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Índice - Tratamentos
Ansiedade Generalizada
Autismo Infantil
Depressão
Doença Alzheimer
Esquizofrenia
Ejaculação Precoce
Transt. de Ereção
Fobias
Obesidade
Síndrome do Pânico
Síndrome X Frágil
Deficiência Mental
Anorexia, Bulimia
Transtorno Bipolar
Transt. Hipercinético
Crianças hiperativas Obsessivo-Compulsivo

 


Veja Autismo Infantil de César de Moraes

 

   

ESTRATÉGIA DE TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO AUTISMO INFANTIL

 

Nesta simples revisão da literatura sobre estratégias de tratamento para o Autismo Infantil, o mais correto seria dizer para o "tratamento dos sintomas do Autismo Infantil", já que, até o momento, não há nenhum tratamento que se possa considerar decididamente eficaz para a doença mas, apenas, algumas tentativas para controle sintomático da doença.

As pesquisas mais recentes sugerem que a etiologia do Autismo Infantil seja multifatorial. Evidências acumuladas têm sugerido desequilíbrios em vários sistemas neuroquímicos, primariamente o dopaminérgico e o serotoninérgico, como sendo relevantes para a fisiopatologia do Autismo Infantil. Estudos neurobiológicos clínicos e de tratamento apontam para um papel importante do neurotransmissor dopamina no desenvolvimento do Autismo Infantil.

As drogas de efeito dopaminérgicos têm demonstrado algum efeito sobre a sintornatologia do Autismo Infantil. Os medicamentos antagonistas dos receptores D2 (dopamina), como por exemplo o haloperidol e a pimozida, também têm mostrado alguma eficácia no controle de alguns sintomas de Autismo Infantil, principalmente na redução de estereotipias, do retraimento e do comportamento agressivo, assim como no aumento da atenção.

Embora alguns investigadores relatem um benefício clínico dos agonistas indiretos da dopamina, como o metilfenidato ou a anfetamina, ambos estimulantes, particularmente com respeito a hiperatividade, essa opinião não tem sido consensual. A maioria dos investigadores descreve uma exacerbação dos sintomas autistas, tais como o aumento das estereotipias e da hiperatividade após a administração desses psicoestimulantes. Novos estudos devem surgir para melhor definir o papel da dopamina na fisiopatologia do Autismo Infantil.

 

Fluoxetina no TOC infantil Serotonina - Atualização Suicídio e Tranqüilizantes  Lítio-terapia  Eletroconvulsoterapia Gravidez e Psicotrópicos Menopausa e Hormônios

 

O Jornal da AME tem excelente artigo sobre Autismo Infantil:

"Não há cura para o autismo. A pessoa autista pode ser tratada e desenvolver suas habilidades de uma forma mais intensiva do que outra pessoa que não apresente o mesmo quadro e, então, assemelhar-se muito a essa pessoa em alguns aspectos de seu comportamento. Porém, sempre existirá dificuldade nas áreas atingidas pelo autismo, como comunicação e interação social.

O autista pode desenvolver comunicação verbal, integração social, alfabetização e outras habilidades, dependendo de seu grau de comprometimento e da intensidade e adequação do tratamento que, em geral, é realizado por equipe multidisciplinar nas áreas de Fonoaudiologia, Psicologia, Educação Física, Musicoterapia, Psicopedagogia e outras." Veja

 

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EQUOTERAPIA, O TRATAMENTO QUE VEM A CAVALO
Artigo de Eveli Maluf no site Fisioterapia.Com


"Sempre queremos o melhor para nosso paciente e uma das melhores formas de tratamento é a Equoterapia, o que não dispensa outras.
A Equoterapia ou Equitação terapêutica faz o uso do cavalo para beneficiar nosso paciente ou como os equoterapeutas preferem chamar, nosso praticante. Este é um nome que por ele próprio traduz um dos fatores mais importantes da Equoterapia pois a pessoa interage, participa de seu tratamento e não apenas recebe-o passivamente.

Equoterapia é uma forma de tratamento não ligada apenas à fisioterapia mas sim a uma equipe interdisciplinar, composta por fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiologista, psicólogo, médico, educador físico, pedagogo, veterinário, professor de equitação, zoologista, enfim, todos os profissionais ligados à saúde, educação e equitação, que visa o tratamento biopsicosocial de forma global e não segmentada como é a maioria dos tratamentos.

Existe uma explicação no porquê do uso do cavalo e é claro um animal adequado a ser utilizado. O mais indicado é um animal acima de cinco anos de idade, que tenha entre 1,40 e 1,50 metros de altura, dócil, bem aprumado, com uma andadura ritmada, cadenciada, simétrica e macia, pois assim sendo o cavalo ao andar promove ao cavaleiro um movimento tridimencional, para frente e trás, para os lados, para cima e para baixo e também um componente rotacional.

Todos estes movimentos por si só são de extrema importância, são estímulos que geram de 1 à 1,25 ajustes tônicos por segundo (somando um total de 1800 à 2250 ajustes tônicos durante uma sessão que tem duração de trinta minutos) e muito se assemelham aos movimentos que ocorrem no corpo humano durante a marcha. Além disso o cavalo possui cheiro, cor, som, e diferentes texturas o que também serve como estímulos ao nosso praticante. É certo então que o passo do cavalo já traz benefícios mas não basta apenas montar o nosso praticante e fazer o animal andar, podemos fazer muito mais.

Como fisioterapeutas podemos lançar mão de técnicas específicas e materiais diversos com fins terapêuticos durante a sessão de Equoterapia, vale da criatividade de cada profissional. Se realizarmos nosso trabalho de maneira correta, eficaz, podemos ter diversos ganhos como: melhora do tônus, do equilíbrio, da postura, da coordenação, da conscientização corporal, fortalecimento e alongamento muscular, inibição de reflexos anormais, inibição de padrões patológicos, entre outros. Além do trabalho no picadeiro, cabe ainda ao fisioterapeuta dentro de uma equipe de equoterapia, avaliar e reavaliar os praticantes, interpretar diagnósticos, analisar quadros clínicos, orientar a equipe nos estudos de caso, orientar os pais, traçar planos de sessão com objetivos específicos para cada praticante e demonstrar técnicas de manuseio aplicáveis durante o tratamento.

Algumas indicações para o tratamento de equoterapia são:

- Traumatismo crânio-encefálico;
- Traumatismo raqui-medular;
- Síndrome de down;
- Atraso na fala e cognição;
- Acidente vascular cerebral;
- Atraso no desenvolvimento;
- Encefalopatia crônica não-progressiva;
- Autismo infantil;
- Depressão;
- Patologias ortopédicas congênitas ou adquiridas;
- Disfunção sensório motora;
- Outras." .Veja a página toda

 

 

"A maioria dos pesquisadores e clínicos concorda que os sintomas do autismo infantil, geralmente, iniciam-se antes dos trinta meses de idade (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 1980; ORGANIZAÇÀO MUNDIAL; DE SAÚDE, 1993) .

Indicadores que o processo de desenvolvimento da criança não vai bem podem ocorrer antes dos seis meses de idade. Crianças que choram demais ou são vistas como muito quietas pelos pais, crianças que têm pouco contato visual, não mantêm posição antecipatória ou não prestam atenção aos eventos familiares principais podem estar apresentando sintomas iniciais da síndrome autista. As alterações no ritmo do desenvolvimento da criança também costumam ocorrer precocemente.

O início precoce é um dos principais sintomas que diferenciam o autismo infantil do transtorno desintegrativo na infância. Na síndrome de Heller, o quadro clínico se inicia após um período de desenvolvimento normal da criança e, geralmente, ocorre após os três primeiros anos de vida." Trecho da página Autismo de Cesar de Moraes - Veja.

I – Medicamentos que envolvem a serotonina (5-HTI)

Com base em evidências implicando a disfunção da serotonina no Autismo Infantil, as drogas com efeitos serotoninérgicos têm sido investigadas quanto a sua utilidade clínica nesse transtorno. Múltiplos estudos têm examinado o potencial da fenfluramina, agonista indireto da serotonina, a qual promove a liberação desse neurotransmissor no espaço pré-sináptico, ao mesmo tempo em que bloqueia sua recaptação.

Embora a fenfluramina aumente abruptamente a neurotransmissão de serotonina, sua administração em longo prazo resulta numa redução da transmissão serotonina (5-HT) no SNC e, talvez, seja essa redução da transmissão serotonina a responsável pela melhora de alguns sintomas do Autismo Infantil.

Buspirona
Outros agentes que influenciam a função da serotonina têm sido estudados em relação à sua utilidade no tratamento do Autismo Infantil. A imipramina, antidepressivo que bloqueia a recaptação de noradrenalina e de serotonina, e a metissergida, antagonista não-seletivo da serotonina, não produziram resultados promissores em experiências clínicas envolvendo crianças autistas e não foram examinadas quanto a seus potenciais para tratar adultos com Autismo Infantil. A buspirona, agonista parcial de 5HT 1 A, demonstrou, em estudos pré-clínicos, aumentar a função serotonina.

Várias experiências de rótulo aberto, uma envolvendo crianças e três envolvendo adultos com Autismo Infantil e transtornos relacionados, sugeriram um possível papel para a buspirona no tratamento de hiperatividade, comportamento estereotipado e agressividade. Justificam-se outros estudos, especialmente experiências duplo-cegas controladas por placebo, para investigar o potencial clínico de buspirona no tratamento de crianças, adolescentes e adultos com Autismo Infantil e investigar o papel dos receptores 5-HT1A na fisiopatologia do Autismo Infantil.

Trazodona
Existem algumas evidências sobre a eficácia da trazodona no controle da sintomatologia do Autismo Infantil. Trata-se de uma droga com dupla propriedade, ela pode ser antagonista em doses baixas e agonista em doses altas da serotonina. Alguns autores observaram redução em até 75% do comportamento agressivo e autolesivo do Autismo Infantil com uma dosagem relativamente baixa de trazodona (Gedye), em torno de 250 mg/dia, agindo então como antagonista dos receptores 5-HT2. Observações semelhantes ocorreram em adultos com retardo mental tratados com doses baixas de trazodona.

Clomipramina
A clomipramina, um tricíclico que antagoniza os transportadores de dopamina, noradrenalina e, particularmente, serotonina, tem sido estudada quanto a seu potencial no tratamento de crianças, adolescentes e adultos com Autismo Infantil.

McDougle relata melhora nas interações sociais, na agressividade, nos pensamentos e no comportamento repetitivo em adultos com Autismo Infantil, após tratamento com clomipramina. Gordon, por sua vez, considerou a clomipramina superior à desipramina e ao placebo, no controle de sintomas de Autismo Infantil e agressividade, bem como na melhora dos sintomas de hiperatividade em um grupo de crianças e adolescentes.

Estudos adicionais, inclusive uma experiência aberta envolvendo 35 adultos com Autismo Infantil, têm apoiado um papel para a clomipramina em abrandar o comportamento repetitivo e a agressividade. Sugeriu-se que o benefício da clomipramina fosse devido aos seus efeitos serotoninérgicos. Entretanto, como sempre ocorre nas pesquisas sobre o Autismo Infantil, existem muitas e grandes diferenças nos resultados de pesquisas usando clomipramina e outros antidepressivos tricíclicos no tratamento desse transtorno.

Inibidores da Recaptação da Serotonina
Dadas às evidências de disfunção da serotonina em indivíduos com Autismo Infantil e alguns resultados promissores com a clomipramina, a busca por drogas seguras e eficazes no tratamento de Autismo Infantil têm levado a experiências clínicas com os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs). Pelo menos os ISRSs têm uma farmacocinética mais benigna, com respeito a efeitos adversos, não possuindo potencial para cardiotoxicidade e nem por baixar o limiar convulsivo, efeitos comuns aos tricíclicos.

Sertralina
Tal como em relação à clomipramina, pesquisadores (Buck) também têm constatado redução do comporiarnento agressivo e autolesivo em pacientes portadores de Autismo Infantil. A dose preconizada para esses casos é de 25 a 150mg/dia de Sertralina.

McDougle (1997) também constata a eficácia da sertralina no tratamento de sintomas em adultos com Autismo Infantil. Na dosagem de 50 a 200 mg/dia, 64% dos pacientes responderam de alguma forma ao tratamento.

Fluoxetina e Paroxetina
Vários investigadores têm descrito melhora de crianças, adolescentes e adultos com Autismo Infantil, após tratamento com fluoxetina. Em uma paciente do sexo feminino de 26 anos com Autismo Infantil, Mehlinger notou redução dos comportamentos ritualísticos, bem como a uma elevação do humor depois do tratamento com fluoxetina. Hamdan-Allen descreveu melhora dos sintomas de tricotilomania refratários a imipramina, após administração de fluoxetina. Todd também verificou diminuição dos comportamentos ritualísticos e repetitivos em indivíduos com Autismo Infantil tratados com fluoxetina.

Por outro lado, Ghaziuddin observou apenas melhora do humor em seus pacientes tratados com fluoxetina, embora muitas características fundamentais do Autismo Infantil permanecessem inalteradas.

Fluvoxamina
McDougle descreve diminuição dos pensamentos e comportamentos repetitivos e da agressividade, bem como melhora do relacionamento social em pacientes adultos com Autismo Infantil e TOC, após tratamento com fluvoxamina. A fluvoxamina mostrou superioridade significativa ao placebo após 4, 8 e 12 semanas de tratamento.

O tratamento com a fluvoxamina foi também superior ao placebo no seguinte: pensamentos e comportamentos repetitivos, comportamentos mal adaptados, agressividade e comportamento autista. Houve ainda aumento de algumas áreas do relacionamento social, particularmente o uso da linguagem, em adultos com transtorno autista. Esses estudos preliminares justificam outras pesquisas com fluvoxamina e outros ISRSs em adultos, adolescentes e crianças com Autismo Infantil.

II - Neurolépticos Atípicos
Os neurolépticos típicos, como o haloperidol e a pimozida, têm sido usados há várias décadas no tratamento de Autismo Infantil. Estudos duplo-cegos com placebo têm demonstrado sua maior eficácia no tratamento de sintomas do autismo, principalmente crianças e adolescentes. Entretanto, devido a necessidade de uso contínuo desses neurolépticos típicos e o desenvolvimento de efeitos extrapiramidais adversos indesejáveis, como por exemplo a discinesia tardia, sua indicação tem sido limitada.

Neuroléptico Atípico foi o nome atribuído a uma categoria de medicamentos com possibilidade de ter eficiente ação antipsicótica sem produzir, ou produzindo o mínimo de sintomas extrapiramidais. Outra característica que se pode atribuir ao neuroléptico atípico, é sua maior eficácia nos chamados sintomas negativos das psicoses.

Com efeitos colaterais potencialmente favoráveis e perfil farmacológico com afinidades significativas para receptores dopaminérgicos e serotoninérgicos, o uso desses neurolépticos atípicos, como por exemplo a clozapina, a risperidona e a olanzapina, tem sido experimentados em pacientes com Autismo Infantil.

Clozapina
Existem relativamente poucos estudos com a clozapina para tratamento de Autismo Infantil. Três crianças autistas exibindo hiperatividade e agressividade acentuadas receberam clozapina depois de se mostrarem resistentes aos neurolépticos típicos. Observaram-se melhoras com três meses de tratamento em dosagens de até 200 mg/dia, e 2 de 3 pacientes continuaram a mostrar melhora clínica durante oito meses seguintes.

A escassez de trabalhos descrevendo o uso de clozapina para tratamento de sintomas do Autismo Infantil poderia, em parte, refletir preocupação com o uso de uma droga com aumento dos riscos de agranulocitose ou crises convulsivas, especialmente em crianças ou adolescentes. Estudos adicionais se justificam para determinar a utilidade da clozapina no tratamento de crianças, adolescentes e adultos com Autismo Infantil.

Risperidona e Olanzapina
Recentemente surgem cada vez mais trabalhos atestando o potencial da risperidona no tratamento de Autismo Infantil. Como a clozapina, a risperidona também tem alta afinidade pelos receptores 5-HT, sendo ela particularmente alta para os receptores 5-HT2A e 5-HT2C. Ademais, a risperidona parece ter incidência bem mais baixa de efeitos colaterais que os neurolépticos típicos.

Purdon descreve melhora clínica com referência à atenção, aos pensamentos e aos comportamentos repetitivos, em adultos portadores de Autismo Infantil e retardo mental tratados com risperidona. McDougle observou melhoras significativas nas relações sociais, pensamentos, comportamentos repetitivos e agressividade, melhoras estas mantidas por um período mínimo de um ano. Simeon também relata melhora significativa com a risperidona em dose de 1 mg/dia nos sintomas do Autismo Infantil. Fisman referiu melhora do comportamento e dos sintomas de anorexia nervosa no Autismo Infantil.

Fisman e Steele relataram uma série de casos de Autismo Infantil tratados com risperidona e descreveram melhora clínica em 93% dos pacientes. Realça a redução do comportamento disruptivo, da agitação e da ansiedade, bem como a melhora da conscientização social, da concentração e dos sintomas obsessivos. Hardan publicou os resultados de uma experiência clínica com risperidona em crianças e adolescentes com retardo mental e/ou transtornos do desenvolvimento. A melhora observada foi predominante nos comportamentos mal-adaptativos, tais como a hiperatividade, agressividade, comportamentos de oposição, impulsividade, comportamento autolesivo e acessos de agressividade.

Praticamente os mesmos resultados obtidos com a risperidona para os sintomas do Autismo Infantil se observaram em relação à sintomas encontrados na Deficiência Mental. Luit investigou a utilidade da risperidona em grupo heterogêneo com retardo mental. A risperidona se associou à melhora clínica, após seis meses, em 10 de 13 indivíduos, promovendo a diminuição do comportamento agressivo e autolesivo.
McDougle também observou diminuição significativa do comportamento repetitivo, da agressividade e da impulsividade, bem como o aumento do relacionamento social com monoterapia de risperidona.

Resultados semelhantes têm sido obtidos com a olanzapina no tratamento de crianças, adolescentes e adultos com Autismo Infantil.
A característica dos neurolépticos atípicos de modular as vias serotoninérgica e dopaminérgica, e talvez o equilíbrio em que o fazem, foi postulada como possível causa de sua melhor eficácia sobre os neurolépticos típicos no tratamento de crianças, adolescentes e adultos com Autismo Infantil.

Conclusões

Apesar da quantidade significativa de pesquisas básicas e clínicas acerca da(s) etiologia(s) do Autismo, desde que esse transtorno foi descrito por Kanner, ainda são muito importantes os achados dos níveis sangüíneos elevados de serotonina em 30% a 40% dos portadores desse distúrbio. Isso sugere a regulação do sistema serotoninérgico como importante contribuinte à fisiopatologia do Autismo Infantil.

Os recentes achados relacionados à exacerbação dos sintomas com diminuições agudas e significativas da serotonina no SNC, somente apóiam um papel central para esse neurotransmissor na expressão característica do Autismo Infantil. Isso também sugere uma eventual grande sensibilidade nos indivíduos com Autismo Infantil em relação a alterações da disponibilidade da serotonina.

Como costuma acontecer em outros transtornos psiquiátricos, estratégias de tratamento têm sido desenvolvidas para Autismo Infantil, a despeito da ausência de uma fisiopatologia bem compreendida.

Sobre outros inibidores da recaptação da serotonina (ISRSs), tendo em vista as substanciais melhoras observadas em adultos autistas tratados com fluvoxamina, há necessidade de estudos adicionais, faixas etárias e subtipos de Autismo Infantil.

Os antipsicóticos denominados neurolépticos atípicos, em comparação com neurolépticos típicos, parecem ter perfis mais benignos, relacionados com efeitos colaterais adversos. São interessantes as descrições de alterações da função da dopamina e da serotonina em indivíduos com Autismo Infantil, bem como a afinidade significativa por receptores de dopamina D2-símiles e por receptores 5-HT2 dos neurolépticos atípicos. Isso autoriza tentativas de utilização dessas substâncias no tratamento desse transtorno.

Já contamos com alguns relatos de casos iniciais referentes à utilidade dos neurolépticos atípicos, particularmente da risperidona e a olanzapina, no tratamento de indivíduos com Autismo Infantil.

Ballone GJ - Estratégias de Tratamento Medicamentoso do Autismo Infantil - in. PsiqWeb, Internet, disponível em <http://www.psiqweb.med.br/autism.html> revisto em 2003

BIBLIOGRAFIA
Fisman S, et al; Risperidone in PDD - J Am Acad Child Adolesc Psychiatry, 1998 Jan.
Fisman S, et al; Use of risperidone in pervasive developmental disorders: a case series. - J Child Adolesc Psychopharmacol, 1996 Fal.
Hardan A, et al; Case study: risperidone treatment of children and adolescents with developmental disorders. - J Am Acad Child Adolesc Psychiatry, 1996.
McDougle CJ, et al; A double-blind, placebo-controlled study of risperidone in adults with autistic disorder and other pervasive developmental disorders - Arch Gen Psychiatry, 1998 Jul
McDougle CJ, et al; Research Units on Pediatric Psychopharmacology (RUPP) Autism Network. Background and rationale for an initial controlled study of risperidone. Child Adolesc Psychiatr Clin N Am, 2000 Jan
Posey DJ, et al; Risperidone in the treatment of two very young children with autism. J Child Adolesc Psychopharmacol, 1999
Purdon SE, et al; Risperidone in the treatment of pervasive developmental disorder. - Can J Psychiatry, 1994 Sep.
Steele M, et al; A possible tetracycline-risperidone-sertraline interaction in an adolescent. - Can J Clin Pharmacol, 1999 Spr.

 

 

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