Pesquisa


.
  |||||||||||  
Home    Temas    Dicionário   
Psicossomática
..
Cardioilogia PsicossomáticaImunologia Psicossomáticagastroenterologia psicossomática Dermatologia Psicossomática (voce está aqui) Página inicial de Psicossomática

...

     

 Opção Somática 
 Equilíbrio Ácido-Básico  
 Alergia e Emoção
 Asma e Emoção
 Bom Humor e a Saúde
 Câncer e Emoção
 Cardiologia
 Clínica Geral
 Da Emoção à Lesão
 Delirium
 Dermatologia
 Dermatite Seborreica
 Doença de Crohn
 Fibromialgia 
 Herpes 
 Imunologia e Estresse
 Labirintite 
 Lúpus 
 Oncologia e Psiquiatria
 Psoríase
 Psicotrópicos na Cardio 
 O Coronariano e Hipertenso
 Personalidade Tipo A
 Psiconeuroimunologia
 Retocolite Ulcerativa
 Fadiga Crônica 
 Vitiligo e Urticária  
 Zumbido no Ouvido     
 Suprarrenais e Estresse 
 Tireóide e Emoções

DERMATOLOGIA E PSICOSSOMÁTICA

O ritmo alucinante da vida de hoje, a transitoriedade das coisas, das pessoas e dos valores, a valorização do bem material, o individualismo crescente, a falta de solidariedade e a premência do tempo e do sucesso estão fazendo surgir novos tipos de doenças e entre elas se enquadra a doença coronariana.

A doença coronariana, produtora do Infarto do Miocárdio, tem sido uma das patologias mais estudadas atualmente, tendo em vista a altíssima incidência em que acomete pessoas dos países mais civilizados. A ciência tem demonstrado uma grande variedade de fatores causais envolvidos no desenvolvimento da doença, sendo os mais freqüentemente referidos a predisposição genética, o tabagismo, a hipertensão arterial, a elevação dos níveis de colesterol, o estresse cotidiano, a vida sedentária do homem moderno, a obesidade e a diabetes.

Alguns estudos consideram a participação de fatores constitucionais um dos elementos mais importantes no desenvolvimento da doença, outros enfatizam a importância prevalente dos fatores ambientais, tais como o aumento do nível de colesterol, o fumo e a hipertensão arterial. Enfim, quanto a ordem de importÂncia desses fatores não há ainda um consenso.

Apesar de todos esses estudos, na década de 1980, alguns estudos (Eliot R S - Stress and cardiovascular disease: mechanisms and measurement - Ann. Clin. Res. no. 19, p.p. 88-95, 1987.) constatavam que até cerca da metade dos coronarianos não apresentam os clássicos fatores de risco ambientais atribuídos ao desenvolvimento da doença. Assim sendo, quais seriam os mecanismos responsáveis pelo desenvolvimento da doença nesses pacientes?

 

Índice de Dermatologia Psicossomática

Delírio Parasitário
Psoríase
Dermatite Atópica
Dermatite Seborreica
Urticária Crônica
Herpes Simples Genital
Lúpus
Vitiligo
Qualidade de vida em dermatologia

 

Índice de Cardiologia Psicossomática

- Psicossomática
- Psicotrópicos 
- Personal. Tipo A
- O Enfartado
- O Hipertenso
- A emoção na UTI
- Doença e o Doente
- Arritmias e Depressão
- Coagulação 

 

   

Em julho de 1999, realizou-se o Congresso da American Academy of Dermatology, em São Francisco (Estados Unidos). A.Finlay, da Universidade de Wales (Escócia), fez a seguinte pergunta: o que é pior: a psoríase, diabetes, a asma ou a bronquite, nos pacientes que já têm a psoríase e, também, uma dessas outras patologias? Concluiu que o pior é a psoríase, e o trabalho foi publicado no Brit.J.Dermatol. 1995; 132: 236 - 244. 

Daí surgiu a idéia de se realizar um questionário, que avaliasse a qualidade de vida do paciente com doença de pele, informando as restrições que este sofre no trabalho social, lazer, vida sexual etc. Em decorrência do questionário criou-se o Dermatology Life Quality Index (DLQI), desenvolvido por Finlay e Khan, que já existe em 12 línguas e corresponde à 10 perguntas que levam 2 minutos para serem respondidas. A dermatite atópica, psoríase, eczema e acne, são as doenças que mais afetam a vida dos pacientes.

Dermatitis artefata ou auto mutilação são lesões de pacientes com distúrbios psiquiátricos que se auto-infligem (geralmente transtornos obsessivos-compulsivos e esquizofrenia); tricotilomania = arrancar cabelos e lavar as mãos obsessivamente.

O estresse, a ansiedade exacerbam vários tipos de doenças e a depressão, também. Esses fatos, sugeriram durante o Congresso, a necessidade de se criar uma subespecialidade, para combater essas doenças psicossomáticas, que se manifestam na pele. Foram feitas referências ao primogide e aos anti-alérgicos e anti-pruriginosos.

Os transtornos obsessivos-compulsivos, afetam 2 a 3% da população e 14% dos pacientes que se apresentam com coceiras no consultório do dermatologista. Esse tema foi apresentado aos especialistas, através de uma técnica de psicodrama, insistindo no fato de que os dermatologistas dão pouca atenção à esses aspectos psicossomáticos da especialidade.
Um dos expositores, sugeriu que o especialista encarasse com bom humor essas histórias, pois isso melhora a relação médico/paciente. (JAMA 4/6/1997; 227:1660- 63)

PSORÍASE

A prevalência da Psoríase, na Europa, é de 1,5% a 2% da população, nos Estados Unidos é de 0,5% a 1,5%. A doença é rara em negros, índios e amarelos é não existe entre esquimós. A Psoríase desenvolve-se com maior freqüência entre 20 e 40 anos. Entretanto, a doença será mais grave quando surge em crianças e isso ocorre em sua forma denominada de Psoríase Familial, que acomete a pessoa desde criança. Essa forma familial está intimamente associada a problemas imunológicos, tal como complexo de histocompatibilidade nas moléculas W 6; DR7; B1 e B57. A forma não familial se desenvolve mais tarde.

Muito provavelmente a questão emocional atua como um importante fator desencadeante da Psoríase em pessoas com uma certa predisposição genética para a doença. Fala-se em componente genético porque cerca de 30% das pessoas que têm Psoríase também têm familiares acometidos por ela. A Psoríase não é uma doença contagiosa e não há necessidade de evitar o contato físico com outras pessoas.

Fisiologia
N. Ortonne e colaboradores, patologistas do Hospital Saint Louis (Paris), afirmam que a Psoríase é uma dermatose inflamatória resultante de um equilíbrio epidérmico anormal, caracterizada pela proliferação exagerada e diferenciação anormal dos queratinócitos (células da epiderme responsáveis pela queratina), e também por uma ativação anormal do sistema imunológico. Na opinião desses pesquisadores, trata-se de uma dermatose de causas multifatoriais, implicando inclusive em mecanismos patogênicos hereditários, emocionais e ambientais.

Um grande número de fatores desencadeantes ou agravantes da Psoríase têm sido identificados em pacientes predispostos geneticamente. Entre esses fatores se incluem as infecções estreptocócicas e virais, o estresse, outros fatores emocionais, alcoolismo e fumo.

Formas Clínicas
A Psoríase pode se manifestar de várias maneiras e graus. Ela se apresenta desde sob a forma de mínimas lesões até uma forma mais severa, chamada de Psoríase Eritrodérmica, onde a pele de todo corpo pode estar comprometida.

Entretanto, a forma mais freqüente de apresentação é a Psoríase em placas, caracterizada pelo surgimento de lesões na pele de cor avermelhada e descamativas bem delimitadas e de evolução crônica. Essas escamas geralmente são esbranquiçadas e localizadas mais freqüentemente nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e tronco. As lesões de Psoríase geralmente não têm sintomas, mas pode haver discreta coceira no local. Quando as placas regridem, costumam deixar uma área de pele mais clara no local afetado.

Sendo a Psoríase uma doença de natureza crônica, é comum ocorrerem fases de melhora e de piora, possivelmente oscilando ao sabor das oscilações emocionais. Outra característica importante é o chamado fenômeno de Koebner, caracterizado pela formação de lesões lineares em áreas de trauma cutâneo, como arranhões.

Apresentações menos comuns são; a Psoríase Ungueal, com lesões apenas nas unhas, a Psoríase Pustulosa, com formação de pústulas principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés e a Artrite Psoriásica que se caracteriza por inflamação articular que pode causar até a destruição total da articulação, normalmente afetando os dedos das mãos. Os graus de severidade da Psoríase são divididos em leve, moderada e grave sendo um dos mais graves a chamada Psoríase Inversa, onde as lesões são planas, inflamadas, atingindo grandes áreas.

Outra forma de apresentação é a Psoríase Gutata, com surgimento eruptivo de pequenas lesões circulares (em gotas), freqüentemente associada com infecções de garganta. O diagnóstico da Psoríase é geralmente clínico, mas pode ser confirmado por uma biópsia, a qual revela sempre um quadro bem característico.

O Ciclo da Psoríase
Nossa pele está em continuada renovação, substituindo continuamente células mortas por vivas. Nessa renovação (crescimento) normal da pele, as células são criadas numa camada mais profunda (basal), e então se movem para cima, através da epiderme, até o chamado ao estrato córneo, que é a última camada da pele.

As células que vão morrendo, por sua vez, são eliminadas através desse estrato córneo, mantendo o equilíbrio. Este processo normal de renovação leva aproximadamente 28 dias, do nascimento das células até sua morte.

Quando a pele é ferida, entre em ação uma outra atividade, diferente da renovação normal. Trata-se da cicatrização. Nesse caso as células são produzidas numa velocidade maior. Na cicatrização há ainda um aumento da irrigação sanguínea na área afetada e um processo de inflamação no local.
Patologicamente e de alguma forma, a pele com Psoríase é muito parecida com a pele em cicatrização, com a pele portadora de alguma infecção ou mesmo com a pele da reação alérgica.

As lesões da Psoríase se caracterizam por um crescimento celular anômalo e, embora não haja nenhuma ferida a ser cicatrizada, as células da pele chamadas queratócitos se comportam como se houvesse alguma lesão a ser reparada. Estes queratócitos alteram a multiplicação celular normal para um modelo como se fosse de regeneração. Assim sendo, muitas células da pele são desnecessariamente criadas e empurradas para a superfície num prazo curto de 2 a 4 dias. Esse excesso de células se acumula e começam a descamar formando as lesões típicas da Psoríase.

Resumindo, as escamas em placas que cobrem as lesões da Psoríase são compostas de células mortas, e a vermelhidão das lesões é causado pelo aumento da irrigação sanguínea nesse local para favorecer, indevidamente, o crescimento rápido de novas células.

Tratamento
A Psoríase pode deixar pessoas com limitações físicas devido a artrite, pode desfigurar, devido as lesões na pele, enfim, pode proporcionar grande frustração, ansiedade e depressão. Há casos mais graves com importante diminuição da auto-estima e completo isolamento social conseqüente.

Vários tipos de alívios temporários estão disponíveis, e eles atuam com variados graus de sucesso. A Psoríase não tem um curso previsível e cada caso tem o seu próprio curso. Uma coisa é certa, os sintomas podem ir e vir, tornando-a uma doença para a vida toda. Mas o paciente pode aprender a conviver adequadamente com a doença, aprender a controlá-la e levar vida praticamente normal.

O tratamento da Psoríase vai desde o simples uso de medicações tópicas para os casos mais leves, até tratamentos mais complexos para os casos mais graves. A resposta ao tratamento varia de um paciente para outro e o componente emocional nunca deve ser menosprezado.

Uma vida saudável, evitando-se o estresse vai colaborar para a melhora, assim como, será fundamental o tratamento de estados emocionais que estejam comprometendo a saúde, principalmente os estados ansiosos e os depressivos. A exposição solar moderada é de grande ajuda e manter a pele bem hidratada também auxilia o tratamento. Embora não exista uma forma definitiva para se acabar com a Psoríase, é perfeitamente possível conseguir a remissão total da doença, praticamente como se fosse uma cura clínica.

"Cerca de 30% dos portadores relatam casos na família", diz a dermatologista Sandra Tajtelbaum. ...
Além da predisposição genética, acredita-se haver relação da doença com infecções, uso de medicamentos, situações de estresse e traumas emocionais. "Organicamente, tensões subjetivas funcionam como uma bombinha que pode desencadear a psoríase", diz a neuropsiquiatra Elisabete Della Rosa Pimentel.
"Quando investigamos meu passado, vi que problemas no relacionamento, o desemprego do meu pai e o estresse no trabalho acabaram influenciando o desenvolvimento da doença", afirma Baer.
Para Pimentel, quando o paciente reconhece a situação emocional que está ligada ao aparecimento dos sintomas, ele já está a um passo do controle da doença, reduzindo suas manifestações."
Trecho de matéria da Folha Equilíbrio - veja tudo.



Trecho do site Dermatologia.net:

"O que a mente tem a ver com a pele
A mente é algo sobre o que todas as pessoas falam, mas ninguém sabe o que é. Existem pesquisadores que acreditam que a mente é um produto do cérebro e buscam encontrar sua sede nesse órgão. Outros acham que a mente existe antes do cérebro, sendo a programadora do que se passa nele. Ambas as correntes de pensamento têm provas razoavelmente convincentes do que afirmam.

Seja o que for, a mente é onde se produzem os pensamentos. A partir deles, desencadeia-se uma série de fenômenos físicos através do cérebro, que é o local de reconhecimento de todos os fatos que se passam no organismo.

Origem embriológica

A pele e o sistema nervoso, do qual o cérebro é o órgão central, têm a mesma origem durante a formação do embrião. Ambos derivam do ectoderma, o folheto externo do embrião, que, na sua evolução, dobra-se sobre si mesmo formando um tubo, chamado tubo neural. A parte que fica por fora vai formar a pele e a parte interna vai desenvolver o sistema nervoso.

Portanto, desde o início, a pele está em ligação direta com o sistema nervoso, enviando-lhe constantemente informações sobre o meio externo.

Comunicação pele-sistema nervoso

Do cérebro e da medula espinhal partem nervos, que se ramificam como os galhos de uma árvore e se dirigem a todos os pontos do organismo, incluindo a pele. Na pele, filetes nervosos chegam à derme, aos vasos e à camada mais superficial, a epiderme.

As mensagens entre o sistema nervoso e a pele se dão por meio de substâncias químicas, chamadas neuropeptídios, que levam o código dos pensamentos ocorridos na mente para a pele.

Em sentido inverso, a pele envia ao cérebro suas mensagens por meio de mediadores químicos produzidos por suas células, que viajam até o sistema nervoso central pelo sangue ou pelos nervos, lá gerando pensamentos.

A comunicação entre mente, sistema nervoso e pele é constante e imediata, provocando alterações muito sutis, na maioria das vezes invisíveis e não percebidas pelas pessoas, como as alterações na produção do suor. Veja o site

 

Outro trecho do site Dermatologia.net:

A mente e as doenças da pele
"Os processos de comunicação entre as células vêm sendo desvendados desde os estudos do pesquisador Hans Selye, sobre a influência do estresse no organismo, na década de 30. Nos últimos trinta anos, essas descobertas vêm aumentando muito e já permitem a compreensão de que todas as células do organismo se comunicam permanentemente.

Hoje, entende-se que o corpo tem um funcionamento holístico (integrado, completo), ligado por uma rede psicossomática (mente+corpo), na qual tudo o que se passa numa célula é imediatamente captado por todas as outras células.

Assim, o corpo mantém-se em equilíbrio adaptando-se a qualquer desarranjo em algum setor, por mínimo que seja. Este poder de adaptação é tão grande, que faz com que os órgãos possam desempenhar seu papel até quando têm apenas 30% de sua capacidade funcional." Veja o site

Trecho do site Dermatologia.net: A comunicação celular e as doenças da pele

(continuação) "Com base nessa comunicação holística, não há mais dúvida atualmente de que muitas doenças têm seu ponto de partida no tipo de pensamentos que a pessoa cria na mente. A vibração dos pensamentos provoca primeiramente alterações elétricas no cérebro que levam à produção de substâncias químicas pelo hipotálamo (área do sistema nervoso localizada na base do cérebro).

Estas substâncias químicas são os mediadores (mensageiros), que fazem a comunicação entre as células. O tipo de mediadores que será produzido e o que eles causarão, depende do tipo de pensamentos que está sendo gerado a cada instante.

Não se sabe exatamente, ainda, como se dá o fenômeno de vibrações se transformarem em moléculas químicas nem como estas determinam desequilíbrios nas células. No entanto, não há dúvida de que, certos estilos de pensamentos agindo sobre pessoas geneticamente predispostas, são capazes de desencadear mudanças no organismo, que se manifestam sob a forma de doenças.

Assim, há certas dermatoses (doenças da pele) que seguramente têm uma ligação muito estreita com estados emocionais, pelo menos numa significativa porcentagem de pessoas. A psoríase é o exemplo mais eloqüente. Observa-se, com freqüência, que os pacientes com psoríase têm um alto nível de ansiedade. O vitiligo é outra dermatose sobre a qual o estresse exerce importante influência. A dermatite atópica, um tipo de alergia, que pode aparecer logo aos primeiros meses de vida, também contém um componente emocional intenso.

Além dessas, a dermatite seborreica, a neurodermite, a hiperidrose axilar e palmoplantar, a alopécia areata e, possivelmente, o líquen plano, a dermatite numular, a dermatite artificial (auto-escoriação) e a tricotilomania (arrancamento compulsivo de cabelos e pêlos) são outros quadros com conexão mente-pele evidente, em maior ou menor grau".  Veja o site

DERMATITE SEBORREICA - Caspa

Trata-se inflamação crônica da pele que surge em indivíduos geneticamente predispostos, tratando-se portanto de manifestação constitucional. As erupções cutâneas características da doença ocorrem predominantemente nas áreas de maior produção de oleosidade pelas glândulas sebáceas.

A causa da Dermatite Seborreica é desconhecida, mas a oleosidade excessiva da pele, juntamente com um fungo, o Pityrosporum ovale, estão envolvidos na causa da doença. A maior atividade das glândulas sebáceas ocorre sob a ação dos hormônios masculinos (androgênios), por isso, o início dos sintomas ocorre geralmente após a puberdade. Nos recém nascidos também podem ocorrer manifestações da doença, normalmente devido a algum nível de androgênio materno ainda presente na criança.

Manifestações clínicas
A Dermatite Seborreica tem caráter crônico, com tendência a períodos de melhora e de piora. A doença costuma se agravar no inverno e em situações de fadiga ou estresse emocional.

As manifestações mais freqüentes da Dermatite Seborreica ocorrem no couro cabeludo e são caracterizadas por intensa produção de oleosidade (seborréia), descamação (caspa) e prurido (coceira). A caspa pode variar desde fina descamação até a formação de grandes crostas aderidas ao couro cabeludo. A coceira, que pode ser intensa, é um sintoma freqüente nesta região e também pode estar presente com menor intensidade nas outras localizações.

Quando a Dermatite Seborreica se instala na pele, as lesões costumam ser avermelhadas com descamação gordurosa. As áreas mais atingidas da pele são o rosto, principalmente em torno do nariz, supercílios e fronte, orelhas e região retroauricular (atrás da orelha) e o centro da região torácica anterior e posterior.

Uma outra apresentação da Dermatite Seborreica é a chamada Blefarite Seborreica, que atinge as pálpebras (caspas nas pálpebras). A Dermatite Seborreica pode ainda apresentar lesões em áreas de dobra de pele, como as axilas e sob as mamas. Casos graves de Dermatite Seborreica podem evoluir para a generalização das lesões, atingindo grandes áreas da pele.

Tratamento
Não existe medicação que acabe definitivamente com a Dermatite Seborreica porém seus sintomas podem ser controlados. Deve-se evitar a ingestão de alimentos gordurosos e de bebidas alcoólicas e o banho muito quente. O tratamento geralmente é feito com medicações de uso local na forma de xampus, loções capilares ou cremes. Em alguns casos, medicações via oral podem ser utilizadas. A escolha do tratamento adequado vai depender da localização das lesões e da intensidade dos sintomas e deve ser indicado por um médico dermatologista.

Evitar o estresse ou tratar problemas emocionais que possam estar mantendo o quadro pode colaborar para a melhora. A exposição solar moderada é de grande ajuda. Embora não exista uma forma definitiva para se acabar com essa dermatite, é perfeitamente possível conseguir a remissão total da doença, praticamente como se fosse uma cura clínica.

http://www.dermatologistas.com.br/dermato/a_participe.htm
http://www.dermatologistas.com.br/dermato/Doencas/psoriase.htm
http://www.doctorbbs.com/saude/psoriase/psoriase.html

 

HERPES SIMPLES

Existem dois tipos de herpes, o Herpes Simples, mais comum, que reaparece de vez em quando e o Herpes Zoster, que só ataca uma única vez e imuniza a pessoa para o resto da vida. O Herpes Simples é contagioso e geralmente aparece no contorno dos lábios, ao lado da boca, nos órgãos genitais, nádegas e até dentro dos olhos (casos mais raros), podendo levar à cegueira.

O Herpes Simples Genital é uma infecção viral, contagiosa, causada pelo vírus Herpes Simplex II (HS-II) que afeta principalmente os órgãos genitais de homens e mulheres. Esse vírus é também responsável por várias viroses, como a varicela ou catapora, a mononucleose e o herpes oral ou labial.
Apesar do vírus Herpes Simplex afetar preferencialmente os genitais, a doença é mais freqüentemente observado em mulheres. Nestas, a doença pode acometer a vulva (os lábios ao redor da vagina), o orifício vaginal, o colo uterino e o ânus. Entretanto, provavelmente o herpes genital não afeta o útero, as trompas e nem os ovários, portanto, não causa infertilidade. Nos homens, as lesões do herpes genital podem ser encontradas no pênis e bolsa escrotal.

O Herpes Simples também pode acometer outras áreas da pele, tais como as nádegas, pernas ou dedos das mãos.

Sintomas

Quando labial, a pele aonde irá aparecer a lesão começa a ficar mais sensível e a coçar alguns dias antes da lesão aparecer. Inicia-se um pequeno inchaço, formando-se pequeninas bolhas, que geralmente são bastante dolorosas. Quando estas bolhinhas se rompem, surge uma ferida com secreção clara.

É nesta fase que o vírus pode ser facilmente transmitido. Os sintomas são mais graves nas primeiras infecções, onde o processo de cicatrização pode levar até 4 semanas, mas normalmente após alguns dias a ferida começa a secar e finalmente inicia-se o processo de cicatrização.

O primeiro episódio de Herpes Genital costuma provocar dor na região afetada. Aparecem também grupos de pequenas bolhas (vesículas) na área genital. Estas vesículas provocam coceira e se tornam dolorosas. A seguir, essas pequenas vesículas se transformam em bolhas maiores e se rompem, deixando no seu lugar áreas ulceradas e dolorosas. Devido a essas lesões pode haver aumento dos gânglios na virilha (íngua) e, algumas vezes, febre. Estes sintomas podem durar de 10 a 14 dias. O Herpes Genital intra-vaginal ou no colo uterino pode provocar corrimento e algum sangramento, mas não costuma causar dor.

 

 

É importante assinalar que algumas pessoas com Herpes Genital não sabem reconhecer nem identificar os sinais dessa infecção e, portanto, podem ser portadoras mas nem saber que têm a doença.

Recaídas

Quase mais importante que a primeira infecção por Herpes Simples são as recaídas (recidivas) que, praticamente, todos pacientes estão sujeitas. Assim sendo, depois do primeiro episódio o mais comum é o vírus torna-se inativo e, portanto, não provoca mais infecção nem prejuízo. Mas, ele costuma ser reativado de tempos em tempos, reaparecendo os sinais e sintomas da doença.

Em geral, a recidiva é menos dolorosa que o primeiro surto. Pouco antes de sua ocorrência o paciente pode referir coceira (prurido), irritação ou maior sensibilidade na região onde habitualmente aparecem as lesões. Os sinais e sintomas que antecedem o aparecimento dos surtos são denominados pródromos.

Esses pródromos que antecedem o desencadear de uma nova lesão e quando a pessoa pode sentir uma sensibilidade maior numa determinada parte do corpo é benéfica, na medida em que o paciente pode iniciar o tratamento precoce para reduzir o tempo das lesões.

É interessante assinalar que a recidiva também pode não causar nenhum sintoma. Felizmente as crises tendem a ser menos freqüentes e menos intensas com o decorrer do tempo.

As situações que podem provocar o reaparecimento do Herpes costumam ser vários, tanto fatores ambientais quanto individuais. Podem desencadear um novo episódio de Herpes fatores tais como, por exemplo, o excesso de calor, a fricção continuada da região da pele, a fadiga, menstruação, durante estados gripais, fadiga, exposição intensa ao sol ou ao frio intenso e, principalmente, durante transtornos emocionais e estresse. Entretanto, estes fatores desencadeantes podem variar de indivíduo a indivíduo.

De qualquer forma, é importante que a pessoa que tem Herpes aprenda a reconhecer quais os fatores que podem desencadear uma recidiva e tome todas as precauções possíveis para evitar estes estímulos, mantendo, assim, o vírus em estado inativo e a doença em remissão.

O surgimento do Herpes pode significar que a pessoa esteja passando por um momento de medo, ansiedade, raiva, frustração, depressão e até mesmo pânico e vergonha. A única atitude correta nesta fase é procurar um dermatologista e, preferentemente, um tratamento emocional.

A Transmissão

O herpes genital é geralmente transmitido através de contato sexual. Portanto, toda pessoal sexualmente ativa corre o risco de infectar-se com o vírus. É importante saber que, quando uma pessoa teve ou tem herpes genital, ela pode disseminar ou propagar o vírus e infectar seu parceiro sexual, mesmo sem apresentar sinais de infecção ativa.

Existem circunstâncias que aumentam a probabilidade de se adquirir herpes. A existência de vários parceiros sexuais e o início precoce da atividade sexual na adolescência são fatores de risco para a contaminação.

Tratamento

O Herpes Genital ou Labial não tem cura. Uma vez infectada, a pessoa abrigará o vírus pelo resto de sua vida. No corpo, o vírus do herpes permanece nas células nervosas, onde fica num estado de repouso, isto é, inativo. Quando é ativado, ocorre recidiva, com formação de vesículas, que geralmente aparecem no mesmo local.

Como ainda não há cura, o tratamento atual se restringe ao alívio dos sintomas e à tentativa de redução da freqüência e duração das crises. Por isso, é fundamental que a pessoa que apresente evidências da doença procure um médico logo no início da primeira crise e converse com ele sobre as opções de tratamento.

Os medicamentos específicos contra o vírus são chamados agentes antivirais e os anti-herpéticos disponíveis, quando empregados corretamente, são capazes de destruir o vírus no interior das células infectadas sem prejudicar as células normais. A escolha do melhor medicamento deverá ser feita exclusivamente pelo médico.

Vai para a Pág. 2

Veja mais:
Informações Glaxo-Welcome
Starmedia
Shirley Schnaider Borelli

Ballone GJ - Psicossomática e Dermatologia - in. PsiqWeb, Internet, disponível em <http://sites.uol.com.br/gballone/psicossomatica/dermato.html> revisto em 2003

 


Trecho de artigo publicado no Correio Braziliense de 24 de janeiro de 2003:

"Médicos e psiquiatras são unânimes ao afirmar: qualquer pessoa está sujeita a desenvolver uma doença psicossomática. Algumas até já sofrem do mal sem perceber. A asma e a artrite (dores nas articulações), por exemplo, têm um forte fator emocional. Crianças que só começam a ter dificuldades para respirar depois de completar 5 ou 6 anos sofrem de asma psicossomática. A falta de ar é uma maneira de atrair a atenção dos pais.

  Para ter certeza de que uma doença tem origem psicológica, deve-se descartar todas as causas orgânicas primeiro. Por isso, recomenda-se uma série de exames antes de fechar o diagnostico. É importante esclarecer que, apesar de a enfermidade ser emocional, o paciente precisará de tratamento médico. ‘‘Os sintomas que ela apresenta não são imaginários e, portanto, exigem cuidados especiais’’, ensina o psiquiatra.

  Outras doenças psicossomáticas comuns são a psoríase (descamação da pele), o vitiligo (perda do pigmento da pele) e a alopécia (perda espontânea de pêlos do corpo). O fato de todas afetarem a pele não é coincidência. ‘‘Depois do cérebro, a pele é o órgão com o maior número de terminações nervosas do corpo’’, explica o dermatologista Francisco Leite. ‘‘Isso quer dizer que a pele está intimamente ligada ao sistema nervoso central e, conseqüentemente, às emoções.’’

  Em princípio, os pacientes nem imaginam que as irritações na pele e queda de cabelo têm fundo emocional. Mas, ao conversar com o dermatologista, acabam percebendo: o problema surgiu após um forte estresse.

  A melhor maneira de acabar com o problema é tratando, simultaneamente, a pele e a mente. Por isso, além dos medicamentos tradicionais, recomenda-se terapia. Quando a pessoa ficar de bem consigo mesma, os sintomas tendem a regredir. O doente citado acima, por exemplo, controlou a doença logo após o novo matrimônio. O fato de se sentir amado novamente ajudou na cura".
Veja o artigo todo

Copyright © G.J.Ballone 2003