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A Fobia é um sentimento de medo, injustificado
e desproporcional, que se intromete persistentemente no campo da
consciência e se mantém ali, independentemente do reconhecimento
de seu caráter absurdo. A característica essencial da Fobia
consiste num temor patológico que escapa à razão e resiste a
qualquer espécie de objeção, temor este dirigido a um objeto
(ou situação) específico.
O medo fóbico é específico e, na maioria das
vezes, se projeta para o exterior através de manifestações
próprias do organismo, as quais, normalmente, tocam ao Sistema
Nervoso Autônomo (neurovegetativo), tais como: vertigens,
pânico, palpitações, distúrbios gastrintestinais, sudorese e
perda da consciência (lipotímia). Esses sintomas vegetativos e
autossômicos determinados pela fobia surgem sempre que o paciente
se depara com o objeto (ou situação) fóbico.
O pensamento fóbico é tão automático quanto
o pensamento obsessivo e o paciente tem plena consciência do
absurdo de seus temores ou, ao menos, sabe que são completamente
infundados na intensidade que se manifestam. Resistem, esses
temores, a qualquer argumentação sensata e lógica, aliás, o
medo só será fóbico em duas circunstâncias; quando for
considerado injustificável e absurdo pelo próprio paciente e, em
segundo, quando for capaz de produzir sintomas comandados pelo
sistema nervoso autônomo.
O medo na Fobia ataca de modo incontrolável
diante de objetos e circunstâncias de todo naturais e, diante das
quais, mesmo o paciente reconhecendo como ridículas, não poderá
dominar-se. A denominação das Fobias diversas guarda uma
relação etimológica com as situações desencadeadoras:
Agorafobia (espaços abertos ou sair de casa); Claustrofobia
(lugares fechados); Acrofobia (alturas); Ailérofobia (gatos);
Antropofobia (gente); Zoofobia (animais); Xenofobia (estranhos); e
assim por diante.
As Fobias podem ocorrer juntamente com qualquer
outro sintoma psiquiátrico, podem fazer parte de variados graus
de ansiedade e de depressão ou ainda, em várias neuroses e
psicoses. De fato, não se trata de nenhum sintoma patognomônico
de algum quadro psicopatológico específico.
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O
medo, seja com características fóbica ou não, reflete sempre
uma grande insegurança e pode aparecer tanto nos Transtornos de
Ansiedade quanto nos transtornos depressivos.
A
associação da Depressão com crises de pânico é encontrada em
proporções que chegam a 70% dos casos.
O
estudo de, Stavrakaki e Vargo (1986), onde reavalia-se pesquisas
dos últimos 15 anos, sugere três tipos de abordagem da questão
Ansiedade versus Depressão:
1- Ansiedade e Depressão diferem qualitativamente;
2- Ansiedade e Depressão diferem quantitativamente e;
3- Ansiedade se associa à Depressão.
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