
Pilares antiestresse 
Na última pesquisa, as mulheres receberam orientações sobre os quatro pilares antiestresse: alimentação balanceada, relaxamento físico e mental, atividade física regular e cultivo de pensamentos otimistas. "Elas devem trabalhar a forma como dão colorido aos fatos", diz Sandra Calais.
Fonte:
Salutia.Com

 
 Explicação genética para o autismo?

Fatores genéticos podem estar ligados ao surgimento do autismo. Pesquisas recentes de duas equipes de cientistas de universidades norte-americanas mostraram como alterações em genes podem estar associadas ao desenvolvimento do distúrbio neurológico. Em longo prazo, os estudos poderão contribuir para a elaboração de um tratamento para a doença.
Indivíduos com autismo apresentam perturbações características na comunicação e interação social. Eles tendem a concentrar sua atenção em si mesmos, perdendo o contato com o mundo exterior. É freqüente que o autista apresente retardamento mental e movimentos repetitivos do corpo. Os sintomas da doença aparecem na infância. Segundo o neurologista Leonardo Azevedo, que trabalha com pacientes autistas na Fiocruz e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), há controvérsias quanto à causa do autismo. "Não há um modelo científico que possibilite uma análise mais aprofundada da doença", afirma.
Pesquisadores da Universidade de Rochester coordenados pela embriologista Patricia Rodier suspeitam que uma variante do gene conhecido como HOXA 1, associado ao desenvolvimento do cérebro no feto, pode predispor ao aparecimento do autismo ou outros distúrbios. A equipe estudou 57 doentes: 40 autistas e 17 com outros três tipos de distúrbios também ligados a problemas de interação social. Análises de DNA mostraram que 22 dos 57 pacientes (cerca de 40%) possuíam a variante do HOXA 1. Entre estes, 21 apresentavam uma cópia da variante e uma cópia do tipo mais comum do gene, e um paciente tinha duas cópias da variante.
Alguns indivíduos podem carregar uma cópia da variante do HOXA 1 sem apresentar problemas neurológicos, já que genes 'protetores' ou fatores ambientais podem conter a manifestação dos distúrbios. No entanto, os cientistas analisaram o DNA de mais de 200 pessoas normais e constataram que somente 20% deas possuem a variante do HOXA 1, ou seja, ela se manifesta com maior freqüência entre os autistas.
outro estudo da Universidade da Califórnia mostrou que um paciente autista de sete anos tem segmentos de DNA apagados no 15o cromossomo. Os cientistas acreditam que os 1000 blocos de DNA perdidos podem conter ou controlar genes que desempenham um papel importante na regulação da incidência do distúrbio. A geneticista Anne Spence, coordenadora do projeto, suspeita que a eventual influência da hereditariedade sobre o autismo possa estar ligada à interação de vários genes.
Para Leonardo Azevedo, alguns fatores podem de fato associar o autismo a problemas genéticos. Segundo ele, essa não é uma suspeita nova. Estudos científicos já registraram que muitos autistas possuem na família outros casos de doenças psiquiátricas como esquizofrenia e outras psicoses, depressão etc. Outras pesquisas mostraram ainda que existem mais casos de austismo entre gêmeos univitelinos que entre os bivitelinos. "Em ambos os estudos, parece ficar claro que a doença tem ligação com a herança genética", afirma o neurologista.
Fonte:
Ciência Hoje 

 
 

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