SETEMBRO - 2001
Arquivo das notícias

Descoberta nova droga contra gordura localizada 
Tomografia revela risco de Alzheimer 
Animais podem ser benéficos à saúde 
Os efeitos psiquiátricos da maconha
Depressão atinge norte-americanos após atentados terroristas 
Abuso sexual na infância deixa mulheres mais vulneráveis ao stress 
Cientistas tentam desvendar o segredo da longevidade 
Crises conjugais que a endometriose desencadeia 
Aumento de casos de Aids em pessoas da terceira idade é preocupação no Brasil 
Menopausa x Andropausa, fases de reconquista 
A menopausa masculina 
A verdade debaixo dos lençóis 
Cada um na sua cama 

 
 
 arquivo das notícias 
 Descoberta nova droga contra gordura localizada 
Uma substância inicialmente indicada para prevenir e tratar a formação de coágulos no sangue e a embolia pulmonar está fazendo o maior sucesso nas clínicas de medicina estética e dermatologia: o Lipostabil. Médicos descobriram que este produto, na forma injetável, é eficaz para eliminar as pequenas quantidades de gordura localizada, especialmente no abdômem, nos culotes, nos joelhos, no pescoço (o queixo duplo) e nas pálpebras inferiores. Mas especialistas alertam que o medicamento não corrige a flacidez e não serve para tratamento da obesidade. A dermatologista Rosana Ferreira Gonçalves, especialista em medicina estética, explica que o produto injetado destrói as células gordurosas, quebrando as suas estruturas. O que sobrou é totalmente absorvido, sendo eliminado posteriormente pelo organismo. “O Lipostabil (ou fosfatidilcolina, o nome genérico) tem um bom efeito quando o objetivo é acabar com uma pequena quantidade de gordura localizada. Os melhores resultados ocorrem na região embaixo do umbigo, nos culotes e na papada, em homens e mulheres. É aquela gordura localizada que não desaparece com a ginástica, mesmo a mais intensa, e as dietas” explica a médica.É o caso da pedagoga Branda Mendes. Ela conta que tinha excesso de gordura na cintura e outras partes do corpo. Passou por uma lipoaspiração, eliminou a maior parte, mas não gostou do resultado final da cirurgia. E decidiu pelo tratamento com o Lipostabil injetável. 
Sessões “Fiz um total de seis sessões, inclusive nas costas e no quadril. Agora meu abdômem está liso. É como uma lipoaspiração sem pontos, sem internação. A aplicação é quase indolor e senti apenas leve desconforto no local, que desapareceu em dois dias. Nas áreas de gordura mais resistente tive que fazer mais de uma aplicação. Nas partes mais sensíveis do corpo, a injeção pode incomodar. Mas isso não atrapalha o dia-a-dia em casa ou no trabalho” conta Branda, que pretende repetir o tratamento e recomendou o produto a dez amigas.Segundo médicos, a aplicação é simples e não requer internação. Depois da assepsia do local, é usada uma pomada anestésica antes da injeção. Cada sessão dura cerca de 20 minutos e pode ser desconfortável em certos casos. Há pacientes que se queixam de coceira, inchaço, queimação e hematomas no local. Mas esses sintomas tendem a sumir em três dias.“É importante passar por uma avaliação clínica antes do tratamento. Não há contra-indicação específica, mas não se faz em gestantes e crianças. As aplicações são realizadas em intervalos de 15 dias. Por exemplo, no tratamento da gordura abdominal são necessárias, normalmente, seis sessões. No período entre as injeções o paciente usa uma cinta” diz Rosana. Na papada, os efeitos são bons, segundo a dermatologista. Mas a flacidez permanece. A duração do resultado do Lipostabil dependerá do estilo de vida de cada paciente. A dermatologista Tatiane Kitamura, especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia e médica da Fisiobelle, indica o Lipostabil em casos específicos. Os resultados, segundo ela, podem ser frustrantes se o medicamento for aplicado por pessoas não treinadas. Apesar das restrições, a médica diz que nenhum dos seus pacientes apresentou reações adversas ao produto. 
Fonte: (Gazeta de Alagoas ) Medicina Global

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 Tomografia revela risco de Alzheimer
Uma análise detalhada de uma tomografia computadorizada do cérebro pode ajudara a prevenir o mal de Alzheimer e outros problemas ligados à perda da memória. A conclusão é de um grupo de cientistas norte-americanos, que publica um estudo na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (Pnas). Segundo o médico Mony de Leom, da Universidade de Nova York, sua pesquisa identificou modificações do metabolismo de glicídios em algumas partes do cérebro de pessoas que, vários anos mais tarde, problemas da memória.
Para o estudo, o cientista e sua equipe realizaram uma tomografia do tipo PET (emissão de pósitrom, antipartícula de elétron) sobre 48 pessoas entre 60 e 80 anos. No começo do estudo, estas pessoas eram consideradas sadias segundo os exames costumeiros. Foi possível detetar uma redução de metabolismo de glicídio em algumas zonas do cérebro, em 12 participantes. Três anos depois, 11 deles haviam desenvolvido problemas de memória e o outro sofria de Alzheimer. 
Por outro lado, os voluntários que apresentavam metabolismo normal não haviam desenvolvido nenhum problema três anos mais tarde. "Os resultados nos permitiram detetar as pessoas que estão mais ameaçadas por problemas da memória", afirma. O objetivo das pesquisas é identificar fatores que levam a esta transformação do metabolismo do cérebro. 
Fonte: (Jornal de Brasília) Medicina Global

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Animais podem ser benéficos à saúde 
Ter um animal de estimação, como cachorro, gato e até cavalo pode beneficiar a saúde e ajudar no tratamento de doenças físicas ou mentais. Essa é uma das conclusões de especialistas na 9ª Conferência Internacional sobre Interações Homem-Animal, no Rio. A utilização de animais em terapias é defendida pelo americano Denis Turner, professor da faculdade de veterinária da Universidade de Zurique, na Suíça, que há pelo menos dez anos tenta convencer autoridades a investir em programas de tratamento e pesquisas sobre o assunto. Segundo Turner, fundador da Associação Internacional das Organizações de Interação Homem-Animal, animais podem atuar como terapeutas para crianças, jovens infratores, idosos, deficientes físicos e mentais e até casais em crise. "A presença de um bicho de estimação em casa previne doenças psicológicas e até problemas cardíacos, uma vez que os passeios com o animal obrigam o dono a praticar exercícios", diz. Os animais são recomendados para crianças, porque contribuem para o aumento da auto-estima, melhoram a integração, aumentam a capacidade de aprender e diminuem a agressividade. Para a psicoterapeuta suíça Ursula Thommem, do Hospital Universitário de Basle, a hipoterapia pode ser mais eficiente do que uma fisioterapia comum. "O movimento do cavalo melhora a movimentação do quadril e fortalece a musculatura lombar." A psicoterapeuta Nadine Fossier-Varney decidiu usar seu cachorro de estimação para tratar portadores do mal de Alzheimer. Ela disse que pacientes recuperaram a auto-estima e começaram a corresponder ao tratamento.
Fonte: (Folha de S. Paulo) Medicina Global

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 Os efeitos psiquiátricos da maconha
BRITISH JOURNAL OF PSYCHIATRY. 2001;178
A maconha forma parte da cultura cotidiana, hoje em dia, e é assim em praticamente qualquer lugar do mundo ocidental.

Apesar de seu extenso padrão de consumo, as evidências de sua inocuidade são escassas e, para qualquer clínico, está claro que nos pacientes com trastornos psiquiátricos seu uso é bastante nocivo. A maconha é um precursor de patologia psíquica e como tal, é um grande fator de risco. Seu papel patogênico é potente para o desencadeamento e/ou exacerbação das patologias psicóticas e da personalidade, entre outras.

Entre seus efeitos psiquiátricos se destacam:
Respostas psicológicas que vão desde ansiedade até as psicoses e que podem ser atribuídas a efeitos tóxicos.

Efeitos sobre enfermedades psiquiátricas preexistentes onde o canabis contribui como um fator de risco.

Dependência e abstinência.
Só uma de cada dez pessoas que tenham entrado em contacto com a substância desenvolve dependência. No caso dos pacientes mentais, a nocividade resulta contundente e uma evidência para os serviços psiquiátricos que pretendem o enfrentamento do problema de forma prioritária.
Fonte: Psiquiatria.Com

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 Depressão atinge norte-americanos após atentados terroristas
Psiquiatras e psicólogos concordam que a maioria dos norte-americanos experimenta algum nível de tensão emocional após os ataques terroristas que atingiram Nova York e Washington na semana passada e que entristeceram toda a nação. E uma pesquisa, divulgada nesta quinta-feira, comprovou que sete de cada 10 norte-americanos afirmam que se sentem deprimidos.
"Essa não é uma situação que estávamos preparados para enfrentar", explicou Marlene Shiple, uma conselheira em Phoenix. "É algo que ninguém jamais imaginou".
Sentimentos de medo e depressão são também experimentados longe de Nova York e de Washington e não atingem apenas aqueles diretamente envolvidos à tragédia.
"É um luto nacional", disse o dr. Ken Duckworth, psiquiatra e diretor médico do Departamento de Saúde Mental de Massachusetts.
"É a perde de pessoas, mas também a perda de nosso senso coletivo de invulnerabilidade, o que é realmente difícil de lidar".
Em uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, sete de cada 10 norte-americanos afirmam que se sentem deprimidos após os ataques terroristas, com um terço dizendo sofrer de transtornos para dormir e a metade apresentando dificuldades para se concentrar em suas atividades cotidianas.
Setenta e um por cento dos que admitem estar deprimidos figuram, em primeiro lugar, os que vivem nas costas leste e oeste dos Estados Unidos.
Entre os pesquisados, 80 por cento das mulheres se sentem deprimidas contra 62 por cento dos homens, segundo o relatório apresentado pelo Centro de Pesquisas Pew de Washington.
Insônia e problemas de concentração
O efeito deprimente destes ataques -- cujo balanço já é estimado em mais de 6.000 mortos -- é mais marcante nas pessoas com filhos, 76 por cento, do que nas que não os têm, 69 por cento.
Quarenta por cento das mulheres entrevistadas sofrem de insônia relacionada aos ataques contra 26 por cento dos homens.
Mas, entre os moradores das duas costas, cerca de seis de cada 10 sofrem de problemas de concentração, um efeito dos atentados que só atinge 47 por cento das pessoas que vivem nas regiões centrais dos Estados Unidos.
Rezar tem sido a resposta de 69 por cento dos norte-americanos consultados e mais da quarta parte considerou evitar viajar em avião depois que os terroristas transformaram três aeronaves em mísseis.
O estudo, realizado entre 13 e 17 de setembro com 1.200 norte-americanos, demonstra que os episódios tiveram um impacto psicológico muito mais forte do que a última grande crise --a guerra do Golfo -- durante a qual 50 por cento dos norte-americanos se sentiram deprimidos.
Apesar de afetados, 82 por cento dos pesquisados disseram concordar com uma ação militar contra os países que apóiam os terroristas. Setenta e sete por cento aprovam a mobilização de tropas terrestres, inclusive se os atos deixarem milhares de mortos.
A favor da cobertura da mídia
Os norte-americanos também se manifestam amplamente a favor da cobertura dos atentados pela mídia, embora admitam unanimemente que as imagens difundidas contribuíram para fortalecer seu sentimento de temor e angústia.
Sessenta e três por cento das pessoas consultadas admitiram que não conseguiam tirar os olhos da televisão e mais de um terço expressou claramente o sentimento de temor que as imagens despertaram.
A televisão dominou amplamente toda a mídia como fonte de informação, com 90 por cento dos norte-americanos recorrendo às amplas coberturas das emissoras, inclusive entre os usuários da Internet, dos quais 88 por cento escolheram a televisão em detrimento da Web.
Contudo, a Internet se recuperou nos dias seguintes ao ataque. Um terço dos norte-americanos e 50 por cento de seus usuários habituais se serviram da rede para acompanhar o desenvolvimento da crise e as ações empreendidas pelos Estados Unidos.
Fonte:CNNBrasil

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 Abuso sexual na infância deixa mulheres mais vulneráveis ao stress

Estudo americano mostra que o nível de um hormônio relacionado a esse distúrbio é seis vezes maior entre as vítimas do que na população em geral.
Kátia Stringueto, editora especial
Estimativas mundiais apontam o sexo feminino como a principal vítima do abuso sexual. Algumas pesquisas sugerem que de cada dez casos, sete envolvem mulheres. Por esse motivo, elas foram escolhidas para um estudo que pretendia medir o quanto histórias de abuso físico ou sexual na infância se refletiam em altos níveis de stress e depressão na vida adulta. A conclusão do trabalho, que acaba de ser publicada no renomado Journal of the American Medical Association, é curiosa.
Os pesquisadores selecionaram 49 mulheres entre 18 e 45 anos e as dividiram em quatro grupos: as que haviam sido abusadas na infância e sofriam de depressão, as que não tinham depressão, as que não foram abusadas mas estavam deprimidas e, finalmente, as que não tinham histórico nem de abuso nem de depressão.
Após submeter as voluntárias a situações de stress, os cientistas dosaram a quantidade de dois tipos de hormônio: o ACTH – secretado pela glândula pituitária, estimula as glândulas supra-renais a liberarem cortisol (hormônio do stress) – e o próprio cortisol. Resultado: as vítimas de abuso na infância apresentaram doses de ACTH seis vezes mais alta do que as mulheres que não passaram pela experiência traumática.
Trauma modifica a química cerebral 
Segundo os especialistas da Emory University School of Medicine, que conduziram a pesquisa, os dados indicariam que o trauma de infância pode alterar a química cerebral de tal forma que a resposta ao stress fique muito mais acentuada. “Esse estudo é mais uma contribuição para o entendimento dos efeitos do abuso sexual na vida adulta”, diz o pediatra Antonio Carlos Alves Cardoso, do Instituto da Criança de São Paulo. “Já se sabia que essas pacientes sofrem mais de insônia, depressão, pânico e tendências suicidas, além de maior dificuldade de relacionar-se com o sexo oposto.”
O avanço da pesquisa americana está justamente em apontar o mecanismo que provavelmente desencadeia essas doenças psiquiátricas. Isso vai ajudar no desenvolvimento de novos remédios direcionados para esses casos.
Terapia ajuda a recuperar a dignidade 
Depressão e stress não são as únicas manifestações típicas de quem sofreu trauma na infância. Automutilações, pesadelos e distúrbios alimentares também são freqüentes. “A bulimia é uma forma simbólica de vomitar o segredo guardado por tanto tempo e toda a raiva reprimida”, diz a psicoterapeuta Marisa Simões Dias, especializada em violência familiar.
A terapia ajuda a limpar o ressentimento e a abrir espaço para uma nova vida. “Os pacientes, em geral, perdem a dignidade. Ficam reféns do desejo do outro, não só do abusador, mas de qualquer outra pessoa. O que a terapia tenta mostrar é que o sentimento de dignidade é recuperável. E que é possível se despedir da condição de vítima para a de uma pessoa madura, que consegue se defender”, explica a psicóloga Cristina Greco, de São Paulo.
Fonte: Salútia

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 Cientistas tentam desvendar o segredo da longevidade
Uma nova descoberta pode dar esperanças de uma vida mais longa e saudável. Pesquisadores norte-americanos identificaram uma região de um cromossomo em que julgam estar os genes responsáveis pela longevidade, de acordo com um estudo divulgado na publicação Proceedings of the National Academy of Sciences.
A área, no cromossomo humano 4, contém entre 100 e 500 genes. Os cientistas afirmaram ter 95 por cento de certeza de que essa é a região certa para procurar genes específicos, responsáveis pela longevidade excepcional.
Até o momento, os pesquisadores apenas sabem indicar com precisão a região do cromossomo.
O próximo passo é identificar o gene ou genes exatos, responsáveis pela longevidade. Os cientistas também esperam compreender por que esses genes em particular ajudam as pessoas a viver mais.
"Essas descobertas poderiam levar ao desenvolvimento de medicamentos que imitassem o que as pessoas centenárias possuem geneticamente a fim de evitar as conseqüências negativas do envelhecimento", declararam em uma nota à imprensa os autores do estudo, o doutor Thomas Perls, um geriatra do Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston, e Louis Kunkel, diretor de genética do Hospital Infantil de Boston.
"Nós não estamos tentando descobrir a fonte da juventude, mas sim o do bom envelhecimento", acrescentou Perls.
A maioria dos cientistas da área acredita que cerca de mil genes influenciam no envelhecimento dos seres humanos. Esse estudo desafia essa crença, afirmando que apenas uns poucos genes estariam envolvidos nesse fenômeno.
Os pesquisadores realizaram o que é conhecido como um estudo de vinculação de pares de irmãos e irmãs que têm a mesma mãe e o mesmo pai, analisando 137 conjuntos com idades muito avançadas. Os autores procuraram regiões dos cromossomos que fossem idênticas entre uma grande proporção de conjuntos.
Para participar do estudo, o voluntário tinha que ter 98 anos ou mais e pelo menos um irmão de 91 anos ou mais ou uma irmã de 95 anos ou mais.
Os resultados apontaram para uma região em particular, ao longo do cromossomo 4, como a seção do genoma humano onde há provavelmente o material genético que predispõe para uma vida extraordinariamente longa.
"Esse é o primeiro estudo a usar humanos para tentar identificar os genes que influenciam no tempo de vida", disse Perls.
Os pesquisadores pertencem ao Hospital Infantil e Harvard Medical School, ao Beth Israel Deaconess Medical Center, ao Howard Hughes Medical Institute, ao Whitehead Institute for Biomedical Research e à Rutgers University.
O trabalho foi financiado por várias organizações, entre elas: o Howard Hughes Medical Institute, a Ellison Medical Foundation, a Alzheimer's Association, a American Federation for Aging Research, a Alliance for Aging Research, o Institute for the Study of Aging, o National Institute on Aging, e a Retirement Research Foundation.
Fonte:CNNBrasil  

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 Crises conjugais que a endometriose desencadeia 
Mulheres que não engravidam ou que sentem dores abdominais passam a evitar relações sexuais. A psicoterapia é uma aliada no combate ao problema.
Álvaro Oliveira, editor especial
A endometriose, doença que pode causar a infertilidade, está levando casais a recorrerem ao auxílio de psicoterapeutas. A possibilidade de que a mulher não consiga engravidar naturalmente motiva sérias crises conjugais, podendo até a liquidar o casamento.
Quando surgem as primeiras evidências de que o problema está afetando o relacionamento, a melhor saída pode ser o divã. “Aos poucos, ginecologistas e obstetras estão se convencendo da importância da terapia como uma das fases do tratamento da endometriose”, diz Ricardo Baccarelli Carvalho, psiquiatra de casais e membro do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (Brasil).
Medo é o primeiro alerta 
O receio de que o ato sexual possa agravar a doença é o primeiro sinal manifestado pela mulher. Como a endometriose costuma ocasionar fortes dores abdominais, o medo é maior se comparado aos efeitos psicológicos provocados por outras doenças relacionadas à infertilidade. “A mulher fica assustada com a hipótese de ter que passar por um longo e estressante tratamento, criando uma falsa idéia de que o sexo irá piorar o quadro da doença”, declara Carvalho. “Acha também que o fato de não poder reproduzir, mesmo que seja por uma determinada fase da vida, a torna diferente das outras mulheres.”
A crise conjugal pode começar no momento em que o marido é rejeitado sexualmente. “O homem costuma colaborar nos primeiros dias depois do diagnóstico. Mas quando a mulher evita o sexo por um longo período, passa a procurar relações extraconjugais”, diz Carvalho.
A partir do instante em que a doença passar a interferir no comportamento sexual, o casal deve procurar a psicoterapia. As sessões (em geral, são necessárias de cinco a dez) servem para que o casal entenda o que é a doença, quais são as etapas do tratamento médico e, acima de tudo, aprenda a enfrentar a endometriose junto.
O que é endometriose 
O endométrio é uma membrana que reveste o útero e deve ser eliminado a cada ciclo menstrual. Em algumas mulheres, no entanto, ocorre o que os especialistas chamam de “menstruação retrógrada”, ou seja, parte do fluxo menstrual volta para o organismo.
O sangue passa por alguns órgãos deixando um rastro de minúsculos pedaços de células do endométrio. Em situações normais, o organismo se encarrega de eliminar os fragmentos. Mas 6% a 7% das mulheres não conseguem se livrar totalmente dessas células, que se fixam nas paredes dos órgãos. Com o tempo, a cicatrização dos pequenos focos pode até colar uma parede na outra.
As regiões do corpo mais atingidas pela endometriose são fundo do saco de Douglas (atrás do útero), trompas, ovários, intestino, bexiga, parede da pélvis e septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto). Há casos raros em que a doença se manifesta em cicatrizes cirúrgicas e até nos pulmões.
Sintomas vão de dores no abdômen a sangramento pré-menstrual 
Cólicas agudas no período que antecede a menstruação podem ser o primeiro sinal de endometriose. Dores durante as relações sexuais também são comuns. A doença ocasiona três tipos de disfunção:
reprodutiva – caracterizada pela infertilidade e por elevadas taxas de aborto espontâneo;
ovulatória – identificada por dores no meio do ciclo, sangramento pré-menstrual e aumento do fluxo e/ou número de dias de menstruação;
menstrual – caracterizada por cólicas menstruais progressivas, dor no momento do ato sexual e, em alguns casos, alterações urinárias e intestinais durante a menstruação.
Infertilidade é o maior drama para as mulheres 
Apesar de a endometriose não ser sinônimo de infertilidade, cerca de 40% das mulheres que apresentam a doença têm dificuldades para engravidar. “Os casos mais freqüentes são de gravidez nas trompas, quando o óvulo não chega ao útero por causa dos focos de endométrio”, explica Carlos Alberto Diegoli, obstetra e ginecologista doutorado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP/Brasil). A medicina dispõe de tratamentos que, muitas vezes, são capazes de eliminar o problema e proporcionar uma gravidez.
Videolaparoscopia e doses hormonais 
A videolaparoscopia é a introdução de microcâmera de vídeo e equipamento cirúrgico no abdômen por meio de pequeníssimos cortes. A técnica possibilita ao médico visualizar e acessar os órgãos afetados.
Os focos da doença são destruídos por coagulação a laser, vaporização de alta freqüência ou bisturi elétrico. “São cirurgias eficazes mas que só devem ser realizadas depois de um exame detalhado e a certeza de que a paciente não responde a outros tratamentos”, afirma Diegoli. “A idade da mulher e a intenção de o casal ter ou não filhos são fatores que também devem ser levados em consideração.”
A videolaparoscopia é feita com anestesia geral e, na maioria dos casos, requer internação de 24 horas. O pós-operatório dura de três a cinco dias. A paciente deve ficar em repouso e tomar analgésicos para controlar as dores.
Antes da cirurgia, quem pretende engravidar é submetida à terapia hormonal. Esses medicamentos estimulam, ou substituem, a produção de progesterona (hormônio que prepara o útero para a implantação e fertilização do óvulo). A pílula anticoncepcional também possui efeitos benéficos no combate à endometriose – regula o fluxo menstrual e, dependendo do estágio da doença, impede a formação dos focos de endométrio.
Estresse está entre as maiores causas 
O estresse contribui bastante para o aparecimento da doença. “A competição no ambiente de trabalho e a tensão gerada pelas cobranças diárias colaboram para baixar a imunidade e reduzir a produção de progesterona. Isso facilita a formação dos focos de endométrio”, esclarece Diegoli.
Mas o estresse não é o único vilão. Alguns especialistas atribuem a doença a fatores genéticos. Outros acreditam que o crescimento exagerado do endotélio vascular (tecido muito fino que reveste internamente a estrutura do aparelho circulatório, inclusive o coração), seja um dos estimuladores da endometriose.
Fonte:Salutia  

 

Aumento de casos de Aids em pessoas da terceira idade é preocupação no Brasil
 Os casos de Aids em pessoas da chamada terceira idade (acima de 60 anos) estão preocupando as autoridades, informou o Ministério da Saúde, nesta terça-feira, ao relatar que, somente no ano passado, foram notificadas 202 pessoas idosas com a doença.
Na avaliação dos estudiosos no assunto, os tratamentos hormonais, as próteses, medicamentos como Viagra e outros avanços da medicina estão melhorando a vida sexual dos idosos brasileiros, mas também aumentando, perigosamente, a incidência da Aids neste segmento da população.
Na maioria das vezes, a enfermidade é confundida com outras, devido ao fato de os médicos não pedirem testes de Aids aos pacientes idosos, supondo que eles não tenham uma vida sexual ativa.
Os casos de Aids em maiores de 60 anos ocorrem, principalmente, em homens -- mais de 75 por cento dos doentes notificados pelo ministério, que já pensa em fazer uma campanha direcionada a este público.
No Brasil existem 580.000 soropositivos de todas as idades. Destes, 100.000 recebem gratuitamente um coquetel de remédios, que reduziram em 40 por cento a mortalidade e custam anualmente ao governo 300 milhões de dólares.
Fonte:CNNBrasil  

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