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O DISFUNÇÃO SEXUAL NAS PESSOAS COM CÂNCER

Com freqüência, muitos tipos de câncer e de tratamentos oncológicos estão relacionados com uma disfunção sexual em ambos os sexos. A investigação indica que em torno de 50% das mulheres que tem tido câncer da mama sofrem de disfunções sexuais prolongadas (Schover, 1997) mais ou menos na mesma proporção de mulheres que tem tido câncer ginecológico (Helgasom, 1996).

Para os homens com câncer da próstata, a prevalência de disfunção sexual provavelmente esteja mais perto de 70%, exceto para aqueles que estão sob observação e não em tratamento ativo (Schover, 1994; Bates, 1998). No caso do câncer testicular e da doença de Hodgkin, 25% dos pacientes apresenta problemas sexuais duradouros (Fowler, 1996).

Os problemas sexuais mais comuns incluem a falta de apetite sexual, tanto no homem como na mulher, disfunção erétil no homem e dispareunia (dor durante o coito) na mulher (Robinsom, 1997). Na mulher o transtorno ovariano conseqüente à quimioterapia ou à radioterapia pélvica é um importante agravante da disfunção sexual, especialmente quando a substituição hormonal está contra-indicada, como acontece sempre nos cânceres ginecológicos.

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Caderno Especial de Depressão

Ana Georgia Cavalcanti de Melo é Psicóloga Clínica especializada em Oncologia e escreveu um artigo no site Mundo sem Câncer sobre Aspectos Psicológicos da Infertilidade Decorrente do Tratamento Oncológico. Veja um trechinho:

"As questões sexuais e de relacionamento devem sempre ser abordadas por profissionais de Saúde especializados, para que se inicie o vínculo e a confiança com a equipe durante o percurso do tratamento.

A infertilidade, como conseqüência do tratamento oncológico, traz um alto grau de estresse, angústia e ansiedade para os pacientes, tanto homens como mulheres.

O impacto do diagnóstico de câncer e a infertilidade, como conseqüência, são dois sofrimentos monumentais e devastadores para os pacientes.

Estudos têm demonstrado que o suporte psicológico para estes pacientes, principalmente no pré-cirúrgico, traz um maior bem-estar e funcionamento interpessoal, e que principalmente, as mulheres que procuram tal suporte antes da cirurgia ou outro tratamento têm reduzida sua estadia no hospital, um melhor reestabelecimento e melhor qualidade de vida.

Infelizmente, alguns oncologistas e profissionais de Saúde ainda subestimam tal impacto, não abordando adequadamente o paciente.

As alterações na sexualidade por câncer acontecem no decorrer da doença pelos efeitos do tratamento e provoca seqüelas psicológicas intensas. Algumas disfunções ocorrem antes do câncer ser diagnosticado, como dor, desconforto, fadiga, decréscimo no desejo sexual e na permissão do relacionamento sexual.

No caso do câncer ginecológico, sangramentos pós-coito, infecções virais, prurido vulvar e odor vaginal resultam na perda de sensação e desejo. Tais alterações na sexualidade acarretam sentimentos de rejeição, ansiedade, depressão, medo, raiva e, muitas vezes, sentimentos de culpa, encarando tais conseqüências, como punição de comportamentos sexuais do passado (ex.: masturbação, abortos, casos extraconjugais).

Para que o paciente lide melhor com estas questões é necessário clarificar a compreensão da etiologia da doença e a desmistificação.

As intervenções psicológicas são de vital importância para uma boa adaptação, pois provêm o suporte durante a evolução e o tratamento, desenvolvem um vínculo e relação terapêutica, acessam as necessidades sexuais e as questões referentes à infertilidade, provendo informações e esperança, orientando como tais conseqüências podem vir a ser tratáveis e amenizadas. Veja tudo.


Fatores Psicológicos Relacionados aos Problemas Sexuais no Câncer

Diferentemente de muitos outros efeitos secundários ao tratamento do câncer, os problemas sexuais não costumam resolver-se durante o primeiro ou segundo ano depois da alta médica (Gee, 1995; Schover, 1994 ). De fato, esses problemas podem permanecer continuadamente e até mesmo piorarem. Tendo em mente a qualidade de vida do paciente, os problemas da sexualidade podem ser claramente molestos, interferindo com o processo de reintegração à rotina cotidiana depois do tratamento.

Para otimizar a qualidade de vida do paciente é importante a avaliação de todos aspectos de sua funcionalidade, incluindo sua sexualidade. Normalmente esse tema não tem sido adequadamente investigado pela equipe da oncologia.

Apesar dos muitos fatores químicos, cirúrgicos e oncológicos que podem determinar problemas da sexualidade no paciente com câncer, não menos importantes são os fatores psicológicos. Nesse nosso trabalho, por suas próprias características, vamo-nos ater à questão emocional.

Em se tratando de tipos de câncer ginecológico ou genital masculino, não é raro que fatores culturais influenciem negativamente o surgimento de problemas da sexualidade. Tratam-se de algumas crenças, incorretas, de que eventuais atividades sexuais no passado, tais como as relações extramatrimoniais, doenças sexualmente transmitidas, abortos, etc, tenham causado o câncer. Nas pessoas que apresentam depressão emocional essas crenças reforçam sentimentos de culpa.

Alguns acreditam, também incorretamente, que a atividade sexual possa facilitar uma recaída de seu tumor. Esta crença errônea é comum, e estes pacientes poderiam necessitar terapeuticamente de informações mais esclarecedoras e tranqüilizadoras, do tipo de que o câncer não é transmissível por contato sexual.

As mulheres com carcinoma cervical de células escamosas com freqüência têm lido, ou tem ouvido falar, que este tipo de câncer está relacionado com doenças sexualmente transmitidas, notadamente daquela ocasionada pelo vírus do papiloma humano (Southerm, 1998).

Os sentimentos de culpa sobre a atividade sexual do passado ou a preocupação sobre eventual dano causado ao companheiro sexual, são temas que devem obrigatoriamente ser abordados com em esses pacientes. Aos indivíduos que estão infetados com o VIH, é importante oferecer-lhes orientação e aos companheiros sobre as formas mais seguras ter relações sexuais. O profissional da saúde pode esclarecer que é o vírus e não o câncer é que é transmissível por contato sexual.

Na Depressão

A perda de apetite sexual (libido) ou a redução do prazer sexual é um sintoma comum da depressão e a depressão é mais prevalente em pacientes com câncer que na população sadia (Massie, 1998) – Veja Câncer de Depressão em PsiqWeb.

Assim sendo, um bom exame para descartar a depressão pode ser a parte mais importante da avaliação da disfunção sexual. Algumas pessoas que se apresentam com queixas de disfunção sexual se sentirão menos estigmatizadas (culturalmente, em relação à impotência ou frigidez) se isso for atribuído a algum problema médico físico (portanto involuntário...) do que se reconhecerem que estão deprimidas e fisicamente não têm nada que justifique a baixa sexualidade.

As mudanças na imagem corporal podem interferir com o apetite sexual em alguns sobreviventes de câncer, mas a repercussão dos tratamentos cirúrgicos do câncer, como por exemplo a mastectomia, tem sido exagerada e muito estimulada pelos valores culturais atrelados à estética corporal.

Como não podemos lidar com valores culturais, compete à equipe da oncologia ser sensível aos problemas que comprometerão, sem dúvida, a auto-estima do paciente. É comum que a mentalidade exclusivamente mecânica e técnica de certas equipes médicas subestime os efeitos do aumento de peso, depois da quimioterapia para o câncer da mama, por exemplo, sobre a auto-estima e sentimento de atratividade da mulher (Demark-Wahnefriede, 1997). A teoria da sobrevida deve ter em mente a qualidade do tempo vivido, mais que a quantidade.

 Ter uma colostomia para a eliminação das fezes também pode afetar o sentimento de atratividade sexual em ambos os sexos. Tem-se indicado certas estratégias para vencer esses problemas em manuais profissionalmente bem estabelecidos (Philips, 1986).

Em relação à vida conjugal, as pressões emocionais do diagnóstico de câncer e da terapia continuada podem exacerbar as tensões matrimoniais, atuais ou subjacentes e isto, por sua vez, acaba afetando o desempenho sexual. O homem ou a mulher cuja relação não goza da estabilidade de um compromisso (casamento regular, por exemplo) costumam se deparar com o medo de ser rejeitado por um novo companheiro que saiba de sua historia de câncer (Schover, 1997). Alguns pacientes evitam todas as relações por medo de serem rejeitados.

 

Um dos fatores de personalidade que pode influir para que o homem ou a mulher se mantenham sexualmente ativos/as, depois do câncer, são os conceitos pessoais da própria sexualidade (Andersem, 1997), ou seja, como a pessoa vê sua própria sexualidade, de forma, negativa, positiva, feia, bonita, etc. As mulheres com conceitos negativos da própria sexualidade teriam menos probabilidade de reassumir relações sexuais ou de ter uma boa performance sexual depois do tratamento para o câncer ginecológico. O bom ajustamento sexual depois do câncer depende dos sentimentos que a pessoa teria em relação a sua sexualidade antes da doença. Entretanto, isso não significa que esta não seja uma boa oportunidade para ajudar ao paciente a explorar tais sentimentos.

Inibidores Seletivos da Reabsorção da Serotonina (ISRSs)

O apetite sexual é fortemente regulado pelo sistema nervoso central (SNC) mediante recepção de estímulos sensoriais e a conseqüente interpretação desses estímulos pelo sistema límbico e pelo córtex pré-frontal. Além disso, os núcleos hipotalâmicos e pré-ópticos contribuem para regulação de todo esse processo.

A serotonina inibe os receptores pós-sinápticos do estado de alerta hipotalâmico o qual libera os neurotransmissores excitatórios (Sanders-Bush, 1996; Perry, 1991). Estes neurotransmissores são os responsáveis da ativação dos centros eréteis, da coluna vertebral. Depois de ativar-se os centros eréteis, subseqüentemente se procede a ereção, o orgasmo e, a seguir, a detumescência (volta à flacidez) nos homens, enquanto nas mulheres se procede uma congestão sanguínea genital, lubrificação vaginal, e aumento do clitóris.

Fisiologicamente a serotonina é armazenada em vesículas pré-sinápticas na espera de um impulso que as fará descarregar o neurotransmissor na fenda sináptica. Os ISRSs inibem este mecanismo de reabsorção, resultando num acumulo de serotonina no espaço sináptico. Mas o excesso de serotonina faz com que os receptores pós-sinápticos diminuam a regulação e, conseqüentemente, diminuam a estimulação dos centros eréteis inferiores. Esta fenômeno que se acredita ser o mecanismo responsável da disfunção sexual devida aos ISRSs (Fre, 1998).

Existem vários estudos que examinam os efeitos de vários ISRSs, tais como a fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina, e sertraline na função sexual de pacientes tratados de depressão ou de transtornos obsessivo-compulsivos (TOC). Calcula-se que a disfunção sexual devido ao uso de ISRSs afeta em torno de 1 a 15% dos pacientes depressivos mas fisicamente sadios (não se sabe exatamente a incidência em deprimidos com câncer). Entretanto, os pacientes com câncer e sob tratamento com esses medicamentos, poderiam apresentar taxas maiores de anorgasmia, diminuição do desejo de sexual e outras dificuldades sexuais.

Existem varias intervenções possíveis no manejo da disfunção sexual induzida por os ISRSs. Uma das possibilidades que se tem, ainda que obvia e nem sempre apropriada, é diminuir a dose de ISRSs. Também, pode tentar alterar o horário de administração do ISRS, para depois ou imediatamente antes do coito.

Também existem alguns trabalhos sobre um tipo de conduta conhecida em inglês como "drug holiday", ou seja, como estabelecer um descanso do medicamento, interromper o uso temporariamente, por exemplo no fim de semana. Isso poderia melhorar a disfunção sexual provocada pelo ISRS, apesar de não ser o tratamento ideal para a depressão (Rothschilde, 1995).Outra possibilidade é associar outro medicamento que ajude a controlar esse efeito do ISRS na disfunção sexual (Aizenberg, 1995).

Tanto para os homens como para as mulheres, um dos problemas sexuais mais complexos e persistente é a falta de apetite sexual depois do tratamento de câncer. Nos homens com outros tipos de câncer que não o da próstata e que têm baixos níveis de testosterona sérica, sua administração por injeção ou por adesivos pode ser eficaz em restaurar a função sexual normal. Não obstante, a administração de testosterona tende a ter pouco efeito quando indicada para homens cujos níveis hormonais estejam dentro do normal.

Com freqüência a falta de apetite sexual é multifatorial, e sempre o método que inclui a avaliação e o tratamento psicológico pode ser ótimo. Um profissional experiente em saúde mental pode descartar ou confirmar um transtorno do humor como causa da perda do desejo sexual, pode explorar a interação de fatores dinâmicos das relações interpessoais do paciente, pode abordar melhor as eventuais perdas do bem estar físico, alterações da sexualidade, da imagem corporal, etc.

De qualquer forma ainda não se tem estabelecido um tratamento definitivo para a disfunção sexual induzida por ISRSs em homens e mulheres. A população de pacientes oncológico, definitivamente apresenta mais obstáculos no manejo da disfunção sexual em comparação aos pacientes deprimidos sem câncer e sob tratamento com ISRSs. A etiologia da disfunção sexual em pacientes de câncer é complexa e decorre de múltiplos fatores.

Ballone GJ - Psiquiatria Oncológica - in. PsiqWeb Psiquiatria Geral, Internet, 2001 - disponível em <http://gballone.sites.uol.com.br/psicossomatica/cancer4.html> revisto em 2002 

Bibliografia:

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  2. Andersem BL, Woods XA, Copeland LJ: Sexual self-schema and sexual morbidity among gynecologic cancer survivors. Journal of Consulting and Clinical Psychology 65(2): 221-229, 1997.

  3. Bates TS, Wright MP, Gilatt DA: Prevalence and impat of incontinence and impotence folowing total prostatectomy assessede anonymously by the ICS-male questionnaire. Europeam Urology 33(2): 165-169, 1998.

  4. Demark-Wahnefriede W, Rimer BK, Winer EP: Weight gaim in womem diagnosede with breast cancer. Journal of the Americam Dietetic Associatiom 97(5): 519-526, 529, 1997.

  5. Fowler FJ Jr, Barry MJ, Lu-Yao G, et al.: Outcomes of external-bean radiation therapy for prostate cancer: a study of Medicare beneficiaries in three Surveilance, Epidemiology, and Ende Results areas. Journal of Clinical Oncology 14(8): 2258-2265, 1996.

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  7. Gee WF, Holtgrewe HL, Albertsem PC, et al.: Pratice trends in the diagnosis and management of prostate cancer in the United States. Journal of Urology 154(1): 207-208, 1995.

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  9. Massie MJ, Popkim MK: Depressive disorders. In: Holand JC, Breitbart W, Jacobsem PB, et al., eds.: Psycho-oncology. New York, NY: Oxford University Press, 1998, 518-540.

  10. Perry KW, Fuler RW: Serotonergic drugs increase MHPG-SO4 in rat hypothalamus. Neuroscience Abstrats A-468.16, 1178a, 1991.

  11. Philips R: Coping With am Ostomy: A Guide to Living With am Ostomy For You and Your Family. Wayne, NJ: Avery Publishing Group, 1986.

  12. Robinsom JW, Dufour MS, Fung TS: Eretile functioning of mem treated for prostate carcinoma. Cancer 79(3): 538-544, 1997.

  13. Rothschilde AJ: Selective serotonin reuptake inhibitor-induced sexual dysfunction: efficacy of a drug holiday. Americam Journal of Psychiatry 152(10): 1514-1516, 1995.

  14. Sandrs-Bush E, Maer SE: 5-Hydroxytryptamine (serotonin) recetor agonists and antagonists. In: Hardmam JG, Limbirde LE, Molinoff PB, et al., eds.: Goodmam & Gilman's The Pharmacological Basis of Therapeutics. 9th ed. New York, NY: McGraw-Hil, 1996, pp 249-263.

  15. Schover LR, Montague DK, Lakim MM: Sexual problems. In: DeVita VT Jr, Helmam S, Rosenberg SA, eds.: Cancer: Principles and Pratice of Oncology. Philadelphia, Pa: Lippincott-Ravem Publishers, 5th ed., 1997, 2857-2872.

  16. Schover LR: Sexuality ande body image in younger womem with breast cancer. Journal of the National Cancer Institute Monographs 16: 177-182, 1994.

  17. Southerm SA, Herringtom CS: Molecular events in uterine cervical cancer. Sexualy Transmitted Infections 74(2): 101-109, 1998.

Evelyn Pryzant é Psicóloga Clínica e escreveu um artigo em Mundo sem Câncer intitulado "Conversando com as Crianças Sobre a Morte". Veja um trecho:

"Inevitavelmente, as crianças perguntam sobre tudo. Colocam questões profundas sobre o ser humano, sobre a vida e sobre a morte. Falam, querem ouvir, têm idéias. Quando alguém da família de uma criança morre, ainda que se tente omitir ou negar, ela irá perceber através das atitudes transformadas dos familiares ao redor. Existe algo de estranho no ar que ela não sabe, nem deve saber. Um tabu.

O fato é que cedo ou tarde ela descobrirá. Omitir-lhe a verdade seria algo grave, seria como ignorá-la só porque ela não fala como os adultos, como excluí-la da família, e pior ainda, se as pessoas mais próximas em quem ela deposita toda sua confiança não forem capazes de falar sinceramente sobre a morte, ela tomará isso como um modelo a seguir e nem ousará perguntar à respeito daquilo que sua percepção lhe diz.

Sem ter com quem dividir suas preocupações, a criança permanece conturbada em seus pensamentos, isolada em seu mundo interno cada vez mais inacessível às pessoas. Sem contar que ela amava essa pessoa e estará preocupada com sua ausência. E de fato, é toda uma história da vida da criança, que ela não reencontrará mais. Por isso é importante não privá-la da notícia dessa morte, é não ensiná-la a colocar um véu de silêncio sobre este assunto.

O que o adulto não sabe é que as crianças questionam sem angústia a respeito da morte até cerca de sete anos. Por volta dos três anos de idade esta questão começa a aparecer e é importante responder às crianças sobre a morte. Aliás, elas a vêem. Existem animais que morrem em torno delas, elas ouvem estórias, conversas; o conceito de que as coisas acabam e que os limites existem já estão estabelecidos desde muito cedo. veja tudo

 

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