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MAIO - 2001
Arquivo das notícias

Problemas de ereção depois dos 40
O novo Viagra
Depressão pode atrasar o processo de cura das feridas
Envelhecimento e longevidade dependem de um hormônio 
Agressividade da Criança está ligada à Ausência da Mãe
Crise na Adolescência: sinais de que a auto-estima vai mal

Dormir pouco pode aumentar risco de úlcera
Até onde a cafeína ajuda e quando começa a atrapalhar
A Atração Sexual do Suor
Mau humor afeta mulheres jovens

 

 arquivo das notícias 
Problemas de ereção depois dos 40 
 Os homens com 40 anos de idade ou mais, e que apresentam pequena queda no desempenho sexual não devem achar que ficarão impotentes da noite para o dia. A Disfunção Erétil Leve, caracterizada principalmente pela redução do tempo de ereção e pelo aumento do intervalo entre as relações, é bastante comum a partir dessa idade e está relacionada a uma série de interferências típicas da vida moderna.
Nos consultórios dos urologistas cresce a cada dia o número de pacientes que procuram o médico para reclamar que o período de ereção foi reduzido de meia hora para vinte minutos; ou ainda que a segunda ereção – antes normal uma ou duas horas após o fim da primeira relação – agora só ocorre no dia seguinte. “Mais de 50% dos diagnósticos são fáceis de tratar e não necessitam acompanhamento detalhado”, esclarece o médico Eduardo Mazzucchi, da Clínica Urológica do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Isso vale para homens de 40 a 60 anos.”
Emoção em primeiro lugar 
A origem da Disfunção Erétil Leve geralmente está vinculada, em primeiro lugar, aos fatores emocionais. Em seguida estão alguns vícios e, por último, doenças provocadas pelos maus hábitos alimentares. Entre as causas mais freqüentes estão:

        1.     estresse
2.     depressão
3.     fumo
4.     álcool
5.     diabetes
6.     doenças do coração
7.     hipertensão
8.     úlcera
9.     artrite
10.   alergias

 Há pacientes com mais de 50 anos que apresentam alterações hormonais em virtude da andropausa (caracterizada pela queda nos níveis de testosterona, o hormônio masculino). “Quando o problema é identificado na fase inicial da andropausa fica mais simples resolvê-lo com a reposição hormonal”, explica Mazzucchi.
Tratamento simples 
O tratamento da disfunção erétil mínima quase sempre se dá com a prescrição de vasodilatadores (Viagra e Vasomax, entre outros). De acordo com o urologista, o medicamento apresenta bons resultados para maioria dos pacientes e dificilmente é preciso recomendar psicoterapia como complemento. “Dependendo da resposta ao tratamento com vasodilatadores, depois de um certo tempo o paciente pode até usá-los com uma regularidade menor”, afirma.
De 40 a 70 
A Associação Americana de Urologia apresentou, no final do ano passado, uma pesquisa sobre disfunção erétil mínima realizada com 2,4 mil homens no Japão, Malásia, Itália e Brasil. Dos entrevistados, com idade entre 40 e 70 anos, 63% declararam ter sofrido algum tipo de disfunção erétil, em maior ou menor grau. Deste total, 40% passaram por situações de disfunção mínima, 20% moderada e apenas 3% afirmaram que não tinham mais ereção.
Quando os americanos separaram os casos de disfunção moderada ou completa por país, o Brasil ficou em último lugar (15 %). Acima apareceram Malásia (16%), Itália (21%) e Japão (39%). O trabalho concluiu que, após os 40 anos, é comum o homem ter alguma redução do rendimento sexual, independentemente da origem do problema.
Fonte: Salutia

Veja em PsiqWeb:
A Vida Sexual (do brasileiro)  
O Desejo Sexual
Ejaculação Precoce
Disfunção Erétil
Atividade Sexual Normal

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 O novo Viagra 
A população masculina que aplaudiu o Viagra, a pílula azul lançada pelo laboratório americano Pfizer em 1998, tem motivos para novas alegrias: a alemã Bayer vai colocar à venda no início do próximo ano uma nova pílula contra a impotência, o Vardenafil. O fim da fase de testes foi anunciado durante o Congresso Europeu de Urologia, em Genebra, na Suíça, na semana passada.
Três em cada quatro pacientes com problemas de impotência, que tomaram doses de 20 miligramas da droga, conseguiram manter relações sexuais normais – e sem nenhum dos efeitos colaterais associados ao Viagra. Ambas as drogas são vasodilatadoras e ajudam na irrigação sanguínea do pênis, processo que leva à ereção. A diferença básica é que o Vardenafil faz efeito em doses menores e pode ser tomado por pacientes cardíacos que utilizam vasodilatadores à base de nitrato. A combinação de nitrato com Viagra pode ser fatal.
A pesquisa foi realizada durante três meses com 580 pacientes com idades entre 21 e 70 anos, todos envolvidos em relacionamentos heterossexuais estáveis e com problemas de impotência por mais de dois anos. Havia casos decorrentes de problemas físicos ou psicológicos e alguns eram uma mistura de ambos. Qualquer que fosse o motivo, a droga deu bons resultados. "A chegada do Vardenafil é uma mostra do que ainda está por vir", diz Sidney Glina, urologista do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. O Brasil é o segundo maior consumidor mundial do Viagra, segundo a Sociidade Internacional para a Pesquisa da Impotência. O reinado da pílula azul não está ameaçado apenas pela droga da Bayer. Está na reta final o lançamento do Uprima, da Abbott. Não se trata de mais um vasodilatador, mas de uma droga que bloqueia a ação dos neurotransmissores que impedem a ereção. Terá a vantagem de fazer efeito em apenas quinze minutos. Com o Viagra e o Vardenafil é preciso esperar pelo menos uma hora.

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A depressão pode atrasar o processo de cura das feridas.

A equipe de investigadores da Universidade de Gales, dirigidos pelo doutor Alys Cole-King, analisou 53 adultos em tratamento para ferida das pernas. Descobriram haver atraso na cura 4 vezes mais freqüente entre pacientes que com pontuação mais elevadas numa escala de depressão e ansiedade. Entre 16 pacientes, 15 deles foram diagnosticados portadores de ansiedade e mostraram retardo no processo de cura, algo que também ocorreu em 13 pacientes com depressão.
Os resultados demonstram que existe uma relação estatisticamente significativa entre fatores psicológicos e a cura de feridas, assinala Cole-King. Estes especialistas apontam como causa desta relação demonstrada por vários estudos, que a depressão e outros problemas psicológicos afetam ao sistema imune, impedindo que este cure a ferida. Outra explicação, é que as pessoas com depressão não se cuidam tanto de sua saúde como as pessoas sem depressão. Outros pesquisadores acreditam que as diminuições do apetite, juntamente com o sono irregular poderiam interferir no funcionamento normal do sistema imune.
Fonte: Psiquiatria.Com

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 O envelhecimento e a longevidade dependem de um mecanismo hormonal que acaba de ser identificado.
Cientistas da Universidade de Brown (EUA) têm proporcionado as primeiras evidências de um mecanismo hormonal relacionado com o envelhecimento e a longevidade. Essa descoberta poderá servir para promover uma vida mais longa. O mecanismo, segundo o artículo publicado na última edição de Science, - começa no cérebro, com um gene mutante que elimina a liberação de hormônios promotores do envelhecimento acelerado.
Estudando moscas de frutas, os autores do estudo isolaram um gene com uma função cerebral chamado InR (insulin-like receptor ou receptor insulínico). Trata-se de um gene que é análogo em todas as espécies do reino animal. O gene InR das moscas responde a uma forma de insulina. Como resultado, as células cerebrais ordenam à tiróide, ao sistema pituitário, que libere um segundo hormônio, chamado “hormônio juvenil”. Este composto circula pelo organismo, desencadeando uma cadeia de fenômenos que ativam a reprodução e provocam um envelhecimento rápido.
Em seus experimentos, os investigadores introduziram nas moscas um gene InR mutante, esperando que a mutação suprimisse a liberação do hormônio juvenil e parando assim o processo de envelhecimento. De fato, o que ocorre é que se desenvolvem crias fêmeas com uma vida que se prolongava em 85%. Também resultaram crias machos, mas eram geralmente frágeis e a maioria morreram com 20 dias de vida.
Entretanto, os machos mutantes que sobreviveram depois de 20 dias registraram menores índices de morte posteriormente. Os autores do estudo assinalam que uma importante função do envelhecimento tem lugar no cérebro, e isso desempenha uma poderosa função no resto do organismo.
Fonte: Psiquiatria.Com

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 Agressividade da Criança está ligada à Ausência da Mãe
 Quanto mais tempo a criança ficar longe de sua mãe, maior é a possibilidade de se tornar agressiva na hora de ir para o jardim de infância, de acordo com o maior estudo já feito sobre creche e desenvolvimento.
"Há um relação constante entre o tempo na creche e problemas de comportamento, especialmente envolvendo os comportamentos de agressividade," disse a principal pesquisadora Jay Belsky, do Birkbeck College em Londres.

Belsky, que trabalhava na Penn State University até dois anos atrás, acrescentou que as crianças que passaram mais de 30 horas por semana na creche receberam mais pontos em itens como "briga muito", "crueldade", "comportamento explosivo", assim como "conversa demais", "discute muito" e "exige muita atenção."
Esse estudo acompanhou mais de 1.364 crianças em uma diversidade de situações, desde as deixadas sob cuidados de familiares e babás até pré-escolas e grandes creches. As conclusões foram baseadas na avaliação das mães, de quem cuidou deles e das professoras dos jardins-de-infância.
O tempo médio que as crianças estudadas passaram sob cuidado alheio foi de 26 horas por semana . Os pesquisadores descobriram que 17 por cento das que ficaram mais de 30 horas por semana eram consideradas agressivas com outras crianças, comparadas com 6% do grupo de crianças com menos de 10 horas por semana.
Se ficar mais tempo sob qualquer tipo de cuidado alheio é um indicativo de resultados desconcertantes, disse, e se o objetivo é diminuir a probabilidade dessas conseqüências, então se tem de reduzir o tempo na creche. "Aumentem as licenças dos pais e os empregos de meio-expediente", sugeriu Belsky.
Mas Sarah Friedman, do National Institute of Child Health and Human Development que financiou o estudo, disse que a agência federal norte-americana não pretende se envolver com recomendações políticas.
"A solução fácil é cortar o número de horas, mas isso pode ter implicações para a família que podem não beneficiar o desenvolvimento da criança em termos econômicos," acrescentou Friedman, que também participou das pesquisas.
Fonte: CNNBrasil
Veja: 

Criança Adotada e de Orfanato
Depressão Infantil
Transtorno de Conduta

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 Crise na Adolescência: sinais de que a auto-estima vai mal
Segundo a psicóloga e psicopedagoga Jussara Limp Alves Lopes, a auto-estima começa a ser construída no útero materno; a base de uma boa auto-estima é a aceitação dentro da própria casa para se sentir aceito e seguro fora, concordam os especialistas.
A criança que foi desejada e nasce em um ambiente de paz e segurança tem muito mais chances de se transformar em um adolescente e um adulto seguro do que aquela que foi rejeitada desde o momento em que a mãe soube que estava grávida.
Mas, segundo a psicóloga, especialista em adolescentes dependentes químicos, mesmo a criança que vive num ambiente saudável certamente passará por alguma crise de auto-estima. quando chegar à adolescência, época em que a mudança de corpo traz uma sensação de desconforto muito grande.
Período difícil, quando a vida infantil fica lá atrás, mas o mundo adulto ainda não aceita aquele rapaz ou aquela moça de ombros envergados, rosto com espinhas, roupas esquisitas, postura incorreta.
"O adolescente procura encontrar uma forma para se defender da sensação de desconforto que sente diante de tudo. O quarto passa a ser o lugar mais freqüentado porque ali ele se sente seguro," afirmou a psicóloga.
"As roupas geralmente recebem um toque original, desde a bainha rasgada até uma cor diferente, para poderem absorver aquele corpo para ele tão esquisito," ressaltou. "É um processo doloroso, pelo qual todo mundo passa, mas que acaba quando as espinhas vão embora, os seios se avolumam, a voz do menino se torna definitivamente mais grossa."
Ouvir mais que falar
Aos pais cabe dar apoio, ouvir e, se o adolescente deixar, falar. Sem ansiedade, recomendou o neurologista Charles Andre, professor de Neurologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
"Na prática, os pais devem procurar, em primeiro lugar, mostrar ao adolescente que estão receptivos, sem ficar o tempo todo fazendo perguntas: 'Você está namorando? Anda fumando? Por que rasgou a bainha da calça?"
"É preciso ouvir mais do que falar," disse o neurologista. "Ao mesmo tempo, valorizar todas as iniciativas e não fazer dos fracassos do adolescente uma experiência para ele mais angustiante do que já está sendo. Se os pais tomam um caminho apenas crítico eles vão afastar os filhos."
O mais importante, na opinião dos dois especialistas, é ser solidário com o adolescente, mostrando a ele que todo mundo passa por essa fase, para que não se sinta sozinho.

Sinal vermelho
No entanto, se é verdade que todo mundo passa por essa fase, é verdade também que para alguns adolescentes a queda da auto-estima pode ser sentida de maneira muito mais profunda e provocar reações às vezes dramáticas, como deixar de comer, por exemplo.
"É quando perdem o controle do comportamento e passam a fazer uso de drogas ou álcool em grande quantidade, ou porque se sentem mais seguros sob este efeito ou porque dessa forma serão mais aceitos no grupo", explicou Charles Andre.
O sinal vermelho acende quando o adolescente assume um comportamento de risco, que pode ser sentido pelos pais por meio de algumas reações e comportamentos típicos.
Se o adolescente fica muito agressivo em casa, se desaparece da escola, se está constantemente com os olhos injetados ou apresenta reações típicas de quem faz uso de droga, se repetidas vezes se envolve em acidentes de carro.
Nesse caso, afirmou a psicóloga Jussara Limp, "é imprescindível oferecer-lhe ajuda profissional, procurando mostrar como será melhor ter um espaço para falar sobre suas angústias. Os pais devem sempre estar atentos a essa fase, até para abrir espaço para que o adolescente possa se sentir mais seguro e aceitar essa ajuda."
Fonte: CNNBrasil

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 Dormir pouco pode aumentar risco de úlcera

Plantão, festa a noite toda, viagens longas ou apenas a falta de sono podem resultar no aumento do risco de se contrair úlceras, disseram médicos britânicos nessa quinta-feira.
É durante a noite que são produzidas as secreções do estômago e do intestino, encarregadas da regeneração dos tecidos danificados, de modo que deixar de dormir pode causar uma diminuição nas moléculas e uma probabilidade maior de desenvolver úlcera.
Pesquisadores da Universidade de Newcastle upon Tyne, na Grã-Bretanha, mediram os níveis de TFF2, uma proteína que regenera o intestino, em 12 pessoas sadias durante 24 horas, a fim de determinar como o sono afetava a produção da proteína.
E descobriam que os níveis de proteínas seguiam um ritmo circadiano, isto é, em torno do dia, e eram mais baixos durante à tarde e no início da noite e mais altos durante a noite e o sono.
 "O que constatamos foi esse aumento na TFF2," disse dra. Felicity May. "Estamos especulando que a função natural desse aumento é que a maior parte da regeneração (das camadas do estômago) ocorre durante a noite. Isso pode ser uma explicação para um aumento das úlceras."
Os tecidos do estômago são freqüentemente danificados pela abrasão física e pela comida e bebida de modo que é importante a regeneração rápida ou o tecido fica destruído.
A proteína TFF2, que aumenta em até 340 vezes durante o sono, ajuda a reparar o dano e prevenir a úlcera e lesões no trato digestivo, diz o estudo publicado na revista Gut.
Fonte: CNNBrasil

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 Até onde a cafeína ajuda e quando começa a atrapalhar

Ela fica no sangue de quatro a oito horas. Combate a depressão, estimula a memória, mas em doses altas pode prejudicar o sono e os ossos.
A cafeína, substância presente no famoso cafezinho, entre outros alimentos, é um dos principais estimulantes naturais. Segundo Andrew Baum, professor de psicologia da Universidade de Ciências da Saúde, em Bethesda, Maryland, a vantagem da cafeína natural em relação às drogas sintéticas é que não se precisa aumentar a dose cada vez mais para obter o mesmo efeito. "Apenas uma xícara pequena de café (50 ml) pela manhã é o suficiente para deixar o cérebro mais alerta", diz Baum.
A cafeína também tem vida longa. Depois de ingerida, ela circula no sangue por quatro a seis horas, em média, podendo chegar até a oito. Nesse período estimula os reflexos, a memória e a concentração. E tem efeito cumulativo. Não é preciso tomar muito café para manter-se ligado por longos períodos.
Além de acabar com a moleza, a bebida tem o poder de combater sintomas da depressão. É que ela costuma ocupar, no cérebro, o lugar da adenosina, substância fabricada pelas células nervosas e que reduz suas atividades, deixando-as mais lentas. “Como a adenosina deprime o sistema nervoso, sua substituição pela cafeína acaba resultando em bom humor”, explica Darcy Roberto Lima, professor do Instituto de Neurologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unifesp), Brasil.
Estresse e osteoporose 
Um, dois, até três cafezinhos por dia podem ser benéficos. Acima disso, o consumo de alimentos que contêm cafeína pode causar problemas para o sistema nervoso e piorar os efeitos do estresse. Uma dose maior do que 180 miligramas de cafeína por dia (três cafés ou quatro refrigerantes dietéticos), podem prejudicar o sono e causar irritabilidade. A cafeína estimula o sistema nervoso e a pessoa, ao dormir, não consegue liberar em quantidades ideais um outro hormônio chamado melatonina, responsável pelo descanso. Não liberando esse hormônio, não descansa o suficiente e acorda irritada.
É bom saber também que o excesso de cafeína pode ocasionar mais do que insônia. Ela é capaz de interferir na absorção do cálcio. Segundo a ortopedista Pérola Papler, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e especialista no tratamento da osteoporose, a cafeína pode provocar a eliminação do cálcio pela urina. Esse mineral é o mais importante na manutenção da massa óssea.
Após os 30 anos é natural perdermos parte da massa óssea. As mulheres são as que mais sofrem esse efeito. Chegam a perder 0,5% do tecido ósseo por ano. E se essa perda for maior do que 1% ao ano pode, até os 40 anos, desenvolver a temida osteoporose - doença caracterizada pelo enfraquecimento dos ossos. Muitos fatores são responsáveis pela osteoporose, mas sabe-se que a queda dos níveis de estrógeno e progesterona e a alimentação pobre em cálcio são os dois maiores agravantes do problema.
cafeína limitada 
Contra a falência hormonal, apenas a terapia de reposição funciona. Mas em relação à dieta, os médicos recomendam: caprichar nas quantidades de alimentos que contenham cálcio, principalmente na idade de maior formação óssea (entre 12 e 20 anos). O ideal é que se consumam entre 800 a 1200 miligramas de cálcio por dia. Para isso, deve-se incluir nas refeições, por exemplo, dois copos (400 mililitros) de leite (440 miligramas), duas fatias grossas (80 gramas) de queijo-de-minas (550 miligramas) e meio copo (100 mililitros) de iogurte (120 miligramas).
Além disso, limitar o consumo de cafeína, para que ela não prejudique a absorção do cálcio. A nutricionista Celeste Elvira Viggiano, de São Paulo, explica que os principais alimentos ricos em cafeína são mesmo o café, o chá-mate, o chocolate, o guaraná e os refrigerantes à base de cola. Abaixo cita alguns exemplos:

Alimento Teor de cafeína

(miligramas)

Chocolate ao leite

 1 tablete pequeno (30 g)  7,24

Chocolate meio amargo

 1 tablete pequeno (30 g)  17,58

Chocolate dietético

 1 tablete pequeno (30 g)  18,71

Chocolate em pó dietético

 1 colher de sopa  12,42

Calda de chocolate

 1 colher de sopa  2,66

Café solúvel

 1 xícara pequena (50 ml)  60

Café expresso

 1 xícara pequena (50 ml)  85

Café descafeinado

 1 xícara pequena (50 ml)  1

Capuccino

 1 xícara pequena (50 ml)  24,5

Refrigerante à base de cola

 1 lata (350 ml)  37

Refrigerante à base de cola dietético

 1 lata (350 ml)  49,7

Sorvete de chocolate

 1 bola (100 ml)  40,92

Leite com achocolatado

 1 copo grande (240 ml)  5

Chá mate (ervas)

 1 xícara (180 ml)  35,5

Chá mate pronto

 1 copo (180 ml)  23,4

Chá mate pronto com limão

 1 copo (180 ml)  19,64

Refrigerante à base de guaraná

 1 lata (350 ml)  28,33

Refrigerante à base de guaraná dietético

 1 lata (350 ml)  32

 Fonte: Salutia.Com

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A Atração Sexual do Suor 
O amor não começa quando os olhares se encontram, mas sim um pouco mais embaixo, no nariz. "Há circuitos que vão do olfato até o cérebro e levam uma mensagem muito clara: sexo", explica María Rosa García Medina, especialista em sentidos químicos do Laboratório de Pesquisas Sensoriais do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), da Argentina.
Durante o último encontro anual da Sociedade Britânica de Psicologia, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Northumbria, em Newcastle-upon-Tyne, anunciou o resultado de um estudo sobre a influência de determinadas substâncias do suor, os ferormônios, na capacidade de atração sexual.
O estudo baseou-se na projeção de fotografias de homens para diferentes grupos de mulheres, que avaliavam cada um segundo seu sex-appeal. A classificação "atraente" era mais freqüente quando os cientistas borrifavam o ambiente com ferormônios. Segundo Nick Neave, chefe da pesquisa, os mais beneficiados pelo efeito afrodisíaco do suor foram os homens de aparência mais comum.
Amor ao "primeiro cheiro" 
Um tradicional exemplo do estreito vínculo entre olfato e desejo é a síndrome de Kalman, um quadro genético de alteração hormonal que prejudica a puberdade e que está acompanhado por uma ausência congênita do olfato. Com a ajuda de tratamento, esses pacientes chegam a ter níveis normais de hormônios, mas não recuperam o olfato e isso têm efeitos diretos em sua vida afetiva.
"No consultório atendo pacientes com problemas de olfato, todos com dificuldades no plano sexual. Uma paciente me disse que desde que perdera o olfato não tinha vontade de tre relações sexuais com o marido", conta García Medina.
Alternativa para problemas sexuais? 
O laboratório canadense Pheromone Sciences Corp. isolou e caracterizou os diversos ferormônios extraídos do suor. Uma primeira pesquisa revelou que o composto pode estimular a libido em homens e mulheres. Os pesquisadores esperam que, em um futuro não muito distante, esse derivado de ferormônios possa servir como tratamento efetivo e seguro para determinadas disfunções sexuais. Inclusive como complemento de remédios como o Viagra.
"Alguns derivados dos ferormônios já são usados para casos de frigidez feminina e ajudam na primeira etapa da sexualidade, que é o desejo", afirma García Medina. "Isso pode ter um grande potencial em outros tipos de disfunções sexuais, mas ao mesmo tempo, reacende questões éticas: É lícito interferir dessa forma no comportamento de uma pessoa?"
O médico e sexólogo argentino Adrián Sapetti, autor do livro Os Homens que Sabem Amar, prefere ser cauteloso. "Primeiro devem ser vistos estudos científicos controlados para depois se emitir um parecer. O efeito dos ferormônios sobre a função sexual é tão pouco provado quanto o do pó de chifre de rinoceronte ou das ostras".

Fonte: Salutia.Com
Mau humor afeta mulheres jovens 
Ter o humor depressivo na maior parte do dia é o sintoma central da distimia, doença psiquiátrica que afeta principalmente mulheres jovens, na faixa dos 20 a 30 anos, em gera imaturas e com forte dependência emocional.
Mas para ser considerada distímica não basta ter mau humor, que pode até ser um traço da personalidade. "É preciso que seja um incômodo que apareça todos os dias, dure pelo menos dois anos e atrapalhe o desempenho social e profissional da pessoa", diz o psiquiatra Miguel Roberto Jorge, chefe da disciplina de Psiquiatria Clínica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.
Como a pessoa se sente 
Os principais sintomas que costumam causar prejuízos ao cotidiano são:
· Falta de concentração. "É aquela pessoa que ao estar lendo um livro precisa voltar sempre para o começo da página para relembrar o que leu; não acompanha um programa de TV com atenção; não consegue fazer suas tarefas no trabalho", diz Miguel Jorge.
· Perda do interesse pela vida. "Ela não tem vontade de sair de casa ou não sente mais prazer em coisas que antes a agradavam", afirma o especialista.
Outros sintomas importantes 
Considerada depressão crônica, a distimia também se caracteriza por:
· Alterações no peso. A pessoa pode ganhar ou perder alguns quilos sem razão aparente.
· Perturbações no sono. Tanto a insônia como a sonolência excessiva costumam aparecer durante a fase crítica.
· Fadiga. Mesmo depois de ter descansado, a pessoa continua sem energia.
· Ansiedade. Tem urgência de realizar várias tarefas ou quer fazê-las
todas ao mesmo tempo.
Por que começa? 
Embora a genética exerça um papel sobre a doença, ainda se discute se esse é realmente um fator determinante. "Em uma família com histórico de depressão é maior a probabilidade de outros integrantes apresentarem o mesmo transtorno. Mas, apesar de inegável, não é algo que se explique totalmente. Porque já se observou que em casos de gêmeos idênticos, com a mesma carga cromossômica, um pode desenvolver a doença e outro não", afirma o psiquiatra Miguel Jorge.
São os chamados fatores circunstanciais, sempre ligados à perda, seja de emprego, dinheiro ou pessoa querida, que desencadeiam a crise. Alguns aspectos psicológicos, que acabam por vulnerabilizar a mulher, também contribuem para o aparecimento da doença. "As muito frágeis, dependentes e imaturas estão mais sujeitas à distimia. As chances diminuem quando ela tem um perfil próximo ao do homem, culturalmente mais determinado e assertivo", analisa.
Tratamento combinado 
Como os componentes psicológicos também precisam de "reparos", o tratamento da distimia associa psicoterapia e medicamento antidepressivo. "Esses remédios devem ser ministrados por, no mínimo, um ano. Quando suspensos rapidamente, as chances de recaída se tornam muito grandes", avisa Jorge.
Mas a medicina já notou que os antidepressivos não são tão eficazes na distimia, justamente porque essa doença sofre influências de fatores de natureza psicológica e circunstancial. "São elementos que precisam ser trabalhados para além do alcance do remédio", afirma o psiquiatra. Mesmo assim, ele acredita que o antidepressivo poupa sofrimento.
A terapia cognitiva, que lida basicamente com os pensamentos e as projeções das vivências que a pessoa tem, é a mais indicada em casos de distimia porque age mais rapidamente. "Como o próprio quadro depressivo projeta baixa auto-estima e desesperança, os pensamentos pessimistas assaltam a pessoa automaticamente. E a terapia cognitiva faz com que ela seja capaz de desenvolver mecanismos para neutralizar esses pensamentos ou, pelo menos, para dificultar que apareçam no fluxo mental. É quase um treinamento", avisa Miguel Jorge.
Fonte: Salutia.Com

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