OUTUBRO - 2001
Arquivo das notícias

Estresse infantil e dependência de drogas 
Filhos de mulheres deprimidas vêem mais TV e pesam mais  
Cientistas querem fazer um anticoncepcional para os dois sexos 
Depressão atinge norte-americanos após atentados terroristas
Prêmio Nobel de Medicina afirma: arteriosclerose poderá ser prevenida 
Organização Mundial de Saúde pede ação de governos para doenças mentais 
Antidepressivos podem combater doença de Parkinson 
A enxaqueca está ligada à depressão 
Avances genéticos e farmacológicos para curar a hiperatividade
 

 
 
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 Estresse infantil e dependência de drogas
O estresse que ocorre nos primeiros anos de vida pode fazer com que exista um aumento na chance de uso ou abuso de drogas no futuro, pelo menos é o que mostra um estudo realizado com animais. Aqueles que foram propositadamente afastados de suas famílias mostraram uma tendência aumentada para o uso de cocaína. Isso tem sido muito ligado ao uso humano de drogas após o estresse que se vive na infância.
O estudo, que utilizou oito filhotes de ratos separados de suas famílias cerca de uma hora por dia e que tinham acesso livre a doses crescentes de cocaína, mostrou que após três meses de seguimento houve um abuso da substância em valores crescentes e precoces.
Os filhotes que não foram separados das famílias também tiveram acesso livre à droga, mas a utilizaram bem mais tarde e em doses menores e fixas. Esses dados vêem corroborar com outros que mostram que viciados humanos tiveram infância estressante.

Fonte: DrMundi
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 Filhos de mulheres deprimidas vêem mais TV e pesam mais
Os filhos de mulheres deprimidas assistem mais televisão quando chegam à idade pré-escolar e, o que os deixa mais propensos à obesidade, informaram pesquisadores norte-americanos; "Os filhos de mulheres deprimidas têm uma exposição adicional à televisão de meia hora diária sobre a média", disse Hillary Burdette, autora do estudo, à Reuters Health.
Segundo a especialista, os maiores níveis de estresse materno foram relacionados ao aumento do tempo de exposição das crianças à televisão em geral.
"Para entender como as crianças pequenas aproveitam o seu tempo, temos que avaliar o bem-estar da mãe", disse a pesquisadora.
As crianças que assistem mais televisão ficam menos tempo ao ar livre, espaço em que tendem a ser mais ativas fisicamente, informou Burdette, do Centro Médico do Hospital das Crianças, em Cincinnati (Ohio).
Os pesquisadores avaliaram 150 mulheres de baixo poder aquisitivo, que participaram do Programa Especial de Nutrição Suplementar para Mulheres, Recém-Nascidos e Crianças de Vermont, e tinham filhos em idade pré-escolar.
Entrevistaram as mães sobre o índice de massa corporal (IMC), níveis de depressão e estresse e os hábitos de uso diário da televisão dos filhos. As mães voltaram ao programa e os pesquisadores calcularam o IMC das crianças que tinham entre 3 e 5 anos.
Os resultados do estudo, apresentados na segunda-feira na Associação da América do Norte para Estudo da Obesidade, em Quebec (Canadá), demonstraram que muitas crianças tinham excesso de peso e cerca de 16% tinha um IMC - proporção entre peso e altura - acima do 90º percentil. Em um grupo médio, a estimativa seria que cerca de 5% das crianças apresentasse um peso neste nível, explicou a especialista.
Cerca de um terço das mães apresentava altos níveis de depressão e metade era obesa, deprimida ou ambos. Os filhos das mulheres deprimidas com peso normal tinham uma exposição adicional de meia hora diária à televisão. Em filhos de mulheres com depressão e obesas, a exposição extra foi de uma hora diária.
Para Burdette, mães deprimidas ou estressadas podem não estimular os filhos a sair e fazer atividades físicas.
Ela acredita que os resultados são importantes para programas dirigidos à obesidade infantil, um problema crescente nos Estados Unidos.
"As estratégias de prevenção da obesidade infantil devem ser dirigidas à influência do bem-estar materno sobre o aproveitamento do tempo das crianças em idade pré-escolar", concluiu o estudo.
Fonte:Ig

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Cientistas querem fazer um anticoncepcional para os dois sexos
Cientistas americanos descobriram uma proteína essencial para a mobilidade dos espermatozóides, o que pode desembocar na preparação de novos anticoncepcionais, utilizáveis tanto pelos homens como pelas mulheres, assinala a revista científica britânica Nature na quinta-feira.
A equipe do médico Davide Clapham, da Harvarde Medical School de Bostom (Massachusetts), criou ratos geneticamente modificados, desprovidos de um gene específico, o gene CatSper, que produz uma proteína presente somente nos testículos, e que tem seu equivalente no homem.
A proteína permite uma acumulação de cálcio indispensável para que os espermatozóides tenham agilidade necessária para chegar até o óvulo e fertilizá-lo.
O gene CatSper governa a passagem da proteína ao espermatozóide, que este necessita especialmente para atravessar a membrana do óvulo.
O esperma dos roedores aos quais falta este gene é incapaz de fertilizar o óvulo im vitro. Os cientistas comprovaram que, enquanto 81 por cento dos óvulos são fecundados pelo esperma normal, nenhum o foi pelo esperma geneticamente modificado.
A proteína CatSper se localiza no flagelo dos espermatozóides que atingem a maturidade.
"O gene CatSper representa uma excelente pista para a elaboração de anticoncepcionais não-hormonais para homens e para mulheres", escrevem os autores da pesquisa.
Um inibidor específico, um produto que bloqueie unicamente esse gene, não teria por que afetar outros órgãos ou tecidos do organismo (cérebro, coração, rins ou sistema imunitário) e portanto os efeitos secundários seriam de pouca importância ou inexistentes, segundo os autores da pesquisa.
Este gene é considerado também importante na pesquisa para detectar e tratar da esterilidade masculina, acrescentaram.
Por outro lado, dado que se comprovou que um hormônio feminino, a progesterona, ativa a mobilidade dos espermatozóides, seria significativo estudar o efeito deste hormônio na mobilidade dos espermatozóides deficientes dos ratos geneticamente modificados, assinalou Davide Garbers, especialista em biologia da reprodução do Howarde Hughes Medical Institute de Dallas, em um artigo publicado com os trabalhos da equipe de Clapham.
Fonte:Ig

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 Depressão atinge norte-americanos após atentados terroristas
Psiquiatras e psicólogos concordam que a maioria dos norte-americanos experimenta algum nível de tensão emocional após os ataques terroristas que atingiram Nova York e Washingtom na semana passada e que entristeceram toda a nação. E uma pesquisa, divulgada nesta quinta-feira, comprovou que sete de cada 10 norte-americanos afirmam que se sentem deprimidos.
"Essa não é uma situação que estávamos preparados para enfrentar", explicou Marlene Shiple, uma conselheira em Phoenix. "É algo que ninguém jamais imaginou".
Sentimentos de medo e depressão são também experimentados longe de Nova York e de Washingtom e não atingem apenas aqueles diretamente envolvidos à tragédia.
"É um luto nacional", disse o dr. Kem Duckworth, psiquiatra e diretor médico do Departamento de Saúde Mental de Massachusetts.
"É a perde de pessoas, mas também a perda de nosso senso coletivo de invulnerabilidade, o que é realmente difícil de lidar".
Em uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, sete de cada 10 norte-americanos afirmam que se sentem deprimidos após os ataques terroristas, com um terço dizendo sofrer de transtornos para dormir e a metade apresentando dificuldades para se concentrar em suas atividades cotidianas.
Setenta e um por cento dos que admitem estar deprimidos figuram, em primeiro lugar, os que vivem nas costas leste e oeste dos Estados Unidos.
Entre os pesquisados, 80 por cento das mulheres se sentem deprimidas contra 62 por cento dos homens, segundo o relatório apresentado pelo Centro de Pesquisas Pew de Washington.
Insônia e problemas de concentração
O efeito deprimente destes ataques -- cujo balanço já é estimado em mais de 6.000 mortos -- é mais marcante nas pessoas com filhos, 76 por cento, do que nas que não os têm, 69 por cento.
Quarenta por cento das mulheres entrevistadas sofrem de insônia relacionada aos ataques contra 26 por cento dos homens.
Mas, entre os moradores das duas costas, cerca de seis, de cada 10, sofrem de problemas de concentração; um efeito dos atentados que só atinge 47% por cento das pessoas que vivem nas regiões centrais dos Estados Unidos.
Rezar tem sido a resposta de 69 por cento dos norte-americanos consultados e mais da quarta parte considerou evitar viajar em avião depois que os terroristas transformaram três aeronaves em mísseis.
O estudo, realizado entre 13 e 17 de setembro com 1.200 norte-americanos, demonstra que os episódios tiveram um impacto psicológico muito mais forte do que a última grande crise --a guerra do Golfo -- durante a qual 50 por cento dos norte-americanos se sentiram deprimidos.
Apesar de afetados, 82 por cento dos pesquisados disseram concordar com uma ação militar contra os países que apóiam os terroristas. Setenta e sete por cento aprovam a mobilização de tropas terrestres, inclusive se os atos deixarem milhares de mortos.
A favor da cobertura da mídia
Os norte-americanos também se manifestam amplamente a favor da cobertura dos atentados pela mídia, embora admitam unanimemente que as imagens difundidas contribuíram para fortalecer seu sentimento de temor e angústia.
Sessenta e três por cento das pessoas consultadas admitiram que não conseguiam tirar os olhos da televisão e mais de um terço expressou claramente o sentimento de temor que as imagens despertaram.
A televisão dominou amplamente toda a mídia como fonte de informação, com 90 por cento dos norte-americanos recorrendo às amplas coberturas das emissoras, inclusive entre os usuários da Internet, dos quais 88 por cento escolheram a televisão em detrimento da Web.
Contudo, a Internet se recuperou nos dias seguintes ao ataque. Um terço dos norte-americanos e 50 por cento de seus usuários habituais se serviram da rede para acompanhar o desenvolvimento da crise e as ações empreendidas pelos Estados Unidos.
Fonte:CNNBrasil

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 Prêmio Nobel de Medicina afirma: arteriosclerose poderá ser prevenida
O norte-americano Louis Ignarro, prêmio Nobel de Medicina em 1998, cujas pesquisas ajudaram a criar o viagra, afirmou esta terça-feira em Buenos Aires que "os próximos passos da cardiologia serão os medicamentos para prevenir a arteriosclerose".
"A pesquisa indica que uma deficiência na produção de óxido nítrico pode ser um dos mecanismos iniciais de quando a arteriosclerose começa a aparecer", afirmou o cientista, segundo a tradução simultânea, ao discursar no XXVIII Congresso Argentino de Cardiologia.
Ignarro ganhou o Nobel, junto ao norte-americano Robert Furchgott, por causa de suas descobertas sobre as propriedades benéficas da utilização do óxido nítrico no tratamento de doenças cardiovasculares, hipertensão e colesterol.
Ele disse que o caminho da prevenção da arteriosclerose, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, será o desenvolvimento de medicamentos para ajudar o organismo a produzir maior quantidade de óxido nítrico.
As descobertas de Ignarro abriram o caminho para a produção do viagra, o remédio revolucionário que combate a impotência masculina, e também geraram uma avalanche de pesquisas sobre os benefícios do tratamento farmacológico das patologias cardiovasculares.
O cientista também mencionou as tradicionais dietas para diminuir as situações de risco, como a produção de colesterol, a hipertensão e o tabagismo.
Ignarro disse que o principal objetivo de sua pesquisa é "encontrar uma droga que permita a produção de óxido nítrico da melhor maneira".
Ele também previu que "com o tempo, o óxido nítrico vai ser utilizado não somente no tratamento da hipertensão, mas também para as doenças coronarianas e a arteriosclerose".
Fonte:CNNBrasil

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Organização Mundial de Saúde pede ação de governos para doenças mentais
Uma em cada quatro pessoas no mundo será afetada por doenças mentais ou neurológicas, mas poucas das atingidas procurarão ajuda -- e menos ainda a receberão --, afirmou a Organização Mundial de Saúde (OMS), nesta quinta-feira.
Atualmente, 450 milhões de pessoas sofrem de depressão, esquizofrenia ou demência, tornando a doença mental ou neurológica uma das principais causas de problemas de saúde. Apesar disso, cerca de 40 por cento dos países não têm uma política de saúde mental, ressaltou a organização.
Dois terços dos países destinam um por cento ou menos de seus orçamentos de saúde para a saúde mental, e metade tem apenas um psiquiatra para cada 100 mil pessoas.
O relatório anual da OMS - intitulado "Saúde Mental: Novo Entendimento, Nova Esperança" - quer ampliar a consciência mundial sobre a questão da saúde mental.
Com o tratamento adequado, as pessoas que sofrem de problemas mentais podem levar vidas produtivas e ser parte importante de suas comunidades, diz o documento.
Mais de 80 por cento das pessoas com esquizofrenia podem ficar livres de recaídas ao final de um ano de tratamento com remédio antipsicóticos e apoio familiar.
Cerca de 60 por cento dos pacientes de depressão conseguem se recuperar com a adequada combinação de antidepressivos e terapia.
Cerca de 70 por cento das pessoas com epilepsia podem evitar crises quando tratadas com medicamentos simples e relativamente baratos contra convulsão, explica o texto.
Mas, apesar dos recursos existentes, quase dois terços das pessoas com conhecidos problemas mentais nunca procuram ajuda profissional, seja por vergonha ou falta de acesso.
O relatório da OMS relata que um milhão de pessoas cometem suicídio todos os anos, enquanto 10 milhões a 20 milhões tentam se matar.
Os pobres são os que mais sofrem.
"A falta de tratamentos a custos acessíveis torna o curso da doença mais severo e debilitante, levando a um círculo vicioso de pobreza e problemas de saúde mental que raramente é quebrado", aponta OMS.
A agência de saúde exortou os governos a elaborar políticas mais eficientes para lidar com os problemas mentais, incluindo aquelas para combater o alcoolismo e a dependência de drogas.
A organização recomenda aos governos que aprendam com a experiência e abandonem a idéia dos grandes hospitais psiquiátricos, que são muito restritos e possibilitam abusos contra os direitos humanos. E acrescenta que mais deve ser feito para garantir a disponibilidade de remédios psicotrópicos essenciais.
Vinte e cinco por cento dos paises não têm os três remédios mais comumente prescritos para tratar a esquizofrenia, a depressão e a epilepsia.
Fonte:CNNBrasil

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 Antidepressivos podem combater doença de Parkinson
Em descobertas preliminares, que podem dar esperanças a pacientes com doença de Parkinson, pesquisadores descobriram que alguns antidepressivos podem bloquear a liberação de dopamina, substância chave no desenvolvimento do distúrbio. Ela pode danificar os nervos e contribuir para declínios no cérebro e na coordenação motora característicos da condição.
A doença de Parkinsom é um distúrbio progressivo e irreversível que ocorre quando os neurônios que produzem a dopamina começam a morrer. Ela também ocorre quando as proteínas que transportam a dopamina entre os nervos em uma determinada região do cérebro não funcionam. Isso faz com que o neurotransmissor se acumule entre os neurônios, danificando os nervos.
No novo estudo, Isabelle M. Mintz e sua equipe, da Universidade de Boston, em Massachusetts, analisaram os dendritos, na substância negra, uma área do cérebro associada à doença de Parkinson, em ratos.
De acordo com a pesquisa publicada na edição de 28 de setembro da revista Science, certos estímulos fizeram com que as proteínas transportadoras de dopamina nos dendritos não funcionassem. Ao invés de se ligarem à dopamina, essas proteínas deixavam o neurotransmissor acumular entre os neurônios, causando lesão nos nervos, segundo os pesquisadores.
Mas um inibidor das proteínas que transportam a dopamina preveniu esse acúmulo, destacaram eles. Isso indica que compostos similares, como os antidepressivos, podem ter o mesmo efeito nos estágios iniciais da doença de Parkinson.
"Isso sugere que alguns antidepressivos amplamente usados que inibem o transportador de dopamina podem beneficiar pacientes nos estágios iniciais da doença de Parkinson", concluíram Mintz e sua equipe.
Fonte:Connectmed

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 A enxaqueca está ligada à depressão
A primeira pesquisa a examinar o impacto da enxaqueca na população geral indica que mesmo sofredores "típicos" de enxaqueca reportam, consistentemente, menor bem-estar mental, físico e social.
Dois novos estudos, publicados na edição de 12 de setembro, da revista Neurology, avaliaram a qualidade de vida relativa à saúde e são os primeiros a incluir pacientes "típicos" de enxaqueca, ao invés de apenas pacientes com enxaqueca severa que procuram tratamento em centro especializado em dor-de-cabeça. O estudo inclui dados de três países - EUA, Reino Unido e Holanda.
Os dados relativos aos EUA e ao Reino Unido indicam uma forte relação entre enxaqueca e depressão. A pesquisa relativa aos EUA e ao Reino Unido foi liderada por Richarde B. Lipton, M.D., professor de neurologia e epidemiologia do Colégio de Medicina Albert Einstein.
Cerca de 47% dos sofredores de enxaqueca já experimentaram depressão, comparado a apenas a 17% daqueles que não sofrem de enxaqueca. Contudo, a pesquisa mostra que embora a enxaqueca e a depressão estejam ligadas, apresentam causas independentes, reduzindo a qualidade de vida. "Parece lógico que pacientes com enxaqueca se deprimam por causa da dor", diz Lipton. "Mas o inverso também ocorre: pacientes deprimidos têm maior tendência de desenvolver enxaqueca. Acreditamos que os dois distúrbios tenham uma neurobiologia em comum", complementa.
Os estudos avaliaram o público em geral, incluindo sofredores de enxaqueca que não haviam consultado seus médicos.
No estudo relativo aos EUA e ao Reino Unido, 768 pessoas foram entrevistadas. Destas, 389 apresentavam enxaqueca. No estudo relativo à Holanda, 5998 pessoas foram entrevistadas e, destas, 620 apresentavam enxaqueca.
A pesquisa focava a qualidade de vida - incluindo-se capacidade de concretizar compromissos sociais e emocionais - bem como a percepção da saúde geral. No estudo relativo aos EUA e ao Reino Unido, os participantes foram perguntados sobre qualquer limitação em atividades, desde movimentar uma mesa, jogar golf ou visitar um amigo. As limitações podiam ser físicas ou emocionais.
"Sabíamos que aqueles que consultavam seus médicos apresentavam limitações da qualidade de vida, mas, agora, vemos mais claramente como aqueles com enxaqueca são afetados", diz Lenore Launer, Ph.D., do Instituto Nacional sobre Envelhecimento, em Bethesda, autora sênior do estudo relativo à Holanda. Este estudo também comparou a qualidade de vida de pacientes com enxaqueca com aquela de pacientes que sofriam de asma e dores músculo-esqueléticas crônicas. Pacientes com enxaqueca classificavam sua qualidade de vida relativa aos aspectos mental e social como ruim, mas melhor com relação aos aspectos físicos. "Aqueles que sofrem de enxaqueca são muito afetados emocionalmente", diz Launer. "Isto pode ser devido ao fato dos ataques serem imprevisíveis e à limitada habilidade de controle quando o ataque se inicia", complementa.
Fonte:KlickSaúde  

 

Avanços genéticos e farmacológicos para curar a hiperatividade
Mais de meia centena de especialistas tem participado de um curso sobre "Prática Clínica em Psicofarmacologia Infanto-Juvenil",celebrado na Policlínica de Guipúzcoa Nerea Garay - Sam Sebastián.
A hiperatividade e a ansiedade continuam sendo os transtornos mais freqüentes entre as crianças e adolescentes, já que afetam aproximadamente 4% dos pequenos. Do mesmo modo existem doenças da alimentação em adolescentes (anorexia nervosa e bulimia), e doenças mais clássicas, como a esquizofrenia, o autismo o os transtornos bipolares, que normalmente têm as pessoas maiores, mas que se iniciam na infância, tem suspeitado especialistas em Psiquiatria Infantil.
Mais de cem especialistas internacionais -entre os quais se encontrava o investigador colombiano Boris Birmaher, professor do departamento de Psiquiatria infantil e do Adolescente da Universidade de Pittsburgh em EUA - tem se dedicado à um curso sobre "Prática clínica em Psicofarmacologia Infanto-Juvenil", na Policlínica Guipúzcoa.
Os especialistas concordam em assinalar que geralmente a maioria das doenças psiquiátricas de crianças tem uma origem genética: "Em geral é normal que alguns de seus pais, ou inclusive os dois, tenham o mesmo transtorno que o filho".
Mostram-se esperançosos nos avanços genéticos e farmacológicos que poderiam curar, no futuro, doenças como a hiperatividade: "Tendem a curar-se, em geral, um terço, melhora completamente, outro terço e, o terço restante, não se cura".
No futuro, estão convencidos, esses problemas terão solução completa. Sobretudo "quando se conhece sua causa e se fabriquem medicamentos mais eficazes.
Mas temos que esperar alguns anos ainda, entre 10 e 15, até que o avanço genético permita modificar a expressão genética, evitando que esse gene se transmita aos descendentes".
Apesar da etiologia mais comum destas doenças ser considerada genética, também o ambiente influi sobremaneira. Assim, por exemplo, a diabetes que tem em parte uma forte origem genética, piora no caso da pessoa não se cuidar. "Com as doenças psiquiátricas sucede o mesmo; há determinados ambientes que fazem com que a patologia apareça em crianças predispostas: se elas vivem num ambiente estressante, expostas a fatores como o abuso sexual ou mortes na família, podem reagir com uma depressão importante", afirmou o professor Birmaher.
Os sintomas mais comuns para identificar se uma criança pequena sofre uma depressão, é observar se o pequeno está contente ou se, pelo contrário, se persiste nele sintomas de melancolia ou irritabilidade, ou se não pode concentrar nos estudos, ao mesmo tempo em que perde apetite, sono ou motivação pelas coisas que antes gostavam.
"Observa-se nos pequenos, estas características, e tanto pais como mães e educadores, devem começar a preocupar-se e levar a criatura a um especialista.
Fonte:Medynet

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