O
Que é Disfunção Erétil?
A disfunção erétil, antes era conhecida por Impotência
Sexual, é a incapacidade de se obter ou manter uma ereção adequada
para a prática da relação sexual. Não deve ser confundida com a
falta ou diminuição no "apetite sexual ", nem como
dificuldade em ejacular ou em atingir o orgasmo.
Milhões de homens passam por esse problema. As estatísticas mostram
uma incidência de 5% nos homens aos 40 anos e até 25% aos 65 anos.
Quase todos aqueles que são sexualmente ativos já experimentaram um
episódio de impotência pelo menos uma vêz na vida.
A Impotência Sexual não pode ser encontrada nas classificações
internacionais de doenças com este nome genérico. Na realidade o
DSM.IV aborda o problema subdividindo o tema em vários tópicos.
Fala-se, por exemplo, em Transtornos do desejo Sexual, Transtorno da
Excitação Sexual, Transtornos do Orgasmo e Transtornos de Dor Sexual.
Veja Disfunção
Erétil em PsiqWeb
A
Disfunção Erétil é de causa emocional ou física?
A ereção do pênis é um processo fisiológico onde vários
segmentos do organismo entram em ação. Quando a ereção falha, várias
são as causas possíveis; sendo que podem agir isoladamente ou em
conjunto umas com as outras.
No momento em que o homem tem alguma patologia que leva a impotência,
como por exemplo a Diabetes, quase sempre à esta patologia se associa
um importante fator emocional, o qual contribuirá fortemente para
prejudicar ainda mais a ereção.
O medo que os homens experimentam ao
passar por um ou sucessivos fracassos sexuais provoca uma enorme
sensação de inferioridade com grande impacto psicológico. Essa
preocupação com o desempenho sexual pode acompanhar a pessoa 24 horas
por dia. Com isso, advém problemas de relacionamento familiar,
matrimonial, profissional, financeiro, social, etc.
Muitas vezes a disfunção erétil pode estar relacionada com a depressão,
com a perda da auto-estima, com a ansiedade, com às tensões provocadas
por determinada parceira ou certas situações, como por exemplo, o medo
de contrair AIDS.
A preocupação excessiva que o indivíduo pode ter com a sua
performance sexual também é causa comum de Disfunção Erétil,
principalmente se o homem já for para a relação, achando que vai
falhar ou que não vai conseguir satisfazer sua parceira.
Quando somente um único episódio de falha ocorre, o melhor a fazer é
esquecer; porém, se estas falhas se tornarem freqüentes, este pode ser
o primeiro sinal de alguma doença física.Portanto, a Disfunção Erétil
pode ter uma causa orgânica e/ou emocional.
Quais
as causas orgânicas da Disfunção Erétil
São aquelas relacionadas com a saúde dos órgãos dos
homens. Podem ser:
Alterações Hormonais devidas à diminuição dos níveis de
testosterona do sangue, podem inibir a ação do estímulo sexual no cérebro,
diminuir o interesse pelo sexo. Já está amplamente divulgado por vários
trabalhos médicos, que a testosterna não atua nos mecanismos de obtenção
ou manutenção na ereção, mas no desejo sexual. Veja o Desejo
Sexual.
Alterações Neurológicas podem interferir em várias áreas da
potência sexual; no cérebro, nos nervos que conduzem o estímulo
sexual pela medula e nos nervos pélvicos e penianos. Essas alterações
neurológicas podem ser provocadas por diabetes, alcoolismo, esclerose múltipla,
lesões na coluna vertebral ou complicações de acidente vascular
cerebral (AVC), isto é, derrames.
Alterações Arteriais. Essas são as causas orgânicas mais freqüentes.
O estreitamento das artérias faz diminuir o fluxo do sangue ao pênis.
Se o sangue não chega ou não entra no pênis com a devida pressão
fica impossível ocorrer a ereção. A arteriosclerose, por exemplo,
obstrui as artérias e, no pênis, não ocorrendo o relaxamento destas
artérias o sangue não consegue ter a pressão necessária para
enche-lo. Esta situação é comum também na hipertensão arterial, no
aumento do colesterol, no estresse, nos fumantes e nos diabéticos.
Alterações no próprio Pênis. Alterações nos Corpos
Cavernosos do pênis, como a fibrose e a fístula para o corpo
esponjoso, por exemplo, impedem que ocorra o mecanismo de pressão do
sangue necessário para encher o pênis.
Na fibrose o pênis não consegue se distender e na fístula o sangue
que chega ao pênis, logo sai do pênis. As fibras musculares dos corpos
cavernosos, na fase de repouso peniano ficam contraídas, e só se
relaxam no momento da ereção.
A ansiedade normalmente faz aumentar os níveis de adrenalina no sangue
e essa adrenalina contrai a musculatura lisa do pênis e também as artérias
penianas, impedindo assim, que ocorra a ereção.
A idade produz um enrijecimento dos tecidos do corpo e também da
musculatura lisa do pênis, dificultando e muitas vezes impedindo a ereção.
Alterações nos testículos. Alterações na Túnica Albugínea
dos testículos impedem o mecanismo de compressão e fechamento das
veias penianas durante a ereção (para a ereção, as artérias têm
que abrir e as veis têm que fechar).
Na ereção normal, os corpos cavernosos comprimem estas veias de
retorno do sangue contra a albugínea, retendo o sangue no seu interior
enquanto houver estímulo sexual adequado. Se a albugínea não for rígida
o bastante, as veias permanecem abertas, deixando escapar o sangue. É a
chamada "fuga venosa" ou disfunção veno-oclusiva.
As Alterações dos Neuro-Transmissores podem impedir que ocorra
a ereção, pois o estímulo neurológico dos nervos do pênis não
chega às células dos corpos cavernosos. Os neurotransmissores mais
importantes são o óxido nítrico, o GMPc e o PDE-5.
Diabetes. Essa também é uma das causas mais comuns de Disfunção
Erétil. Homens diabéticos têm maior chance de desenvolver este
problema devido às lesões vasculares e lesões nervosas que provoca. A
neuropatia diabética do pênis leva à uma diminuição na velocidade
de condução dos impulsos elétricos pelo pênis. Estes pacientes
costumam desenvolver a disfunção erétil entre 10 e 15 anos antes dos
outros homens sendo que muitas vezes a impotência é a primeira
manifestação do diabetes. Existem estudos mostrando que 50 a 60% dos
homens diabéticos com mais de 50 anos sofrem de disfunção erétil.
Hipertensão Arterial acelera a deposição de gordura nas
paredes das artérias, endurecendo-as (arteriosclerose). As artérias
penianas são muito finas e qualquer estreitamento pode ser suficiente
para prejudicar o fluxo sangüíneo e a ereção. Basta uma pequena
demora no enchimento do pênis de alguns homens para que logo apareça a
ansiedade, dificultando mais ainda o mecanismo da ereção.
Por outro lado, tem sido comum comum o tratamento da hipertensão
arterial ter como efeito colateral exatamente a Disfunção Eerétil,
seja pela ação dos medicamentos hipertensivos utitilizados, seja pela
diminuição da pressão sanguínea do pênis.
As Drogas e os Medicamentos são causas comuns de disfunção erétil
em qualquer idade. Estima-se que 25% das disfunções sejam secundárias
a medicamentos. As mais freqüentes drogas são o tabaco do fumo, o álcool
e a maconha. Dentre os medicamentos, os mais consumidos são anti-androgênicos
(usados nos tratamentos de tumores malignos da próstata); finasterida
(hiperplastia da próstata e para crescer cabelo); diuréticos,
metil-dopa, beta-bloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio
(hipertensão arterial); tranqüilizantes, sedativos,descongestionantes
nasais; cimetidina (úlcera péptica); digoxina (insuficiência cardíaca).
Existem várias outras substâncias e medicamentos igualmente nocivos à
ereção.
E
quais as causas Não Orgânicas?
O Estresse pode ser causa de disfunção erétil em homens de
qualquer idade, agindo sozinho ou acompanhando alguma patologia.
O Temor, o Medo e a Ansiedade, são as grandes causas, a nível
psicológico das dificuldades da ereção. São comuns homens que temem
serem rejeitados, se não apresentarem uma ereção rápida tão logo
sejam solicitados. Homens com mais de 45 anos querem ter a mesma
qualidade e rapidez de reação erétil que tinham aos 20-25 anos.
Desconhecem que à medida que aumenta a idade, tornam-se diferentes as
condições dos sistemas nervoso e do aparelho circulatório. Além
disto, aumentam as exigências na qualidade dos estímulos.
Paradoxalmente, é o medo de falhar que faz com que, realmente, o homem
falhe. Quanto maior for o medo, mais facilmente o homem entrará neste
crucial e fatal círculo vicioso.
Outros fatores externos estressires da vida moderna, tais como dívidas
e falta de dinheiro, emprego, também podem afetar a ereção.
As dificuldades eréteis de fundo psicológico freqüentemente estão
associadas com ansiedade sexual, medo do fracasso, preocupações acerca
do desempenho sexual e uma redução do sentimento subjetivo de excitação
e prazer sexual.
Veja no Site Masculin
Pessoas mais
velhas são Impotentes?
Um dos muitos mitos de nossa
sociedade é em relação à impotência sexual "automática"
no envelhecimento.
De fato, ocorrem mudanças fisiológicas no envelhecimento, às quais a
pessoa deverá adaptar-se bem e tranqüilamente, preservando assim o
direito e a capacidade de praticar sexo e ter intimidade mesmo na idade
mais avançada.
As proncipais mudanças na
sexualidade com o envelhecimento são:
1. O tempo de ereção
Muitos idosos procuram tratamento visando a mesma velociade de ereção
que tinham aos 20-30 anos. Normalmente são pessoas desinformadas das
mudanças fisiológicas e naturais que acontecem com a idade.
De qualquer forma, é importante deixar claro que a mudança que se dá
com a idade é em relação à velocidade de ereção, e não na
qualidade da ereção. O que acaba interferindo também na qualidade da
ereção é a ansiedade que surge pela desinformação sobre a mudança
no tempo de ereção.
2. Sensibilidade do pênis
Alguns
homens idosos afirmam perceber uma leve perda da sensibilidade tátil
quando o pênis fica ereto. Realmente isso acontece, em função da
mudança no processo da condução pelos terminais nervosos do pênis, o
que é próprio da idade.
3. Alteração na quantidade de
esperma
Com o envelhecimento, costuma diminuir a quantidade do sêmem formado
nas glândulas genitais do homem. Como o volume dessas secreções
diminui, menos fluidos vão ser ejaculados através da uretra. Como
conseqüência, a ejaculação vai diminuir e tornar-se naturalmente
menos vigorosa.
4. Menor necessidade de ejacular
Com o avanço da idade, o organismo se encarrega de reduzir a
necessidade da ejaculação. Assim é que um homem que ejaculava 2 vezes
por semana aos 60 anos, por exemplo, poderá ejacular só uma vez por mês
aos 75, embora possa continuar tendo a mesma atividade sexual, com a
mesma freqüência, de antes.
6. Aumento do tempo entre uma
ereção e outra
Chama-se Período Rrefratário
o intervalo de tempo para uma nova ejaculação com ereção. A pessoa
com 50 anos pode apresentar uma nova rigidez do pênis depois só de
algumas horas após ejacular, ao passo que o período refratário das
pessoas com 70 ou 80 anos de idade tende a ser normalmente espaçado
para dias e não horas.
Veja Sexo
nos Idosos