|
Graça Marques é
Psicoterapeuta Familiar, Psico Oncologista e Psicanalista. Ela
escreve um artigo sobre Psiconeuro-imunologia muito esclarecedor
no site do Núcleo de Apoio ao PAciente com Câncer (NAPACAN).
Veja um trechinho:
"Se fatores
psicológicos podem afetar o processo biológico de malignidade, e
se intervenções psicossociais influenciam na sobrevida, a
questão óbvia é: como? Cada vez mais os interesses estão sendo
focados nos mecanismos psiconeuroimunológicos, o que proporciona
uma visão mais ampla do paciente gerando questionamentos e
hipóteses para serem pensados em grupos de profissionais,
trazendo assim, um tratamento mais completo ao paciente.
O sistema imune é uma
complexa máquina de sobrevivência que determina a distinção
entre o próprio e o não próprio.
A reação imune é
ativada em resposta a exposição para antígenos externos, num
esforço para manter a homeostase corporal (ou , equilíbrio
orgânico).
As respostas imunes são
categorizadas em não específicas ( neutrófilos, e reações
inflamatórias) ou específicas ( humoral, mediada por anticorpos,
e imunidade mediada por células ).
Funções imune não
específicas são atribuídas para células fagocíticas (neutrófilos,
monócitos e macrófagos) e sistema imune do complemento (conjunto
de proteínas no sangue), essas também chamadas de imunidade
natural não têm memória.
Tratando-se da resposta
imune específica, a imunidade humoral refere-se a interação do
antígeno com o anticorpo e a imunidade mediada por células
consiste na ação direta do linfócito com antígenos.
Sistema nervoso central
(SNC) e sistema imune (SI).
A existência de uma
íntima relação entre o cérebro e o sistema imune tem sido
demonstrado com base em resultado de numerosos estudos. Mediadores autônomos específicos, neuroendócrinos e
neuropeptídios formam a base biológica deste
inter-relacionamento, como tem sido extensamente demonstrado.
Recentemente a visão de
que a interação entre o cérebro e o sistema imune é
bidirecional tem sido preferida à aquela onde a direção da
comunicação é exclusivamente do cérebro para o sistema imune
(SI), com uma variedade de estudos mostrando que o SI é apto para
enviar mensagens para o SNC e influenciar suas funções.
Pesquisas recentes também
têm estabelecido que órgãos linfóides, primário e secundário,
são inervados. A estimulação ou o bloqueio de determinadas áreas
do cérebro influenciam na resposta imune e, vice-versa, a produção
de anticorpos é acompanhada por mudanças químicas e elétricas
no cérebro." Veja
o artigo todo
|
Desde 1984 Blalock se referia ao Sistema Imunológico como uma
espécie de "sexto sentido" orgânico, remetendo
informações do ambiente e acessíveis aos cinco sentidos ao
cérebro. Para ele, as evidência da interação entre Sistema
Imunológico e elementos do Sistema Nervoso Central (SNC) incluem:
1- As alterações
psicológicas que ocorrem no início e no curso das doenças
infecciosas e cancerígenas, bem como nas alergias e doenças
autoimunes;
2- As evidentes influências dos hormônios do estresse (cortisol e adrenalina) na imunidade;
3- Os constatados efeitos dos neurotransmissores e
neuropeptídeos na imunidade;
4- Os muitos efeitos experimentais do estresse na imunidade dos
animais e dos humanos;
5- Os efeitos de drogas psicoativas sobre a imunidade;
6- A correlação das diferenças psicológicas individuais com
as diferenças na imunidade individual;
7- A ocorrência de anormalidades imunológicas em doenças
psicoemocionais, como por exemplo na depressão, no estresse e
na esquizofrenia.
A sabedoria antiga já tinha
sólido conhecimento da integração corpo-mente. Aristóteles disse
que a "psique (alma) e corpo reagem complementariamente uma com
outro, em meu entender. Uma mudança no estado da psique produz uma
mudança na estrutura de corpo, e à inversa, uma mudança na
estrutura de corpo produz uma mudança na estrutura da psique".
No final da década de 1950, experimentos com animais mostraram que
o estresse poderia afetar a imunidade (tanto em sua parte humoral,
quanto celular). Rasmussem, Marsh e Bril constataram que os ratos,
expostos à importante estresse, foram mais susceptíveis em
contrair infecção pelo vírus do Herpes Simples. Um pouco mais
tarde, Solomom, Levine, e Kraft demonstraram que nos primeiros anos
de vida da criança o estresse poderia afetar a futura resposta dos
anticorpos na vida adulta.
Nos anos de 1960, algumas observações psicossomáticas foram
feitas em relação às alterações emocionais que surgiam no
início e durante o curso das doenças autoimunes, principalmente em
relação à Artrite Reumatóide, ao Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e ao mal de Graves, que é um tipo tireoidite, entre outras
patologias.
Tentava-se, nessa época, avaliar a força dos elementos emocionais
no desenvolvimento de algumas doenças. Uma das observações mais
intrigantes, talvez tenha sido o fato dos parentes saudáveis de
pacientes com Artrite Reumatóide também apresentarem uma sorologia
características de anticorpo dessa doença (o fator reumatóide ou
Anti-imunoglobulina G), mas, apesar disso e por possuírem
capacidade superior de adaptação psicológica à vida, esses
parentes não apresentavam a doença. Esse fato sugere que o
bem-estar psicológico pode ter uma influência protetora, até
mesmo contra uma predisposição genética (Solomon, 1964).
De fato, os clínicos mais sensíveis e observadores têm conhecido
as alterações emocionais que alguns pacientes apresentam no
começo e no curso de determinadas doenças. Por conta disso, Sir
Wiliam Osler dizia, com relação ao prognóstico da tuberculose
pulmonar, ser tão importante conhecer o que está se passando na
cabeça do paciente, quanto o que está se passando em seu peito.
Ainda em relação à tuberculose, na década de 1950, o célebre
fisiologista britânico George Day, dizia que o problema de
adaptação é muito evidente nos 18 a 24 meses anteriores ao
surgimento dessa doença.
Em 1985 sai o primeiro trabalho sobre o hipotálamo e a evidência
direta da modulação neurológica da imunidade (Guillemim). Os
neurônios do hipotálamo disparam de maneira seqüencial depois da
administração de um antígeno (corpo estranho) ao organismo. E o
eixo Hipotálamo-Hipófise-Suprarenal se ativa por esse antígeno e
por toxinas elaboradas por células pró-inflamatórias (cito-toxinas), num estado semelhante ao estresse.
Também se sabe que órgãos imunes, como é o timo, o baço e a
medula óssea, recebem inervação do Sistema Nervoso Autônomo,
mais precisamente, de sua porção simpática, havendo sinapses nas
uniões entre os terminais nervosos simpáticos e as células
imunológicas. Portanto, a imunidade se regula cerebralmente,
havendo maior influência do córtex cerebral esquerdo na
maturação e na função de Linfócitos T, as células
imunológicas por excelência.
Algumas alterações emocionais podem surgir no início e durante o
curso de muitas doenças autoimunes. Essas alterações podem
incluir forte tensão, sentimentos de insegurança, retraimento
social, dificuldade para expressar sentimentos e sensibilidade
afetiva muito aumentada.
Psicologicamente, pode haver perda da
adaptação ou, melhor dizendo, perda da habilidade para atitudes
que antes eram eficazes na adaptação. Solomon (1981) estudou essas
alterações particularmente na Artrite Reumatóide, uma doença
autoimune. Essas alterações emocionais também já tinham sido
observadas em relação a outras doenças auto-imunes, como no
Lúpus Eritematoso Sistêmico, por exemplo (Fessel).
Com respeito às alergias, alguns trabalhos da década de 1990 têm
constatado que o estresse, a ansiedade e a depressão, retardam
significativamente a atividade dos Linfócitos T, proporcionando
hipersensibilidades, dermatites e asma (Paciant, Gil, Djuric). Veja
Alergia e Emoção
em PsiqWeb
|
|
No Câncer
A psiconeuroimunologia do
câncer tem sido uma área continuadamente estudada, sempre
procurando esclarecer as relações entre as emoções e a
vulnerabilidade à essa doença, bem como à ocorrência e
agravamento das metástases.
A agressividade e malignidade entre tipos diversos de câncer é
variável, conseqüentemente, varia também a habilidade de Sistema
Imunológico em resistir a determinados tipos específicos desses
cânceres (Lewis). A imunoterapia está ganhando atenção,
particularmente para o tratamento de melanomas, linfomas e câncer
da mama. As "toxinas de Cooley" tinham pouca eficácia
antes de advento da quimioterapia, agora já são conhecidas como
poderosos estimulantes imunológicos.
O Sistema Imunológico é o responsável pela vigilância do
organismo contra a proliferação de células cancerígenas. Algumas
células do Sistema Imunológico são destinadas a destruir essas
células anômalas que poderiam transformar-se em câncer e que
nosso organismo, em seu estado natural, está sujeito à produzir
esporadicamente. Entre essas células vigilantes estão as Células
NK (Natural Killer).
Muitos estudos experimentais e clínicos em humanos e em animais
têm mostrado que as Células NK, importantíssimas na vigilância
contra as células neoplásicas e na prevenção de metástases de
câncer, podem ser sensíveis à influência de fatores estressores
e psicossociais. Constata-se, cada vez mais, que o estresse pode
aumentar substancialmente a extensão e a probabilidade de
metástases em câncer de mama em ratas devido à supressão da
função das Células NK (Ben-Eliyahu).
Um estudo de intervenção psicoterapêutica em pacientes com
câncer de pele (melanoma) foi realizado por Fawsy (1993).
Comparou-se um grupo pacientes com melanoma maligno e que
participaram de um grupo de atenção psiquiátrica durante seis
meses, com um grupo controle, composto de pacientes portadores da
mesma doença mas sem acompanhamento psicoterápico.
Os pacientes com melanoma maligno e participantes do grupo
psiquiátrico, mostraram menos dor e maior atividade das Células NK
que o grupo controle, de pacientes com esse mesmo quadro mas não
participantes do programa de atenção psicoterapêutica. Os
pacientes do programa de atenção psicoterapêutica mostraram ainda
menos recorrência e metástases, além de uma sobrevida maior que
seis anos. Veja
Câncer e Emoção
Imunidade e
Doença Mental
As diferenças individuais
no comportamento, nos estilos pessoais de enfrentamento dos
conflitos, nos traços de personalidade e psicológicos podem
acompanhar diferentes características imunológicas. Amkraut, em
1972, percebeu que ratos dotados de maior comportamento de luta
espontânea mostravam maior resistência imunológica à indução
de vírus tumorais. Kamen-Siegel constatou em idosos que um estilo
pessimista em relação à vida se correlacionava com baixa
imunidade.
De um modo geral, as anormalidades imunológicas que ocorrem junto
com transtornos psicoemocionais devem ser dividido em dois grupos;
aquelas associadas às desordens afetivas e aquelas associadas à
esquizofrenia. Aparentemente, no caso das desordens afetivas
(depressão) a baixa imunidade apareceria como conseqüência e, no
caso da esquizofrenia, como causa ou comorbidade. De qualquer forma,
a constatação da contribuição de processos imunológicos em
doenças mentais e vice-versa é muito problemática.
Não obstante, desde a década de 1980, tem-se documentado muito bem
alguns elementos importantes entre funções imunológicas e
depressão (Miller). Em casos de estados depressivos mais graves, a
função dos Linfócitos T declina de uma forma idade-dependente.
Isso significa que pessoas jovens e com testes psicológicos
sugestivos de depressão não tiveram déficit no funcionamento de
células T mas, pessoas mais velhas e com os mesmo resultados nesses
testes para depressão, sofrem diminuição significativa da
imunidade (idade-dependente).
A reativação de vírus latentes também pode ocorrer na
depressão. Essas experiências forma mais comumente constatadas com
o vírus do Herpes Simples. A depressão não é associada apenas à
diminuição ou supressão da imunidade, mas também com sinais de
ativação alterada do Sistema Imunológico. Essas alterações são
o que ocorre nas doenças chamadas Autoimunes. Também se constata
que os tratamentos efetivos para a depressão costumam ser
acompanhados, gradualmente, do retorno da normalidade imunológica.
Quanto às anormalidades imunológicas que se tem encontrado em
pacientes com esquizofrenia, a situação é bastante ampla e
diferente do que acontece na depressão. Alguns autores até
chegaram a questionar se a esquizofrenia não poderia ser uma
doença autoimune (Henneberg).
Também tem havido várias opiniões sobre evidências da
esquizofrenia ter uma origem viral ou pós-viral, o que faria com
que ela tivesse uma forte influência imunológica. Na esquizofrenia
haveria uma alteração nos níveis de um tipo de imunoglobulinas,
constatáveis no soro e no líquido cefalorraquidiano dos pacientes
(Kurstak). Mas essas informações são polêmicas e pouco
coerentes.
Muito polêmico também tem sido o conceito da esquizofrenia como
uma doença autoimune. Essa idéia se baseia em numerosos informes
de anticorpos anticerebrais na sorologia de pacientes com
esquizofrenia. Tais estudos foram iniciados há tempos por Fessel
(1965), cuja iniciativa consistia em tentar reproduzir sintomas de
esquizofrenia pela administração de injeções de imunoglobulinas
de pacientes esquizofrênicos em macacos.
Apesar da predisposição genética e psicológica como fatores
estimulantes da esquizofrenia, alguns trabalhos têm insistido na
patologia imunológica dos neuroreceptores e neurotransmissores,
ambos da serotonina e dopamina. Anticorpos poderiam atuar bloqueando
ou estimulando esses receptores ou os próprios neurotransmissores,
tal como ocorre nos casos de Miastenia Grave e da Doença de Graves,
respectivamente. Na esquizofrenia postulava-se que um anticorpo
poderia atuar como agonista do neurotransmissor dopamina
(Tachibana).
Hirata-Hibi (1993) observou anormalidades morfológicas em
linfócitos de muitos pacientes com esquizofrenia, particularmente
naqueles com os chamados Sintomas Negativos da Esquizofrenia, além
da constatação dessas alterações celulares em alguns membros de
suas famílias.
Na Atividade
Cerebral
O Sistema Imunológico
afeta o cérebro e a conduta, sobretudo devido aos efeitos imunes
das citocinas no Sistema Nervoso Central (Ransohoff). Ainda que as
citocinas sejam moléculas relativamente grandes, particularmente a
chamada Interleucina-1 (IL-1), elas podem cruzar a barreira
hemato-encefálica. Essa IL-1 também é produzida no cérebro, não
só pela microglia, que são os macrófagos residentes no Sistema
Nervoso Central, senão também pelos astrócitos. A IL-1
periférica pode afetar o cérebro, incluindo a produção de
citocinas através do estimulo de fibras aferentes de nervo vago.
Existem receptores de citocinas no cérebro, incluindo para a IL-1,
IL-8 e Interferon, ambos nas células gliais e nos neurônios. As
citocinas têm importante papel no desenvolvimento e regeneração
dos oligodendrócitos na produção de mielina. As citocinas também
são ligadas ao desenvolvimento da esclerose, dos gliomas, das
demências associadas ao HIV, das lesões no cérebro e,
provavelmente, da doença de Alzheimer.
As citocinas pró-inflamatórias, particularmente IL-1 e o Fator de
Necrose Tumoral (FNT) são responsáveis pela ocorrência da febre,
do sono, da anorexia e da fatiga na doença. Daí, talvez, a grande
prostração que pacientes dessas doenças experimentam.
O uso terapêutico de citocinas, particularmente do Interferon, pode
produzir sintomas psiquiátricos, tais como psicopatias e estados
alterados de ânimo, tipo afetivo ou ansioso. O estado de ânimo
depressivo, com desesperança e desamparo é associado ao declive
rápido de e Células T-CD4.
As relações entre o cérebro e a conduta se ilustram bem pela
investigação substancial da influência de fatores psicossociais
no curso da AIDS, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Nott).
No Estresse
Os experimentos
relacionando imunidade e estresse em animais foram, sem dúvida, a
porta de entrada para a Psiconeuroimunologia. Eles datam da década
de 1930 e foram iniciados pelo canadense Hans Selye. Esse tema de
investigação científica dispõe, portanto, de uma muito extensa
bibliografia. Tipo de estresse, duração e intensidade do estímulo
aversivo, administração de antígenos, etc, são todos temas muito
relevantes para a Psiconeuroimunologia.
O fato de o apoio social ser um importantíssimo modificador dos
efeitos deletérios do estresse em experiências com primatas pode
sugerir a importância do apoio ambiental na saúde da pessoa
estressada. Quando o tipo de resposta do indivíduo ao estresse se
caracteriza por uma postura de derrota e pessimismo, o Sistema
Imunológico corre sérios riscos.
O estresse agudo em humanos, cuja fisiologia é semelhante às
reações de luta que se vê no reino animal, geralmente aumenta o
numero e a atividade das Células NK. Porém isso só ocorre numa
primeira fase dessa atitude de defesa (Coe, 1987 e Nallibof, 1991).
O estresse da vida cotidiana, principalmente nas situações mais
exaustivas, tensas e crônicas, pode afetar uma série elementos
imunológicos. Entre essas alterações estão as funções de
Células T, a atividade de Células NK, a resposta de anticorpos, a
função dos macrófagos, a reativação de vírus latentes (como o
Herpes Simples), entre outras, com severas implicações na saúde
global da pessoa (Glaser). As relações entre o estresse e
infecções são bastante antigas e, inúmeras vezes, constatados
por trabalhos experimentais, alguns bastante rigorosos (Friedmam).
Segundo Cohem (1991), existe uma grande variedade de vírus
intranasais capazes de desenvolver alterações imunológicas, tanto
através da produção de anticorpos, quanto de infecções, como
uma forma de resposta aos aumentos no grau de tensão psicológica.
Cada vez mais trabalhos científicos confirmam efeitos danosos do
estresse sobre infecções virais e bacterianas.
Também os hormônios respondem ao estresse, incluindo a adrenalina,
os corticoesteróides e as catecolaminas. Esses hormônios têm
variadíssimos efeitos na regulação da resposta imune
(Buckingham). Em níveis anormais, altos ou baixos, os hormônios
afetam a imunidade.
A atividade intergrada entre o Hipotálamo, a Hipófise e as
glândulas Suprarenais, conhecido por Eixo
Hipotálamo-Hipófise-Suprarenal, é ativado por eventos
psicológicos, regulando assim a secreção de hormônios produzidos
na Hipófise e destinados às Suprarenais, como é o caso da
corticotrofina (CRF) e do hormônio adrenocorticotrofico (ACTH).
Esses, por sua vez, terão efeitos diretos na imunidade.
O hormônio do crescimento, também estimulado por eventos
psíquicos, pode aumentar as funções dos Linfócitos T e NK em
animais de experiência. Os hormônios sexuais também afetam a
imunidade. A atividade da Célula NK é mais alta na fase lútea de
ciclo menstrual e é também estimulada pelos hormônios da
tireóide. Veja Estresse
e Imunidade
A Psiconeuroimunologia está, assim, se desenvolvendo a passos
largos, colaborando fortemente para apagar o incômodo dualismo
ainda presente na medicina, o qual separa hermeticamente a mente do
corpo.
A Psiconeuroimunologia contribui para que os pacientes possam
compreender que seu corpo é uma somatória integrada e
indissolúvel do mental com o orgânico, influenciado
significativamente pela experiência de vida e por sua própria
sensibilidade. Finalmente, a Psiconeuroimunologia não só deve
contribuir solidamente para a compreensão da fisiopatologia médica
como da visão holística da medicina.
Ballone GJ, Psiconeuroimunologia,
in. PsiqWeb, Internet, 2001, disponível em http://gballone.sites.uol.com.br/psicossomática/psiconeuroimunologia.html
Alergia e Emoção - Relação entre estados alérgicos (asma, rinite...) e estados emocionais.
Asma e Emoção - A asma brônquica do ponto de vista psicossomático.
artigo baseado em:
George F. Solomon - Psiconeuroinmunología:
sinopsis de su historia, evidencia y consecuencias - 2001, (Psychoneuroimmunology:
synopsis of its history, classes of evidence and their implications),
disponível em http://www.psiquiatria.com/interpsiquis2001/2713
Bibliografia
-
Amkraut A,
Solomom GF (1972) - Stress and murine sarcoma vírus
(Maloney)-induced tumors. Cancer Research 32, 1428-1433.
-
Ben-Eliyahu
S, Yirmiya R, Liebeskind JD, Taylor NA, Gale RP (1991) - Stress
increases metastatic spreade of mammary tumor im rats: evidence
for medicatiom by the immune system. Braim.
-
Blalock
JD (1984) - The immune system as a sensory organ. Journal
of Immunology, 132.
-
Day G (1951)
- The psychosomatic approach to pulmonary tuberculosis. Lancet.
May 12, 1025-1028.
-
Djuric VJ,
Overstreeet DH, Bienenstock J, Perdue MH (1995) - Immediate
hypersensitivity im the Flinders rat: evidence for a possible
link betweem susceitibility to allergies ande depressiom. Braim,
Behavior, ande Immunity 9, 196-206.
-
Fawzy FI et
al. (1993) - Malignant melanoma. Effects of am early strutured
psychiatric intervention, coping, and affective state on
recurrence and survival 6 years later. Archives of General
Psychiatry 50, 681-689.
-
Fessel WJ,
Hirata-Hibi M, Shapiro IM (1965) Genetic and stress factors
affecting the abnormal lymphocyte in schizophrenia - J Psychiatr
Res 1965 Dec;3(4):275-283
-
Fessel WJ,
Solomom GF (1960) - Psychosis ande systemic lupus erythematosus:
a review of the literature ande case reports. California
Medicine 92; 266-270.
-
Gil KG, Keefe
FJ, Sampsom HA, McCaskill CC, Rodim J, Crissom JE (1987) - The
relatiom of stress ande family enviroment to atopic dermatitis
symptoms im childrem. Journal of Psychosomatic Research 31,
673-684.
-
Guillemim R,
Cohm M, Melnechuk T. (1985) - Neural Modulation of Immunity, New
York, Raven Press.
-
Henneberg AE,
Kaschka WP (1995) - Immunological Alterations im Psychiatric
Diseases. Basel: Karger.
-
Hirata-Hibi
M, Hayashi K. (1993) - The anatomy of the P lymphocyte -
Schizophr Res 1993 Jan;8(3):257-262
-
Hirata-Hibi
M, Higashi S, Tachibana T, Watanabe N (1982) - Stimulated
lymphocytes in schizophrenia Arch Gen Psychiatry 1982
Jan;39(1):82-87
-
Kamen-Siegel
L, Rodim J, Seligmam ME, Dwyer J. (1991) - Explanatory style and
cell-mediated immunity in elderly men and womem. Health
Psychology 90, 229-235.
-
Kurstak E,
Lipowski AJ, Morozov PV (1987) - Viruses, Immunity, and Mental
Disorders. New York: Plenun.
-
Lewis CE,
O’Sullivam C, Barraclough J (1994) - The Psychoneuroimmunology
of Cancer. Oxford: Oxforde University Press.
-
Miller AH
(1989) - Depressive Disorders and Immunity., Washington:
Americam Psychiatric Press.
-
Paciant CM,
Carpihiello B, Rudas N, Pilodu G, Del Giacco GS (1997) - Anxious
symptoms influence delayed-type hypersensitivity skim test im
subjects devoide of any psychiatric morbidity. International
Journal of Neuroscience 79, 275-283.
-
Solomom GF
(1998) - Immune & Nervous System Interactions. Malibu: Funde
for Psychoneuroimmunolgy.
-
Solomon GF,
Moos RH (1964) - Emotions, immunity, ande disease: a speculative
theoretical integration. Archives of General Psychiatry
11:657-674.
-
Solomon GF.
(1981) - Emotional and personality factors in the onset and
course of autoimmune disease, particularly rheumatoide
arthritis. In Psychoneuroimmunology, 1st ed., Academic Press,
San Diego.
-
Tachibana T,
Watanabe N, Masuko K, Hirata-Hibi M, Shohmori T, Kohsaka M,
Nagao T, Akiyama K, Otsuki S (1981) - Immunological study of
peripheral blood of schizophrenia. Atypical lymphocytes and
quantitative analyses of various immunological measures -
Seishin Shinkeigaku Zasshi 1981;83(7):406-417
-
Ransohoff RM,
Beneviste EN (1996) - Cytokines and the CNS. Boca Raton: CRC
Press.
-
Nott K,
Vedhara K (1999) - Psychosocial and Biomedical Interactions in
HIV Infections. Chur (Switzerland): Harwoode Academic
Publishers.
-
Coe CL,
Rosenberg LT, Fischer M, Levine S (1987) - Psychological factors
capable of preventing the inhibitiom of the antibody response im
separatede infant monkeys. Childe Development 58, 1420-1428.
-
Naliboff BD,
et al. (1991) - Psychological, psychophysiological, ande
immunological changes im young ande olde subjects during brief
laboratory stress. Psychosomatic Medicine 53, 121-132.
-
Glaser R,
Kiecolt-Glaser J (1994) - Handbook of Humam Stress ande
Immunity. Sam Diego: Academic Press.
-
Friedmam H,
Keim TW, Friedmam AL (1996) - Psychoneuroimmunology, Stress ande
Infectiom. Boca Raton: CRC Press.
-
Cohem S,
Tyrell DAJ, Smith AP (1991) - Psychological stress ande
susceitibility to the commom colde. New Englande Journal of
Medicine 325, 606-612.
-
Buckingham
JC, Gillies GE, Cowell AM (1997) - Stress, Stress Hormones ande
the Immune System. Chichester: Johm Wiley & Sons.
|
A Psico-neuroimunologia é
brilhantemente explicada em artigo de Mário Quilici. Veja
um trechinho:
"Estudos em seres
humanos, mostram que, stress e imunidade baixa têm estreita
ligação. Trabalhos mostram continuadamente a comprovação
dessas hipóteses, observadas em situações naturais tais com,
luto, brigas conjugais, exames, e naqueles que cuidam de pacientes
com doença de Alzheimer e até mesmo com estressores
experimentais como é o caso da aritmética mental. Há inúmeras
referências desse tipo de experiências no livro de Fábio Rotman.
A relação entre o stress
com ocorrência natural, e a imunidade, foram avaliados
especialmente em doenças depressivas, como mostrou inicialmente,
um relatório de Schleifer, Keller e Stein, sobre a função das
células T, e também um relatório de Irwim K, sobre a função
das células NK. Mas para compreender bastante bem os efeitos do
stress social, importantes experimentos foram iniciados com
primatas, por Laudenslager e por Coe. Eles demonstram que, ir a um
encontro desagradável (estressante), é mais desgastante do que o
encontro em si mesmo. Faysal e seus colegas da UCLA, demonstraram
também a imunossupressão causada pela derrota, num peixe
lutador, mantendo a idéia de Freud de que a doença é mais comum
nos exércitos derrotados do que nos vitoriosos." Veja
o artigo todo.
|