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ABRIL - 2001
Arquivo das notícias

Masturbação feminina contra estresse e tensão pré-menstrual
Vaginismo tem cura
Antidepressivo para a ejaculação precoce
Usar testosterona pode causar doenças
Mulheres satisfeitas, homens estressados
Funcionamento da tireóide pode resultar depressão pósparto
Crianças devem dormir nove horas por noite
Medo compromete a saúde masculina
Alcoolismo acaba com a capacidade de concentração
Menos orgasmo, maior risco de câncer de mama em homens
Os filhos de alcoólicos
 

 arquivo das notícias 
Masturbação feminina contra estresse e tensão pré-menstrual

No passado o ato de masturbar-se era considerado doença, entretanto, investigações mais recentes apontam que, ao contrário do que se acreditava, a masturbação pode promover a saúde. "Na prática médica tenho observado que, além de ser um aprendizado para atingir o clímax com o parceiro, a masturbação reduz sintomas do estresse, como a insônia, e atenua os desconfortos da tensão pré-menstrual, como cólicas, sensibilidade nos seios e instabilidade emocional", afirma a ginecologista Rosana Durães Simões, coordenadora do Ambulatório de Sexualidade Feminina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O ato ainda pode ajudar no tratamento do chamado Vaginismo, distúrbio que consiste na contração da musculatura ao redor da vagina, tornando a penetração difícil e dolorosa.
Por vergonha, preconceito ou sentimento de culpa, poucas mulheres admitem que se masturbam. Apesar da liberação feminina, a autocensura ainda funciona como um freio do impulso sexual. "Ao contrário do homem, a mulher nunca foi estimulada a exercer a sua sexualidade", diz a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade (Prosex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Brasil). "A menina aprende que tocar os genitais é uma atitude condenável. Educada a reprimir seus impulsos, talvez nunca consiga reconhecer esse apelo biológico como algo natural, do ponto de vista físico e psíquico."
Os reflexos de uma educação sexual repressora na infância se fazem sentir na idade adulta. Quando a mulher, impedida de ter uma relação a dois encontra alívio na masturbação, sente-se uma transgressora. "Ela tende a considerar ilegítimo o prazer que obtém da manipulação do clitóris", explica Carmita. "É freqüente a idéia de que o orgasmo só deve resultar da penetração, de preferência decorrente de um ato de amor. Ao sufocar o desejo, a mulher pula uma etapa no desenvolvimento da sexualidade. Mais tarde, não saberá fazer o companheiro compreender do que gosta em termos de toque, intensidade e ritmo."
Como uma atividade física ou uma dança, compara Rosana, o sexo precisa ser praticado para se aperfeiçoar. E a masturbação pode ser um bom exercício para que se atinja esse ponto de equilíbrio. “Praticada a dois, funciona até como preliminar para alimentar as fantasias, aumentar o desejo e complementar o ato em si", diz.
A masturbação é um indicativo de algum problema na esfera sexual quando a mulher, apesar de ter uma relação emocionalmente satisfatória com o parceiro, prefere o prazer solitário. "Esse bloqueio merece ser investigado e tratado", alerta Carmita.
Fonte: Salutia.Com
Veja em PsiqWeb, a masturbação contribuindo para o Desejo Sexual Feminino

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 Vaginismo tem cura

Ter uma relação sexual completa é um sonho impossível para muitas mulheres. Por mais que sintam prazer ao trocar carícias com o parceiro, fazer sexo oral e se masturbar, sofrem de uma ansiedade brutal que as paralisa diante de qualquer tentativa de penetração do parceiro. Essa barreira física ao sexo é conhecida como vaginismo, uma concentração involuntária da musculatura da vagina que impede a penetração.
O problema aparece quando a mulher inicia a atividade sexual. Mas muitas não sabem que têm vaginismo, ou o escondem por vergonha. Por isso é difícil estimar o número de pacientes com essa disfunção sexual. Há apenas alguns indícios do tamanho do problema. No Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, por exemplo, 4% das mulheres que procuram atendimento relatam essa dificuldade.
O vaginismo pode ter origem em problemas físicos ou emocionais. Os físicos são infecções, inflamações ou tumores na região genital, que fazem a mulher sentir dor quando o parceiro tenta penetrá-la. Os de origem emocional, no entanto, são os mais importantes, segundo o psiquiatra Giancarlo Sapaizzirri, do Projeto Sexualidade. “O vaginismo é comum em mulheres que tiveram uma educação repressora que associa o sexo ao proibido, ao pecado ou à imoralidade. Por mais que ela deseje ter uma relação sexual, associa o pênis com uma arma que fere, portanto, algo ameaçador e indesejável”, explica o especialista. Vítimas de abuso sexual na infância ou adolescência também têm maior tendência a desenvolver vaginismo.
Fonte: Salutia.Com

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Antidepressivo para a ejaculação precoce

Aproximadamente 30% dos homens compartilham de um mesmo desejo: conseguir controlar a ejaculação precoce, a mais comum das disfunções sexuais masculinas. Entre os tratamentos disponíveis, a psicoterapia é a opção número um, porque o problema costuma estar relacionado à ansiedade. Esse sentimento acaba levando o homem a ejacular contra a sua vontade e antes da hora. Só quando o trabalho psicológico não obtém sucesso – e isso pode acontecer com pacientes que não aceitam a terapia –, o tratamento medicamentoso passa a ser a alternativa mais viável. Nessa área, pesquisas recentes indicam que a trazodona, princípio ativo de um antidepressivo, têm obtido bons resultados.
No Brasil, um estudo feito com 47 homens, entre 20 e 40 anos que apresentavam ejaculação precoce há pelo menos seis meses, constatou que a trazodona foi capaz de contornar o problema em 59% dos casos. Os pacientes – todos do Hospital São Paulo – foram acompanhados durante um semestre. Nesse período, a recomendação era que tomassem um comprimido do medicamento (50 miligramas) por dia. Quinzenalmente, tinham de responder a um questionário sobre a melhora sexual observada.
Os resultados apontaram melhora progressiva no controle ejaculatório de acordo com o tempo de uso da medicação. Em 15 dias de tratamento, 49,9% dos pacientes relataram que haviam melhorado. Os efeitos colaterais, como náuseas e sonolência, decresceram à medida que os meses passavam. Nos primeiros dias, 61% dos voluntários apresentaram queixas. Depois de dois meses, essa porcentagem baixou para 18,8%. “É um índice muito bom se pensarmos que outros antidepressivos funcionam em 30 a 40% dos pacientes”, avalia Joaquim de Almeida Claro, professor-assistente de Urologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador da pesquisa.
O uso de antidepressivos no controle da ejaculação precoce não é novidade. Está provado que funciona, embora não se saiba exatamente como. “A hipótese é de que a droga permite maior circulação da serotonina, um dos hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar (por isso funciona contra a depressão) e que pode estar ligado ao mecanismo da ejaculação”, diz Claro.
A vantagem da trazodona é de que está associada também à melhora da ereção. Segundo o urologista, 40 a 42% dos pacientes estudados confessaram que adquiriram maior facilidade para manter a ereção por causa do remédio. Esse efeito se deve à ação vasodilatadora da droga, que permite o intumescimento prolongado do pênis. Como resultado, houve aumento da auto-estima e da autoconfiança.
A pesquisa feita por Claro serviu de modelo para que outros centros de urologia testassem a droga. “Mais 22 centros, entre universidades e clínicas particulares, repetiram a experiência acompanhando cerca de 900 pacientes”, afirma. A eficácia do medicamento se confirmou. A única incerteza recai sobre o efeito placebo, espécie de melhora condicionada. “Para saber se o remédio estava funcionando confiamos nas respostas dos pacientes”, diz Claro. O mais correto seria um estudo duplo-cego, prática em que o paciente e o médico não têm conhecimento do que estava sendo tomado ou receitado, respectivamente.
Fonte: Salutia.Com
Veja o Tratamento para Ejaculação Precoce em PsiqWeb

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 Usar testosterona pode causar doenças

Como a expressiva maioria dos medicamentos, vantagens existem e desvantagens também, no que diz respeito à Testosterona. O fato é que muitos homens, incluindo atletas, estão usando derivados da testosterona, entre eles o anabolizante, para recuperar e/ou fortalecer a musculatura. Esse hormônio, que atua na formação do pênis e do testículo ainda no período fetal e é responsável por várias transformações no corpo masculino ao longo da vida, foi obtido pela primeira vez, de forma sintética, a partir do extrato de testículos.
Depois da injeção, dos adesivos e das cápsulas, a nova maneira de administrar a substância é em forma de pomada. Criado pela indústria americana, o produto estará à venda nos Estados Unidos até o final do ano. No Brasil, não há previsão de quando chegará ao mercado.
A adolescência é o período de maior produção da testosterona. O hormônio engrossa a voz, aumenta a massa muscular e faz crescer pêlos na região púbica, nas axilas, no peito e na face. Mas sua ação vai além das transformações físicas. O estado emocional do jovem também pode sofrer variações. A agressividade, por exemplo, é maior quando as taxas estão elevadas.
Na fase adulta, entre 20 e 30 anos, os níveis do hormônio influenciam o desejo sexual e a qualidade da ereção. Depois dos 30, ocorre uma redução natural de testosterona no organismo. Os primeiros efeitos são visíveis: diminui o tempo da primeira ereção (que normalmente deve variar de 20 a 30 minutos) e menor envergadura do pênis. Muitos homens procuram um urologista para repor a falta de testosterona com hormônios sintéticos. Mas a reação do organismo pode variar de acordo com o paciente.
A maioria dos especialistas prefere receitar testosterona em situações especiais ou depois de esgotar outras possibilidades de tratamento. As doses variam conforme a necessidade. “A reposição desse hormônio pode ter implicações positivas e negativas”, avisa o urologista Jorge Hallak, responsável pelo Laboratório de Andrologia do Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas de São Paulo (Brasil).
O hormônio só é indicado por Hallak a pacientes que têm hipotrofia dos testículos. A doença impede que o paciente produza espermatozóides suficientes para fecundar o óvulo. “Mesmo assim, é preciso realizar um exame criterioso para saber se o paciente não manifestará reações à testosterona”, diz.
A testosterona sintética pode ser administrada de quatro maneiras:
Pomada – pode ser aplicada em qualquer região do corpo, com exceção do couro cabeludo. Os benefícios são as doses estáveis do hormônio, que equivalem à produção natural do organismo. A principal desvantagem é que não produz ação prolongada e pode perder efeito com a transpiração ou no contato com a roupa;
Adesivo – colado no abdômen, nas coxas, nas costas e, com maior freqüência, na bolsa escrotal (local de maior absorção do hormônio), o adesivo incomoda e pode causar alergia. A vantagem é a mesma da pomada;
Injeção – a aplicação no músculo é eficaz porque o hormônio age com mais rapidez em relação aos outros métodos. Nos primeiros dias após a aplicação, o nível de testosterona pode se manter muito alto e provocar alterações físicas (aparecimento de pêlos em lugares pouco comuns e crescimento das mamas) e comportamentais (a exemplo da agressividade);
Cápsula – o meio mais fácil de adquirir e consumir o hormônio, já que está à venda nas farmácias sob o nome genérico de anabolizante. A desvantagem é que o fígado retém a maior parte da testosterona e o excesso de absorção pode causar câncer. Fisiculturistas que tomam anabolizantes indiscriminadamente para aumentar a massa muscular são as maiores vítimas das cápsulas, porque acabam comprometendo o fígado.
Em qualquer uma das situações, a testosterona, além de produzir danos no fígado, pode acelerar o crescimento de tumores na próstata. Por esse motivo, antes de receber doses do hormônio, o homem deve se submeter a alguns exames, entre eles o de dosagem de PSA – proteína que, em grande quantidade, acusa a presença de células cancerígenas no órgão – e o toque retal.
Fonte: Salutia.Com

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 Mulheres satisfeitas, homens estressados

Os homens reclamam da irritabilidade feminina, as mulheres se queixam da falta de sensibilidade dos homens e ambos acusam uns aos outros de serem "todos iguais". No fim, uma pergunta parece ficar sem resposta; existe realmente diferença entre a maneira pela qual homens e mulheres encaram os fatos da vida? Um recente estudo finlandês tenta esclarecer esse ponto nebuloso da natureza humana e dá o aval ao estilo de vida feminino.
Depois de analisar os hábitos de mais de 22 mil adultos, os pesquisadores chegaram a conclusão de que os homens são, em média, menos satisfeitos e mais propensos a vícios e ao sedentarismo que as mulheres.
"Parece que a habilidade das mulheres em lidar com aflições e descontentamentos é maior que a dos homens", disse Heli Koivumaa-Honkanen, chefe das pesquisas. A satisfação está associada, segundo a cientista, a um sentimento de bem-estar, ao interesse na vida e aos sentimentos de tristeza e felicidade.
A psicóloga Lúcia Bello pensa que os dados do estudo coincidem com o que ela tem visto em suas experiências profissionais e pessoais. "Os homens parecem estar menos preparados para lidar com os sentimentos. Desde crianças, demonstram ter uma parte afetiva pouco trabalhada, já que não há nenhum estímulo ao desenvolvimento da inteligência emocional."
"As mulheres costumam ter problemas semelhantes, mas recorrem com mais freqüência às conversas de amigos e à ajuda profissional", esclareceu.
Segundo Lúcia, as raízes dos problemas estão no papel desenvolvido pelo homem na sociedade. "No mundo machista e materialista em que vivemos, os homens são educados para reprimirem seus sentimentos e resolverem suas frustrações através do consumo de bens materiais. A felicidade é associada, erroneamente, ao poder financeiro", explicou.
O estudo finlandês também alerta para o fato de que, por estarem mais sujeitos os estresses do dia-a-dia, os homens têm duas vezes mais riscos de morrer por causas diversas e mais de três vezes devido a doenças cardíacas.
"Os que bebem ainda sofrem mais riscos, enquanto que os homens satisfeitos com suas vidas têm mais chances de sobreviver até a velhice", disse Heli Koivumaa-Honkanen.
Regina Mestre, cardiologista e nutróloga, disse, no entanto, que as mulheres acima de 45 anos apresentam tantos problemas com o estresse quanto os homens. "Depois de passar pela menopausa, as mulheres tendem a ter problemas de ansiedade e de depressão, devido à mudança hormonal", diz.
Ambos os sexos, quando estressados continuamente, sofrem de problemas vasculares que são, muitas vezes, fatais. Segundo Regina, a constante insatisfação com os percalços da vida leva homens e mulheres ao estresse, fazendo com que os níveis de cortisol e adrenalina estejam sempre altos em suas correntes sangüíneas. Dentre os problemas relacionados ao alto nível dessas substâncias estão os derrames, a hipertensão, os ataques do coração e a diabetes.
Fonte: CNNBrasil

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 Funcionamento da tireóide pode resultar depressão pósparto

Mais um motivo para as grávidas se preocuparem com a depressão pósparto, um mal que afeta 50 por cento das mulheres - em maior ou menor grau - e pode até levar ao suicídio. As disfunções na tireóide, uma pequena glândula localizada na região da garganta que secreta os hormônios responsáveis pelo controle do metabolismo no corpo, já são apontadas como um dos principais fatores da doença.
Um estudo concluído pela endocrinologista Maria Fernanda Barca, da Unidade de Tireóide do Hospital das Clínicas de São Paulo, no Brasil, mostrou que 13,3 por cento das mulheres com problemas na glândula apresentaram um ou mais sintomas relacionados à depressão logo após o nascimento do bebê.
"Também constatamos que as mulheres deprimidas têm sete vezes mais riscos de manifestar disfunções na tireóide, durante ou após a gravidez, em comparação com as que não são depressivas", revelou.
A especialista acompanhou a gestação de 368 voluntárias no período de quatro anos, das quais 49 foram tratadas de disfunções na tireóide. A maioria das pacientes sofria de hipotireoidismo, uma redução no funcionamento da glândula.
Os problemas com a tireóide depois do parto aparecem das seguintes formas: hipotireoidismo: menor funcionamento da tireóide; hipertireoidismo: maior funcionamento da tireóide; hiper/hipotireoidismo: em algumas pacientes as duas disfunções podem surgir de uma vez só.
O hiper/hipotireoidismo ocorre quando a tireóide começa secretando mais hormônios do que o normal e, lentamente, perde a capacidade produtiva.
O corpo da mulher reduz a produção de anticorpos na gravidez. A queda se dá para que o organismo não identifique o feto como um corpo estranho e dê início à produção desenfreada de anticorpos, o que poderia provocar o aborto.
Alguns fatores, que ainda não são conhecidos, promovem a fabricação excessiva dos anticorpos anti-TPO em algumas mulheres após o parto. Os anti-TPO atacam exclusivamente a tireóide", explica a médica Maria Fernanda Barca.
Logo no primeiro trimestre de gestação as mulheres têm como saber se estão com problemas de tireóide. Um simples exame de sangue e a ultra-sonografia são suficientes para detectar se algo está errado. Porém, a maioria dos médicos brasileiros não pede esse tipo de teste.
"Muitos obstetras e pediatras simplesmente ignoram a doença", diz a especialista. "Tratei de pacientes que tiveram depressão pósparto em mais de uma gravidez e fizeram anos de terapia até descobrirem que a origem do transtorno estava na tireóide."
Os sinais mais comuns da depressão depois do nascimento da criança são: irritabilidade agressividade, desânimo, profunda tristeza e isolamento, rejeição ao bebê e, em casos extremos, tentativa de suicídio
sintomas físicos também indicam problemas com a tireóide. Entre eles estão: pele seca, ganho de peso, intolerância ao frio e cabelos quebradiços.
Os tratamentos vão desde a reposição hormonal e o consumo de antidepressivos até o encaminhamento para o terapeuta.
de 70% das mulheres assistidas pela endocrinologista Maria Fernanda Barca responderam bem à reposição hormonal e à utilização de ansiolíticos (tranqüilizantes) e antidepressivos. "Se o quadro for muito grave, não descarto a terapia como tratamento auxiliar", afirma.
Fonte: CNNBrasil
Veja em PsiqWeb a Depressão Pósparto

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 Crianças devem dormir nove horas por noite

Especialistas norte-americanos disseram que as crianças precisam de, pelo meno, nove horas de sono por noite para garantir uma boa saúde.
"O sono adequado está associado à boa saúde, ao bom desempenho e a menos acidentes - uma questão cada vez mais crítica quando as crianças atingem a adolescência e precisam estar atentas aos perigos de dirigir sonolentas", disse o médico Claude Lenfant, diretor do National Heart Lung ande Bloode Institute (NHLBI), em Washington.
Uma divisão do National Institutes of Health, a NHLBI está lançando um programa educacional de cinco anos para promover hábitos de sono saudáveis nas crianças.
O esforço, co-patrocinado pelo estúdio criador do personagem Garfield, o Jim Davis' PAWS Inc., vai ser dirigido a parentes, professores e profissionais da área de saúde.
Os especialistas estimam que problemas relacionados ao sono afetem cerca de 70 milhões de norte-americanos de todas as idades. As conseqüências do sono inadequado seriam cansaço, falta de concentração, irritabilidade, frustração e comportamento impulsivo e emocional.
De acordo com a Americam Academe of Childe ande Adolescent Psechiatre, há vários sinais de que crianças estão tendo problemas de sono:
1.      Despertar com freqüencia durante a noite
2.      Falar durante o sono
3.      Dificuldade de adormecer
4.      Acordar chorando
5.      Sonolência durante o dia
6.      Ter pesadelos ou urinar na cama
7.      Ranger ou cerrar os dentes
8.      Despertar antecipadamente
Os problemas no sono podem estar relacionados a maus hábitos de sono ou ansiedade durante o sono, e estes podem incluir pesadelos, sonambulismo, falar dormindo e terror noturno.
As crianças que são sonâmbulas podem parecer acordadas, mas elas, na verdade, estão dormindo, e podem se machucar, segundo a academia. O sonambulismo normalmente começa entre os 6 e os 12 anos de idade e afeta com mais freqüência os meninos. Entre crianças mais velhas e adolescentes, os episódios do sonambulismo podem até acontecer várias vezes por noite, de acordo com a Americam Academe of Pediatrics.
Normalmente os problemas no sono são eventos ocasionais. Mas quando ocorrem com persistência e interferem nas atividades diárias ou no comportamento, podem indicar dificuldades emocionais e a necessidade de uma avaliação profissional.
"As desordens do sono nas crianças freqüentemente não são reconhecidas, e os sintomas relacionados à privação do sono podem ser erroneamente atribuídos à hiperatividade ou desordens de comportamento, a tédio em relação à escola ou a estilo de vida agitado", disse o médico Carl Hunt, diretor do National Center om Sleep Disorders Research.
O objetivo da campanha é encorajar a pelo menos nove horas de sono por noite.
"A mensagem é que garantir horas suficientes de repouso por noite pode ajudar as pessoas a ter melhor desempenho no que quer que façam", disse Hunt. "Isto corresponde às necessidades de uma criança para progredir no que é importante para ela, como a escola e a prática de esportes".
Fonte: CNNBrasil

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 Medo compromete a saúde masculina

Ir ao médico nem sempre é sinal de que um problema se aproxima. Muito pelo contrário. Visitas periódicas ao médico pode ser uma maneira de preservar a saúde e se prevenir contra mais que costumam chegar com a velhice. A maioria dos homens, porém, não encara o assunto desse jeito. Eles se sentem ameaçados diante da simples sugestão de procurar um especialista ou fazer um check-up. A teimosia e a ignorância fazem com que o câncer de próstata, por exemplo, seja um dos principais tumores a afetar o sexo masculino.
Segundo pesquisa do Dr. Marcos Roberto Nascimento, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o medo que os homens sentem do exame de toque retal faz com que o diagnóstico do tumor seja feito muito tardiamente, reduzindo, assim, as chances de cura. Como se sabe, diagnóstico precoce pode evitar a evolução do câncer e aumentar a eficácia dos tratamentos.
O que impede os homens com mais de 50 anos de fazerem o exame de toque retal com regularidade? O preconceito e o medo de ir ao médico. Segundo o psicólogo Arnaldo Risman, do Instituto de Sexologia do Rio de Janeiro, uma ida ao urologista mexe com a masculinidade do homem.
Depois de uma certa idade, a ida ao médico costuma ser associada a doença e morte, diz a psicóloga Lúcia Bello. "Acredito que os homens que hoje estão na meia-idade cresceram num ambiente em que o médico era visto como vilão, um mensageiro de notícias ruins", explica ela. Por isso, eles relutam tanto em procurar um especialista, fazer exames de rotina e realizar um check-up.
Enquanto se é jovem, acredita-se que é possível superar a morte. Mas, com a chegada da meia-idade, o envelhecimento mostra a sua face e muitos se intimidam diante dela. Mas, na verdade, a ida ao médico não deveria ser associada a doenças. Trata-se apenas de um hábito, que pode e deve ser cultivado em nome da boa saúde. "Existe um corpo a ser cuidado e isso não deveria ser encarado como uma ameaça. A medicina também pode ser preventiva", aconselha a psicóloga.
É justamente esse conceito - o de prevenção - que ainda não foi assimilado por boa parte das pessoas. Prevenir-se é uma forma de evitar doenças ou diagnosticá-las precocemente, permitindo uma maior chance de cura. A mulher parece entender melhor a proposta. "Ela está mais em contato com suas sensações, com o corpo. Para muitas, cuidar do físico é uma rotina e o médico é encarado com maior normalidade", afirma Lúcia Bello.
O fato, porém, é que a fuga do consultório médico, muitas vezes, mascara uma certa ignorância. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro para a Saúde Sexual (Ibrasexo) revelou que a maioria dos homens não sabe que a impotência pode ser causada pelo uso de cigarro, álcool e pelo estresse. Como não sabem o que causa o problema, não se previnem nem buscam ajuda, se for o caso. A maioria acredita que a impotência não pode ser tratada ou tem base exclusivamente psicológica. Moral da história: informação também pode ser uma excelente aliada da saúde.
Fonte: CNNBrasil

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 Alcoolismo acaba com a capacidade de concentração

  O alcoolismo crônico pode prejudicar o mecanismo biológico que permite às pessoas refocalizar a atenção depois de serem distraídas repentinamente pois, as regiões do cérebro que controlam a atenção e a concentração são particularmente sensíveis aos efeitos do álcool, disseram pesquisadores finlandeses.
O estudo, publicado na edição de dezembro de Alcoolismo: Pesquisas Experimental e Clínica, revelam que homens que abusam do álcool não foram capazes de voltar rapidamente a fazer uma determinada atividade depois de serem interrompidos por um barulho repentino.
O mesmo teste feito com não-alcoólatras mostrou que estes puderam reassumir as atividades normalmente.
"Nossa pesquisa mostrou uma possível conseqüência funcional dos efeitos do álcool no cérebro", afirmou Jerki Ahveninen, da Universidade de Helsinki, na Finlândia, à Reuters.
Para realizar as investigações, Ahveninem e sua equipe mediram as respostas do cérebro com a ajuda de eletrodos ligados na cabeça de 20 homens alcoólatras e de outros 20 que bebiam socialmente, e ambos tiveram de diferenciar dois tipos de tons e ignorar ocasionais mudanças de frequência nos mesmos tons.
Os alcoólatras foram mais facilmente distraídos e tiveram problemas para reconhecer o som original.
"Temporariamente, isso sugere que os pacientes que começam a beber bastante ainda na adolescência são mais suscetíveis a desenvolver falhas nos circuitos cerebrais relacionados à atenção", frisou Ahveninen.
"Tais descobertas podem nos levar a ter uma nova concepção sobre as origens das falhas cognitivas no alcoolismo", conclui.
Fonte: CNNBrasil

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 Menos orgasmo, maior risco de câncer de mama em homens

Homens com pouco desejo sexual podem ter um risco maior de desenvolver câncer de mama, sugere um estudo grego publicado no British Journal of Cancer.
Pesquisadores descobriram uma proporção inversa nos homens: menos orgasmos, mais probabilidade de desenvolver a doença. O estudo revelou também que os níveis baixos de testosterona podem estar ligados ao câncer de mama.
Os homens solteiros e sem filhos também têm um risco maior da doença, assim como os primogênitos, de acordo com o estudo.
Os pesquisadores disseram que isso provavelmente ocorre porque as mulheres produzem mais estrogênio durante a primeira gravidez. Um aumento de risco semelhante foi encontrado nas filhas primogênitas.
O câncer de mama é muito raro entre os homens, mas a taxa de mortalidade é alta. Geralmente ocorre em idosos e é diagnosticado quando já está em um estágio avançado, tornando o tratamento mais difícil.
No estudo realizado na Grécia, os médicos compararam 23 pacientes com câncer de mama e 76 homens sadios, fazendo perguntas sobre hábitos, vida sexual e história famíliar. Os homens com menos de seis orgasmos por mês têm mais probabilidade de desenvolver câncer de mama.
a amostragem do estudo tenha sido relativamente pequena, a equipe de pesquisa chefiada por Dimitrios Trichpoulos, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, disse que as descobertas revelam, pela primeira vez, que o desejo sexual baixo está ligado ao câncer de mama entre os homens.
"Acredita-se que a freqüência dos orgasmos esteja relacionada com a testosterona, que dirige o comportamento sexual dos homens," disse Trichpoulos.
Fonte: CNNBrasil

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Os filhos de alcoólicos

Um em cada cinco americanos adultos viveu com um alcoolista, durante a infância. Os psiquiatras da infância e adolescência sabem que estas crianças correm maeor riesgo de ter problemas emocionais que as crianças cujos pais no som alcoolistas. O alcoolismo é comum nas famílias e os filhos de alcoolistas têm uma probabilidade quatro vezes maior que outras crianças de converter-se em alcoolistas. A maioria dos filhos de alcoolistas experimenta certa forma de abandono ou abuso.
A criança neste tipo de família pode ter uma variedade de problemas:
· Culpabilidade: A criança pode crer que seja a causa de que seu pai ou mãe abusem da bebida.
· Ansiedade: A criança pode estar constantemente preocupada acerca da situação da casa. Pode temer que o pai alcoolista adoeça ou se machuque, brigue ou agrida os outros familiares.
· Vergonha: Os pais podem transmitir à criança o sentimento de que haja um terrível segredo a guardar. A criança que está envergonhada não se aproxima de amizades, evita trazer amigos para casa e teme pedir ajuda dos outros.
· Incapacidade de establecer amizades: Como a criança é decepcionada muitas vezes pelo pai/mãe que bebe, não se atreve a alimentar novas amizades.
· Insegurança: O pai alcoolista costuma alternar períodos de comportamentos diferentes, desde amável a violento, normalmente sem nenhuna relação com o que se passa a sua volta. Para crianças, de um modo geral, até por uma questão de se construir um vínculo mais sólido e confiável, é importante uma rotina regular diaria, coisa que não existe em sua casa.
· Ira: A criança sente ira e raiva contra o pai/mãe alcoolista porque bebe e, também contra o pai/mãe que não bebe porque não o potege e não toma providências para que o outro deixe de beber.
· Depressão: A criança se sente só e incapaz de poder fazer algo para melhorar a situação.
Ainda que a criança tente manter o alcoolismo doméstico em segredo, seus professores, parentes, outros adultos ou amigos podem se dar conta de que algo está mal. Os psiquiatras de crianças e adolescentes indicam que os siguentes comportamientos podem ser sintomas de um problema de alcoolismo:
· Fracasso escolar e ausências freqüentes.
· Falta de amigos, retraimento dos companheiros de classe.
· Comportamiento delinqüente, como roubar ou conduta violenta.
· Queixas freqüentes de problemas físicos, como dor de cabeça ou estômago.
· Abuso de bebidas alcoólicas ou drogas.
· Agressão contra outras crianças.
· Comportamento de expor-se continuamente a riscos.
· Depressão, pensamientos ou comportamento suicida.
Alguns filhos de alcoolistas tratam de atuar como "pais" responsáveis pela família entre seus amigos. Tratam de fazer frente ao alcoolismo convertendo-se em pessoas controladas, que têm muito êxito na escuela, mas que vivem emocionalmente isolados de outras crianças. Seus problemas emocionais costumam não ser tão aparentes, até que sejam adultos.
Independente dos pais estarem em tratamiento para o alcoolismo, estas crianças e adolescentes podem se beneficiar de programas educativos e de grupos de ajuda mútua. A ajuda profissional precoce é também importante para prevenir problemas mais sérios para a criança, inclusive prevenir o próprio alcoolismo.
Los psiquiatras de crianças e adolescentes ajudam estas crianças com seus problemas pessoais e também os ajudam a entender que não são responsáveis pelos problemas de seus pais.
O programa de tratamento pode incluir a terapia de grupo com jovens na mesma situação, o qual reduz o isolamento. O psiquiatra de crianças e adolescentes deve trabalhar com toda la família, particularmente quando o pai alcoolista manifeste algum desejo de melhorar o relacionamento entre os membros da família.
Fonte: Tumedico.com

 

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