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JULHO - 2001
Arquivo das notícias

Fadiga Crônica está ligada à depressão
Compulsão sexual pode acarretar comportamento violento
Obesidade é mais perigosa para a saúde que cigarro e bebida
Cientistas descobrem mecanismo de droga contra Alzheimer
Reposição hormonal só deve ser feita após exames minuciosos
Tomar café; bom até para crianças
Tireóide e depressão pós-parto
Nova droga melhora ereção, diz fabricante
Cavalheirismo parece estar desaparecendo, indica estudo
Álcool em moderação ajuda a preservar função mental feminina

 arquivo das notícias 
Fadiga Crônica está ligada à depressão

 A chamada fadiga crônica é um mal relativamente comum que pode ser provocado por diversos fatores, tais como o excesso de exercícios físicos, problemas pulmonares ou cardíacos. Em alguns casos, no entanto, as dores musculares e o cansaço não têm causa aparente. Nessa situação, o esgotamento muscular pode ter outro nome: Síndrome da Fadiga Crônica. 
De causa desconhecida – alguns médicos acreditam que ela seja provocada por um vírus, mas não há nada comprovado –, essa doença se caracteriza por uma série de manifestações como distúrbios intestinais, do sono, febres leves diárias, gânglios no pescoço, dores musculares, prisão de ventre e até depressão. 
Bateria de exames 
O primeiro passo para se fazer o diagnóstico preciso da doença é excluir outras causas da fadiga. “Por isso, é necessária a realização de uma série de exames, que vão analisar desde o coração e o pulmão até o funcionamento das mitocôndrias (estruturas responsáveis pela produção de energia nas células). Se o problema for localizado, o indivíduo vai receber o tratamento específico para curá-lo. Mas, caso os exames não detectem nada de errado, é muito provável que ele sofra da síndrome”, diz o neurologista José Antônio Levy, do Hospital das Clínicas de São Paulo. 
O neurologista ressalta, porém, que não é preciso apresentar todos os sinais para que a síndrome seja diagnosticada. “O distúrbio do sono e as dores musculares prolongadas são os mais comuns. Em geral, a pessoa também sofre de depressão. O que não se sabe é se a depressão é conseqüência da fadiga ou a causa dela”, observa Levy. 
Porque dormem muito mal, as vítimas da fadiga crônica não descansam o suficiente. Elas já acordam com os sintomas e se desgastam com facilidade, principalmente ao subirem uma escada ou rampa. 
Tratamento inclui psicoterapia e exercícios leves 
Segundo Levy, a síndrome da fadiga crônica costuma desaparecer espontaneamente entre cinco e sete anos depois do surgimento dos primeiros sintomas. Nesse intervalo, há tratamentos paliativos para aliviar o desconforto e as dores musculares. “Apesar de não se saber ao certo qual é a relação entre esse tipo de fadiga e a depressão, verifica-se que a psicoterapia é uma forma eficiente de tratar o problema. Alguns médicos podem ainda receitar medicamentos que garantam uma noite de sono melhor”, diz o neurologista. 
Ele aconselha também a prática de atividades físicas leves, realizadas lenta e progressivamente. “Quanto mais exercícios, maior o número de mitocôndrias encontradas nas células musculares. Com isso, aumenta a produção de energia e, conseqüentemente, a fadiga diminui”, explica. 
Fonte: Salutia
(Beto Gomes)
Veja: Síndrome de Fadiga Crônica em PsiqWeb


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 Compulsão sexual pode acarretar comportamento violento

Transtorno comportamental da modernidade, a compulsão por sexo pode fazer mais do que submeter o indivíduo portador a uma rotina determinada somente pelo desejo erótico: pode transformá-lo em uma pessoa violenta.
"O compulsivo sexual é alguém que acalma a sua ansiedade ou melhora a própria auto-estima por meio do sexo", explica Juan Carlos Kusnetzoff, diretor do Programa de Sexologia Clínica do Hospital das Clínicas de Buenos Aires. "Em caso de abstinência, essa pessoa pode sofrer de irritação extrema, que pode desembocar em violência".
A compulsão por sexo não deve, entretanto, ser confundida com o simples desejo de ter relações sexuais, por mais forte que este seja.
"O indivíduo (compulsivo) tem uma obsessão que não lhe permite desfrutar do sexo", afirma Kusnetzoff, que também é coordenador de pós-graduação em sexologia clínica da Universidade René Favaloro.
Segundo o médico, a fronteira entre desejo e obsessão é ultrapassada quando não se desfrutar de uma vida com alternativas, como ir ao cinema ou trabalhar, livre dessas idéias. "Para ser um viciado, o indivíduo não precisa consumar uma relação sexual. Basta que fique o tempo todo pensando em sexo ou se masturbando", diz Kusnetzoff.
Difícil de controlar
A compulsão pode ser mais bem entendida por meio de uma comparação sugerida pelo sexólogo argentino Adrián Sapetti. "Uma coisa é uma pessoa tomar vinho em certas ocasiões. Outra é alguém que não consegue viver se não tomar vinho", pondera Sapetti.
O especialista afirma que a compulsão por sexo é algo difícil de controlar porque não leva em conta a vontade do outro. Por esta razão, o compulsivo corre o risco de ser levado a abusar sexualmente de outros indivíduos.
O problema não se limita às relações a dois. Também no auto-erotismo pode haver desvios.
Segundo Inês de la Parra, chefe da Seção de Adolescência do Serviço de Ginecologia do Hospital Italiano, também na Argentina, "a masturbação compulsiva é patológica".
"A masturbação é uma coisa normal durante o crescimento. Mas o limite acaba quando o jovem já não pode mais estudar ou pensar em outra coisa", exemplifica Parra.
Como patologia, a compulsão deve ser tratada, pois um adolescente com uma conduta sexual inapropriada dificilmente criará uma autoproteção em sua vida sexual adulta, o que implicará em riscos à saúde tais como a contração de doenças sexualmente transmissíveis.
Mas apesar do tratamento, a cura não existe. "Da mesma forma que os alcoólicos, os viciados em sexo têm de manter o seu transtorno sob controle por toda a vida", afirma Kusnetzoff.
Fonte: Salutia
Veja Comportamento Sexual Compulsivo em PsiqWeb

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Obesidade é mais perigosa para a saúde que cigarro e bebida

Adultos obesos têm maiores problemas crônicos de saúde que fumantes, consumidores de bebidas alcóolicas ou que vivem em situação de pobreza, segundo um estudo divulgado pelo Instituto RAND de Santa Mônica, na Califórnia.
O informe afirma que os obesos têm, em média, o dobro dos problemas de saúde que as pessoas de peso normal.
"Não esperávamos uma diferença tão grande", disse Roland Sturm, autor principal do estudo, publicado na revista britânica Public Health.
O estudo também concluiu que o tabagismo é mais nocivo à mulher que ao homem e as fumantes têm 40 por cento a mais de problemas crônicos que as que não fumam. No caso dos homens, a cifra de risco é de 30 por cento.
Os autores do estudo sugerem que as autoridades de saúde intensifiquem as campanhas contra a obesidade, chegando a níveis pelo menos similares aos esforços para evitar o consumo de tabaco.
Segundo a pesquisa, há mais pessoas gordas ou obesas que fumantes, consumidoras de álcool em excesso ou pobres, de acordo com a definição oficial de pobreza.
A pesquisa telefônica consultou 9.585 adultos sobre seu peso, estatura, hábitos de tabagismo e alcoolismo, renda e qualidade de vida.
Também perguntou se padeciam de problemas crônicos de saúde, tais como asma, câncer, diabetes e ou males cardíacos.
Resultado: 1,1 por cento das pessoas de peso normal sofrem de males crônicos, número que aumenta em 0,2 por cento para gordos; 0,6 para obesos e 0,9 para os muito obesos.
As definições de normal, gordo, obeso e muito obeso são definidas através da proporção entre peso e estatura.
Fonte: CNNemPortugues
Veja Obesidade Infantil em PsiqWeb

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 Cientistas descobrem mecanismo de droga contra Alzheimer

A droga, chamada de fenserina, melhora a capacidade mental de camundongos e está sendo testada em seres humanos. A fenserina evita que uma proteína anormal, denominada beta-amilóide, se deposite no cérebro, mas isso ainda não estava claro até então.
Cientistas conseguiram compreender como uma droga experimental ajuda a bloquear a formação das placas de proteínas no cérebro, que caracterizam a doença de Alzheimer -- uma descoberta que pode ajudar no desenvolvimento de terapias mais eficazes.
A droga, chamada de fenserina, melhora a capacidade mental de camundongos e está sendo testada em seres humanos. A fenserina evita que uma proteína anormal, denominada beta-amilóide, se deposite no cérebro, mas isso ainda não estava claro até então.
Na edição de 19 de junho da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores afirmaram que a droga reduz a produção de outra proteína, precursora da beta-amilóide. A revelação deste mecanismo permitirá aos cientistas usar a fenserina como ponto de partida para a criação de novas drogas que combatam a beta-amilóide de maneira ainda mais eficaz, disse Nigel H. Greig do Instituto Nacional do Envelhecimento em Baltimore, Maryland, à Reuters Health.
A fenserina pertence a uma classe de drogas já usadas no tratamento de Alzheimer, as chamadas anticolinesterases. Estas substâncias ajudam a melhorar as funções mentais dos pacientes e é para isso que a fenserina está sendo testada em seres humanos. Mas durante sua pesquisa, Greig e sua equipe perceberam que a fenserina também parece atuar contra a produção da proteína beta-amilóide.
O presente estudo, realizado com cultura de células cerebrais humanas, confirma que a droga realmente bloqueia a formação da beta-amilóide agindo sobre a proteína percursora.
O acúmulo das placas e dos "emaranhados" no cérebro é considerado a característica principal da doença de Alzheimer. A beta-amilóide é o principal componente destas placas e muitos pesquisadores acreditam ser possível retardar a evolução da doença se a produção da beta-amilóide puder ser reduzida nos estágios iniciais de Alzheimer.
Boa parte da pesquisa sobre drogas para a doença de Alzheimer está voltada para o combate à beta-amilóide, ainda que a "hipótese da beta-amilóide" seja apenas isso, uma hipótese, observou Greig. Assim, esse estudo está essencialmente testando se a teoria é válida.
"Um dos problemas com a doença de Alzheimer é que há um número grande de hipóteses que ainda precisam ser testadas por completo", disse Greig.
Entretanto, acrescentou ele, a hipótese da beta-amilóide "é provavelmente aquela na qual a maioria das pessoas mais confia".
Fonte: IGSaúde
Veja Doença de Alzheimer em PsiqWeb

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 Reposição hormonal só deve ser feita após exames minuciosos

Toda e qualquer reposição hormonal somente pode ser feita após exames que afastem a possibilidade de a mulher estar com câncer de mama e útero. "A mamografia e ecografia do útero são absolutamente necessárias para prescrição da reposição hormonal", afirmou o ginecologista obstetra do Hospital Santa Lúcia de Brasília, Alberto Laconeta, em entrevista à Radiobrás.
Ele explicou que, caso a mulher faça reposição hormonal e tenha um princípio, que seja, de câncer, o tumor progredirá rapidamente, com riscos reais de irreversibilidade.
Afastada a possibilidade de câncer, a reposição é recomendada quando os ovários não estão mais produzindo os hormônios suficientemente.
A queda de produção hormonal ovariana antecede a menopausa, que como explicou Lacoreta, é quando ocorre a última menstruação.
"O período que precede e o que prossegue à menopausa é o climatério, quando a maioria das mulheres sofre com sintomas físicos e psicológicos", afirmou.
De acordo com ele, diante o fato de que a expectativa de vida vem aumentando nos últimos anos, e que os ovários normalmente param de produzir hormônios em torno dos 48 anos de vida da mulher, é cada vez mais freqüente a reposição hormonal.
Além dos sintomas físicos decorrentes da baixa produção hormonal, como insônia, ressecamento da pele, calor excessivo e maior risco de infartes a mulher com deficiência de hormônios sofre com depressão, desânimo e tristeza.
"A mulher que necessita de reposição hormonal e não a faz terá uma queda na qualidade de vida" alertou.
E ainda aconselhou: "A reposição hormonal, quando necessária e sem possibilidade de riscos é importante, mas não é tudo. Para uma vida saudável é preciso também disposição para o lazer, para a profissão, o lar, os esportes, o prazer de viver".
Fonte:CNNemPortugues
Veja Menopausa e Reposição Hormonal e em PsiqWeb

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 Tomar café; bom até para crianças

O Brasil, maior produtor de café do mundo, está encorajando as crianças em idade escolar a tomar café, introduzindo-o inclusive na merenda, sob argumento de que melhora o desempenho nos estudos e desestimula o uso de drogas ilícitas.
A campanha promocional do Cafés do Brasil deverá atingir entre cinco a seis milhões dos 32 milhões de crianças através de programas nas escolas.
Considerado ousado e ambicioso pela própria organização que reúne produtores e governo, o projeto visa o incentivo e a difusão ao hábito de consumo de café, proporcionando elementos para diminuir a rejeição, quebrar o "tabu" de consumo e demonstrar suas qualidades. O objetivo é mostrar às crianças , didaticamente, todo o processo pelo qual passa o produto , da semente à xícara , disseminando assim o hábito de tomar café. As pessoas que bebem café iniciaram o hábito quando tinham entre nove e 14 anos de idade, segundo pesquisas.
A campanha tenta conquistar alguns médicos, que se opõem à promoção do consumo do estimulante cafeína pelas crianças, explicou Carlos Brando, coordenador de marketing do programa, durante Simpósio Mundial de Chá e Café realizado na Holanda.
Pesquisa realizada no país abrangendo 150.000 crianças revelou que aquelas que beberam café tiveram melhor desempenho na escola e menor probabilidade de usar drogas ilegais ou álcool, disse Brando.
Estudo dirigido pelo dr. Darcy Lima, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, identificou ácidos clorogênicos no café como um componente que estimula as áreas de satisfação do cérebro. Isso diferencia o café dos refrigerantes à base de cola que estimulam somente pela cafeína.
"A maior vantagem é que o café é uma bebida natural, que contém mais de 600 substâncias," disse. Além disso, as pessoas que habitualmente tomam café têm menor probabilidade de sofrer depressão. Mais pesquisas nesse sentido estão sendo realizadas por Institute for Coffee Studies at U.S. Vanderbilt University, fundado há dois anos com recursos do Brasil e outros países produtores de café. O Brasil tem agora um consumo anual interno de quase 14 milhões de sacas, comparados com os cerca de 6,5 milhões de dez anos atrás, disse Brando Isso representa quatro quilos de café por cada habitante, mas ainda está muito longe dos escandinavos que bebem 10 quilos por ano.
Café pode evitar doença de Parkinson
Café pode ajudar a deter a doença de Parkinson, mas não se sabe o bastante para poder recomendar o aumento do consumo como medida preventiva, segundo um estudo do Department of Veterans Affairs em Honolulu, nesta terça-feira.
Os autores desconhecem como o café atua, mas admitem que a cafeína possa proteger contra a destruição da célula nervosa, o que causa a doença. Disseram ter esperanças de que um dia seja possível encontrar um modo de evitar ou retardar essa doença neurológica.
"O que entusiasma neste estudo é que agora temos ainda mais provas de que fatores ambientais alteram o risco de desenvolvimento da doença de Parkinson," disse G. Webster Ross, um dos autores.
"Temos medicamentos que tratam os sintomas," disse. "O que realmente precisamos é um meio de evitar a doença ou retardá-la. Nossos resultados sustentam a hipótese de que isso é possível."
A doença, que causa tremores musculares e fraqueza, afeta cerca de uma em cada 200 pessoas em todo o mundo, muitos deles idosos. Entre as vítimas mais famosas encontram-se o papa João Paulo II, o ex-boxeador Muhammad Ali, o ator Michael J. Fox e a secretária de Justiça dos Estados Unidos, Janet Reno.
O estudo enfocou dados colhidos durante 30 anos de 8.004 homens participantes de um programa cardíaco e descobriu que quem não bebia café tinha um risco de Parkinson cinco vezes maior do que os homens que consumiam cinco ou mais xícaras de café por dia.
Depois de ajustados os dados por idade e consumo de cigarro, o risco da doença era duas a três vezes maior para os que não bebiam café. Relação semelhante foi observada no consumo de cafeína de outras fontes. O estudo está publicado no Journal of the American Medical Association.
"Ainda é cedo demais para recomendar o consumo de café visando evitar a doença de Parkinson," disse Ross. "Embora nosso estudo tenha descoberto uma forte relação entre os bebedores de café e baixos índices da doença, não identificamos a exata causa desse efeito."
Ross disse que estudos anteriores identificaram uma associação entre o tipo de personalidade "ousada" com comportamentos destrutivos, tais como fumo e bebida, e taxas mais baixas da doença. O alto consumo de café pode ser outra característica dessa personalidade, acrescentou.
Fonte:CNNemPortugues
Veja em PsiqWeb:
Café protege fumantes contra câncer de bexiga

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 Tireóide e depressão pós-parto

Mais um motivo para as grávidas se preocuparem com a depressão pós-parto, um mal que afeta 50% das mulheres - em maior ou menor grau - e pode até levar ao suicídio. As disfunções na tireóide, uma pequena glândula localizada na região da garganta que secreta hormônios responsáveis pelo controle do metabolismo no corpo, já são apontadas como um dos principais fatores da doença.
Um estudo concluído pela endocrinologista Maria Fernanda Barca, da Unidade de Tireóide do Hospital das Clínicas de São Paulo (Brasil), mostra que 13,3% das mulheres com problemas na glândula apresentaram um ou mais sintomas relacionados à depressão logo após o nascimento do bebê. "Também constatamos que as mulheres deprimidas têm sete vezes mais riscos de manifestar disfunções na tireóide, durante ou após a gravidez, em comparação com as que não são depressivas", revela.
A especialista acompanhou a gestação de 368 voluntárias no período de quatro anos, das quais 49 foram tratadas de disfunções na tireóide. A maioria das pacientes sofria de hipotireoidismo, uma redução no funcionamento da glândula.
Manifestações da tireoidite pós-parto
Os problemas com a tireóide depois do parto aparecem das seguintes formas:
hipotireoidismo: menor funcionamento da tireóide
hipertireoidismo: maior funcionamento da tireóide
hiper/hipotireoidismo: em algumas pacientes as duas disfunções podem surgir de uma vez só. O hiper/hipotireoidismo ocorre quando a tireóide começa secretando mais hormônios do que o normal e, lentamente, perde a capacidade produtiva
Por que a gravidez facilita a depressão pós-parto ?
O corpo da mulher reduz a produção de anticorpos na gravidez. A queda se dá para que o organismo não identifique o feto como um corpo estranho e dê início à produção desenfreada de anticorpos, o que poderia provocar o aborto. "Alguns fatores, que ainda não são conhecidos, promovem a fabricação excessiva dos anticorpos anti-TPO em algumas mulheres após o parto. Os anti-TPO atacam exclusivamente a tireóide", explica a médica Maria Fernanda Barca.
Primeiros sinais da doença
Logo no primeiro trimestre de gestação as mulheres têm como saber se estão com problemas de tireóide. Um simples exame de sangue e a ultra-sonografia são suficientes para detectar se algo está errado. Porém, a maioria dos médicos brasileiros não pede esse tipo de teste. "Muitos obstetras e pediatras simplesmente ignoram a doença", diz a especialista. "Tratei de pacientes que tiveram depressão pós-parto em mais de uma gravidez e fizeram anos de terapia até descobrirem que a origem do transtorno estava na tireóide."
Os sinais mais comuns da depressão depois do nascimento da criança são:

irritabilidade
agressividade
desânimo
profunda tristeza e isolamento
rejeição ao bebê
em casos extremos, tentativa de suicídio

Alguns sintomas físicos também indicam problemas com a tireóide. Entre eles estão: pele seca, ganho de peso, intolerância ao frio e cabelos quebradiços.
O que se pode fazer
Os tratamentos vão desde a reposição hormonal e o consumo de antidepressivos até o encaminhamento para o terapeuta. Cerca de 70% das mulheres assistidas pela endocrinologista Maria Fernanda Barca responderam bem à reposição hormonal e à utilização de ansiolíticos (tranqüilizantes) e antidepressivos. "Se o quadro for muito grave, não descarto a terapia como tratamento auxiliar", afirma.
Fonte: Salutia
(Álvaro Oliveira)
Veja Depressão Pós-Parto em PsiqWeb

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 Nova droga melhora ereção, diz fabricante

A Lilly ICOS LLC, uma joint venture da empresa de biotecnologia ICOS Corp. e da gigante do setor farmacêutico Lilly and Co., entrou no grupo cada vez maior de fabricantes de drogas contra impotência sexual ao anunciar na sexta-feira que 85 por cento dos homens que tomaram 20 miligramas da droga Cialis relataram melhora na ereção.
A impotência sexual, também chamada de disfunção erétil, afeta cerca de 152 milhões de homens em todo o mundo. Em muitos casos, o problema é provocado por distúrbios como doença cardiovascular e diabete.
Pelas estimativas, mais da metade dos homens norte-americanos com mais de 40 anos já passou por alguma dificuldade para obter e manter uma ereção, segundo estudo financiado pela Bayer Corp. e apresentado na sexta-feira.
Os resultados da fase 3 do estudo do Cialis demonstraram que, em 78 por cento das tentativas de relações sexuais registradas, os homens que tomaram 20mg da droga tiveram sucesso.
Os dados foram apresentados no encontro anual da American Urological Association em Anaheim (Califórnia).
A fase 3 do estudo de uma droga é a última etapa antes que o fabricante peça a aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana para controle de drogas e alimentos.
Mais drogas em desenvolvimento
A Bayer, membro do grupo Bayer de química e farmacêutica, também anunciou que, na fase 2 de um estudo com cerca de 500 homens, sua droga Vardenafil melhorou significativamente a capacidade de concluir uma relação sexual.
Segundo a Bayer, em uma pesquisa recente com 100 homens que tinham disfunção erétil, 83 por cento dos participantes demonstraram interesse em um novo tratamento que permitisse obter ereção e completar a relação sexual.
A disfunção erétil se tornou uma prioridade para a indústria farmacêutica, logo após a FDA aprovar o Viagra, a pílula azul da Pfizer, em março de 1998.
O laboratório Abbott anunciou que o Uprima, sua nova droga que vai competir com Viagra, estará no mercado holandês após receber aprovação para venda da Comissão Européia. O Uprima ainda não foi aprovado para venda nos Estados Unidos.
Fonte: Terra Saúde
Veja Disfunção Erétil em PsiqWeb

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Cavalheirismo parece estar desaparecendo, indica estudo

Os jovens norte-americanos estão fechando as portas para o cavalheirismo? Segundo resultados de um estudo recente, em situações cotidianas as mulheres estão mais propensas a abrir a porta para os homens que o contrário.
"A cultura mudou, as atitudes nas relações entre homens e mulheres mudaram e estamos percebendo estas alterações no contexto diário", disse Janice D. Yoder, chefe da equipe da Universidade de Akron, Ohio.
A pesquisadora apresentou o trabalho durante o encontro anual da American Psychological Society, no domingo.
Qualquer fã de Jimmy Stewart e Cary Grant sabe que, durante gerações, abrir a porta para as mulheres foi um sinal de cavalheirismo. O advento do feminismo e o aumento da inclusão das mulheres no mercado de trabalho podem ter alterado esta situação.
No estudo, a equipe se ocultou para registrar os padrões do hábito de abrir a porta de centenas de jovens casais em dois contextos -- encontros amorosos e situações cotidianas mais casuais de casais heterossexuais.
Em situações cotidianas, os pesquisadores observaram estudantes universitários do sexo masculino e feminino entrando ou saindo de espaços 'neutros' como prédios no campus ou lanchonetes.
Em situações de encontro, Yoder e sua equipe observaram as entradas de restaurantes chiques nas noites de sexta-feira ou sábado, registrando sinais como mãos dadas para estabelecer que um determinado casal estava envolvido amorosamente.
A equipe verificou que no contexto diário, as mulheres abriram a porta para os homens em 55 por cento das vezes -- uma redução significativa em relação aos resultados de estudos realizados na década de 80. Há 20 anos, os homens jovens gerralmente mostravam sinais óbvios de 'confusão' quando encontravam uma mulher abrindo a porta, informaram os pesquisadores.
Por outro lado, Yoder informou que o hábito masculino de abrir a porta está bastante presente em contextos de encontros amorosos, com mais de dois terços dos homens (67 por cento) realizando o esforço de abrir a porta.
"No contexto cotidiano, houve a mudança -- homens e mulheres estão interagindo de forma mais igualitária", disse Yoder à Reuters Health. As antigas noções sexistas dee 'cavalheirismo' parecem estar desaparecendo, substituídas por impulsos de educação mais neutros em relação ao gênero.
"No contexto dos encontros amorosos, onde o gênero tem um lugar central, essa mudança ainda não ocorreu", explicou a pesquisadora.
Abrir a porta é um exemplo do que as teóricas do feminismo chamam de "sexismo benevolente", segundo Yoder.
"É a idéia de que você faz coisas que parecem muito educadas e boas, mas têm muitas coisas associadas", explicou a especialista. "Ainda há uma mensagem de poder subliminar que diz 'Eu tenho mais poder que você"'.
Como esta relação ainda está 'envolvida na cultura', Yoder enfatizou que a maioria dos homens e mulheres cumpre seus respectivos papéis em relação a abrir a porta em encontros amorosos sem dar muita importância ao significado. Enquanto os papéis de gênero na faculdade ou nos locais de trabalho passaram por grandes mudanças nas últimas décadas, eles permaneceram relativamente estáticos no contexto de encontros amorosos.
"Por isso, os encontros são os últimos vestígios do hábito de abrir a porta", disse Yoder.
O cavalheirismo, não está completamente morto, mas pode estar vivendo com auxílio. Yoder observou que mesmo em contextos de encontros amorosos,"33 por cento das mulheres abrem a porta para os homens. É uma mudança clara".
Fonte: Terra Saúde

Álcool em moderação ajuda a preservar função mental feminina

Consumir menos de um drinque por dia pode ajudar a preservar as funções mentais de mulheres mais velhas, de acordo com descobertas preliminares apresentadas durante o Congresso de Epidemiologia de 2001, em Toronto, Canadá.
Meir Stampfer, professor de epidemiologia e nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston (Massachusetts), e colaboradores avaliaram o impacto do consumo moderado de álcool sobre as funções mentais entre participantes do Estudo de Saúde de Enfermeiras.
Entre 1995 e 1999, os cientistas entrevistaram 9.072 mulheres com idades entre 70 e 79 anos. As funções mentais das mulheres foram avaliadas por meio de sete testes diferentes. Informações sobre o consumo de álcool haviam sido coletadas no início do estudo, em 1980, e foram atualizadas até 1994.
Após ajustar outros fatores que pudessem afetar a função mental, os pesquisadores descobriram que as mulheres que bebiam moderadamente obtiveram melhores médias em cinco dos sete testes. Elas também apresentaram um desempenho melhor em uma pontuação global combinando todos os sete testes.
Em entrevista à Reuters Health, Stampfer enfatizou que as diferenças que eles observaram entre as mulheres que consumiam quantidades moderadas de álcool e aquelas que não consumiam bebida alcoólica foram "pequenas diferenças dentro do intervalo (de variação) normal".
Entretanto, acrescentou ele, "o efeito que vimos sobre a função cognitiva derivado do álcool era o equivalente a ser 1 ou 2 anos mais jovem".
Em um estudo separado, pesquisadores de Boston examinaram a relação entre o consumo de álcool, a ingestão de folato e o risco do desenvolvimento de uma enfermidade crônica grave como uma doença cardíaca ou câncer. O folato é um tipo de vitamina B encontrado em vegetais com folhas verdes, suco de laranja, feijão e ervilhas desidratados e cereais enriquecidos.
Os pesquisadores analisaram os hábitos alimentares de 83.945 mulheres saudáveis com idades entre 30 e 55 anos a cada quatro anos, ao longo de um período de estudo de 16 anos.
O consumo exagerado de álcool pelas mulheres foi definido como a ingestão de cerca de 2,5 drinques por dia. Em um acompanhamento realizado após 16 anos, os cientistas descobriram que as mulheres que bebiam muito e que ingeriram menos de 160 microgramas de folato por dia apresentaram o risco mais alto de desenvolver uma doença crônica grave comparadas às que não bebiam ou cuja ingestão de folato foi superior a 300 microgramas por dia.
"Nada protege as mulheres que bebem muito", observou Stampfer, um co-pesquisador nesse estudo.
Mas, dentro dos limites moderados de consumo de álcool, esses resultados são "fortes o bastante" para sugerir que a ingestão da quantidade adequada de folato ajuda a proteger as mulheres contra doenças crônicas graves, acrescentou ele.
"Já que o folato é seguro, eu recomendo que qualquer pessoa que beba, até mesmo aqueles que bebem moderadamente ou minimamente e especialmente as mulheres, se certifique que está ingerindo uma quantidade adequado de folato, e a melhor maneira de ter certeza que você está consumindo uma quantidade adequada de folato é recorrer à suplementação", disse Stampfer.
A dose diária de folato recomendada é de 400 microgramas por dia. 
Fonte: Terra Saúde

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