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Menopausa

O que é a Menopausa ?

Sintomas da Menopausa
O que causa a falta de estrogênio
Porque tratar a Menopausa

O que é a Osteoporose

O que é Terapia de Reposição Hormonal

Como se Administram os Hormônios

Tratamentos não hormonais

Cuidados sobre a Terapia Hormonal  

Depressão na Menopausa 
O Sexo nos Idosos

Perguntas freqüentes sobre:
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Esquizofrenia
Tratamentos

Anorexia e Bulimia. Transtornos alimentares.
Ansiedade. Transtorno de Ansiedade e estados onde existe ansiedade como sintoma.
Atlas de neurociência

 

 

O que é a Menopausa ?

Menopausa é a parada de funcionamento dos ovários, ou seja, os ovários deixam de produzir os hormônios estrógeno e progesterona e de eliminar óvulos, conseqüentemente a mulher deixa de menstruar.

Mas, para o diagnóstico de Menopausa deve existir um ano ou mais de falta da menstruação (chamada amenorréia) em mulheres que ainda tenham útero e ovários, juntamente com baixos níveis de estradiol (estrogêneo) e altos níveis do Hormônio Folículo Estimulante (FSH) e do Hormônio Luteinizante (LH) (Greendale, 1999).

A Menopausa não é uma doença, mas apenas um estágio na vida da mulher e sua p principal característica é a parada das menstruações. Não existe idade predeterminada para a Menopausa mas, geralmente ela ocorre entre os 45 e os 55 anos. Em alguns casos a Menopausa pode ser mais prematura, ocorrendo a partir dos 40 anos, sem que isto seja um problema.

Em muitas mulheres a Menopausa pode ser anunciada, alguns anos antes, por irregularidades menstruais, menstruações mais escassas, hemorragias, menstruações mais freqüentes. Pode-se chamar esse período de Perimenopausa, a fase que antecede a parada total das menstruações (amenorréia), mas ela não é obrigatória.

Quando essas alterações são na forma de mais de uma menstruação por mês, chama-se de polimenorréia, quando surge com muito sangramento ou muitos dias sangrando, de hipermenorréia. Normalmente a Perimenopausa corresponde aos quatro anos antes da instalação da Menopausa, propriamente dita.

Ao contrário do que muita gente pensa, não há relação entre a precocidade ou atraso da primeira menstruação e a idade mais cedo ou mais tarde da Menopausa, nem tão pouco existe relação entre a idade de familiares da Menopausa e a da pessoa.

Uma palavra que se confunde com Menopausa é Climatério. Climatério é o decréscimo progressivo da capacidade reprodutiva feminina, portanto, estão no climatério todas as mulheres entre 35 e 65 anos de idade.

 

Sintomas da Menopausa

Os sintomas da Menopausa decorrem, em sua grande maioria, da deficiência de estrogênio. Essa deficiência de estrogênio pode ser observada desde o início do processo da Menopausa (climatério), sendo os mais freqüentes as ondas de calor, crises de sudorese noturna, palpitações, cefaléias e vertigens. Sintomas psicológicos também podem ocorrer com freqüência e incluem depressão, irritabilidade, fadiga e perda da libido.

Em relação às alterações emocionais possíveis de aparecer na Menopausa, não se pode atribuir exclusivamente à falta de estrogênio, embora isso seja importante. Nas questões emocionais devemos considerar todo o panorama existencial da pessoa menopausada, assim como os elementos sociais, biológicos, o passado emocional e físico, as condições atuais, etc.

Apesar de algumas mulheres não sentirem nada durante o período da Menopausa, a maioria poderá sentir os seguintes sintomas:

 

Ondas de calor

Suores noturnos

Insônia

Menor desejo sexual

Irritabilidade

Depressão (veja mais em PsiqWeb)

Ressecamento vaginal

Dor durante o ato sexual

Diminuição da atenção e memória


O que a falta de Estrogênio causa

O estrogênio é o hormônio básico da mulher. Sua falta causa, principalmente, as ondas de calor ou fogachos em aproximadamente 75 a 80 % das mulheres. Fisiologicamente, a redução progressiva do estrogênio, que acontece na Menopausa, promove efeitos profundos no organismo todo. Em alguns casos a conseqüência dessa deficiência de estrogênio, em longo prazo, propicia sintomas desagradáveis e, algumas vezes, sérias doenças.

O estrogênio é responsável pela textura da pele feminina e pela distribuição de gordura, e sua falta causará a diminuição do brilho e da elasticidade da pele, além de produzir uma distribuição de gordura pelo corpo mais masculina que feminina, ou seja, na barriga.

Nos genitais a falta de estrogênio que causa a secura vaginal, que acaba por comprometer o desermpenho e até o desejo sexual, pois torna as relações sexuais dolorosas.

Outra alteração importante causada pela falta de estrogênio é na esfera emocional. A mulher com falta de estrogênio pode ter irritabilidade e depressão. O estrogênio está associado a sentimentos de baixa auto-estima.

O estrogênio também é relacionado ao equilíbrio entre as gorduras no sangue, tais como do colesterol e triglicérides. Estudos mostram que as mulheres na Menopausa têm uma chance muito maior de sofrerem arteriosclerose e suas conseqüências, tais como ataques cardíacos, doenças cardio-vasculares e demência.

Por último o estrogênio é responsável pela fixação do cálcio nos osssos. Após a Menopausa, grande parte das mulheres passará a perder o cálcio dos ossos, doença chamada osteoporose, que é responsável por fraturas e por grande perda na qualidade de vida.

 

Porque tratar a Menopausa

Se a Menopausa é um fenômeno natural, porque a mulher a um tratamento? O objetivo do tratamento da Menopausa é melhorar a qualidade da vida da mulher.

As conquistas da ciência,  particularmente da medicina, vêm aumentando muito a idade média dos homens e das mulheres, apesar do envelhecimento ser um fenômeno natural e fisiológico.

O maior motivo para um tratamento médico na Menopausa é a qualidade de vida. Hoje a medicina tem meios para minimizar eventuais desconfortos que podem comprometer a qualidade de vida da mulher menopausada e, um dos principais desconfortos que podem ocorrer nessa fase da vida é a osteoporose e suas conseqüências.

Além da prevenção da osteoporose, o tratamento proposto para a Menopausa e seus eventuais dissabores envolve a atenção às alterações emocionais (depressão e ansiedade), da atividade sexual, a prevenção de demência, a preservação da estética feminina, etc.

 

O que é a Osteoporose

A perda de cálcio que ocorre nos primeiros cinco anos da Menopausa descalcifica os ossos e causa a osteoporose. A conseqüência mais direta da osteoporose é relacionada à fraturas de ossos e entre essas fraturas, as mais graves são das vértebras (na coluna) e de bacia.

O tratamento com hormônios ou com substitutos hormonais reduz a ocorrência de osteoporose e previne fraturas de bacia em 25% e de coluna em 50%. Esse tratamento, para ser mais eficaz, deve ser iniciado logo no início da Menopausa.

 

O que é Terapia de Reposição Hormonal

Se o que falta na Menopausa é o estrógeno, o mais lógico seria que a reposição hormonal com o estrógeno seja a base do tratamento. Em mulheres que ainda tem o útero é importante associar a progesterona para proteger contra o risco de câncer do endométrio.

Acredita-se que, em relação ao Sistema Nervoso Central, a deficiência estrogênica possa ser responsável por muitos sintomas referidos pelas mulheres com mais de 49-52 anos, tais como fogachos (ondas de calor), suores noturnos e, principalmente, distúrbios do humor.

Outro fator importante a considerar no tratamento de reposição hormonal é na prevenção do risco de doenças cárdio-vasculares, entre elas o infarto e o derrame. O tratamento hormonal pode reduzir as mortes por doenças cárdio-vasculares em aproximadamente 35%.

Estudos recentes revelam que o declínio da memória após a menopausa se associa à deficiência de estrogênio, a qual promove a diminuição da síntese do neurotransmissor acetilcolina e do fluxo sanguíneo cerebral.

As vantagens do tratamento de reposição hormonal seriam:

Redução do Risco de Osteoporose.

Redução dos Riscos de Doenças Cárdio-vasculares.

Melhora da Depressão.

Melhora da Atividade Sexual.

Melhora da Memória com possível prevenção da Doença de Alzheimer.

As desvantagens do tratamento de reposição hormonal seriam:

Custo do Tratamento.

Tratamento Prolongado.

Volta da Menstruação em algumas mulheres.

Agravamento da possibilidade de Câncer de Mama em mulheres suscetíveis.

Devem ser esclarecidos alguns enganos culturais sobre o tratamento hormonal. Por exemplo: sendo bem orientada e conduzida a reposição hormonal, não é verdade que o tratamento com hormônios aumenta os pelos no corpo, que engorda e que causa câncer.
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Como se Administram os Hormônios

Existem diversas maneiras de se administrar hormônios, notadamente o estrógeno. Essa administração se faz por via oral, via transdérmica através de cremes ou adesivos na pele, via vaginal, injetável e por implantes subcutâneos (debaixo da pele).

No Brasil as vias mais comuns são a transdérmica e a oral, tendo sido lançado recentemente o implante subcutâneo. Pela via oral podem ser administrados comprimidos de estrógenos e de estrogênios conjugados à progesterona.

Os hormônios de uso transdérmico são feitos sob diversas formas. A mais comum delas são os adesivos, os quais devem ser colocados na pele e substituídos uma ou duas vêzes por semana. Esses adesivos podem conter só o estrógeno ou uma combinação de estrógeno e progesterona.

Outras formas de hormônios transdérmicos são os cremes e aerossóis. Esses têm o inconveniente de necessitarem o uso diário, porém, mas têm a vantagem de não descolar da pele como acontece com adesivos em algumas mulheres.

Os implantes de hormônios são colocados embaixo da pele através de uma agulha mais grossa que as agulhas de injeção e duram 6 meses.

 

  

Tratamentos não hormonais

Para as mulheres que não podem usar os estrógenos existem alternativas com medicamentos que diminuem os sintomas e/ou os efeitos da Menopausa. Esses novos medicamentos para Menupausa imitam, até certo ponto, as qualidades do estrógeno sem eventuais efeitos colaterais.

Um desses medicamentos é o raloxifeno, que é um modulador seletivo dos receptores de estrogênio (SERM).

Raloxifeno (Evista®)

O raloxifeno é um modulador seletivo dos receptores de estrógeno e funciona da mesma maneira que o estrógeno, só que sua ação é seletiva, ou seja, exerce somente os aspectos benéficos do hormônio.

O Raloxifeno tem as seguintes vantagens:

Tratamento e Prevenção da Osteoporose.

Possível Redução dos Riscos de Doenças Cárdio-vasculares.

Proteção contra o Câncer de Mama.

Proteção contra o Câncer de Endométrio.

Possível prevenção da Doença de Alzheimer.

Tem as seguintes Desvantagens:

O custo do Tratamento é alto.

Não diminui as ondas de calor

Não diminui a dor à relação sexual.

Não tem efeitos sobre a pele, vagina e a bexiga.

 

Outro desses medicamentos é a tibolona, um hormônio alternativo e original. Trata-se de um medicamento que imita as qualidades do estrógeno com diminuição dos efeitos colaterais.

Tibolona (Livial®)

A grande vantagem do Tibolona é sua ação específica, agindo diferentemente em cada parte do organismo. Essa substância não tem quase nenhuma ação sobre a mama e sobre o endométrio, que são os locais de risco de câncer e onde os estrógenos geralmente têm ação.

Por outro lado, o Tibolona age sobre a área da sexualidade, melhorando a libido e o desempenho.

O Tibolona tem as seguintes vantagens:

Ação específica sobre o osso, prevenindo a osteoporose.

Ação específica sobre o coração com possível redução dos riscos de doenças.

Possível nenhuma ação  na Mama.

Possível nenhuma ação no Endométrio.

Possível prevenção da Doença de Alzheimer.

Aumenta a libido.

Melhora a mucosa vaginal.

 

Cuidados sobre a Terapia Hormonal

A Terapia de Reposição Hormonal nunca deve ser iniciada sem supervisão médica. Essa supervisão deve ser periódica, mesmo que esteja dando certo e tudo esteja bem.

A Terapia de Reposição Hormonal nunca deve ser abandonada sem a supervisão médica. As vantagens da Terapia de Reposição Hormonal só se obtêm se seu uso for supervisionado e, principalmente, continuado.