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MARÇO - 2001
Arquivo das notícias

Os homens sentem mais necessidade de ter sucesso do que as mulheres
O papel da família na saúde mental
Pesquisadores acreditam que antidepressivos poderiam conter as ondas de calor da menopausa e da quimioterapia
Por que o sexo é assim, tão bom?
Pesquisadores revelam que alcoolismo acaba com a capacidade de concentração
Idoso pode ter qualidade de sono
Seu filho tem manias estranhas? Atenção, pode ser obsessivo-compulsivo
Abrir o coração proporciona mais prazer no sexo, dizem especialistas
Autismo e retardamento têm causas orgânicas, diz estudo
Ferimentos na cabeça podem levar ao mal de Alzheimer

 arquivo das notícias 
Os homens sentem mais necessidade de ter sucesso do que as mulheres
O sucesso profissional é importante para todo ser humano, mas a forma de lidar com a busca pelo êxito, principalmente profissional, é diferente para homens e mulheres. Mesmo que há tempos as mulheres estejam atuando em pé de igualdade no competitivo mercado de trabalho, especialistas em comportamento concordam que o público masculino tem mesmo mais necessidade de experimentar o gostinho da conquista.
"Há uma diferença fundamental entre os sexos: a mulher é aquela que acolhe, enquanto o homem é o que busca." apontou o psiquiatra Marco Aurélio Baggio. "Além do mais, os homens precisam de estímulos de várias naturezas para se sentirem masculinos. E, assim, o sucesso profissional é um dos maiores afrodisíacos para o homem, podendo ser comparado a uma espécie de Viagra."
Os motivos que explicam essas diferenças de postura perante o sucesso passam não só por questões inerentes à estruturação do psiquismo feminino e masculino, mas também por aspectos culturais. "Estruturalmente podemos dizer que o homem, ou o que remete ao masculino, é fálico, ou seja, ele possui o poder, enquanto a mulher, ou o ser feminino, se coloca como objeto de desejo", disse a presidente do Conselho Regional de Psiquiatria de Minas Gerais, Gilda Paoliello.
As características hormonais também influenciam nessa diferença, na opinião de dr. Baggio. "O homem é um ser voltado para fora de si e instruído pelo hormônio da inquietude, a testosterona. É um ser de aventura e sempre em busca de novidade. A mulher é estrógeno e progesterona, sendo mais receptiva, sensível e equilibrada. Ela não só recebe o membro sexual, como também percebe com maior facilidade as coisas sutis e nobres da vida, como o afeto e o amor".
Dra. Paoliello lembrou que os papéis sociais são estabelecidos a partir do ponto de vista histórico e cultural. "O homem é o chefe de família. É aquele que necessariamente precisa ter um engajamento fora do lar, é cobrado para ter sucesso e todas as suas supostas conseqüências, como dinheiro, segurança e poder", disse.
O fato é que mesmo com a mudança dos papéis sociais, essa imagem ainda povoa o imaginário feminino e é incorporada psiquicamente pelo homem como "ideal do eu". "O sucesso profissional ainda é visto como atributo de virilidade, ou seja, o homem para ser homem precisa possuir, conquistar", afirmou dra. Paoliello.
"O trabalho é fundamental na estruturação psicológica do homem, enquanto para as mulheres o mais importante é o amor. A história continua a mesma: basta rasgar o invólucro da mulher contemporânea para descobrir aquela moça que continua sonhando com o amor romântico", completou dr. Baggio.
Enquanto o sucesso do homem é diretamente proporcional ao status social e econômico, em geral, estes valores, não aumentam necessariamente o status da mulher como objeto de desejo.
"Enquanto o desejo feminino está vinculado à admiração do ser amado, na maioria das vezes, o homem não exige sucesso profissional da companheira. Para ele, o mais importante é o próprio sucesso, que atua como um importante e necessário afrodisíaco", apontou dra. Paoliello.
O fracasso em atingir o sucesso ou a perda do que já havia sido conquistado atinge diretamente o narcisismo e a sexualidade masculina. "A pior coisa que pode acontecer com um homem é o fracasso, seja afetivo ou profissional. Ele passa a se sentir menos homem ao perder esse atributo masculino", disse dra. Paoliello.
"O fracasso gera um sentimento de menos valia, o homem se retrai, pode sofrer redução da libido ou mesmo da potência sexual, além de ir buscar bodes expiatórios para justificar essa derrota, seja brigando com a esposa ou adotando práticas sociais de baixa qualidade, como o alcoolismo", disse dr. Baggio.
Na verdade, diz o psiquiatra, o importante é que os homens busquem lidar com essa necessidade de forma equilibrada. "Essa busca incessante pelo sucesso nos deixa, na maioria das vezes, barrigudos, carecas, intolerantes, arrogantes, egoístas e solitários," continuou.
A conquista do sucesso implica em uma concentração de esforços e, assim, fica-se sem energia para investir em um convívio harmonioso com a família e amigos. É sempre bom lembrar que o sucesso é volúvel e o sujeito que só visa isso na vida se transforma em um chato", concluiu Baggio.
Fonte: CNNemportugues
Por Ana Paula Orland
 
 O papel da família na saúde mental

Crianças e adolescentes criados em orfanatos estão mais propensos a transtornos psiquiátricos.
A falta de convivência familiar pode prejudicar a saúde mental das crianças. Pelo menos é o que mostra a tese de mestrado Transtornos psiquiátricos em crianças e adolescentes criados em instituições, de Susane Rocha de Abreu, defendida recentemente no departamento de psiquiatria da Unifesp. Dos 63 menores entre 11 e 17 anos analisados em cinco orfanatos no estado de São Paulo, 49% deles apresentaram algum tipo de transtorno psiquiátrico. A depressão é o mais freqüente deles (28,6%).
 "Crianças e adolescentes institucionalizados têm maior chance de apresentar transtornos psiquiátricos do que aqueles que vivem com a família. Suas vidas são marcadas por muitos eventos adversos", diz a pesquisadora. "Essas crianças merecem especial atenção dos profissionais de saúde mental e da sociedade como um todo, a fim de minimizar seu sofrimento e favorecer-lhes um desenvolvimento mais saudável, contribuindo para que tenham um futuro melhor."
O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria Biológica, Delcir da Costa, concorda com a pesquisadora. "É um problema que pode ser melhorado ou mesmo sanado com a inserção do indivíduo na sociedade, através de tratamento psicoterápico, atividades de lazer e oficinas. Algumas crianças são mais vulneráveis psicologicamente e, portanto, sucumbem facilmente ao ambiente, não conseguindo superar dificuldades e podendo desenvolver distúrbios de comportamento”.
O resultado do estudo não espanta os psiquiatras e psicólogos ouvidos pelo Salutia. Vale lembrar que a literatura médica mundial indica que crianças e adolescentes institucionalizados apresentam atrasos em seu desenvolvimento e estão mais propensos a problemas de saúde, físicos e mentais. Segundo os entrevistados, crianças e adolescentes que crescem longe de uma referência familiar podem apresentar principalmente distúrbios de comportamento, tornando-se agressivas, sem limite ou mesmo caindo em depressão.
"O convívio familiar é fundamental para a estruturação psíquica da criança, na formação de valores e vínculos afetivos. A falta disso pode gerar carência, agressividade ou depressão", diz a psicóloga e professora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais, Renata Schettino Canelas. "Grande parte das crianças de orfanatos não consegue vivenciar o que é possível até mesmo em famílias desestruturadas, ou seja, o contato com pais e familiares, a divisão de tarefas e o senso de limite."
Segundo o psiquiatra Jansen Campomizzi, para se constituir psiquicamente, a criança precisa ter algum tipo de convívio com os pais, não necessariamente os biológicos. "O importante é que esse convívio seja harmônico. Na maioria das vezes, essas crianças de orfanato costumam eleger como pai e mãe simbólicos a própria instituição em que moram. O problema é quando esses limites vão sendo colocados de forma autoritária e impessoal, sem a quantidade de afeto necessária para a constituição psíquica saudável de um indivíduo."
O afeto é primordial na formação da personalidade de uma criança. Mas outros fatores também devem ser levados em conta. A falta de alimentação adequada tanto da gestante quanto da criança em seus primeiros anos de vida pode gerar problemas neurológicos irreversíveis. "Não é só a falta de convívio familiar, mas a falta de alimentação, de cuidados no pré-natal, de educação e também de infra-estrutura do ambiente em que se vive. Essa carência acaba favorecendo a formação de psicoses", alerta o psiquiatra Arnaldo Madruga, que trabalha com menores carentes internados no Centro Educacional Horto da Secretaria do Trabalho e Ação Social de Minas Gerais.
Fonte: Salutia.Com

Pesquisadores acreditam que antidepressivos poderiam conter as ondas de calor da menopausa e da quimioterapia
Pesquisadores da Clínica Mayo, na cidade norte-americana de Rochester, descobriram que uma medicação usada para tratar a depressão também é eficiente contra um dos mais desagradáveis sintomas da menopausa: as ondas de calor.
"Não soube de nenhum outro tratamento não-hormonal que tenha sido estudado e que fosse tão eficiente" como a venlafaxine, afirmou o doutor Charles Loprinzi, um oncologista da clínica e principal pesquisador do estudo sobre a droga. "Acredito que representa a melhor entre as opções não-hormonais para tratar as ondas de calor das mulheres com câncer de mama".
As ondas de calor também podem ser um dos principais problemas para as mulheres submetidas à quimioterapia contra o câncer.
O tratamento quimioterápico pode induzir à menopausa prematura, e uma medicação comumente prescrita para pacientes com câncer de mama chamado tamoxifen também é conhecido causador das ondas de calor.
"Para as pessoas que não desejam fazer uso de terapia hormonal para combater as ondas de calor, isso representa uma alternativa", disse Loprinzi. "A droga também parece funcionar bem para mulheres na menopausa que não sofrem de câncer de mama".
Ocorrendo várias vezes ao dia, as ondas de calor podem freqüentemente ser incapacitantes. Os sintomas associados podem incluir suor intenso. E as ondas de calor que ocorrerem à noite também podem perturbar o sono.
A sensação geralmente começa no peito, pescoço e face, e pode ser acompanhada de dor de cabeça, náusea ou dificuldade de concentração.
As mulheres que estão sendo tratadas contra o câncer de mama são normalmente proibidas de utilizar a terapia de reposição hormonal tradicional porque o câncer de mama pode ser sensível ao estrogênio, o hormônio feminino predominante.
Tratamentos sem hormônios alternativos estão disponíveis - ervas como a camomila - mas há poucos estudos científicos sobre eles.
"Fizemos uma série de experiências nos últimos 10 anos para descobrir formas de tratar mulheres na menopausa e com câncer de mama", disse Loprinzi, que é professor e chefe da oncologia na Mayo.
Evidências sugeriram que a venlafaxine, uma das mais novas classes de antidepressivos, poderia aliviar as ondas de calor, explica ele.
Quatro semanas de testes, que envolveram 229 mulheres, a maioria com histórico de câncer de mama, revelaram que a venlafaxine é eficiente contra as ondas de calor em 60 por cento das pacientes.
Os pesquisadores estudaram dosagens de 37,5 miligramas; 75 e 150 por dia. A dosagem ideal foi a de 75 miligramas diários, disse Loprinzi. "Os efeitos foram observados em uma semana".
Os efeitos colaterais registrados foram geralmente suaves, e incluíam boca seca e perda de apetite.
Os mais severos foram náusea e vômito, mas a maioria das pacientes que puderam continuar a tomar a venlafaxine superou a náusea quando seus organismos se ajustaram à medicação, afirmou ele.
Algumas mulheres ficam desconfiadas de tomar um antidepressivo para os sintomas da menopausa, e o custo também pode ser um fator negativo, observou o médico.
A venlafaxine, comercializada sob o nome de Efexor, pode custar dois dólares a pastilha.
Mas também pode ser útil para o tratamento de mulheres que se sentem apreensivas em relação à terapia de reposição hormonal e aos riscos a ela associados.
Outros tratamentos não-hormonais estudados até então não se mostraram tão efetivos quanto à venlafaxine, disse Loprinzi.
Entre estas substâncias estão a vitamina E e a medicação para pressão sanguínea clonodine.
Os pesquisadores também continuam a estudar tratamentos mais novos, inclusive outros antidepressivos e medicações a base de progesterona, afirmou ele.
Fonte: CNNemportugues
 
 Por que o sexo é assim, tão bom?
Na verdade, o principal órgão sexual do homem e da mulher é o cérebro – e é aí que está o segredo.
Todos os seres humanos têm a necessidade de estabelecer uma relação íntima com seu parceiro, impulso que vai além da procriação e do prazer sexual. A finalidade da flechada, do amor à primeira vista, ou da química entre o nobre cavalheiro e a bela dama, é nada mais que o desejo sexual, onde intervém múltiplos fatores, desde neurotransmissores que revolucionam o cérebro até hormônios que se espalham pelo corpo, excitando os genitais masculinos e femininos.
Desta forma, o sexo é irremediavelmente uma ação natural, ordenada pela nossa fisiologia para a perpetuação da espécie e, no caso dos seres humanos, para saciar esse desejo carnal, explica o psicólogo e sexólogo Alberto Moreno.
"O principal órgão sexual do homem e da mulher é o cérebro, já que através dele se desencadeiam uma série de reações fisiológicas cujo desfecho é o ato sexual”, menciona o especialista.
Para despertar este emaranhado de sinais neuroquímicos e hormonais do apetite sexual, é necessário perceber estímulos sensoriais através do olfato, do tato, da visão e da audição.
Quando ela pisca um olho ou ele a beija no pescoço, estas sensações desencadeiam sinais elétricos que chegam ao cérebro, o qual ordena ao hipotálamo a liberação de substâncias mensageiras que, por meio da hipófise são liberadas na corrente sangüínea até as glândulas supra-renais. A partir daí, no caso dos homens, chega até os testículos onde produz testosterona, e no caso das mulheres chega aos ovários e ordena a secreção de estrógenos, hormônios fundamentais para o desejo sexual e para a excitação.
“Sob o efeito da testosterona e dos andrógenos, a excitação se eleva pela produção de adrenalina, reforçando o desejo sexual e incrementando a irrigação sangüínea do coração e do cérebro, o coração bate acelerado e a pressão arterial aumenta”.
A produção de testosterona no homem e de estrógenos na mulher aumenta a partir da adolescência e diminui a partir dos 50 anos, razão pela qual os jovens têm a libido a flor de pele.
O terapeuta sexual aponta que existe um hormônio chamado oxitocina, o qual está relacionado com o estabelecimento de vínculos afetivos intensos entre o casal.
Conhecido como o hormônio do amor, esta substância gerada no hipotálamo é liberada durante o orgasmo, o que traz como conseqüência que o sexo seja um fator decisivo na união do casal.
"A conjunção de estímulos externos são necessários para que a oxitocina circule por todo o corpo incrementando o desejo sexual e produzindo a sensação de bem estar geral", comenta o sexólogo, que acrescenta que este hormônio também se relaciona com as contrações uterinas no parto e com a ejeção do leite na lactação.
Diferentemente da maioria dos mamíferos que têm períodos cíclicos de cio, os seres humanos, assim como todos os primatas, possuem outra fisiologia.
A mulher ovula a cada 28 dias e a fecundação deve efetuar-se em um prazo máximo de quatro dias. É por isto que a natureza dotou tanto o homem quanto a mulher, com um grande apetite sexual, em função de conseguir realizar a união do óvulo e do espermatozóide.
O terapeuta sexual conclui dizendo que homens e mulheres necessitam exercer sua sexualidade: é uma necessidade biológica que se vê limitada –principalmente no sexo feminino - pelo controle social.
Fonte: Salutia.Com
 Pesquisadores revelam que alcoolismo acaba com a capacidade de concentração
Pessoas que começam a beber na adolescência são mais suscetíveis a perder a concentração
O alcoolismo crônico pode prejudicar o mecanismo biológico que permite às pessoas refocalizar a atenção depois de serem distraídas repentinamente, pois as regiões do cérebro que controlam a atenção e a concentração são particularmente sensíveis aos efeitos do álcool, disseram pesquisadores finlandeses.
O estudo, publicado na edição de dezembro de Alcoolismo: Pesquisa Experimental e Clínica, revela que homens que abusam do álcool não foram capazes de voltar rapidamente a fazer uma determinada atividade depois de serem interrompidos por um barulho repentino.
O mesmo teste feito com não-alcoólatras mostrou que estes puderam reassumir as atividades normalmente.
"Nossa pesquisa mostrou uma possível conseqüência funcional dos efeitos do álcool no cérebro", afirmou Jyrki Ahveninen, da Universidade de Helsinki, na Finlândia, à Reuters.
Para realizar as investigações, Ahveninen e sua equipe mediram as respostas do cérebro com a ajuda de eletrodos ligados na cabeça de 20 homens alcoólatras e de outros 20 que bebiam socialmente, e ambos tiveram de diferenciar dois tipos de tons e ignorar ocasionais mudanças de frequência nos mesmos tons.
Os alcoólatras foram mais facilmente distraídos e tiveram problemas para reconhecer o som original.
"Temporariamente, isso sugere que os pacientes que começam a beber bastante ainda na adolescência são mais suscetíveis a desenvolver falhas nos circuitos cerebrais relacionados à atenção", frisou Ahveninen.
"Tais descobertas podem nos levar a ter uma nova concepção sobre as origens das falhas cognitivas no alcoolismo", conclui.
Fonte: CNNemportugues
  Idoso pode ter qualidade de sono
Distúrbios do sono são parte do envelhecimento, mas o uso de medicamentos e a higiene do sono ajudam.
Na terceira idade, o sono noturno tende a ser mais superficial e fragmentado, apresentando diminuição do sono de ondas lentas (restaurador) e do tempo total de horas dormidas. No entanto, isso não significa que o idoso vá sofrer constantemente de insônia ou mesmo nunca conseguir descansar. "A tendência é que ele apresente distúrbios do estado de alerta durante o dia e alteração no tempo, iniciação, manutenção e profundidade do sono noturno. Ou seja, ele vai ter mais dificuldade para adormecer à noite e maior necessidade de dormir durante o dia", diz Anna Maria Zaragoza Gagliardi, geriatra da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
É bom lembrar que as necessidades de horas de sono são individualizadas, variando a cada noite e sendo influenciadas por diversos fatores que vão desde a idade até genéticos. Os recém-nascidos, por exemplo, dormem aproximadamente 18 horas por dia, com pequenos períodos de vigília intercalados. Já um adulto necessita geralmente de sete a oito horas, enquanto o idoso dorme em média seis horas ou menos, com o período de sono associado a múltiplos despertares.
Distúrbios do sono fazem parte do processo natural de envelhecimento. "A prevalência é muito alta. Trinta por cento dos pacientes têm algum grau de distúrbio de sono. Mais da metade destes têm o que chamamos de ‘sono pipocado‘, ou seja, dormem e acordam várias vezes ao longo do sono", diz Carlos André Freitas dos Santos, geriatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
As causas são várias. Alterações hormonais relacionadas ao processo de envelhecimento, por exemplo, acabam influenciando o ritmo do relógio biológico do ser humano. Uma delas envolve a melatonina, hormônio indutor do sono produzido no cérebro principalmente à noite. Para alguns cientistas, é a melatonina que "decreta" a hora de dormir, provocando uma série de mudanças no organismo, como queda da temperatura corporal, diminuição do fluxo sanguíneo, do ritmo do metabolismo e das ondas elétricas cerebrais, além do relaxamento muscular. "Essas alterações hormonais acabam influenciando o horário de dormir e acordar", aponta Santos.

Depressão e ansiedade são outras causas freqüentes de distúrbios do sono na terceira idade. Já doenças crônicas, como insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica e hiperplasia benigna da próstata, acabam provocando desconforto respiratório ou necessidade freqüente de se levantar a toda hora para ir ao banheiro. Além disso, obesidade e/ou o ronco podem causar a chamada “apnéia do sono”, que se caracteriza por provocar vários despertares durante a noite, às vezes mais de 80 vezes por hora, em função da parada temporária da respiração.
Remédios usados para asma e bronquite ou mesmo calmantes também podem provocar distúrbios do sono por causarem insônia à noite ou sonolência durante o dia. "O idoso é particularmente predisposto a ter esse efeito paradoxal com medicação sedativa", avisa Anna Maria. Além disso, é preciso estar atento aos efeitos colaterais. "Cerca de 20% dos idosos utilizam por conta própria medicamentos para melhorar o sono, independente de serem adequados ou não. Os riscos da automedicação nesta idade são muito maiores, trazendo efeitos colaterais como perda de memória e falta de equilíbrio", alerta Santos.
Pode-se iniciar o tratamento com medicamentos ou técnicas de terapia. O tratamento com medicamentos é usado para indução do sono por hipnóticos (remédios para dormir) ou alguns tipos de antidepressivos leves. "Primeiramente é preciso saber o que vem provocando esses distúrbios no sono e, se for o caso, lançar mão do tratamento farmacológico. O remédio deve ser ministrado pelo médico e em tempo limitado por causa dos efeitos colaterais", diz Santos.
Para minimizar essas alterações do sono sem tomar remédio o melhor é adotar uma série de procedimentos que os médicos definem como "higiene do sono". Estabeleça uma rotina, dormindo e levantando sempre no mesmo horário. Elimine as sonecas durante o dia, aumentando as atividades físicas ou intelectuais nesse período.
Além disso, evite grandes refeições ou ingestão de líquidos na hora de dormir, bem como o consumo de nicotina, álcool e cafeína que são prejudiciais ao sono e têm efeitos diversos sobre o sistema nervoso. Use o quarto somente para dormir: não trabalhe ou realize outras atividades nele que ocasionem um estado de alerta prolongado. "O melhor é deixar as preocupações e resolução de problemas para o início do dia e não para a hora de dormir", aconselha Anna Maria.
Fonte: Salutia.Com
 
 Seu filho tem manias estranhas? Atenção, pode ser obsessivo-compulsivo
 Quem nunca se pegou entrando e saindo de casa, conferindo se as janelas estavam fechadas, o gdesligado ou as luzes apagadas? Quem nunca passou um dia inteiro com uma inocente ás musiquinha martelando na cabeça? Essas atitudes estranhas, alheias à nossa vontade, são chamadas de pensamentos obsessivos. Qualquer ser humano saudável está sujeito a eles. E, apesar de ser bastante irritante, isso, geralmente, nos faz rir de nós mesmos.
 Os pensamentos obsessivos são também muito comuns em crianças e adolescentes. Você já deve ter visto seu filho evitando pisar em riscas de calçadas, contando árvores e carros na ruas ou repetindo alguns gestos engraçados. Assim como ocorre com os adultos, eles estão obedecendo a um comando cerebral - meio estanho, é verdade, mas perfeitamente normal. Geralmente, eles também se livram rapidamente disso.
 O problema passa a existir quando esses comportamentos ultrapassam a barreira da normalidade e são acompanhados de outros sintomas, como angústia e ansiedade. Nesses casos, é hora de prestar mais atenção no que anda acontecendo com seu filho.
 Dependendo do grau, os pensamentos obsessivos podem significar algo mais grave: um Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC), doença ainda pouco conhecida, mas que afeta uma entre cada 40 a 50 pessoas e nos últimos anos, inclusive, o número de crianças portadoras de TOC tem aumentado. Mas, cuidado: se seu filho apresenta uma obsessão não quer dizer que esteja, necessariamente, com a doença.
Para diagnosticar o TOC, só mesmo procurando a ajuda de um profissional. É preciso, ainda, levar-se em conta uma série de outros sintomas. "O fator que mais caracteriza o TOC é que o paciente tem consciência de seu problema," afirmou o psicanalista pernambucano Pedro Lamour.
"Ele sabe que seus atos são irracionais, mas perde o domínio e se deixa escravizar pelas obsessões. Reconhece que os pensamentos obsessivos não acontecem de fora para dentro, mas são originados em sua mente e sofre com isso," acrescentou. A maioria dos doentes obsessivos-compulsivos apresentam uma série de comportamentos em comum. A obsessão pela contaminação ou pelo medo de contágio diante de qualquer coisa que lhes pareça suspeita é mais comum deles. As compulsões do TOC estão associadas a uma forma de alívio.

"Por exemplo, os hábitos de higiene - lavar as mãos até feri-las- ou atos mentais, como rezar, repetir palavras ou frases incessantemente - apresentam-se ao paciente como formas de livrar-se de doenças ou males," explicou o dr. Lamour. "O doente vive na iminência de que algo muito ruim pode lhe acontecer. Isso, lógico, lhe gera muito desconforto, angústia e ansiedade".
O TOC é uma doença crônica e tem evolução bastante variável. Pode surgir de repente - após um trauma ou acontecimento estressante - ou sem associação com qualquer fator externo. O doente pode apresentar crises esporádicas ou sintomas constantes. A enfermidade também pode ser decorrente de anomalias biológicas ou doenças como a epilepsia.
O Diagnóstico do TOC nem sempre é fácil. Muitas vezes compulsões e obsessões também estão presentes em vários outros distúrbios psiquiátricos, como depressão, por exemplo. Mas há fatores capazes de diferenciar o TOC desses outros distúrbios. O principal deles é a chamada "dúvida patológica", como explica Pedro Lamour.
"Esse é um sintoma marcante no TOC," esclarece o psicanalista. "O paciente é sempre muito inseguro em relação ao que é certo ou errado e sobre as suas condições de julgamento. Ele é sempre torturado pela dúvida".
Por ser uma doença crônica, o tratamento do TOC é complicado. Acompanhamento psiquiátrico e medicamentos são aplicados em todos os casos. Mas, os números não são animadores. Apesar de medicados e acompanhados, 20 a 40 por cento dos pacientes não obtém melhora. Quarenta a 50 por cento tem melhora moderada e apenas 20 a 30 por cento melhoram significativamente.
Há casos onde a internação hospitalar é necessária. Principalmente quando os pacientes não resistem às compulsões e tornam-se escravos delas. "É um tratamento delicado," afirmou Lamour. "O que se observa é que em casos de bom ajustamento social e profissional ajudam muito na regressão da doença. Mas, para atingi-los, pacientes e médicos seguem um longo caminho."
Por Dina Duarte
Fonte: CNNemportugues
 
 Abrir o coração proporciona mais prazer no sexo, dizem especialistas
A atitude em relação ao sexo e ao outro pode ser um dos fatos mais reveladores da sua personalidade, dizem os especialistas, e abrir o coração ajuda a atingir um orgasmo mais prazeroso.
 Egoístas, generosos, servis ou preocupados com a performance. Cada perfil reflete não somente um tipo de comportamento sexual, mas também a forma como cada um leva a vida.
Para a sexóloga Sandra Baptista, há muitas variáveis neste jogo. Tudo depende da história de vida, da educação que cada um recebeu, do parceiro com que está naquele momento e mesmo a situação que se está vivendo.
"Muitas vezes, mostrar-se preocupado com o próprio prazer pode ser menos um reflexo de egoísmo e mais o fato de não saber como ou o que fazer," disse Baptista, professora de Sexologia da Universidade Gama Filho.
 "Pode se tratar de alguém com muito pouca experiência, e, principalmente, que tenha vivido poucas relações de afeto," acrescentou. "Que não percebe que está agindo de forma egoísta. Pelo contrário, acha que está satisfazendo a companheira."
 Comportamento que, diga-se a bem da verdade, não é exclusivamente masculino. Depois das mudanças do comportamento sexual feminino, muitas mulheres também partiram para aventuras em busca do prazer, em que não precisam se doar. O que já foi um comportamento tipicamente masculino, de buscar prazer, e da mulher, em proporcionar prazer, ficou para trás.
 "Na época vitoriana, homens com ejaculação precoce eram considerados grandes machos, porque conseguiam, pela rapidez, ter numerosas relações sexuais," afirmou Baptista. "E da mulher, não se esperava que ela sequer pensasse em sexo. Para algumas era preciso fingir não ter orgasmo."
O egoísta, aquele que usa o outro como objeto sexual, é alguém que esquece que relações deste tipo têm necessariamente uma carga erótica baixa, dizem os especialistas. Ou seja, são menos prazerosas do que poderiam ser.
 "O melhor orgasmo é sempre aquele em que há dança, troca de energia entre os dois", diz o terapeuta sexual e escritor Sérgio Savian. Como cada comportamento tem reflexo na cama e fora dela, o manipulador é o egoísta, que, sem ser muito óbvio, vai fazer com que as coisas aconteçam como ele quer - no sexo e na vida.
 Savian chama ainda a atenção para os casos de ejaculação precoce: "Muitos jovens, com níveis de testosterona altos, não conseguem um bom desempenho sexual."
 "Mas o problema pode, paradoxalmente, ser reflexo de um certo comportamento egoísta. Eles sentem culpa por ter abandonado o outro," observa o terapeuta. "Mas o fato é que o quadro também é resultado de intenções inconscientes. É preciso ver o que está por baixo do discurso."
 Privilegiar a performance, ter o orgasmo como objetivo, aliás, faz com que se perca a emoção e é meio caminho andado para se terminar com o resultado oposto: um mau desempenho e os diversos problemas que isso possa causar. "O importante é a troca," disse a sexóloga Baptista. "Orgasmo é complemento, não objetivo. Senão vira ditadura."
Por outro lado, a preocupação em agradar à parceira, hoje, tem deixado muito homem ansioso. Esta, por sinal, tem sido a tônica de 80 por cento das perguntas a que a sexóloga recebe por e-mail.
Preocupação que pode levar a relações pouco naturais, em que o medo de não agradar termina transformando o resultado. Em vez de prazer, problemas.
"A expectativa influencia o resultado. Como nos casos em que, por desejar demais uma boa performance, o homem acaba não conseguindo uma ereção", disse a psicóloga Leda Fernandes.
 "Quem fica muito centrado no outro não tem quase referência de si mesmo; para o homem, pode resultar em uma dificuldade em gozar e em uma situação incômoda para a mulher", disse Savian, que acaba de lançar seu quarto livro Que delícia! Paquera e sexo de qualidade e mantém o site www.mudancadehabito.com.br, em que fala de relacionamentos.
Segundo Savian, homens ou mulheres nesta situação perderam o elo com o que o próprio corpo sente. No caso da mulher, o equivalente seria a frígida, que anula seu prazer para servir ao homem. A ambos, o terapeuta sempre recomenda preliminares mais prolongadas para retomar este contato corporal.
 "Em geral, o comportamento não se limita à cama. Alguém assim é também aquele que está sempre disponível para consertar alguma coisa, o que é prestativo. Porque sente necessidade de aprovação de todos os lados", diz. Exatamente por isso, para mudar, precisa aprender também a receber. E pode ir começando na cama, recebendo massagens da companheira ou do companheiro.
 Mas certos comportamentos mudam de acordo com a situação ou com o parceiro. O que é egoísmo em uma relação fortuita, pode ser o desejo de troca em uma situação de envolvimento. Como constatou a sexóloga em um workshop com fuzileiros navais: "Quando estão viajando, as relações sexuais são puramente descarga de tensão; com a namorada, eles têm medo de não agradar", diz.
 Nem mesmo o casamento é garantia de envolvimento e sexo satisfatório. "Em certas uniões desgastadas, o sexo pode estar sendo feito de forma mecânica, sem envolvimento", diz o terapeuta Sergio Savian. Envolvimento, por sinal, é, para ele, a palavra-chave. É o que faz o comportamento mudar. "O orgasmo é sempre mais profundo quando os dois corações estão abertos", conclui.
Por Vilma Homero

Fonte: CNNemportugues
 
 Autismo e retardamento têm causas orgânicas, diz estudo
Um novo teste destinado a ajudar os mum recém-nascido édicos a prever se desenvolverpresentes no nascimento á autismo ou retardamento mental confirma que as doenças estão e não resultam de fatores da criação, afirmaram pesquisadores.
 O autismo surge provavelmente de uma combinação de defeitos genéticos e da exposição a substâncias tóxicas, de acordo com o Programa de Monitoração de Defeitos de Nascença da Califórnia.
 O período crucial para tais fatores é nas primeiras semanas de gravidez quando o sistema nervoso central está em formação.
A descoberta, relatada nesta quarta-feira em reunião da American Academy of Neurology, em San Diego, poderá resultar no aprimoramento do tratamento para pacientes e novos meios de prevenir a doença, segundo dr. John Harris, da equipe de pesquisadores.
 Alguns pais acreditam que o autismo pode ser causado por reações adversas a vacinas porque muitas crianças desenvolveram os primeiros sinais da doença mental depois de serem imunizadas aos 18 meses.
A equipe de pesquisadores examinou amostras de sangue coletado de 249 crianças durante a década de 1980 e descobriu níveis anormalmente altos de quatro proteínas associadas ao desenvolvimento cerebral em quase todas as amostras de crianças que posteriormente foram diagnosticadas com autismo ou retardamento mental.
Nenhuma dessas proteínas aparecia nas crianças que tiveram um desenvolvimento normal.
 "Isso realmente é uma descoberta excitante, mas não significa que os cientistas possuam um teste específico para autismo, uma vez que as crianças retardadas têm os mesmos níveis elevados de proteína," disse dr. David Amaral, diretor do MIND Institute da University of California, em Davis, que financiou o estudo.
 Tanto para autismo como retardamento mental, esta é a primeira vez que se identifica um fator biológico claro tão cedo em termos de idade, disse Walter Herlihy, presidente da Repligen Corp, empresa que está investigando um hormônio chamado secretina como um potencial tratamento para autismo.
 O programa de monitoração está preparando um estudo mais amplo para revalidar os resultados e que deverá abranger 5.000 crianças autistas, disse dr. Judith Grether, principal pesquisadora do estudo.
 Os resultados desse novo estudo, que deverá levar cinco anos para ser concluído, serão comparados com testes em milhares de crianças sadias que servirão de grupo de controle.
Fonte: CNNemportugues
 
 Ferimentos na cabeça podem levar ao mal de Alzheimer.
Idosos que sofreram graves ferimentos na cabeça, no início da vida adulta, correm risco maior de sofrer do mal de Alzheimer, disseram pesquisadores do Instituto Nacional para os Idosos (NIA), dos Estados Unidos, e da Duke University, no estado da Carolina do Norte.
 Quanto mais severo o golpe ou o ferimento na cabeça, maior é o risco de ter a doença, concluíram os especialistas, que nesta semana divulgaram o resultado de sua pesquisa conjunta na revista norte-americana Neurology.
 Os pesquisadores disseram não saber o motivo pelo qual, biologicamente, existe uma separação de até 50 anos entre os ferimentos e a doença, mas acrescentaram que seus estudos mostram que o mal de Alzheimer desenvolve-se num processo longo e progressivo.
 "Nós descobrimos que ferimentos na cabeça, no início da vida adulta, estão associados a um aumento no risco de ter mal de Alzheimer e demência na terceira idade, e esse risco aumenta com o grau de severidade do ferimento", escreveram os cientistas em seu relatório, publicado na edição desta terça-feira da revista norte-americana Neurology.
 "Entender como o ferimento na cabeça e outros fatores de risco começam seu trabalho destrutivo pode levar à descoberta de meios para interromper o processo do mal de Alzheimer em seus estágios iniciais", acrescentou a doutora Brenda Plassman, da Duke University, que participou do estudo.
 A pesquisa, no entanto, não mostra que os ferimentos causam diretamente a doença, ressaltou o dr. Richard Havlik, da NIA.
 "Apesar de não compreendermos completamente o que acontece, na prática, essa pode ser mais uma razão para usar aquele capacete quando se anda de bicicleta, em vez de mantê-lo no armário", acrescentou.
Havlik, Plassman e seus colegas analisaram informações médicas de homens, veteranos da Segunda Guerra Mundial, que serviram na Marinha e no Corpo de Fuzileiros Navais e foram hospitalizados com ferimentos na cabeça.
 Em seguida, eles rastrearam o paradeiro de 548 desses veteranos que sofreram ferimentos na cabeça e de outros 1.228 veteranos que nada haviam sofrido.
 Posteriormente, os cientistas examinaram voluntários desses grupos para ver quem tinha Alzheimer. O risco de ter a doença ou outras formas de demência era o dobro nos homens com ferimentos moderados na cabeça, e quatro vezes maior naqueles que sofreram graves ferimentos na cabeça.
Fonte: CNNemportugues
 
 

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