{short description of image}
 

JUNHO - 2001
Arquivo das notícias

Depressão; dados sobre o problema são alarmantes
Pés Agitados; uma síndrome recém descrita
Viciada em chocolate
Mau humor afeta mulheres jovens 
A separação é um convite à depressão
Pouco conhecido, autismo afeta mais crianças do que síndrome de Down
Dor de cabeça na infância pode ser alerta para problemas dos adultos
Sem nada sobrenatural, o bruxismo afeta uma em cada sete pessoas
Gays podem tornar-se heterossexuais se quiserem, diz estudo
Mulheres se acham mais gordas que os homens
O Cérebro pode se desenvolver até depois dos 50 anos

 arquivo das notícias 
Depressão; dados sobre o problema são alarmantes
A alta incidência da depressão no mundo vem assustando a Organização Mundial de Saúde (OMS). A instituição prevê que nos próximos 20 anos, o problema sairá do quarto para o segundo lugar no ranking de doenças dispendiosas e fatais. Ele deverá perder apenas para as enfermidades do coração.
Os últimos dados revelam que hoje a depressão atinge 15% da população em todo o mundo, em pelo menos um momento de suas vidas. Desses casos, aproximadamente a metade irá ter episódios repetitivos de crise e precisará de tratamento contínuo (Diário popular).
Programa
Devido aos números assustadores sobre o assunto, algumas entidades e empresas estão fazendo trabalhos especiais voltados para a conscientização da população. O Laboratório Organon, por exemplo, lançou no mês passado o Programa Alegria de Viver. Ele é o primeiro trabalho que visa estimular a adesão ao tratamento do problema para evitar o abandono precoce do mesmo.
Para entrar no programa, o paciente que sofre da doença deve pedir ao médico a sua inscrição. A partir daí, será enviado um material informativo sobre o problema e o especialista receberá amostras grátis de antidepressivos, que poderão ser ministradas no paciente. A adesão ao programa se estenderá por um período de um ano. Mais informações podem ser obtidas no telefone 0800 552590 ou no site www.organon.com.br.
Dados
Os últimos dados revelam que a depressão vem alcançando índices preocupantes.
Veja as estatísticas:
— Mais de 400 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão
— O risco de um homem sofrer da doença é de 11%, enquanto que o da mulher pode chegar a 18,6%
— Das pessoas que sofrem de depressão, aproximadamente 15% cometem suicídio
— A falta ou o excesso de sono afeta 90% dos pacientes com o problema
— Indivíduos acima dos 65 anos representam 10% a 15% da população com algum tipo de depressão
— 37% das pessoas com a doença sofrem de problemas sexuais
— Estima-se que 80% dos deprimidos apresentam sintomas como ansiedade ou agitação
— Aproximadamente 20% da população passará por pelo menos um episódio de depressão ao longo da vida (Diário Popular)
Veja Depressão em PsiqWeb

vai para Pergunatas...

 
 Pés Agitados; uma síndrome recém descrita
Adultos com a Síndrome dos Pés Agitados, um transtorno do sono, são mais prováveis de terem Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade. 
Veja essa Dissonia em PsiqWeb – DSM.IV
De acordo com a pesquisa apresentada durante a 53a. Reunião Anual da Academia Norte-Americana de Neurologia, Filadélfia, Pensilvânia, em maio de 2001, os adultos portadores da Síndrome dos Pés Agitados (SPA) são mais prováveis também de serem portadores de ter o Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade do que os adultos que não têm esse transtorno do sono.
Na Síndrome dos Pés Agitado, os pacientes sentem sensações de desconforto em seus pés quando estão dormindo. Mover ou estimular os pés aliviam o desconforto. A Síndrome dos Pés Agitados pode causar o sono interrompido e, conseqüentemente, sonolência durante o dia.
O Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade  é um transtorno caracterizado por dificuldade de atenção, inquietação, distraibilidade e impulsividade de origem genética e bioquímica. Para o estudo, os investigadores do Instituto de Neurociência de Nova Jersey, em Edison, testaram 56 adultos com Síndrome dos Pés Agitados e de Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade em comparação com 77 pessoas sem a Síndrome dos Pés Agitados. (Veja Déficit de Atenção por Hiperatividade em Adultos em PsiqWeb)
Entre essas pessoas, 39% satisfizeram os critérios para Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade, comparados à 14% do grupo controle. Os pacientes com Síndrome dos Pés Agitado e com Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade  tiveram também sintomas muito importantes de ansiedade.
Os investigadores têm algumas teorias sobre a concomitância desses dois transtornos. Uma dessas teorias supõe que ambos os transtornos podem ser causados por falta da dopamina (neurotransmissor) no cérebro. Uma falta de dopamina pode deixar pacientes incapazes de controlar normalmente seus movimentos. Uma forte evidência para esta teoria é que ambos os transtornos respondem bem às drogas que promovem a ação da dopamina no cérebro.
Tratamento
Segundo ainda a 53a. Reunião Anual  da Academia Norte-Americana de Neurologia, a Síndrome dos Pés Agitados é uma condição médica que afeta aproximadamente 16 milhão de pessoas só nos EUA. É associado com o impulso irresistível de mover os pés, podendo interferir com a qualidade do sono. "Embora ainda não haja nenhum tratamento medicamentoso aprovado pelo FDA para Síndrome dos Pés Agitado, um estudo com Ropinirole, em 22 pacientes, mostrou uma melhoria significativa no grupo tratado com Requip® (Ropinirole) contra o grupo tratado com placebo”. disse L. Watt, professor e vice-presidente do departamento de neurologia da Universidade de Emory, Atlanta, Geórgia.

Fonte: GlaxoSmithKline

 vai para Temas Livres

Viciada em chocolate e Depressão
Devorar muitos bombons em poucos minutos é uma forma de a mulher compensar a queda de serotonina no cérebro. Thaís Cavalheiro
Há mulheres que têm um desejo incontrolável por chocolate. Embora as razões ainda não tenham sido totalmente esclarecidas pela psiquiatria, sabe-se que esse “vício” é mais freqüente na fase pré-menstrual, quando ocorrem alterações nos níveis hormonais e queda na produção de serotonina. "O déficit desse neurotransmissor aumenta a sensação de tristeza e abatimento, tornando a mulher irritável e deprimida", explica Simone Mancini Castilho, especialista em Transtorno Alimentar no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo.
O distúrbio, chamado Craving (o termo é aplicado também para a compulsão por outros alimentos), não ocorre apenas pela textura, pelo aroma ou pelo sabor do chocolate. É que em sua composição existe um aminoácido, chamado triptofano -- responsável pela produção de serotonina no cérebro, cujo efeito é relaxante. "O consumo de chocolate é maior no início da noite, justamente por aliviar a tensão vivida durante o dia", afirma Simone.
A dependência ocorre por conta de ingredientes psicoativos do chocolate, as metilxantinas, que provocam bem-estar, efeito semelhante aos canabinóides, presentes na maconha.
Tendência genética 
Ainda não se sabe por que algumas mulheres ficam dependentes de chocolate e outras não. "É provável que exista uma tendência genética para recorrer ao estímulo de drogas como forma de compensar as deficiências na química natural do cérebro", explica Simone. "A substituição de uma compulsão por outra é uma peculiaridade no comportamento dos dependentes, que acabam circulando por diferentes formas de vício."
A incidência maior da doença é observada entre adolescentes e mulheres na faixa dos 30 anos. Pode estar associada a transtornos alimentares, como a bulimia nervosa, que leva a comer em excesso e depois induzir ao vômito.
Comer chocolate como remédio 
O primeiro passo para se livrar do consumo excessivo de chocolate é investigar se há alguma doença associada ao quadro, como tensão pré-menstrual, depressão e bulimia, e tratá-la. Depois, iniciar uma terapia. A paciente anota em uma agenda a quantidade que comeu, o horário e as circunstâncias se houve, por exemplo, uma discussão ou outro fato desagradável que a tenha levado a consumir chocolate como forma de compensação. A partir daí esse alimento passa a ser administrado em pequenas doses e em determinados horários como se fosse um medicamento. Nos casos mais graves, pode-se receitar uma droga contra ansiedade com critério, para não criar dependência.
Como acontece com qualquer distúrbio psiquiátrico sem causa definida não se pode falar em cura, mas apenas em controle. "No consultório, tenho conseguido resultados positivos em 70% dos casos", afirma Simone.
Fonte: Salutia

vai para Tratamentos

 
 Mau humor afeta mulheres jovens
Os sintomas incluem falta de concentração, desinteresse pela vida, cansaço e ansiedade. 
Ter o humor depressivo na maior parte do dia é o sintoma central da distimia, doença psiquiátrica que afeta principalmente mulheres jovens, na faixa dos 20 a 30 anos, em gera imaturas e com forte dependência emocional.
Mas para ser considerada distímica não basta ter mau humor, que pode até ser um traço da personalidade. "É preciso que seja um incômodo que apareça todos os dias, dure pelo menos dois anos e atrapalhe o desempenho social e profissional da pessoa", diz o psiquiatra Miguel Roberto Jorge, chefe da disciplina de Psiquiatria Clínica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.
Como a pessoa se sente 
Os principais sintomas que costumam causar prejuízos ao cotidiano são:
· Falta de concentração. "É aquela pessoa que ao estar lendo um livro precisa voltar sempre para o começo da página para relembrar o que leu; não acompanha um programa de TV com atenção; não consegue fazer suas tarefas no trabalho", diz Miguel Jorge.
· Perda do interesse pela vida. "Ela não tem vontade de sair de casa ou não sente mais prazer em coisas que antes a agradavam", afirma o especialista.
Outros sintomas importantes 
Considerada depressão crônica, a distimia também se caracteriza por:
· Alterações no peso. A pessoa pode ganhar ou perder alguns quilos sem razão aparente.
· Perturbações no sono. Tanto a insônia como a sonolência excessiva costumam aparecer durante a fase crítica.
· Fadiga. Mesmo depois de ter descansado, a pessoa continua sem energia.
· Ansiedade. Tem urgência de realizar várias tarefas ou quer fazê-las
todas ao mesmo tempo.
Por que começa? 
Embora a genética exerça um papel sobre a doença, ainda se discute se esse é realmente um fator determinante. "Em uma família com histórico de depressão é maior a probabilidade de outros integrantes apresentarem o mesmo transtorno. Mas, apesar de inegável, não é algo que se explique totalmente. Porque já se observou que em casos de gêmeos idênticos, com a mesma carga cromossômica, um pode desenvolver a doença e outro não", afirma o psiquiatra Miguel Jorge.
São os chamados fatores circunstanciais, sempre ligados à perda, seja de emprego, dinheiro ou pessoa querida, que desencadeiam a crise. Alguns aspectos psicológicos, que acabam por vulnerabilizar a mulher, também contribuem para o aparecimento da doença. "As muito frágeis, dependentes e imaturas estão mais sujeitas à distimia. As chances diminuem quando ela tem um perfil próximo ao do homem, culturalmente mais determinado e assertivo", analisa.
Tratamento combinado 
Como os componentes psicológicos também precisam de "reparos", o tratamento da distimia associa psicoterapia e medicamento antidepressivo. "Esses remédios devem ser ministrados por, no mínimo, um ano. Quando suspensos rapidamente, as chances de recaída se tornam muito grandes", avisa Jorge.
Mas a medicina já notou que os antidepressivos não são tão eficazes na distimia, justamente porque essa doença sofre influências de fatores de natureza psicológica e circunstancial. "São elementos que precisam ser trabalhados para além do alcance do remédio", afirma o psiquiatra. Mesmo assim, ele acredita que o antidepressivo poupa sofrimento.
A terapia cognitiva, que lida basicamente com os pensamentos e as projeções das vivências que a pessoa tem, é a mais indicada em casos de distimia porque age mais rapidamente. "Como o próprio quadro depressivo projeta baixa auto-estima e desesperança, os pensamentos pessimistas assaltam a pessoa automaticamente. E a terapia cognitiva faz com que ela seja capaz de desenvolver mecanismos para neutralizar esses pensamentos ou, pelo menos, para dificultar que apareçam no fluxo mental. É quase um treinamento", avisa Miguel Jorge.
Fonte: Salutia

 

vai para Farmacologia

 A separação é um convite à depressão
Rompimento dos laços familiares causa mais problemas para o homem do que apenas a perda do emprego. Álvaro Oliveira
A separação é hoje a principal causa de depressão nos homens. O brusco rompimento dos laços com a mulher e os filhos está levando os homens a procurarem com mais frequência os consultórios psiquiátricos em São Paulo (Brasil). A constatação é do psicólogo Luiz Cuschnir, do Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Nos últimos dois anos, as separações passaram a dividir com o desemprego, até então a maior origem das depressões masculinas, o espaço nos divãs", afirma o especialista. "Em alguns períodos do ano os atendimentos aos homens recém-separados supera consideravelmente as consultas prestadas aos desempregados."
Para Luiz Cuschnir, que também faz parte do Centro de Estudos da Identidade do Homem e da Mulher (Iden), da infância à fase adulta o homem convive com a imposição social de se desprender o quanto antes da família em busca de sua independência financeira. Assim que ingressa no mundo profissional, observa o especialista, o homem trabalha incessantemente para se tornar um bom provedor, um ótimo gerenciador de crises. As relações afetivas, então, ficam restritas aos filhos e à mulher. "Ela exerce o papel de intermediária das relações sociais, como marcar encontros com amigos e organizar festas e viagens, além de ser a válvula de escape para o marido comentar os problemas no trabalho", afirma o especialista.
Na maioria dos casos, só quando acontece a separação é que o homem percebe que seu lado afetivo fica completamente esvaziado. Nessa fase, a sensação de impotência para solucionar a crise emocional e o afastamento dos filhos provocam a depressão. "Os pacientes chegam ao consultório perdidos, com o ritmo de vida totalmente comprometido. Muitos se entregam ao álcool e às drogas como consolo", conta.
Importância da vida pessoal 
Durante dois anos, o psicólogo Luiz Cuschnir estudou o comportamento de 35 homens, com idade média de 40 anos, para identificar como eles organizam suas vidas profissional e pessoal. Quase metade do grupo é casada, seis são solteiros, seis vivem com uma mulher e quatro são separados. A maioria (69%) dos participantes tem nível superior. Entre as conclusões do estudo, baseado na técnica européia conhecida como Gender Group (que estimula os entrevistados a aperfeiçoar as relações profissionais, familiares e emocionais para enfrentar os conflitos do mundo atual), foi constatado que o sucesso profissional (poder, status e riqueza) são tão importantes na vida dos pesquisados quanto as realizações no plano pessoal. "Em breve, grandes companhias vão contratar profissionais realizados na vida pessoal, que saibam equilibrar seus anseios profissionais com as necessidades pessoais", conclui o especialista.
Fonte: Salutia

vai para Cursos e Apostilas

 Pouco conhecido, autismo afeta mais crianças do que síndrome de Down
O autismo é um distúrbio infantil mais comum do que a síndrome de Down ou câncer, não tem cura e pode deixar a criança emocionalmente distante e incomunicável, e os médicos devem estar atentos aos primeiros sinais da condição e ajudar a família a lidar com o problema, recomendaram pediatras.
A doença que afeta a capacidade de aprendizagem e sociabilidade de quatro entre cada 10.000 crianças, e três vezes mais meninos do que meninas, provavelmente têm uma base genética, disse a American Academy of Pediatrics, em editorial em sua publicação Pediatrics.
A academia recomenda que os médicos estejam particularmente alerta aos relatos dos pais sobre problemas de desenvolvimento quando há suspeita dessa condição, que pode ser reconhecida por comportamentos repetitivos e interesse e capacidade de comunicação restrita.
O risco de recorrência de autismo em uma família é de três por cento a sete por cento, segundo a associação de pediatras. Embora não haja exame de laboratório para detectar autismo, deve-se submeter a criança a testes de intoxicação por chumbo, quando tiver um apetite anormal para coisas como barro ou tinta cega.
Mas, afinal, o que é autismo? É especialmente importante, ressaltaram os especialistas, saber que não se trata de doença mental. E que está crescendo: somente na parte central do estado da Flórida, nos Estados Unidos, o número de alunos autistas triplicou em apenas dois anos.
"Está localizada no cérebro," disse Terry Daly, de The Center for Autism and Related Disabilities. "É alguma coisa que sai errado no cérebro, no modo de como reage ou se conecta ou se prepara para organizar as informações que recebe."
A associação dos pediatras recomendou que as famílias de autistas devem estar a par dos últimos estudos sobre o distúrbio e devem freqüentar grupos de apoio como ajuda para lidar com a criança autista.
As famílias que buscam terapias alternativas devem também receber atenção do médico, com compaixão e objetividade, enfatizaram os especialistas.
Fonte: CNNBrasil

vai para Links Especiais

 
 Dor de cabeça na infância pode ser alerta para problemas dos adultos
 Dores de cabeça é uma queixa comum entre as crianças, mas quando são persistentes podem sinalizar problemas psicossociais, tais como infelicidade, depressão ou doença dentro da família e resultar em problemas físicos e psiquiátricos na idade adulta, disseram pesquisadores nesta sexta-feira.
Pesquisadores do Guy's, King's and St. Thomas's School of Medicine, em Londres, revelaram que as dores de cabeça podem também elevar o risco de sofrer dores de cabeça graves, indigestão, reumatismo e outros problemas à medida que envelhecerem.
"Os pais, médicos e enfermeiras das escolas e os professores devem estar ser avisados de que se uma criança se queixa de dores de cabeça pode estar somatizando," disse o psiquiatra Paul Fearon.
"Visto que esse estudo mostrou que as crianças com dores de cabeça provavelmente vão apresentar queixas na idade adulta, se pudermos reduzir as dores de cabeça na infância atacando os problemas psicossociais relacionados talvez possamos reduzir o risco de os adultos desenvolverem tais sintomas no futuro."
Fearon e Matthew Hotopf analisaram os dados se um estudo sobre desenvolvimento infantil de 11.000 pessoas nascidas no mesmo dia na Grã-Bretanha, em 1958, acompanhadas regularmente dos sete anos até os 33 anos.
Os pesquisadores compararam a freqüência de dores de cabeça registrada quando as crianças tinham sete e 11 anos. Reclamando das dores em ambas as idades, o risco de desenvolver sintomas na idade adulta era ainda maior.
Depressão, divórcio, separação, doença crônica dos pais e doença mental na família também estão associados às dores recorrentes.
Mais de oito por cento das crianças de sete anos de queixaram de dor de cabeça. Quando atingiram os 11 anos, o percentual subiu para 15,4 por cento. As crianças com dores freqüentes também se queixaram mais de dores nas costas, indigestão, problemas estomacais e psicológicos como adultos.
Fearon disse que suas descobertas, publicadas no British Medical Journal, podem ter implicações importantes para saúde pública porque há evidências de que a prevalência das dores de cabeça em crianças tem aumentado nos países industrializados.
"Se isso for verdade, deve haver um aumento correspondente em sintomas somáticos e psiquiátricos à medida que as crianças de hoje se tornem adultos," acrescentou.
Fonte:CNNBrasil

vai para Pergunatas...

 
 Sem nada sobrenatural, o bruxismo afeta uma em cada sete pessoas
 A noite tem inspirado a imaginação da humanidade, seja por sua escuridão e barulhos assustadores, seja pelo brilho das estrelas e da lua. E o sono, com sonhos e pesadelos, até hoje intriga os estudiosos, que estão aplicando novas tecnologias para desvendar seus mistérios.
Embora só agora se comece a aprofundar os estudos, alguns distúrbios do sono são velhos conhecidos da humanidade e já inspiraram muita fantasia, como o sonambulismo, que faz a pessoa andar dormindo, o terror noturno, que faz principalmente meninos despertarem assustados, e a síndrome das pernas inquietas, que provoca movimentos involuntários dos membros durante o sono.
Mas é o bruxismo, que afeta 15 por cento das pessoas, o que alimentava mais terror, trazendo no próprio nome toda a marca da ignorância sobre a condição: o barulho provocado por quem sofre o distúrbio era relacionado ao sobrenatural e bruxarias. O bruxismo é um distúrbio que se caracteriza pelo ranger ou apertar os dentes durante o sono. Sua causa até hoje não foi definida, mas provoca uma excessiva contração da musculatura mastigatória e força sobre a região da articulação entre o osso temporal e o maxilar.
Pode ser um episódio leve e ocasional ou um hábito freqüente e violento, com incidência negativa sobre os dentes. Ocorre com maior freqüência na primeira parte do sono.
Em certos casos, pode decorrer de uma oclusão anormal dos dentes: o modo como os dentes superiores se encaixam nos inferiores quando a pessoa fecha a boca. Com freqüência, esse distúrbio decorre de problemas de ansiedade, tensão e raiva reprimida. O consumo de álcool piora os episódios de bruxismo.
A forte tensão muscular nas mandíbulas pode provocar dor no próprio maxilar, no ouvido, dores de cabeça, desconforto muscular principalmente ao morder.
Um sintoma típico é o desgaste do esmalte do dente, é por isso que, em geral, é o dentista que detecta primeiro o bruxismo. O distúrbio pode ocorrer um alinhamento anormal dos dentes, mas o exame médico pode eliminar outras causas.
O objetivo do tratamento é procurar evitar danos permanentes nos dentes e reduzir a dor. O mais tradicional é a correção da mordedura com técnicas de ortodontia, dispositivos protetores, como uma placa intra-oral que o paciente usa à noite.
Devido ao fato de a tensão nervosa e o estresse produzirem essa manifestação, é conveniente pedir conselho profissional para poder controlá-los. Diversas técnicas de relaxamento podem ser úteis.
Mas, os especialistas alertam que, mesmo que algumas drogas possam reduzir a incidência do bruxismo, ainda não há comprovação científica suficiente para justificar seu uso, especialmente em longo prazo.
Fonte:CNNBrasil

vai para Farmacologia

 
Gays podem tornar-se heterossexuais se quiserem, diz estudo
 Um recente estudo sobre homossexuais sugere que as pessoas gays podem mudar sua orientação sexual se realmente assim quiserem, o que despertou uma polêmica com organizações de saúde mental e ativistas de direitos humanos.
A conclusão do estudo choca-se com a tese de algumas importantes organizações de saúde mental, defensoras de que a orientação sexual é fixa, chegando até mesmo a condenar as terapias reparadoras por considerar que podem ser prejudiciais.
"Algumas pessoas podem trocar de gay para hetero e temos de reconhecer isso," disse dr. Robert L. Spitzer, professor de Psiquiatria da Universidade de Columbia, que conduziu o estudo, acrescentando não poder calcular o percentual de pessoas altamente motivadas que podem mudar sua orientação sexual.
Spitzer realizou entrevistas de 45 minutos com 200 pessoas, 143 das quais homens, com idade média de 43 anos, que alegavam ter mudado de orientação sexual. Pelo telefone, fez 60 perguntas sobre os sentimentos e comportamento antes e depois de seus esforços para mudar.
A maioria dos entrevistados usou mais de uma estratégia para mudar sua orientação. Metade deles disse que o passo mais decisivo foi trabalhar com um profissional de saúde mental, geralmente um psicólogo. Cerca de um terço citou grupos de apoio e alguns mencionaram ajuda de um heterossexual.
Spitzer concluiu que 66 por cento dos homens e 44 por cento das mulheres tinham alcançado o que chamou de bom funcionamento heterossexual, isto é, um relacionamento amoroso obtendo satisfação suficiente com o parceiro do outro sexo para marcar sete em uma escala de dez pontos.
Além disso, 89 por cento dos homens e 95 por cento das mulheres disseram não se aborrecer, ou apenas levemente, com sentimentos homossexuais indesejados. Apenas 11 por cento dos homens e 37 por cento das mulheres relataram ausência total de indicadores homossexuais, inclusive atração pelo mesmo sexo.
Alimentando o debate 
Os críticos, no entanto, afirmaram que muitas das pessoas que participaram do estudo podem ter-se sentido pressionadas por acreditarem que ser gay é condenável ou prejudicial.
Outras disseram que os entrevistados foram indicados por religiosos conservadores que condenam o homossexualismo. Teorias que relacionavam a homossexualidade a famílias problemáticas ou desenvolvimento psicológico deficiente foram desacreditados, disseram alguns grupos de saúde mental afirmando que ninguém sabe as causas da orientação sexual de um indivíduo.
A American Psychological Association disse que a maioria dos cientistas considera que a orientação sexual provavelmente vem de uma interação complexa incluindo fatores biológicos e ambientais.
O psicólogo Douglas Haldeman, da Universidade de Washington, autor de avaliações de terapia reparadora disse que o estudo não oferece evidência científica convincente de mudança de orientação sexual. Disse que os participantes eram pessoas tratadas por terapeutas com fortes tendências anti-gays.
David Elliot, porta-voz da National Gay and Lesbian Task Force, também criticou o estudo. A amostra é horrível, não representa de modo algum a comunidade gay e lésbica, disse.
Spitzer deverá apresentar seu estudo em um encontro da American Psychiatric Association e submetê-lo a publicação científica.
Fonte:CNNBrasil

Mulheres se acham mais gordas do que os homens, revela estudo
As mulheres tendem a estar insatisfeitas com suas formas e ter uma auto-imagem distorcida, muito mais do que os homens, embora esses sejam mais gordos, revelaram nesta quinta-feira pesquisadores britânicos.
"As mulheres têm mais probabilidade de pensar que estão pesadas demais para sua altura, mesmo quando têm o peso recomendado," disse dr. Carol Emslie, pesquisadora da Universidade de Glasgow. "O ideal de beleza feminina ainda está ligado a corpos muitos magros."
Os distúrbios alimentares em adolescentes e jovens já foi alvo de muito estudo, mas Emslie e sua equipe descobriram que os problemas de imagem do corpo aparecem também em mulheres na faixa etária de 30 e 40 anos.
Os pesquisadores calcularam o índice de massa corporal, um medida padrão para detectar obesidade, de 3.500 homens e mulheres, empregados de um banco e de uma universidade na Escócia. Os participantes responderam se achavam que estavam acima do peso ou não.
Pelo IMC, mais de um terço dos bancários e 34,5 por cento dos funcionários da universidade foram considerados acima do peso, comparados com 20.7 das bancárias e menos de 30 por cento das mulheres na universidade.
Mas os homens que deveriam estar preocupados com o peso não estão e as mulheres que apresentaram bom índice achavam que precisavam emagrecer.
O estudo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health, revelou que as mulheres que trabalham na universidade têm três vezes mais probabilidade do que os homens de achar que estão acima do peso. No banco, a probabilidade das mulheres é dez vezes maior.
"Nossas descobertas sugerem que a preocupação a respeito da percepção das mulheres de seu próprio corpo tem fundamento," disse a pesquisadora.
A British Medical Association tem criticado a imagem de mulher veiculada pela mídia e a obsessão com modelos magras demais. E pede que a televisão e revistas de moda apresentem um corpo mais realista.
Fonte:CNNBrasil

 

Cérebro se desenvolve até próximo dos 50 anos

Um aspecto-chave do cérebro humano continua a se desenvolver até próximo dos 50 anos, pesquisadores anunciaram uma descoberta que contradiz a atual visão de que tal maturação termina antes dos 20 anos e pode lançar uma nova luz sobre as doenças cerebrais tal como a doença de Alzheimer e a esquizofrenia.
Os pesquisadores, liderados por George Bartzokis, do US Departament of Veterans Affairs, utilizaram imagem de ressonância magnética para medir o desenvolvimento do cérebro em 70 homens normais com idades entre 19 e 76 anos.
Matéria branca e cinzenta
A chamada matéria branca - que envia sinais de uma parte do cérebro para outra - continua a se desenvolver nos lobos frontal e temporal, em média até os 48 anos, segundo o estudo.
Os pesquisadores confirmaram que a chamada massa cinzenta - o córtex cerebral - chega ao auge do seu desenvolvimento no final da adolescência, e a partir de então vai declinando até a maturidade.
O cérebro muda entre os 17 e os 40 anos
"A maioria das pessoas pensa que o cérebro pára de se desenvolver ou na infância ou quando chegam à idade adulta", disse Bartzokis.
Mas os pesquisadores notaram que, aos 40 anos, as pessoas são muito diferentes do que eram aos 17 anos. "Você não é realmente a mesma pessoa. E a questão é - você não é a mesma pessoa apenas porque teve uma série de experiências ou não é a mesma pessoa porque seu cérebro também desenvolveu? Esse estudo sugere que o cérebro também se desenvolve."
O estudo foi publicado no Archives of General Psychiatry
Bartzokis disse que compreender como as estruturas do cérebro se desenvolvem e degeneram durante o passar dos anos é vital para se ter uma análise melhor da doença de Alzheimer, a esquizofrenia e a dependência de drogas.
"Enfocamos os lobos frontal e temporal - a parte da frente do cérebro onde a memória, o alto raciocínio e funções tais como controle do impulso ocorrem", comentou o dr. Bartzokis.
Essas funções definem "quem somos como humanos", explicou. As anormalidades vistas na doença de Alzheimer, na esquizofrenia e na dependência de drogas, como a cocaína, são vistas nessa parte do cérebro.
No início dos anos 60, houve sugestões de que o desenvolvimento da matéria branca continuava na idade adulta, mas baseadas em informações de autópsias.
Nesse estudo foi empregada uma técnica de imagem que maximiza a capacidade de traçar a maturação da matéria branca em pessoas vivas.
Desde que tanto as mudanças de desenvolvimento quanto as de degeneração podem ser medidas em pessoas vivas, tais métodos de imagem cerebral podem ser usados para identificar quais fatores interferem no desenvolvimento ou promovem a degeneração do cérebro, explicou o pesquisador.
Ele sugeriu que a imagem poderia ser usada para comprovar quais medicamentos podem promover o desenvolvimento do cérebro ou prevenir a degeneração.
"Na realidade, leva de 20 a 30 anos para a Alzheimer se manifestar, embora ela possa estar se desenvolvendo no cérebro antecipadamente. Se você puder medir isso aos 50 anos e fizer uma intervenção, pode-se mudar a trajetória da doença, mesmo que de forma branda. Se isso for possível, em vez de ter Alzheimer quando chegar aos 70 anos, você a terá com 110. E então ela não será mais um problema", conclui.
O Estado de São Paulo, 15/05/01
Fonte: Connectmedic

 

SITES COM NOTÍCIAS MÉDICAS
Notícias de Psiq-Acadêmica