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JULHO - 2001
Arquivo das notícias
Fadiga Crônica está ligada à depressão
Compulsão sexual pode acarretar
comportamento violento
Obesidade é mais perigosa para a saúde
que cigarro e bebida
Cientistas descobrem mecanismo de droga
contra Alzheimer
Reposição hormonal só deve ser feita
após exames minuciosos
Tomar café; bom até para crianças
Tireóide e depressão pós-parto
Nova droga melhora ereção, diz
fabricante
Cavalheirismo parece estar
desaparecendo, indica estudo
Álcool em moderação ajuda a
preservar função mental feminina
| arquivo das notícias | ||
![]() | Fadiga
Crônica está ligada à depressão A chamada fadiga
crônica é um mal relativamente comum que pode ser provocado por diversos
fatores, tais como o excesso de exercícios físicos, problemas pulmonares
ou cardíacos. Em alguns casos, no entanto, as dores musculares e o cansaço
não têm causa aparente. Nessa situação, o esgotamento muscular pode
ter outro nome: Síndrome da Fadiga Crônica. |
| Compulsão
sexual pode acarretar comportamento violento Transtorno comportamental da modernidade, a compulsão por sexo pode fazer mais do que submeter o indivíduo portador a uma rotina determinada somente pelo desejo erótico: pode transformá-lo em uma pessoa violenta. "O compulsivo sexual é alguém que acalma a sua ansiedade ou melhora a própria auto-estima por meio do sexo", explica Juan Carlos Kusnetzoff, diretor do Programa de Sexologia Clínica do Hospital das Clínicas de Buenos Aires. "Em caso de abstinência, essa pessoa pode sofrer de irritação extrema, que pode desembocar em violência". A compulsão por sexo não deve, entretanto, ser confundida com o simples desejo de ter relações sexuais, por mais forte que este seja. "O indivíduo (compulsivo) tem uma obsessão que não lhe permite desfrutar do sexo", afirma Kusnetzoff, que também é coordenador de pós-graduação em sexologia clínica da Universidade René Favaloro. Segundo o médico, a fronteira entre desejo e obsessão é ultrapassada quando não se desfrutar de uma vida com alternativas, como ir ao cinema ou trabalhar, livre dessas idéias. "Para ser um viciado, o indivíduo não precisa consumar uma relação sexual. Basta que fique o tempo todo pensando em sexo ou se masturbando", diz Kusnetzoff. Difícil de controlar A compulsão pode ser mais bem entendida por meio de uma comparação sugerida pelo sexólogo argentino Adrián Sapetti. "Uma coisa é uma pessoa tomar vinho em certas ocasiões. Outra é alguém que não consegue viver se não tomar vinho", pondera Sapetti. O especialista afirma que a compulsão por sexo é algo difícil de controlar porque não leva em conta a vontade do outro. Por esta razão, o compulsivo corre o risco de ser levado a abusar sexualmente de outros indivíduos. O problema não se limita às relações a dois. Também no auto-erotismo pode haver desvios. Segundo Inês de la Parra, chefe da Seção de Adolescência do Serviço de Ginecologia do Hospital Italiano, também na Argentina, "a masturbação compulsiva é patológica". "A masturbação é uma coisa normal durante o crescimento. Mas o limite acaba quando o jovem já não pode mais estudar ou pensar em outra coisa", exemplifica Parra. Como patologia, a compulsão deve ser tratada, pois um adolescente com uma conduta sexual inapropriada dificilmente criará uma autoproteção em sua vida sexual adulta, o que implicará em riscos à saúde tais como a contração de doenças sexualmente transmissíveis. Mas apesar do tratamento, a cura não existe. "Da mesma forma que os alcoólicos, os viciados em sexo têm de manter o seu transtorno sob controle por toda a vida", afirma Kusnetzoff. Fonte: Salutia Veja Comportamento Sexual Compulsivo em PsiqWeb | ![]() |
![]() | Obesidade
é mais perigosa para a saúde que cigarro e bebida Adultos obesos têm maiores problemas crônicos de saúde que fumantes, consumidores de bebidas alcóolicas ou que vivem em situação de pobreza, segundo um estudo divulgado pelo Instituto RAND de Santa Mônica, na Califórnia. O informe afirma que os obesos têm, em média, o dobro dos problemas de saúde que as pessoas de peso normal. "Não esperávamos uma diferença tão grande", disse Roland Sturm, autor principal do estudo, publicado na revista britânica Public Health. O estudo também concluiu que o tabagismo é mais nocivo à mulher que ao homem e as fumantes têm 40 por cento a mais de problemas crônicos que as que não fumam. No caso dos homens, a cifra de risco é de 30 por cento. Os autores do estudo sugerem que as autoridades de saúde intensifiquem as campanhas contra a obesidade, chegando a níveis pelo menos similares aos esforços para evitar o consumo de tabaco. Segundo a pesquisa, há mais pessoas gordas ou obesas que fumantes, consumidoras de álcool em excesso ou pobres, de acordo com a definição oficial de pobreza. A pesquisa telefônica consultou 9.585 adultos sobre seu peso, estatura, hábitos de tabagismo e alcoolismo, renda e qualidade de vida. Também perguntou se padeciam de problemas crônicos de saúde, tais como asma, câncer, diabetes e ou males cardíacos. Resultado: 1,1 por cento das pessoas de peso normal sofrem de males crônicos, número que aumenta em 0,2 por cento para gordos; 0,6 para obesos e 0,9 para os muito obesos. As definições de normal, gordo, obeso e muito obeso são definidas através da proporção entre peso e estatura. Fonte: CNNemPortugues Veja Obesidade Infantil em PsiqWeb |
| Cientistas
descobrem mecanismo de droga contra Alzheimer
A droga, chamada de fenserina, melhora a
capacidade mental de camundongos e está sendo testada em seres humanos. A
fenserina evita que uma proteína anormal, denominada beta-amilóide, se
deposite no cérebro, mas isso ainda não estava claro até então. | ![]() |
| Reposição
hormonal só deve ser feita após exames minuciosos Toda e qualquer reposição hormonal somente pode ser feita após exames que afastem a possibilidade de a mulher estar com câncer de mama e útero. "A mamografia e ecografia do útero são absolutamente necessárias para prescrição da reposição hormonal", afirmou o ginecologista obstetra do Hospital Santa Lúcia de Brasília, Alberto Laconeta, em entrevista à Radiobrás. Ele explicou que, caso a mulher faça reposição hormonal e tenha um princípio, que seja, de câncer, o tumor progredirá rapidamente, com riscos reais de irreversibilidade. Afastada a possibilidade de câncer, a reposição é recomendada quando os ovários não estão mais produzindo os hormônios suficientemente. A queda de produção hormonal ovariana antecede a menopausa, que como explicou Lacoreta, é quando ocorre a última menstruação. "O período que precede e o que prossegue à menopausa é o climatério, quando a maioria das mulheres sofre com sintomas físicos e psicológicos", afirmou. De acordo com ele, diante o fato de que a expectativa de vida vem aumentando nos últimos anos, e que os ovários normalmente param de produzir hormônios em torno dos 48 anos de vida da mulher, é cada vez mais freqüente a reposição hormonal. Além dos sintomas físicos decorrentes da baixa produção hormonal, como insônia, ressecamento da pele, calor excessivo e maior risco de infartes a mulher com deficiência de hormônios sofre com depressão, desânimo e tristeza. "A mulher que necessita de reposição hormonal e não a faz terá uma queda na qualidade de vida" alertou. E ainda aconselhou: "A reposição hormonal, quando necessária e sem possibilidade de riscos é importante, mas não é tudo. Para uma vida saudável é preciso também disposição para o lazer, para a profissão, o lar, os esportes, o prazer de viver". Fonte:CNNemPortugues Veja Menopausa e Reposição Hormonal e em PsiqWeb | ![]() | |
| Tomar
café; bom até para crianças O Brasil, maior produtor de café do mundo, está encorajando as crianças em idade escolar a tomar café, introduzindo-o inclusive na merenda, sob argumento de que melhora o desempenho nos estudos e desestimula o uso de drogas ilícitas. A campanha promocional do Cafés do Brasil deverá atingir entre cinco a seis milhões dos 32 milhões de crianças através de programas nas escolas. Considerado ousado e ambicioso pela própria organização que reúne produtores e governo, o projeto visa o incentivo e a difusão ao hábito de consumo de café, proporcionando elementos para diminuir a rejeição, quebrar o "tabu" de consumo e demonstrar suas qualidades. O objetivo é mostrar às crianças , didaticamente, todo o processo pelo qual passa o produto , da semente à xícara , disseminando assim o hábito de tomar café. As pessoas que bebem café iniciaram o hábito quando tinham entre nove e 14 anos de idade, segundo pesquisas. A campanha tenta conquistar alguns médicos, que se opõem à promoção do consumo do estimulante cafeína pelas crianças, explicou Carlos Brando, coordenador de marketing do programa, durante Simpósio Mundial de Chá e Café realizado na Holanda. Pesquisa realizada no país abrangendo 150.000 crianças revelou que aquelas que beberam café tiveram melhor desempenho na escola e menor probabilidade de usar drogas ilegais ou álcool, disse Brando. Estudo dirigido pelo dr. Darcy Lima, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, identificou ácidos clorogênicos no café como um componente que estimula as áreas de satisfação do cérebro. Isso diferencia o café dos refrigerantes à base de cola que estimulam somente pela cafeína. "A maior vantagem é que o café é uma bebida natural, que contém mais de 600 substâncias," disse. Além disso, as pessoas que habitualmente tomam café têm menor probabilidade de sofrer depressão. Mais pesquisas nesse sentido estão sendo realizadas por Institute for Coffee Studies at U.S. Vanderbilt University, fundado há dois anos com recursos do Brasil e outros países produtores de café. O Brasil tem agora um consumo anual interno de quase 14 milhões de sacas, comparados com os cerca de 6,5 milhões de dez anos atrás, disse Brando Isso representa quatro quilos de café por cada habitante, mas ainda está muito longe dos escandinavos que bebem 10 quilos por ano. Café pode evitar doença de Parkinson Café pode ajudar a deter a doença de Parkinson, mas não se sabe o bastante para poder recomendar o aumento do consumo como medida preventiva, segundo um estudo do Department of Veterans Affairs em Honolulu, nesta terça-feira. Os autores desconhecem como o café atua, mas admitem que a cafeína possa proteger contra a destruição da célula nervosa, o que causa a doença. Disseram ter esperanças de que um dia seja possível encontrar um modo de evitar ou retardar essa doença neurológica. "O que entusiasma neste estudo é que agora temos ainda mais provas de que fatores ambientais alteram o risco de desenvolvimento da doença de Parkinson," disse G. Webster Ross, um dos autores. "Temos medicamentos que tratam os sintomas," disse. "O que realmente precisamos é um meio de evitar a doença ou retardá-la. Nossos resultados sustentam a hipótese de que isso é possível." A doença, que causa tremores musculares e fraqueza, afeta cerca de uma em cada 200 pessoas em todo o mundo, muitos deles idosos. Entre as vítimas mais famosas encontram-se o papa João Paulo II, o ex-boxeador Muhammad Ali, o ator Michael J. Fox e a secretária de Justiça dos Estados Unidos, Janet Reno. O estudo enfocou dados colhidos durante 30 anos de 8.004 homens participantes de um programa cardíaco e descobriu que quem não bebia café tinha um risco de Parkinson cinco vezes maior do que os homens que consumiam cinco ou mais xícaras de café por dia. Depois de ajustados os dados por idade e consumo de cigarro, o risco da doença era duas a três vezes maior para os que não bebiam café. Relação semelhante foi observada no consumo de cafeína de outras fontes. O estudo está publicado no Journal of the American Medical Association. "Ainda é cedo demais para recomendar o consumo de café visando evitar a doença de Parkinson," disse Ross. "Embora nosso estudo tenha descoberto uma forte relação entre os bebedores de café e baixos índices da doença, não identificamos a exata causa desse efeito." Ross disse que estudos anteriores identificaram uma associação entre o tipo de personalidade "ousada" com comportamentos destrutivos, tais como fumo e bebida, e taxas mais baixas da doença. O alto consumo de café pode ser outra característica dessa personalidade, acrescentou. Fonte:CNNemPortugues Veja em PsiqWeb: Café protege fumantes contra câncer de bexiga | ||
| Tireóide
e depressão pós-parto Mais um motivo para as grávidas se preocuparem com a depressão pós-parto, um mal que afeta 50% das mulheres - em maior ou menor grau - e pode até levar ao suicídio. As disfunções na tireóide, uma pequena glândula localizada na região da garganta que secreta hormônios responsáveis pelo controle do metabolismo no corpo, já são apontadas como um dos principais fatores da doença. Um estudo concluído pela endocrinologista Maria Fernanda Barca, da Unidade de Tireóide do Hospital das Clínicas de São Paulo (Brasil), mostra que 13,3% das mulheres com problemas na glândula apresentaram um ou mais sintomas relacionados à depressão logo após o nascimento do bebê. "Também constatamos que as mulheres deprimidas têm sete vezes mais riscos de manifestar disfunções na tireóide, durante ou após a gravidez, em comparação com as que não são depressivas", revela. A especialista acompanhou a gestação de 368 voluntárias no período de quatro anos, das quais 49 foram tratadas de disfunções na tireóide. A maioria das pacientes sofria de hipotireoidismo, uma redução no funcionamento da glândula. Manifestações da tireoidite pós-parto Os problemas com a tireóide depois do parto aparecem das seguintes formas: hipotireoidismo: menor funcionamento da tireóide hipertireoidismo: maior funcionamento da tireóide hiper/hipotireoidismo: em algumas pacientes as duas disfunções podem surgir de uma vez só. O hiper/hipotireoidismo ocorre quando a tireóide começa secretando mais hormônios do que o normal e, lentamente, perde a capacidade produtiva Por que a gravidez facilita a depressão pós-parto ? O corpo da mulher reduz a produção de anticorpos na gravidez. A queda se dá para que o organismo não identifique o feto como um corpo estranho e dê início à produção desenfreada de anticorpos, o que poderia provocar o aborto. "Alguns fatores, que ainda não são conhecidos, promovem a fabricação excessiva dos anticorpos anti-TPO em algumas mulheres após o parto. Os anti-TPO atacam exclusivamente a tireóide", explica a médica Maria Fernanda Barca. Primeiros sinais da doença Logo no primeiro trimestre de gestação as mulheres têm como saber se estão com problemas de tireóide. Um simples exame de sangue e a ultra-sonografia são suficientes para detectar se algo está errado. Porém, a maioria dos médicos brasileiros não pede esse tipo de teste. "Muitos obstetras e pediatras simplesmente ignoram a doença", diz a especialista. "Tratei de pacientes que tiveram depressão pós-parto em mais de uma gravidez e fizeram anos de terapia até descobrirem que a origem do transtorno estava na tireóide." Os sinais mais comuns da depressão depois do nascimento da criança são:
Alguns sintomas físicos também indicam
problemas com a tireóide. Entre eles estão: pele seca, ganho de peso,
intolerância ao frio e cabelos quebradiços. | ||
| Nova
droga melhora ereção, diz fabricante
A Lilly ICOS LLC, uma joint venture da
empresa de biotecnologia ICOS Corp. e da gigante do setor farmacêutico
Lilly and Co., entrou no grupo cada vez maior de fabricantes de drogas
contra impotência sexual ao anunciar na sexta-feira que 85 por cento dos
homens que tomaram 20 miligramas da droga Cialis relataram melhora na
ereção. | ||
| Cavalheirismo
parece estar desaparecendo, indica estudo
Os jovens norte-americanos estão
fechando as portas para o cavalheirismo? Segundo resultados de um estudo
recente, em situações cotidianas as mulheres estão mais propensas a
abrir a porta para os homens que o contrário.
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| Álcool
em moderação ajuda a preservar função mental feminina
Consumir menos de um drinque por dia pode
ajudar a preservar as funções mentais de mulheres mais velhas, de acordo
com descobertas preliminares apresentadas durante o Congresso de
Epidemiologia de 2001, em Toronto, Canadá. | ||
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